O ponto fraco do inimigo

liberdade de expressão

Ex-muçulmano escreve para Ali Sina. Link para o texto original 2007. Tradução 23-01-2016

Querido Ali Sina,

Eu também sou iraniano e fui criado na Alemanha. Vivi no Irã por três anos, e agora estou de volta à Alemanha. Eu percebi que o Islã é uma seita primitiva, demoníaca e ridícula, e estou preocupado com a educação nas escolas alemãs.

Alguns meses atrás, as autoridades decidiram que além do ensino do catolicismo e religiões evangélicas, que podem ser escolhidas pelos estudantes (elas não são obrigatórias), a educação islâmica também deve ser oferecida. O mais assustador é que muitos estudantes escolhem estudar o Islã, que é ensinado por muçulmanos, é claro.

Como você já deve saber, muita gente que não é muçulmana “de verdade” escolhe esse tipo só para “mostrar” a todo mundo que eles são muçulmanos. E as autoridades estão felizes que “a educação islâmica será uma matéria nacional em breve”. Eu posso bem imaginar como tais professores irão alimentá-los com mentiras sobre o Islã, o Alcorão, e Maomé; e como esses estudantes irão tentar propagá-lo e tentar islamizar a sociedade, os amigos e os parentes.

Eu me sinto muito mal com isso e gostaria de perguntá-lo o que posso fazer ou como posso contribuir para que eles se iluminem, pois não quero que essas coisas aconteçam.

Desejo tudo de bom e muito obrigado a você e aos coeditores.

Ali Sina responde:

Querido Farhad,

Você tem todo motivo do mundo para estar preocupado. Dizem que a ignorância é uma bênção. Os não-muçulmanos, particularmente os europeus, são ingênuos ignorantes dos perigos do Islã. Somente os ex-muçulmanos, que viram a enormidade da devastação que o Islã provoca, podem entender a grandeza da ameaça que esta seita representa para o mundo e a civilização humana.

É um engano tolerar o Islã. É um engano dar a ele o status de religião e contá-lo no meio de outras religiões. O Islã não é só mais uma cor no arco-íris das religiões. É a escuridão de uma noite que almeja obliterar todas as outras cores.

Alguns erros são mais custosos que outros e a inércia pode resultar em desastre. O erro que o mundo cometeu durante os anos 30 quando os nazistas estavam ganhando força custou 50 milhões de vidas. Tolerar o Islã hoje pode resultar em muito mais mortes num futuro próximo. Se deixarmos o Islã dominar o mundo, nós perderemos a nossa liberdade e nossa civilidade ao mesmo tempo. Embora ainda não se fale nisso e é provável que não aconteça, a possibilidade de um holocausto nuclear em que bilhões de pessoas pereçam é real. Esse desastre pode ser evitado se nós agirmos agora, colocarmos um freio na história e mudarmos o seu curso, antes que atinja o precipício.

A única maneira de evitar esse perigo iminente é ajudando os muçulmanos a saírem do Islã. Este êxodo deve começar em larga escala e logo. Todavia, não é uma tarefa fácil. Os muçulmanos não aderiram ao Islã por causa de argumentos racionais. Então eles não vão deixar o Islã por causa deles. Os muçulmanos geralmente evitam completamente o diálogo. Eles acreditam que não há razão para provar o Islã como verdade e que todo mundo deve aceitar a religião prontamente, assim que seja chamado.

Converter-se ao Islã é muito mais um ato emocional do que uma experiência da razão. As emoções agem na parte mais primitiva do cérebro. Elas são mais fortes e suplantam a mente racional. Como resultado, não é fácil dialogar com muçulmanos. Eles não vão deixar a fé apenas com a razão. Suas fortes emoções em relação a sua fé formam uma redoma completa em torno da parte lógica.

Embora a meta do meu site Faith Freedom Internacional seja dupla: A) ajudar os muçulmanos a deixarem o Islã e B) advertir aos outros sobre seus perigos; a verdade é que A depende muito de B. Estando eu consciente da dificuldade de se argumentar com os muçulmanos, meu foco principal é em B. Eu sou da opinião que a chave para influenciar um grande número de muçulmanos e fazê-los ver que o Islã é falso está nas mãos dos infiéis. Os muçulmanos não vão deixar o Islã a menos que o mundo denuncie sua seita.

Os não-muçulmanos mantêm o Islã vivo.

Nós escutamos constantemente os muçulmanos citarem celebridades famosas que fazem comentários positivos sobre o Islã e o louvam. Os muçulmanos dependem desses comentários como o peixe dentro da água. Eles pescam esses comentários, incentivam-nos, compilam-nos e advertem-nos, porque é na aprovação dos outros que eles acham validade para a sua fé. Toda a autoestima deles depende de como os outros os percebem e do que dizem sobre eles. Esta é a chave para entender a sua idiossincrasia e traçar um plano estratégico para combater sua Jihad.

O que aconteceria se essa aprovação parasse? Toda a sua autoestima desmoronaria! A dúvida subiria a sua mente e eles perderiam a fé. Um narcisista depende de elogios porque neles acha suprimento para seu narcisismo. É com os elogios dos outros que o narcisista encontra a própria validação e sua raison d’être.

Todos nós somos narcisistas até certo ponto. Queremos ser notados. Nós procuramos atenção. Queremos que nos levem em conta. Esta sede é tão forte que alguns até cometem crimes para extrair atenção. Os vândalos destroem de modo que possam ser notados. Através do vandalismo, eles podem ver seu malfeito e se sentirem importantes. A mesma psicologia é o que motiva um incendiário ou até um assassino serial.

O psiquiatra Americano James Gilligan, autor de Preventing Violence, argumenta que a razão pela qual a maioria dos criminosos cometem crimes é para conseguir respeito. Ele escreve: “eu costumava pensar que as pessoas cometiam roubos à mão armada para conseguirem dinheiro; e de fato, essa é a explicação superficial que eles preferem nos dar. Mas quando eu me sentei e conversei demoradamente com homens que tinham cometido aquele crime com frequência eu escutei comentários como ‘eu nunca obtive tanto respeito antes em toda a minha vida quanto no momento em que apontei uma arma para o rosto de algum cara’”.

A chave para ajudar os muçulmanos a deixarem o Islã é desprovê-los de respeito. Para um narcisista, a coisa mais importante é a imagem. Os muçulmanos dependem da imagem do Islã para sua autoestima. Ao perderem sua identidade e serem deixados sem nada a não ser o Islã, eles se sentem respeitados quando o Islã é respeitado, e insultados quando o Islã é insultado. Enquanto os infiéis respeitarem o Islã, os muçulmanos irão continuar agarrados a religião. Somente vão abandonar quando toda a humanidade denunciar o Islã como algo maligno e perigoso.

Vergonha e culpa.

As culturas islâmicas são baseadas na vergonha. Ela é uma experiência dolorosa. Para evitar a vergonha, deve-se evitar a causa da vergonha. Isso significa que se deve proteger a imagem. Toda a sua autoestima e autovalor dependem dessa imagem. Quando estamos envergonhados, tornamo-nos violentos. A violência é uma das maneiras com que nós humanos lidamos com a vergonha.

O e-mail seguinte nos foi enviado por Drunkia. Mostra o relacionamento que os muçulmanos têm com o Islã e o aperto que este culto tem sobre eles. Ela escreveu:

Eu concordo totalmente com você, senhor. Os muçulmanos são violentos, abusadores, e eles são estupradores. E é totalmente verdade que essas histórias que chamam de milagre são casualidades. Então por que diabos eu não estou em um asilo psiquiátrico? Por que porra eu, uma jovem muçulmana que nunca chama palavrão – a menos que seja necessário – está chamando agora? Cale sua boca imunda e vá para o inferno. Talvez você tenha nascido de uma mãe honesta, mas nasceu para ser um homem desonesto.

Creia-me, eu concordo totalmente com você que os muçulmanos são violentos. Se eu não tivesse escrevendo isso em uma tela de computador, você não teria um rosto decente agora. E meu punho estaria ensanguentado e eu seria punida. Mas que punição pior poderia haver quando você está sendo uma “mala sem alça” para minha religião? Mova seu traseiro e me escreva de volta. Não sou uma garota de violência, mas eu posso me tornar, e minha família pode ser de assassinos. Apodreça no inferno! Rs rs vou chorar pela sua mãe quando estiver sendo despejado no lixo pelas mãos de Alá.

Tenha muita má sorte!…, e espere! Não vou escrever meu nome para um ser humano asqueroso como você! Creia-me! Não preciso nem tentar! Eu sei onde você mora. Sei onde você dorme, conheço seus parentes, sei onde você trabalha, e conheço seus amigos. E eu sei que você é um otário!

Esta pessoa muito provavelmente não é violenta. Mas dadas as chances, ela com certeza vai cumprir as ameaças proferidas. Pessoas de todas as religiões ficam ofendidas quando sua religião é insultada, mas somente os muçulmanos são capazes de perder a cabeça e se tornarem assassinos perversos. Por quê? É porque os muçulmanos perderam o ego individual e o Islã se tornou sua única identidade. O Islã dá a eles autoestima, uma falsa sensação de orgulho e ego próprio. Quando o Islã é criticado, eles sentem a vulnerabilidade e ficam envergonhados. O que é que se pode dizer quando as pessoas chamam seu profeta de pedófilo e você não pode negar? Isto causa intensa vergonha e a única maneira de lidar com isso é se tornando violento. O melhor jeito de descrever o comportamento deles é dizer que ficam “possessos”.

Para que se consiga ajudá-los a superar sua selvageria, os muçulmanos precisam ser “exorcizados” do Islã. E isso se faz desacreditando a religião para que ela perca as aparências. A vergonha os torna violentos, mas ao final, ela irá libertá-los. Assim, a resposta a sua violência não é respeitar sua fé, mas envergonhá-los mais. Somente a intensa vergonha pode quebrar sua redoma.

O narcisismo se alimenta de suprimentos narcisistas. O reconhecimento e o respeito são suprimentos narcisistas. Alimentar o narcisismo não ajuda o narcisista, só o faz ficar pior. Eles se tornam valentões, mais arrogantes, e mais exigentes. Os narcisistas não podem ser ajudados através do apaziguamento. Nas palavras de Churchill: “um apaziguador é alguém que alimenta um crocodilo esperando que ele o devore por último”. Os alemães e muitos governos europeus estão tentando apaziguar os muçulmanos. Eles não estão conscientes dos perigos do Islã e a calamidade que eles vão enfrentar em um futuro próximo. A ignorância tem um preço a pagar. O preço dessa ignorância pode ser uma guerra civil e o sangue de inúmeras pessoas na Europa, tanto muçulmanas quanto infiéis.

Nossa responsabilidade é acordar os infiéis (os não-muçulmanos) e adverti-los dos perigos do Islã. O perigo vem do Islã e não das pessoas do Oriente Médio. Ao contrário dos muçulmanos, que discriminam, violam e abusam os direitos humanos dos infiéis, os infiéis têm dificuldade com a discriminação. Todavia, eles precisam entender que o Islã é apenas uma crença e as crenças não possuem direitos. Serem humanos possuem direitos, crenças não.

Como o e-mail de Drunkia mostra, os muçulmanos se tornam cães ferozes se sua religião for criticada. A selvageria não deve ser tolerada. Os muçulmanos que defendem sua religião com violência devem ser presos. O diálogo deve ser bem vindo, mas deve haver tolerância zero para a violência.

Uma vez que o diálogo comece, o islã será desacreditado e os muçulmanos irão ser libertos. Uma vez que sua fonte de orgulho se torne uma fonte de vergonha, eles não mais se apegarão a ele, ao contrário, ficarão envergonhados e desejarão se dissociar dele.

A cultura ocidental é baseada na culpa. A cultura oriental é baseada na vergonha. Para nós, orientais, a imagem é tudo, bem como a maneira como os outros nos enxergam. O oposto de culpa é inocência. Se seu etos é baseado na culpa, então você se policia interiormente a fim de parar de cometer más atitudes porque agir mal faz você se sentir culpado.

Se seu etos é baseado na vergonha, tudo com o qual você se importa é com sua imagem. O oposto de vergonha é a honra. Você pode até agir mal, mas se ninguém perceber, sua imagem não é maculada e você ainda é considerado uma pessoa honrada. Em uma cultura baseada na vergonha, o certo e o errado não tem significado algum. Tudo se resume a vergonha e honra. Se a mancha da vergonha é eliminada, mesmo que isso signifique o assassinato da própria filha, a honra é restaurada. Esses pontos de vista são diferentes. A menos que nós os entendamos, não seremos capazes de fazer sentido para os muçulmanos e suas mentes.

As culturas baseadas na vergonha são primitivas (antigas). Todas as culturas orientais são baseadas na vergonha, mesmo que elas não sejam islâmicas. A cultura japonesa, por exemplo, é, ou tem sido, baseada na vergonha. Nossa cultura persa também é baseada na vergonha. Provérbios como “mantenho minhas bochechas rosadas com tapas” são indicadores de uma cultura baseada na vergonha, onde a imagem é mais importante do que os fatos. Este provérbio significa que posso estar morrendo de fome, mas meu orgulho não deixa que eu mostre isso a ninguém, então eu esbofeteio meu próprio rosto para mantê-lo rosado. Porque a pobreza é a causa da vergonha, enquanto eu esconder minha pobreza, eu preservo minha honra.

O Islã é uma filosofia baseada no medo e tem criado as suas raízes no meio social da vergonha. Esso é uma combinação muito perigosa. Quando se combina medo e códigos morais baseados na noção de honra e vergonha, se cria o etos mais insidioso imaginável. Assim é o Islã, ainda mais perigoso que o Nazismo. Os muçulmanos não estão preocupados com a irracionalidade do Islã ou sobre o que é bom ou ruim. Eles estão mais preocupados em “quebrar a cara” e em defender a imagem do Islã.

A violência vence.

Um fato com o qual todos concordam é que a força bruta é mais forte que a civilidade. Se eu e você nos confrontarmos um ao outro, e se eu fizer uso da violência enquanto você tenta argumentar comigo, eu irei vencer. A razão pela qual os muçulmanos venceram desde a época de Maomé é porque os não-muçulmanos estavam relutantes em recorrer a violência, enquanto os muçulmanos estavam sempre prontos para ela. A razão de vivermos em liberdade hoje é porque os europeus responderam ao barbarismo islâmico com igual selvageria. Se não fossem os cruzados, provavelmente não seríamos livres hoje.

Na ocasião da batalha de Badr, quando um poeta de Meca chamado Nadhr ibn Harith foi capturado por ser crítico de Maomé, apesar de ser também seu primo, ele se voltou ao homem que o prendera (chamado Musab) e pediu que intercedesse por ele junto a Maomé para que este não o matasse. Musab lembrou-lhe que ele havia negado a fé e havia ridicularizado o profeta. “Ah”, disse Nadhr, o prisioneiro, “se os coraixitas tivesse pegado você eles não iriam matá-lo”. “Mesmo se acontecesse isso”, Musab replicou desdenhosamente, “eu não sou como você. O Islã abriu uma fenda em todos os laços familiares”.

Maomé ordenou que seu primo Nadhr fosse decapitado. Musab estava dizendo a verdade. O Islã abriu uma fenda nos laços familiares. Isso se chama Moqalib-al qulu. Transforma os corações dos crentes e os faz ficar cruéis e desumanos. Depois de se converter ao Islã, os crentes se voltam contra seu próprio povo e não tem pena nenhuma de matar seus entes queridos.

Este tem sido o segredo do sucesso do Islã desde o início. As pessoas comuns não são militantes. Eles se inscrevem na filosofia do “viva e deixe viver”. Esta é uma característica louvável do mundo civilizado. Todavia, onde a lei da selva se aplica, a besta mais feroz e astuta é a vencedora. Um bando de hienas pode invadir um grande rebanho de gnus ou gazelas, matar quantas quiser e as hienas são sempre vitoriosas. Os carnívoros sempre vencem porque os herbívoros não são violentos. A força bruta ganha. O bem e o mal são conceitos humanos. Na natureza, força bruta é o que importa. Isto é um princípio. Porque os muçulmanos são militantes, e o resto da humanidade não é; porque eles são violentos e os outros não são, os muçulmanos sempre ganham.

A tolerância com a intolerância encoraja esta última. O Islã precisa ser detido. Há duas maneiras de fazer isso. Uma é tangendo os muçulmanos do Islã, e a outra é respondendo à violência com uma violência maior. Na humilde opinião da pessoa que escreve, a primeira opção é a da sanidade, enquanto a outra é a guerra. Não é preciso dizer que a opção de não fazer nada é suicídio.

Se nós escolhermos o caminho da sanidade, a única maneira de ajudar aos muçulmanos a saírem do Islã é desacreditando-o. Isso significa criticar abertamente, do mesmo jeito que fazemos com o Cristianismo ou outras religiões. O Cristianismo não foi poupado do criticismo. Não há nada contra o Cristianismo, Judaísmo ou Hinduísmo que não já tenha sido dito. Por que o Islã deve ser poupado do criticismo? Se houver alguma verdade no Islã, deixemos que os apologistas o defendam. Se não puder se sustentar logicamente, então é uma mentira. Por que nós deveríamos nos curvar a uma mentira que é responsável por tantas mortes?

As melhores pessoas para criticar o islã e desacreditá-lo são as pessoas como você e eu. Nós apóstatas conhecemos o Islã por dentro e por fora, e depende de nós abrirmos a boca para criticá-lo. Todo mundo precisa se tornar um crítico do Islã, mas os ex-muçulmanos podem fazer o que os outros não podem. Nosso inimigo é militante, determinado e proativo, e nós devemos ser do mesmo jeito.

A nossa vulnerabilidade e a deles.

Você não pode ganhar uma guerra sem conhecer seu inimigo. Para conseguir ganhar essa guerra, nós precisamos entender a psicologia dos muçulmanos. Uma vez que conheçamos sua mentalidade, nós conheceremos suas fraquezas e vulnerabilidades.

A fraqueza dos muçulmanos é o Islã. Eles se agarram à religião para ter identidade e orgulho. Eles querem que você respeite o Islã e com isso alimente sua sede narcisista. Quando você vê milhões de muçulmanos perderem as estribeiras por causa de algumas charges do profeta, então você sabe que tocou num ponto muito sensível.

Este conhecimento é crucial para ganhar esta guerra. Na guerra, deve-se atacar o inimigo em seu ponto fraco. Por isso atacar a figura de Maomé e a credibilidade do Alcorão é essencial em nossa luta contra o terrorismo. A fisgada do islã nos muçulmanos não é lógica, mas emocional. Então só podemos vencer se nos engajarmos emocionalmente. Como fazer isso? Dizendo a verdade. Quando todo mundo parar de se prostrar diante dos muçulmanos, e começar a chamá-los de maometanos e seguidores de um pedófilo, a batalha está ganha. Eu fico muito impressionado que alguns não muçulmanos que fingem lutar contra o terrorismo fiquem ofendidos com esses termos e achem que é desnecessário chamar os muçulmanos disso. Longe de ser desnecessário, é imperativo. É nossa exata estratégia contra eles. Tais palavras não são insultos, mas fatos. Tais fatos, uma vez espalhados mundo afora e repetidos em eco por todo mundo, irão esmagar a fé dos muçulmanos no Islã, cortando o cordão umbilical.

Os muçulmanos não têm medo de lutar. Eles não têm medo de matar ou morrer. Eles têm medo de serem ridicularizados. É o ponto fraco deles. E é bem no ponto fraco que precisamos concentrar nossos ataques.

Somente um tolo negaria que estamos em uma guerra. Os muçulmanos declararam sua jihad contra a humanidade. Cada lado tem suas fraquezas. A fraqueza dos infiéis, principalmente os ocidentais, é a culpa. Os muçulmanos abusam os outros que vivem em seus países e violam seus direitos humanos, mas quando chegam ao Ocidente, eles exigem não apenas tratamento igual, mas preferencial. Eles não obedecem a regra nenhuma, mas fazem com que nós obedeçamos às suas regras. A maioria das carnes que são servidas nos fast foods europeus é halal. Por quê? Porque os não-muçulmanos não se importam. E por causa disso os muçulmanos vencem. Vencem por causa de nossa indiferença e inércia. Os ocidentais se sentem obrigados a se curvarem porque estão amarrados pela culpa. Aí é onde os muçulmanos agarram os inimigos pelo pescoço. Eles conhecem nossa fraqueza e nosso sistema legal e obtêm plena vantagem a sua posição. Mas e o ponto fraco deles?

A vulnerabilidade dos muçulmanos é a vergonha. Tendo perdido sua identidade, eles procuram seu eu e seu orgulho na religião. Criticar o Islã é para um muçulmano a experiência mais devastadora. Para eles, que literalmente adoram mais ao Maomé do que a Deus, escutar críticas e escárnios é algo traumático.

Paradoxalmente, isso é sua salvação. Quanto mais o Islã for criticado, menos sensíveis eles se tornam e gradualmente param de se escorar na religião. Afinal o Islã acabará se tornando sua fonte de vergonha. Será aí que um grande êxodo do islã irá começar. Pode acontecer da noite para o dia.

Os muçulmanos temem o diálogo. Quando eles falam de “diálogo entre civilizações” eles na verdade querem dizer monólogo. Eles querem que você escute a história deles, mas não querem escutar a sua, muito menos tolerar suas perguntas provocantes. Eles demonstraram sua intolerância ao diálogo quando o papa citou um imperador bizantino dizendo que o Islã era violento. Eles evitam situações onde o Islã possa ser seriamente examinado. Essa é a fraqueza deles.

Os ocidentais não podem superar sua própria fraqueza. Eles não vão conseguir ser intolerantes com os muçulmanos. O sentimento de culpa deles é muito forte e muito debilitante. Isso dá aos muçulmanos uma aresta. A única maneira de o Ocidente superar esta deficiência é tirando vantagem da fraqueza do inimigo, e isso quer dizer criticar o Islã e ridicularizar seu fundador pedófilo e estuprador.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para 2016.

Por que os países árabes ricos abandonam os refugiados sírios?

árabes recusam refugiados - Copia

Texto de Nonie Darwish (04-09-2015). Tradução em 01-10-2015. Link para o original.

A mídia ocidental está relatando a crise dos refugiados muçulmanos como um problema humanitário que o Ocidente precisa resolver. Mas onde estão as perguntas da mídia sobre os grandes recursos financeiros e de terras disponíveis em países muçulmanos ricos? Onde está a solução islâmica para essa equação?

O mundo é frequentemente indagado sobre a urgência de mostrar compaixão e respeito pelos árabes, mas onde estão as ações do próprio mundo árabe para resgatar os companheiros muçulmanos das garras do ISIS?

Onde estão as feministas árabes, principalmente aquelas que fizeram protesto contra a proibição da França contra o uso do hijab? Elas estão quietas e não estão fazendo nada para ajudar milhares de mulheres que são vítimas dos estupros e escravidão pelos jihadistas islâmicos. As únicas mulheres que ajudam as outras no Oriente Médio são as madres Teresas cristãs e as Kayla Muellers do mundo ocidental.

Onde estão os exércitos árabes que agitaram dúzias de guerras contra Israel? Por que eles não estão combatendo o ISIS e construindo cidades de lona nos vastos desertos da Arábia, Egito, Jordão e no rico golfo? Eles estão dizendo que são muçulmanos “moderados” e que são contra o ISIS. Mas o que eles fizeram de concreto?

Onde estão os milhares de grupos islâmicos humanitários no Ocidente, como o CAIR e o ISNA, que estão dedicando toda a sua energia e milhões de dólares contra a discriminação contra os muçulmanos e contra a “islamofobia” no Ocidente? Este é o mesmo Ocidente para o qual os refugiados escapam.

É obvio que os árabes e os governos islâmicos não prepararam ou planejaram as consequências do tumulto islâmico por todo o oriente Médio. A crise dos refugiados já deveria ser esperada e um desastre esperava para acontecer desde que a primavera Árabe falhara em produzir um estado Islâmico no Egito e o ISIS surgiu na Síria. Mas os países islâmicos ignoraram a crise humanitária resultante do comportamento bárbaro do Estado Islâmico.

Abaixo estão alguns motivos pelos quais os países raramente se preparam para um desastre e se escoram pesadamente no Ocidente para socorrer as vítimas da jihad:

* Os muçulmanos sabem que o Ocidente vai tomar conta de seus erros, então eles não precisam evitar as consequências negativas de suas ações.

* Os países ocidentais vêm rapidamente ao socorro, abrem suas fronteiras e terras para provarem ao mundo que não são islamofóbicos.

* Os países árabes carecem de compaixão e ações para resgatarem uns aos outros, apesar de sua retórica da unidade Árabe/muçulmana. A Arábia Saudita e o Golfo nunca abrem suas fronteiras para os muçulmanos pobres em conflito. Até o Egito rejeitou os refugiados de Darfur que foram mais tardes forçados a irem a Israel, que os acolheu.

* Os países ricos em petróleo tornam o turismo muito difícil, a não ser que seja para o Hajj (peregrinação). Eles são muito tribais e se recusam a diluir sua cultura com o influxo de estrangeiros. Os trabalhadores de terceiro mundo são tratados de forma desumana e raramente ganham residência permanente ou direitos iguais como cidadãos.

* Os árabes preferem gastar seus petrodólares em expandir sua influencia no Ocidente do que tornar a vida melhor para seus próprios cidadãos ou ajudar outras nações muçulmanas que são menos afortunadas financeiramente.

* Grupos islâmicos acreditam que os refugiados da Síria, Iraque e Afeganistão irão espalhar a Sharia na Europa, que é o principal objetivo da jihad.

* O fato de limpar as áreas da oposição dos cidadãos que não estão contribuindo para o crescimento do ISIS ajuda o grupo a se expandir além da Síria e do Iraque. A Europa e a América estão absorvendo a oposição ao ISIS, então para que atrapalhá-los?

* A vida e o resgate de vidas, bem como evitar as tragédias humanas não são mais importantes do que a jihad na cultura árabe.

Espero que o Ocidente pense duas vezes antes de aceitar milhares de refugiados do Oriente Médio.

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Sobre a autora:  Nonie Darwish nascida no Egito e naturalizada americana, é uma ex muçulmana ativista a favor dos direitos humanos e fundadora do Arabs for Israel e diretora do Former Muslims United. É autora de vários livros, entre eles, The Devil We Don’t Know: The Dark Side of Revolutions in the Middle East (O diabo que não conhecemos: o lado escuro da revolução no Oriente Médio).

Definição de casamento: o que se aprende com o islã?

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Brasil: Em reunião tumultuada, a comissão especial que discute o Estatuto da Família na Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (dia 24 de setembro de 2015) o texto principal do projeto, que define família como a união entre homem e mulher. A comissão aprovou o relatório por 17 votos favoráveis e 5 contrários. Vejam a opinião de uma ex-muçulmana egípcia sobre um assunto parecido, que nos Estados Unidos foi discutido em 2013.

Texto de Nonie Darwish (2013). Traduzido em 27-09-2015. Link para o original.

Antes de os americanos embarcarem na ideia de mudar a definição de casamento, eu espero que eles pelo menos concordem em examinar as culturas que não definem o casamento como união entre homem e mulher. Em sua ânsia de atingir suas metas, os entusiastas do casamento gay estão marchando pelo que eles consideram como progresso e modernidade, ao mesmo tempo em que ignoram as lições de outras culturas, a história, a natureza humana básica e as consequências indesejadas e negativas por se redefinir o conceito de “casamento”.

A definição de casamento para o islã é de um homem e até quatro mulheres onde a lealdade no casamento é requerida somente da mulher em relação ao homem, mas não necessariamente do homem para com a mulher. No contrato egípcio de casamento, do homem se pede que dê nome e endereço de uma segunda, terceira, ou quarta mulher, se houver. É tão fácil para um homem legalizar o casamento com uma quarta mulher como foi com somente a primeira. É verdade que a maioria dos muçulmanos escolhe ter apenas uma mulher, mas a mera existência dessa lei tem consequências devastadoras no funcionamento saudável da unidade familiar, equilíbrio de poder no casamento, direitos da mulher e autoestima, segurança dos filhos, segregação sexual na sociedade como um todo e a maneira como os sexos se relacionam.

Se nós desejamos ter uma discussão saudável sobre essa discussão acalorada sobre a redefinição do casamento, precisamos manter a discussão respeitosa e honesta sem lançar mão de xingamentos de “homofóbicos” ou “intolerantes” daqueles que querem preservar a palavra “casamento” como união de homem e mulher. É fato que legalmente, biologicamente, culturalmente e em muitos outros aspectos, a união entre um homem e uma mulher é muito diferente da união homossexual e não há nada que possamos fazer para mudar isso. Se nós insistimos em chamar a união homossexual de “casamento” nós estamos negando a diferença principal de que a união heterossexual é autossuficiente e não necessita de um terceiro para produzir filhos (ou necessidade de adoção N.T). Isto é legal e biologicamente diferente. Ponto final. Consequentemente, se ela é diferente, não devíamos dar o mesmo nome, mas podemos dar aos gays todos os benefícios legais e o respeito que merecem sem ferir o casamento tradicional.

Eu vivi os primeiros 30 anos da minha vida em uma sociedade com segregação sexual que permitia a poligamia onde o conceito de casamento não estava restrito a um homem e uma mulher. Uma das consequências de sociedades polígamas islâmicas é que não há comunicação e interação entre os sexos, exceto para a procriação.

O movimento feminista moderno dos anos 60 disse inverdades às mulheres que resultaram em uma quebra dos relacionamentos na América e uma geração de mulheres casadas com PhD mas que nunca casaram ou tiveram filhos. Os homens se sentiram inúteis e foram vexados por assédio sexual resultando em um declínio e deterioração da instituição do “namoro” na América.

Eu não tenho nada contra as pessoas, apenas amor e respeito, sejam elas “hétero” ou gays. Mas isso não significa que eu me permitirei ser enganada em pensar que não haverá consequências indesejadas se usarmos a palavra “casamento” para casais gays. A extrema esquerda na América está promovendo relacionamentos gays como se eles não diferissem em nada dos relacionamentos “hétero” e isso é uma inverdade que somente trará uma sociedade segregada em gênero que vai ferir a mulher muito mais do que ao homem.

Gostemos de admitir isso ou não, as mulheres irão sempre cuidar dos bebês e com a segregação dos sexos os homens se tornarão meros doadores de esperma. O papel dos homens na criação e apoio aos filhos será ainda mais prejudicado com o casamento gay, a menos que as sociedades com esse casamento desenvolvam leis obrigando os doadores de esperma a prover os filhos que eles geraram biologicamente sob pena de prisão. Outro fato que não podemos ignorar: o senso comum nos diz que uma mulher que se relaciona com outra mulher não tem obrigação de manter legalmente o filho da outra se foi gerado com um amante. Que bagunça estamos criando quando usamos o termo “casamento” para uniões gays!

Ao chamar uniões gays de “casamento”, a divisão de gênero e a alienação masculina na criação da família e da criança vão ficar ainda mais profundas. Quem vai se beneficiar se criarmos uma sociedade ocidental segregada por sexo? Estamos a caminho de criar bairros onde só há casais homossexuais? Será que haverá tabus para prevenir os sexos de se comunicarem ou se misturarem? Vocês acham mesmo que isso é imaginação louca de uma mulher que viveu e sofreu em uma sociedade segregada por gênero? A esquerda americana deveria ser cuidadosa naquilo que deseja pois… poderá conseguir mais do que aquilo que desejou.

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Sobre a autora:  Nonie Darwish nascida no Egito e naturalizada americana, é uma ex muçulmana ativista a favor dos direitos humanos e fundadora do Arabs for Israel e diretora do Former Muslims United. É autora de vários livros, entre eles, The Devil We Don’t Know: The Dark Side of Revolutions in the Middle East (O diabo que não conhecemos: o lado escuro da revolução no Oriente Médio).

Por que minha mãe me quer morta

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Texto de Sabatina James (2012). Link para o original.

Tradução khadija kafir 01-09-2015

Quando eu tinha 18 anos, meus pais ameaçaram me matar. E eles realmente iam fazer isso. Se eles tivessem tido oportunidade, eu provavelmente estaria morta hoje.

O problema começou quando eu tinha 15 anos. Naquela época, minha família estava vivendo na cidade australiana de Linz, a uma grande distância de nosso Paquistão, onde eu havia nascido numa vila rural na sombra das montanhas Kashmir. Eu amava as liberdades da minha nova vida na Europa – as camisetas, os batons e delineadores. Meus pais conservadores não gostavam. Nós tivemos uma briga sobre aula de natação e teatro, coisas que meu pai dizia que era para prostitutas. Os absorventes internos também eram um tabu – minha mãe pensava que eles iriam arruinar minha virgindade.

Quando minha mãe achou meu diário um dia e descobriu que eu tinha beijado um rapaz no estacionamento depois da escola, ela agarrou pela bochecha, empurrou-me contra uma parede e chutou minhas pernas, chamando-me prostituta. Quando ela mesma tinha a minha idade, ela estava comprometida em um casamento arranjado.

Eu discordava. Então entrei em um conflito com minha mãe que durou três anos. Em famílias como a minha, enraizadas em tradições tribais, o casamento é o destino de uma filha. E os pais nem sempre são os que primeiro enfatizam- às vezes é a mãe. Isso é muito pior, na minha opinião. Quando você se torna uma mulher jovem e madura e sua mãe ainda bate em você, é muito traumático. Você fica sem apoio.

Minha mãe começou a vigiar cada passo meu. Um dia, quando ela encontrou uma camiseta que ela achou muito pequena, ela me deu um tapa bem forte no rosto, cortando meu lábio. Ainda assim, eu me recusava a me submeter. Eu não queria me anular em um casamento forçado. Eu queria minha liberdade.

Para meus pais, minha rebelião era uma fonte de grande vergonha. Eles se sentiam envergonhados diante dos outros paquistaneses na Áustria. Eles se tornaram mais determinados a me casar e restaurar a “honra” da família.

Quando eu tinha 16 anos, minha família visitou o Paquistão. Eu me lembro de sair para caminhar com uma roupa que considerei bem modesta- uma calça larga e uma blusa. Outros viram aquilo de maneira diferente. Uma multidão de homens se formou, vaiando e assoviando. Naquele dia minha mãe me bateu outra vez, numa sala cheia de parentes.

E daí ela bateu em si mesma. Eu sabia que havia paquistaneses que se flagelavam quando sofriam, mas nunca esperei que minha própria mãe fosse fazer isso. Eu a vi bater em si mesma repetidamente no peito com uma vara, dizendo: “eu dei a luz a uma prostituta!”

Meus pais me mandaram para uma escola islâmica, ou madraça, em Lahore, para que eu “me educasse”, como minha mãe dizia. Eu fiquei em um quarto com 30 outras meninas – não havia cadeiras, camas, ventiladores. Naquele quarto não fazíamos outra coisa a não ser estudar o Alcorão, rezar, e ouvir palestras do mulá sobre o profeta, que falava atrás de uma cortina. Se uma menina falasse, ela seria publicamente jogada nos fundos do alojamento. Moscas e vermes habitavam o banheiro. Não havia papel higiênico, apenas toalhas com manchas de sangue. O sanitário era um buraco no solo.

Depois de três meses, eu parei de comer e fui expulsa. Acabei concordando em me casar com um homem que minha família tinha escolhido, de modo que pudesse voltar a Áustria durante o noivado. Mais tarde, quando os meus pais perceberam que eu não ia levar o casamento adiante, meu pai disse: “a honra dessa família é mais importante do que a minha vida ou a sua”.

Aquilo era uma ameaça direta a minha vida. Parece extremo, mas acontece. De acordo com as Nações Unidas, 5,000 mulheres e meninas são assassinadas a cada ano por “desonra” a família por agir de modo desobediente e imodesto.

Eu fugi, sobrevivendo por dormir em um abrigo num café local em Linz. Meus pais me incomodavam em ambos os lugares, aparecendo lá e me mandando casar. Todos os dias eles apareciam, parecendo demônios possuídos, até que eu perdi meu emprego. Eu tinha 18 anos.

Escapei para Viena com a ajuda de amigos. Lá eu comecei uma nova vida, mudando o meu nome e me convertendo ao catolicismo. Eu escrevi um livro sobre minha experiência, e minha família me processou por difamação. O juiz sentenciou em meu favor.

Hoje eu estou tentando quebrar a tradição do “case ou morra”. Eu dirijo uma fundação chamada Sabatina, na Alemanha, onde vivo. Meu grupo atua como um trilho subterrâneo, ajudando as mulheres a escaparem de suas famílias, e a encontrar emprego e abrigo.

Raramente saio sozinha. Sempre fico a pensar se alguém está me espionando por aí. Eu amo minha liberdade, mas paguei um preço bem alto.

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Defenda o direito de ficar ofendido

rushdie

O texto a seguir é um excerto do artigo “Defend the right to be offended”. Salman Rushdie fala sobre o perigo de ser criarem leis limitantes à liberdade de expressão e que proíbem a crítica ao Islã sob a denominação “incitamento ao ódio por motivos religiosos”. Ele fala da Grã-Bretanha, onde vive, mas traça paralelos com outros países ocidentais.

Texto de Salman Rushdie (2005).

Tradução e adaptação: Khadija Kafir 30-07-2015

(…) O perigo que essa legislação acarreta para a liberdade de expressão, quando diminuída, permanece. Parece que precisamos lutar a batalha do Iluminismo toda de novo na Europa, bem como nos Estados Unidos.

Essa batalha foi sobre o desejo da Igreja de impor limites ao pensamento. O Iluminismo não foi uma batalha contra o Estado, mas contra a igreja. O romance de Diderot La Religieuse (1760), com seu retrato das freiras e seu comportamento, foi deliberadamente blasfemo: ele desafiou a autoridade religiosa, com seus índex e inquisições, dentro do que era possível dizer. A maioria de nossas ideias contemporâneas sobre a liberdade de expressão e imaginação vem do Iluminismo. Podemos ter pensado que a batalha já está vencida. Mas se não tivermos cuidado, ela está prestes a ser derrotada.

Ofensas e insulto são parte da vida cotidiana das pessoas na Grã-Bretanha. Tudo que você tem a fazer é abrir um jornal diário e há muito com que se ofender. Ou pode andar para a seção de livros religiosos de uma livraria e descobrir que você está condenado a vários tipos de torturas eternas no inferno, o que certamente é um insulto, para não dizer que é algo picante.

A ideia de que qualquer tipo de sociedade livre possa ser construída sem que as pessoas nunca sejam ofendidas ou insultadas é um absurdo. Absurda também é a noção de que as pessoas devem ter o direito de invocar a lei para protegê-las de se sentirem ofendidas ou insultadas. A decisão fundamental precisa ser feita: queremos viver em uma sociedade livre ou não? A democracia não é uma festa de chá, onde as pessoas se sentam em círculos para ter uma conversa educada. Nas democracias, as pessoas ficam extremamente chateadas umas com as outras. Argumentam veementemente contra as posições de cada um (mas sem atirar para matar).

Na Universidade de Cambridge me ensinaram um método louvável de argumento: você nunca levar nada para o lado pessoal, mas não é obrigado ter absolutamente nenhum respeito pelas opiniões das pessoas. Você nunca deve ser rude com a pessoa, mas você pode ser barbaramente rude sobre o que a pessoa pensa. Isso me parece uma distinção crucial: as pessoas devem ser protegidas contra a discriminação em virtude da sua raça, mas nada impede que você toque suas ideias. No momento em que você diz que qualquer sistema de ideia é sagrado, quer se trate de um sistema de crença religiosa ou de uma ideologia secular, no momento em que você declara que esse conjunto de ideias é imune à crítica, sátira, escárnio ou desprezo, a liberdade de pensamento se torna impossível.

Agora, com a proposta de lei “para evitar que o ódio seja despertado contra pessoas por causa de suas crenças religiosas”, o governo britânico atual tem a intenção de criar essa impossibilidade. Secretamente seus elaboradores irão lhe dizer que a lei foi concebida para agradar “os muçulmanos”. Mas que muçulmanos, quando e em que dia?

A capacidade desta lei de proteger “os muçulmanos” parece-me discutível. É perfeitamente possível que em vez disso, ela seja usada contra os muçulmanos antes de ser usada contra qualquer outra pessoa. Há grupos identificáveis de racistas e de extrema-direita neste país que argumentam que os muçulmanos são os que incitam o ódio religioso, e esses grupos vão usar (ou tentar usar) esta lei.

(…)

As pessoas têm o direito fundamental de levar um argumento até o ponto em que alguém se ofende com o que elas dizem. Não vale trapacear apoiando a liberdade de expressão só de quem concorda com você. A defesa da liberdade de expressão começa no ponto em que as pessoas dizem algo que você não quer ouvir. Se você não defende o direito de dizer, então você não acredita nessa liberdade. Friedrich Nietzsche chamou o Cristianismo de “a grande maldição” e “o único defeito imortal da humanidade”. Será que hoje ele seria processado?

(…)

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Sobre o autor: Salman Rushdie é um ex-muçulmano nascido na Índia, mas que vive no Ocidente (Grã-Bretanha e EUA). É um romancista autor de várias obras, porém a mais conhecida delas se chama “Versos Satânicos” (1988), que gerou uma enorme polêmica no mundo muçulmano. Depois que publicou esta obra, O aiatolá Khomeine, líder supremo do Irã nessa época, lançou uma fátua (punição islâmica) contra Rushdie, que exigia a sua morte. Desde então Rushdie precisou viver sob constante proteção de guarda-costas. O jornal britânico The Times o colocou em décimo terceiro lugar na lista dos melhores escritores da Grã-Bretanha desde 1945.

Quanto mais difícil melhor

mulher tomando banho de burca

Excerto do livro Understanding Muhammad – Capítulo 5, de Ali Sina.

Publicado por Khadija Kafir em 18-07-2015

Os muçulmanos geralmente perguntam: se Maomé era tão mentiroso, por que ele criaria uma religião tão difícil e com tantas restrições? De fato, o Islã é uma das religiões mais difíceis de praticar. É muito exigente, com muitas proibições, rituais e obrigações. Não é triste seguir uma religião que é um estorvo?

O axioma básico da fé é também aquele que contém um paradoxo, e que pode ser estabelecido assim: quanto mais difícil de seguir é uma doutrina, mais intrinsecamente atrativa ela se torna. Faz parte de nossa psique que apreciemos coisas pelas quais lutamos mais ferrenhamente. Por outro lado, nós valorizamos menos e damos menos importância a coisas que obtemos de maneira fácil ou de graça. As seitas (ou cultos) prezam pela dificuldade e encaram com desdém a vida fácil. É precisamente a sua dificuldade que as tornam tão atraentes.

Todos os cultos ou seitas são, por natureza, difíceis de seguir. Os seguidores de Warren Jeffs, líder da seita polígama mórmon conhecida como A Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Fundamentalist Church of Jesus Christ of Latter Day Saints– FLDS), trabalhavam para ele de graça ou doavam para ele todos os seus ganhos, enquanto que seus seguidores dependiam dos programas sociais para sustento. Jeffs tinha controle absoluto sobre seus seguidores. Ele os proibia de assistir TV, escutar rádio ou quaisquer músicas, exceto as suas. Ele lhes designava uma casa para viver e dizia que não se misturassem com os infiéis. Ele escolhia para os seguidores um cônjuge. Se ele estivesse descontente com alguém, ele ordenava que as esposas daquela pessoa deixassem o marido e elas obedeciam. Os cultos ou as seitas exigem submissão total e com isso, grande sacrifício.

Olhemos para os outros cultos, como os de Jim Jones, Shoko Asahara, o dos “moonies” ou os da “Entrada para o Céu” (Heaven’s Gate). Essas seitas não eram fáceis de praticar. Os membros frequentemente tinham que entregar suas possessões mundanas ao líder, deixar para trás seus empregos, amigos e parentes para segui-lo. Eles eram forçados a viver uma vida austera e às vezes eram persuadidos a se absterem de sexo. Enquanto isso, o líder da seita tinha tudo que ele queria. David Koresh dizia a seus seguidores que as mulheres pertenciam a Deus; e uma vez que ele era o Messias, elas pertenciam a ele. Então ele dormia com as esposas e filhas adolescentes de seus seguidores, mas prescrevia o celibato para eles. Shoko Asahara, Jim Jones e geralmente todos os líderes de seitas puniam severamente aqueles que o desobedeciam. Apesar desses abusos e dificuldades, a pior punição era a excomunhão (ostracismo). Alguns seguidores cometiam suicídio depois de serem excomungados.

Os líderes dessas seitas impõem o ostracismo aos membros que parecem indisciplinados. As pessoas querem se integrar. Elas irão sucumbir se forem excomungadas ou deixadas de lado. Assim foi que os muçulmanos forçaram as minorias descrentes a conversão.

As seitas exigem sacrifícios. Através dos sacrifícios os crentes provam sua fé e lealdade. O cultista ou o guru é levado a acreditar que alguém pode ganhar os prazeres de Deus em sacrificar tudo, incluindo a própria vida. A lógica é que quanto mais se sacrifica, mais se dá valor. Nenhum sacrifício é demais quando a salvação está em jogo. Maomé ofereceu vida eterna no paraíso, um bando de “houris” celestiais e o vigor sexual de 80 homens para aqueles que se sacrificarem pela sua causa. Quanto mais a recompensa cresce, o sacrifício deve ser proporcionalmente maior. Para encorajar seus seguidores a fazerem mais, ele disse:

Não há igualdade entre os crentes que permanecem em casa, sem serem inválidos, e os que combatem e arriscam bens e a vida a serviço de Deus. Deus eleva os que lutam por Ele com seus bens e sua vida um grau acima dos outros. A todos, Deus promete excelente recompensa, mas conferirá aos combatentes paga superior à dos que permanecem em casa. (Alcorão 4: 95)

Em outras palavras, se você acredita, será recompensado, mas a sua recompensa não será igual à recompensa daqueles que empreendem a jihad, que sacrificam suas riquezas e as próprias vidas para se tornarem mártires pela causa.

Quanto mais perigoso um culto, mais difíceis são seus requisitos. Algumas seitas não vão nem mesmo aceitá-lo como membro integral até que se prove sua lealdade em fazer grandes sacrifícios. Maomé fez seus seguidores acreditarem que estes sacrifícios eram necessários e parte da fé. Gastar dinheiro na seita ou doar as posses para o líder é considerado ato de fé e comprometimento.

Os líderes de seitas são narcisistas psicopatas e mestres da manipulação. Eles amam ver as pessoas fazerem tarefas extenuantes para eles, para que possam sentir o poder e o sabor de sua própria onipotência. Seus seguidores engolfados irão fazer qualquer coisa, inclusive desencadear guerra, assassinar e dar a vida para obter aprovação deles. Esta atitude servil alimenta a fome narcisista do líder pela dominação e pelo controle. Eles curtem o poder e seus seguidores confundem sua intransigência com a veracidade de sua causa.

Por que a maioria dos profetas é se sexo masculino? Porque o narcisismo é uma desordem mais masculina. Embora as mulheres também possam se tornar narcisistas, há mais narcisistas homens que mulheres. Como resultado há mais profetas, mais líderes de seitas e mais ditadores do sexo masculino.

As seitas aplicam rituais rigorosos de maneira típica. Em observar esses rituais meticulosamente, os seguidores são levados a crer que atingirão a salvação. Eles se tornam obcecados com os rituais e consideram a falha em observá-los como um pecado. Estes rituais sem sentido precisam ser cumpridos, supostamente para agradarem a Deus ou para que fiquem “iluminados”. Todavia, o intento real deste ritual é manter os seguidores fisgados e no cabresto. Quanto mais curto for o cabresto, mais o líder consegue controlar seus seguidores. Na verdade nenhum desses rituais tem a ver com Deus. Eles servem para dar ao narcisista poder máximo sobre seus seguidores.

O ritual islâmico das preces obrigatórias e do jejum serve para dessensibilizar de pensamentos e emoções. Aos muçulmanos é pedido que se abstenham de certas comidas, escutar música ou se socializarem com o sexo oposto. Se do sexo feminino, elas precisam se cobrir em camadas de roupas folgadas, mesmo no escaldante calor do sol, e elas devem romper todos os laços com sua família não muçulmana e seus amigos. Essas são dificuldades e sacrifícios que fazem os crentes acreditarem que ele ou ela vai ganhar um prêmio em troca. O crente se torna obcecado com os rituais e os sacrifícios. Enquanto ele sofre, ele conta suas bênçãos e recompensas no outro mundo e assim, ele é preenchido com euforia e a glória. Paradoxalmente, a dor dá ao crente mais alegria e contentamento. Não é incomum que os crentes pratiquem a autoflagelação com o intento de serem eleitos dos prazeres divinos.

Nós humanos temos a tendência de acreditar na máxima “sem dor, sem ganho” (no pain no gain). Nossos ancestrais primitivos costumavam oferecer sacrifícios para apaziguar seus deuses. Para maiores recompensas eles faziam maiores sacrifícios. Esta crença estava tão enraizada que em algumas culturas as pessoas sacrificavam humanos e até os próprios filhos.

A dificuldade em praticar o Islã (bem como outras seitas ou cultos) e o intenso sacrifício que os muçulmanos devem fazer para serem subservientes e piedosos são de fato o charme e a atração do Islam. Quanto mais difícil de seguir, mais verdadeiro ele parece. Aqueles que não se sacrificam o suficiente são dominados pela culpa. E esta culpa é mais dolorosa do que o sacrifício em si.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

Islam racista e a favor da escravidão? – Ódio disfarçado de crença.

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Texto de Mona Walter. Para ler o original, clique aqui.

Tradução khadija kafir (07-07-2015)

A propaganda islâmica está enganando as pessoas dizendo que o islã, ao contrário do Cristianismo, é uma religião de igualdade para todos os povos. Mas quando a gente olha de perto as atitudes de Maomé em relação aos escravos e a seu comércio, nós obtemos um retrato das atitudes do Islã com relação a liberdade. Maomé pegou muitos escravos e ele também foi um dos mercadores.

Ibn Qayyim al-Jawziyy escreve sobre isto na biografia de Maomé, que ele (Maomé) possuía duas escravas e 27 escravos. No livro Zad Al-Miad, escrito por um grande historiador islâmico, Jawziya, afirma-se que o profeta Maomé tinha muitos escravos, tanto homens quanto mulheres que ele comprava e vendia. Maomé comprou mais escravos do que vendeu, principalmente depois que ele se tornou um profeta.

Mesmo hoje, ISIS e Boko Haram estão pegando mulheres e vendendo – por quê? Pelo direito que os muçulmanos têm de manter intercurso sexual como está indicado no Alcorão 23: 1-6 e 4:24 que dá aos muçulmanos direitos sexuais sobre suas esposas e sobre aquelas “que a mão direita possui.

Maomé e o Islam também fazem uma grande diferença em relação as pessoas de diferentes partes do mundo. Maomé tinha atitudes racistas com relação aos negros da África.

Nas páginas 115 e 116 do Al Gawzyyia, nós lemos como Maomé tratava seu escravo negro Zayd ibn Haritha. Ele o forçava a carregar os pertences de um amigo enquanto eles ficavam no deserto sob os raios quentes do sol. Maomé o apelidava seu navio. Ele dizia que os negros eram escravos de nariz chato em Sahih Muslim Vol 9, páginas 46 e 47.

Maomé chamou as pessoas negras de “cabeça de uva passa” em Bukhari vol. 1 Nº 662 e Vol 9, Nº 256. Em Sahih Muslim, Livro 10, Número 3901, nós podemos ler como Maomé comprou uma escrava branca, e pela qual ele pagou com dois escravos negros. Isto significava que os negros eram menos valiosos do que os brancos para Maomé. Hoje os muçulmanos que falam Árabe chamam as pessoas negras de Abd, que em árabe significa “escravo”.

Com este conhecimento de Maomé e assim a visão do islã em relação a humanidade, e especialmente com relação aos negros, está além da minha capacidade entender como é que qualquer pessoa negra continua a ser um muçulmano ou se converter ao islam. Hoje, o mundo branco cristão reconhece os abusos e injustiças contra a população negra e também renuncia às atrocidades dos velhos tempos.

Quando é que o mundo islâmico vai fazer o mesmo, ao invés de fazer como agora em dizer que o islam nunca foi a favor da opressão e da escravidão? Vocês especialistas negros e imames em volta do mundo e em nossas mesquitas suecas, como é que vocês encaram isso? Como é que vocês podem defender o Maomé e a visão racista do islam em relação aos negros?

Como mulher africana que sou sinto desgosto em todo meu ser quando meus irmãos e irmãs africanos aderem ao islam. Especialmente quando entendemos como o profeta Maomé enxergava as pessoas negras.

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Sobre a autora: Mona Walter é uma ex-muçulmana nascida na Somália que se converteu ao Cristianismo após ler o Alcorão e descobrir a verdade sobre o Islam. Vive na Suécia há cerca de 20 anos, um país que a acolheu como refugiada. Ela luta para conscientizar as pessoas sobre a situação das mulheres nas comunidades muçulmanas deste país e vive sob ameaças de morte.

A dinâmica de honra e vergonha

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Excerto do livro Herege, de Ayaan Hirsi Ali.   30/06/2015

Entre as características mais cruciais do sistema tribal institucionalizado pelo islã está o conceito de honra. Ele requer uma explicação pormenorizada para os leitores ocidentais, cuja compreensão de termos como “família” e “honra” é fundamentalmente diferente. A estrutura familiar que devemos ter em mente é a de uma família extensa (o clã), cujos integrantes aumentam por meio de práticas como a poligamia e o casamento de crianças. Fazendo os meninos se casarem já aos quinze ou dezesseis anos, o espaço entre as gerações diminui e o número de descendentes cresce. Esse tipo de família assemelha-se muito a uma antiga árvore talal, que possui uma raiz principal profunda, um tronco robusto e uma infinidade de ramos. Folhas nascem, crescem e caem, ramos podem ser cortados, outros tomam seu lugar, mas a árvore permanece. Cada um de seus componentes é dispensável, porém não a árvore. Esse é o “valor familiar” mais importante incutido nas crianças. O indivíduo quase não conta nesse esquema.

Cada pessoa do grupo familiar tem valor para a tribo como um todo, mas certos membros são mais valiosos do que outros: homens jovens capazes de ir para a guerra defender sua família são mais úteis do que moças ou mulheres velhas. Moças núbeis são mais valorizadas do que mulheres mais velhas, pois são necessárias para gerar filhos homens, além de poderem ser trocadas. O pior pesadelo de uma família é ser desarraigada e destruída. Considerando todas as possibilidades de destruição, quanto mais um grupo familiar sobrevive, mais forte ele é. As famílias orgulham-se de sua história de resistência, transmitidas às novas gerações por repetidas histórias e poemas sobre linhagem.

Foi esse orgulho que fez minha avó me ensinar a recitar minha ascendência ao longo de muitas gerações e centenas de anos. Ela deixou claro que era dever dos jovens não só desfrutar a glória herdada de seus ancestrais, mas também mantê-la acima de tudo, ainda que isso possa lhes custar seus bens ou sua vida. Também me ensinaram a ver qualquer um que não pertencesse à minha linhagem com extrema desconfiança.

Antes da fundação do Islã, as várias famílias da Arábia colaboravam e também competiam umas com as outras através de uma rede de complexas alianças comerciais e matrimoniais, ora aliando-se em batalhas, ora lutando entre si. Nesse mundo, os conflitos dentro do clã precisavam ser debelados o mais depressa possível a fim de preservar a imagem de força; lutas internas acarretariam a percepção de fraqueza e tornariam o clã vulnerável a ataques. A honra era de suma importância. Quem insultasse ou humilhasse a linhagem tinha de ser punido. Se um homem matasse outro, por exemplo, a vingança tinha de ser não apenas contra o autor da morte, mas contra toda a família dele.

Desde o estudo de Ruth Benedict sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, os antropólogos fazem distinção entre as culturas da vergonha e as culturas da culpa. Nas primeiras, a ordem social é mantida inculcando-se um senso de honra e vergonha no grupo. Se o comportamento de um indivíduo traz descrédito à família, ela pode puni-lo ou até expulsá-lo. Nas culturas da culpa, em contraste, ensina-se à pessoa a disciplinar a si mesma por meio de sua própria consciência – às vezes com a ajuda da ameaça de punição após a morte. A maioria das sociedades ocidentais passou, no decorrer de mil anos, por uma transformação da vergonha a culpa, processo que coincidiu com a gradual divisão das estruturas familiares. Os europeus viveram um demorado processo de destribalização que passou pela sujeição ao direito romano, a conversão ao cristianismo, a imposição do governo monárquico ao poder baronial e a ascensão gradual de Estados-nações com seu conceito de cidadania e igualdade perante a lei.

O mundo árabe no qual o Islã triunfou em seus primórdios não passou por transição semelhante. Como escreveu Antony Black em The History of Islamic Political Thought, “Maomé criou um novo monoteísmo adequado às necessidades contemporâneas da sociedade tribal”. O efeito foi a perpetuação de normas tribais, congelando-as como escritura sagrada. Os árabes puderam ver a si mesmos como “o povo escolhido” com a “missão de converter ou conquistar o mundo”. Segundo Maomé, cada uma das grandes religiões monoteístas era uma ummah – comunidade ou nação definida pela devoção aos ensinamentos de seus respectivo profeta. Os judeus definiam-se como uma ummah por sua devoção ao livro de Moisés; os cristãos eram uma ummah unida pela devoção aos ensinamentos do profeta Jesus. A ummah islâmica, porém, destinava-se a suplantar esses outros grupos. Na ummah, todos os muçulmanos eram irmãos e irmãs. No entanto, essa noção não revogou os laços de parentesco anteriores. Como determina o Alcorão, “segundo o que foi estipulado no livro de Alá, os consanguíneos têm mais direito entre si do que os crentes e os imigrantes” (33:6). Apesar da ascensão de uma identidade religiosa pan-islâmica na qual todos os indivíduos teoricamente se submetem a Alá, o islã, portanto, conservou os elementos da cultura da vergonha.

Desde suas origens como uma nova comunidade de fiéis, o islã teve uma necessidade avassaladora de permanecer unificado, sob o risco de retornar à fragmentação tribal. O primeiro cisma em torno da questão sucessória quase acarretou o colapso da religião. Por isso, no islã a fitna – antagonismo ou discórdia – era vista como fundamentalmente destrutiva. A dissenção era uma forma de traição; a heresia, idem. Esses impulsos individualistas tinham de ser suprimidos para que se preservasse a unidade da comunidade maior. Os que se espantam com a ferocidade das punições islâmicas por dissenção não compreendem a ameaça que o ceticismo e o pensamento crítico supostamente representavam.

No contexto do clã, o comportamento vergonhoso constitui uma traição à linhagem. No contexto islâmico mais amplo, a heresia é uma ameaça comparável, assim como a descrença declarada – apostasia -, sendo ambas puníveis com a morte. Os que traem a fé têm de ser eliminados para que se mantenha a integridade da ummah.

Essa crença no perigo da dissenção teve consequências fundamentais, e talvez a mais importante delas seja a supressão da inovação, do individualismo e do pensamento crítico no mundo muçulmano. O próprio Maomé, na condição de mensageiro de Deus e na de fundador da “supertribo” islâmica, é reverenciado como uma fonte irrepreensível de sabedoria e como um modelo de comportamento para todas as épocas. Questionar sua autoridade em qualquer aspecto é considerado uma afronta inaceitável à honra do próprio islã.

Não fica bem atualmente, em círculos acadêmicos, discutir o legado das estruturas clânicas árabe no desenvolvimento do Islã. É considerado etnocêntrico, quando não orientalista, até mesmo mencionar o assunto. Mas hoje o Oriente Médio e o mundo como um todo estão cada vez mais a mercê de uma combinação das piores características de uma sociedade tribal patriarcal e do islã não reformado. E por causa dos tabus em torno do que não pode ser dito – tabus reforçados pela ameaça de represálias violentas -, somos incapazes de incutir às claras essas questões.

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Sobre a autora: Ayaan Hirsi Ali é uma ex-muçulmana nascida na Somália que se tornou famosa ao publicar uma autobiografia intitulada Infiel- a história de uma mulher que desafiou o Islã. Também é autora de outros livros: A Virgem na Jaula e Nômade. Porém seu mais novo livro chama-se Herege – por que o Islã precisa de uma reforma imediata. Todos os seus livros são publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras. Formada em Ciências Políticas, Ayaan Hirsi Ali é a mais notória das pessoas que criticam o Islã e faz frequentes aparições na mídia em todo o mundo.