Por que as leis islâmicas não são aplicáveis hoje

Se olharmos as injunções alcorânicas pertencentes a Sharia, ficará logo evidente para um homem racional e sem preconceito religioso que a época dos velhos ensinamentos do Alcorão não pode ser aplicada a época presente. As pessoas que aspiram a promulgação de leis islâmicas ao presente mundo muçulmano são alheias ao fato de que ambos, a época presente  e a Sharia são incompatíveis; e é desastroso lutar por essa causa profana. Nada a não ser um Estado falho será o resultado deste movimento irracional.

A religião é o resultado de perícia do homem. Ninguém no céu ousou inventar esta ferramenta, nem divisou este método para colocar as pessoas no labirinto da religiosidade. Todos pedem provas sólidas da minha tese, mas eles mesmos falham em me provar a existência de Deus. Se só as escrituras sagradas são apresentadas para falar de sua existência, então obviamente uma pessoa cética irá questionar sua autenticidade. Será falho para ele aceitar os sagrados livros como sendo palavra de Deus.

A religião é na verdade um resumo de códigos morais e éticos. O livro da ética (chamada sagrada escritura) tem emergido de épocas diferentes em áreas diferente. Essas mensagens tiveram, sem dúvida, um efeito de longo alcance. Os valores morais mudam com o tempo. O incesto, por exemplo, era muito praticado. Mas no mundo de hoje é um dos atos mais abomináveis. As mulheres tiveram um papel mais fraco em todas as esferas da sociedade até passado recente. Mas agora o mundo reconhece que para uma nação progredir, o papel das mulheres não pode ser negado.

Códigos morais, sociais e culturais mudaram conforme muda a época. Eles não podem ser estáticos pois é contra a lei da natureza. “Regras que mudam para tempos que mudam; regras que não mudam para tempos que não mudam” dizia Muhammad Abduh. Se os códigos morais não mostrarem flexibilidade conforme a necessidade, as pessoas enfrentarão sérios problemas. As decisões tomadas por uma época em particular para uma sociedade em particular nunca são aplicáveis para todas as épocas e todas as sociedades.

As religiões dizem que suas “sharias” são aplicáveis até o último dia do universo. Isso é bem infantil, e somente um tolo pode acreditar nisso. É tão absurdo quanto deixar cair uma grande pedra e dizer que a Terra não vai atraí-la. Desde o advento da era industrial e do mundo científico, não temos visto um só mundo islâmico de sucesso. No passado, o que quer que os guerreiros hajam conquistado ou obtido foi o resultado de invasões bárbaras e massacres cruéis. Qual é a razão principal para os países desenvolvidos nunca terem aplicado um sistema islâmico de governo em seus países, embora hajam aplicado os sistemas capitalistas e socialistas?

Um êxodo de pessoas que vem de países islâmico para outros mais desenvolvidos nos dá a grande prova de que não é o dogma, credo ou fé que molda o sistema estatal. É a sabedoria política, amor pela ciência e racionalidade, respeito pelo cidadão comum e a sinceridade com a causa primordial de construir a nação que garantem seu sucesso e seu crescimento, não os ensinamentos de um livro sagrado qualquer, ou os ditos de algum profeta. A ideologia islâmica é tão ultrapassada e obsoleta que não pode ser promulgada nem mesmo no mundo islâmico. As sociedades islâmicas atuais são a prova viva da morte de qualquer estado teocrático. As pessoas (os que fazem apologia ao Islã N.T.) dizem, com muito orgulho,  que as leis islâmicas não são aplicada corretamente em lugar nenhum. É um modo diplomático de aceitar descaradamente a derrota.

Desde o advento do Islã 1.400 anos atrás, não houve um Estado que fosse ícone de perfeição, progresso e bem estar. Karl Marx e Frederick Engels apresentaram um socialismo científico. Dizia-se que era quase impossível aplicar esta teoria no mundo. Mas em 1917, a Revolução Soviética, sob a liderança de Lênin, tornou isso possível. Não levou nem um século para que o sonho de Marx se tornasse realidade. Do mesmo modo, as ideologias capitalistas embalaram o mundo bem depressa. Mas até agora, as ideologias islâmicas falharam terrivelmente em inspirar as pessoas a lutarem e a aspirarem pela sua promulgação.

O Socialismo está se espalhando depressa e a América do Sul é exemplo vivo disso. Os países capitalistas como E.U.A e o Reino Unido também inspiraram o mundo muito tenazmente. Mas quando a gente olha para os muçulmanos, vemos a Al-Qaeda, o ISIS e outras organizações terroristas espalhando o medo, o terror e o barbarismo por toda parte. Se os muçulmanos dizem que o Islã não é praticado do jeito certo em lugar nenhum, como se pode esperar que uma pessoa de mente aberta e ajuizada creia que ele é aplicável? Obviamente uma pessoa de mente aberta vai ver que isso é só teoria de um livro.

Fica bem claro que a implementação prática das leis islâmicas nos países irá causar tremendo estrago. Será como viajar milênios até a idade da pedra. Agora as pessoas terão que decidir se querem dar as mãos àqueles que almejam uma sociedade mais segura, mais racional e mais científica; ou se querem dar as mãos àqueles cuja agenda é fazer deste lindo mundo um lugar infernal.

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ammar anwerSobre o autor: Ammar Anwer é um jovem de 17 anos, ex-muçulmano, ateu e humanista secular. Escreve como convidado para vários blogs e sites, incluindo o Atheist Republic. Interessado em política e história, Ammar Anwer diz: “Não se pode silenciar pensamentos. Pode-se silenciar a voz de um homem, mas seus pensamentos viverão para sempre, inspirarão as massas e não podem ser parados por acusações absurdas, armas ou medo. Aqui estou eu hoje, escrevendo para vocês, embora possa ser o próximo a ser morto por causa do que acredito e escrevo”.

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Como o Islã desrespeita as mulheres

Texto de Amer Manasra.   Tradução de khadija kafir em 06-03-2016. Link para o original.

A propósito, o que me levou a escrever este artigo foram os pregadores islâmicos no mundo ocidental, suas afirmações falsas sobre o Islã, a fim de embelezarem sua imagem, se aproveitando da ignorância das comunidades ocidentais, e dizendo que o Islã é uma religião pacífica. Também dizem que o Islã aceita outras religiões e que dignifica a mulher. O problema é que gente com pouco conhecimento acaba acreditando nisso, e outros, que enxergam as ações dos muçulmanos, se recusam a aceitar este tipo de discurso emocional dos pregadores islâmicos, mas não sabem como responder a eles. Neste artigo, vou dar alguns argumentos que você pode usar em um debate com um muçulmano. É também útil para alguém que deseja aprender sobre o tópico Islã e mulheres.

Cada tópico será referenciado ao fim do artigo, com o número correspondente.

1- O Islã permite que o marido bata na mulher [1]; Os defensores da religião dizem que Deus não mandou bater com força, ainda que o verso não especifique isso, mas surra é surra, não importa se forte ou fraca. Que tipo de vida eu terei com minha mulher se eu bater nela?

2- Poligamia. Um muçulmano pode se casar com quatro mulheres [2]. Na verdade, o Islã olha o casamento sob o ponto de vista sexual e não espiritual. Isto se nota pelos procedimentos que se seguem ao casamento os quais explicarei abaixo.

3. Uma mulher não pode liderar no Islã. Quero dizer liderança política [3]. Maomé, o profeta do Islã, dizia que nenhuma nação iria prosperar se fosse liderada por uma mulher. Que grande respeito ele tinha pelas mulheres! Eu fico a pensar no que ele diria se voltasse a vida e visse como as mulheres lideram os países nos dias de hoje!

4. As mulheres possuem mente defeituosa e seu testemunho também é defeituosos [4] e [5].

5. Casamento. Uma mulher não pode se casar sem o consentimento de seu pai [6]. Na realidade, o consentimento dele é o que importa afinal.

6. O pai dela deve receber um dote [7], embora não seja claro quem deveria receber o dote, mas de qualquer forma é repulsivo. A ideia de pagar ao pai dela é na verdade a ideia de comprar a garota. Por que eu deveria pagar para casar com alguém? E o amor? Será que ela é uma prostituta para que eu pague por ela?

7. Divórcio. O muçulmano tem permissão para pôr fim ao casamento com apenas uma única palavra “Taleq” e é tudo. Ele na verdade tem três oportunidades, pois pode toma-la de volta na primeira vez (em que se divorcia), na segunda vez (dentro de três meses), mas não pode toma-la de volta na terceira vez. [8]

Mas a mulher não pode se divorciar do homem! Aliás, se ela pedir a ele para se divorciar dela sem uma razão, ela irá para o inferno, não para o céu [9].

8. Uma mulher muçulmana não pode se casar com um não muçulmano [10].

9. Se seu marido a chamar para ir para a cama, para fazer sexo, ela não tem direito a recusar. E se ela fizer isso, os anjos a amaldiçoarão até o amanhecer [11], além disso, é um dos motivos pelos quais o homem pode bater nela. Vide referência [1].

Chamamos a isso de estupro hoje em dia, mas os homens muçulmanos chamam isso de direito. É apenas uma relação sexual de fato.

10. Véu ou burca. Ela deve cobrir seu corpo e seu cabelo [12], pois seu corpo é tentador aos homens.

Então: ela não tem direito a se divorciar, será comprada em casamento, não pode recusar a fazer sexo e o homem ainda pode ter mais três mulheres, deve cobrir o corpo e o cabelo. Que tipo de casamento é esse? É um casamento ou uma escravidão?

11. Mulheres escravas. Um homem pode comprar e vender escravas. Uma mulher é considerada escrava se for pega em uma batalha, ou se ela nasceu de uma mãe escrava. Mas o homem tem direito ao intercurso sexual com ela [13], uma vez que a comprou com seu dinheiro! Também pode mandá-la como presente a outro homem. Que maneira respeitosa de tratar as mulheres!

A escrava deve ser cristã ou judia.

Maomé não tinha qualquer respeito pelas mulheres. Ele teve doze esposas durante sua vida, onze de uma só vez, além de uma delas ter 9 anos [14] quando ele consumou o matrimônio!

FONTES:

[1] Os homens têm autoridades sobre as mulheres pelo que Deus os fez superiores a elas e por que gastam de suas posses para sustentá-las. As boas esposas são obedientes e guardam a virtude na ausência de seu marido conforme Deus estabeleceu. Aquelas de quem temeis a rebelião, exortai-as, bani-as de vossas camas e batei nelas. Se vos obedecerem, não mais as molesteis. Deus é elevado e grande.  Alcorão 4: 34

[2] E se receardes não poder tratar os órfãos com equidade, desposai tantas mulheres quantas quiserdes: duas, três ou quatro. Contudo, se não puderdes manter igualdade entre elas, então desposai uma só ou limitai-vos às cativas que por direito possuís. Alcorão 4:3

Muitos muçulmanos na época de Maomé casaram com mais de uma esposa.

[3] “Um povo que faz de uma mulher sua governante nunca será próspero”- relatado por Al-Bukhari, o Livro do Julgamento.

[4] “Eu nunca vi ninguém mais defeituoso na razão e na religião do que vós, as mulheres”. Uma mulher perguntou: “Qual é o defeito na razão e na religião?” Ele disse: “O defeito na razão é que o testemunho de duas mulheres equivale ao de um homem; e o defeito na fé é que vocês não jejuam completamente durante o Ramadã”*. Sunan Abi Dawud, o Livro do Comportamento Modelo do Profeta.

* Durante o Ramadã, as muçulmanas deixam de jejuar nos dias de sua menstruação, podendo jejuar depois do Ramadã, compensar.

[5] (…) Acrescentai o testemunho de duas testemunhas dentre vossos homens, e, na falta de dois homens, de um homem e de duas mulheres; pois se uma delas se equivocar, a outra a ajudará. Alcorão 4: 282

[6] “O casamento de uma mulher que se casa sem o consentimento de seu guardião é nulo. (Ele disse essas palavras) três vezes. Se há coabitação, ela toma seu dote pelo intercurso que o marido teve. Se houver uma disputa, o sultão (homem no comando) é o guardião daquela que não tem nenhum”. Narrado por Aisha, o Livro de Nikah (casamento).

[7] (…) Às mulheres de que gozastes, dai as pensões devidas. E não sereis censurados pelo que for livremente convencionado entre vós, além das prescrições legais. Alcorão 4: 24

[8] O divórcio revogável é permitido até duas vezes. Depois, tereis que vos conciliar com elas conforme os bons costumes ou repudiá-las com benevolência. Alcorão 2: 229

Como podemos ver, o homem é quem tem a escolha aqui.

[9] “Se uma mulher pedir ao marido o divórcio sem uma boa razão, o odor do paraíso será proibido para ela”. O livro do talaq*, da Sunan Abi Dawud.   * Obs.: Talaq significa “divórcio”.

[10] (…) E não deis vossas filhas em casamento a idólatras até que se convertam (…)  Alcorão 2: 221

[11] “Se um homem chamar sua mulher para a cama e ela recusar, e fazendo com que ele passe a noite zangado, os anjos a amaldiçoarão até o amanhecer”. Al-Bukhari e Muslim, o livro das ações proibidas.

[12] Asma, filha de Abu Bakr, apareceu na frente do mensageiro de Alá (saw) usando roupas de tecido fino. O mensageiro de Alá (saw) desviou a atenção dela. Ele disse: “Ó Asma, quando uma mulher alcança a menstruação, não fica bem para ela mostrar as partes do corpo, exceto esta e esta” – ele então apontou para o rosto e para as mãos.  Narrado por Aisha, o Livro das roupas.

[13] E refreiam sua concupiscência, exceto com suas esposas e servas – e neste caso não sereis censurados. Alcorão 23: 5-6

[14] “O mensageiro de Alá casou comigo quando eu tinha seis anos; e consumou o matrimônio comigo quando eu tinha nove anos. Eu costumava brincar com bonecas”. Narrado por Aisha, o Livro do Nikah (casamento).  Mais informações e fontes sobre Maomé e Aisha, clique aqui.

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amer manasra 2Sobre o autor: Amer Manasra é um estudante de Gestão de Riscos e Seguros, no Jordão. É um ex-muçulmano interessado em problemática social, psicologia e está tentando fazer sua parte em prol de um iluminismo no mundo árabe. Ele é defensor do Estado secular e dos direitos das mulheres. Amer Manasra diz que ama a humanidade e considera a todos como seus irmãos e irmãs.

O Ocidente se vende à Sharia

Neste artigo, a ex-muçulmana Wafa Sultan explica como as pessoas do ocidente, que de uma maneira muito covarde, estão facilitando a islamização de sua própria cultura.

Texto de Wafa Sultan. Tradução de khadija kafir (04-11-2015). Link para o original.

Não cabe dúvidas de que a liberdade de expressão, a base sobre a qual se constrói a civilização e a democracia, sofre um perigoso ataque em muitos países ocidentais por parte de uma série de organizações líderes e indivíduos que se alinham com as instituições muçulmanas. Todos promovem a fantasia da condição de vítima do povo muçulmano, ignorando suas atrocidades e cedendo a exigências cada vez maiores.

Os muçulmanos em todo o mundo impõem aos não muçulmanos a obrigação de aceitar e de tirar importância de forma deliberada o alcance e a magnitude da ameaça islâmica que a guerra santa ou jihad representa para o tratamento que recebe a mulher no Islã. Tal e como está aprovado pelos ditames da Sharia, os muçulmanos também impedem que os não muçulmanos expressem opiniões críticas contra o Islã.

Como é que conseguem? Acusam qualquer um que faça uma análise sólida dos textos islâmicos de ser um intolerante, uma pessoa cheia de ódio ou diretamente o qualificam de ser um “islamofóbico”. Estar em desacordo dá lugar a julgamentos por “delitos de ódio” não tipificado de maneira clara, assim como a ameaça de distúrbios, violência e boicote. No pior dos casos, os muçulmanos assassinam aos não muçulmanos junto com aqueles muçulmanos valentes que se atrevem a desafiar o controle mental e a supressão.

Faz apenas alguns dias, o corajoso Lars Hedegaard foi condenado pelo que se considera um “crime de ódio” devido a umas declarações supostamente racistas. No entanto, o senhor Hedegaard dizia a verdade. Queria que o público fosse consciente de como a violência islâmica pela “honra” está generalizada, são os casos em que se pede aos membros da família que matem a mulher para assim recuperar a honra dessa família. A família sempre é declarada culpada, enquanto que isso não sucede com o estuprador. O mesmo acontece com os supostos casos de adultério, inclusive quando há provas mais além da “percepção” dos juizes, que podem considerar culpável a mulher, como aconteceu com Hena em Bangladesh, que foi sentenciada a receber 300 chicotadas e que morreu durante o castigo.

Durante os trinta e dois anos que vivi na Síria, presenciei em primeira pessoa incontáveis atos de excessiva violência e crueldade. Como médica ativa na Síria, vi e tratei infinitas mulheres vítimas de abusos, qua haviam recebido surras brutais ou que haviam sido estupradas com a aprovação tácita da Sharia e a defesa da “honra” da família. Essas mulheres que tratei são o mesmo tipo de vítima da violência por honra a que se referia o senhor Hedegaard e pelo que foi condenado pelas pessoas que deveriam estar defendendo os mesmos valores que todos valorizamos no Ocidente.

Não obstante, ao suprimir a liberdade para expor as atrocidades e a crueldade que sofrem as mulheres muçulmanas, o ocidente enfraquece a sua posição como grupo de cidadãos respeitados e valorizados. É o que quer conseguir os líderes dos governos? Por acaso as mulheres muçulmanas que sofrem de forma terrível sob a lei Sharia, inclusive no Ocidente, não são merecedoras da proteção dos ditos governos?

Como médica, me preocupa o esforço coordenado por parte dos islamistas e seus cúmplices no Ocidente para desestabilizar o direito básico à livre expressão e exposição daquilo que há para corrigir. O horrendo ataque do 11 de setembro deixou claro que não existe um só lugar no planeta imune ao extremismo islâmico. Minha história pessoal pode se aplicar a qualquer um, como por exemplo, o professor de oftalmologia que tive na faculdade de medicina na Síria, que foi assassinado por disparos diante de nós porque ensinava também as mulheres.

Enquanto existam em nossa sociedade muçulmanos que promovam a lei Sharia islâmica e que trabalhem sem descanso para aplicá-la, em nossas sociedades livres, teremos que nos informar, nos mantermos vigilantes e ativos na hora de defender nossas liberdades. É um problema que deveria nos preocupar a todo e ao que deveríamos prestar muita atenção.

Não estou aqui para animar ninguém contra os muçulmanos. Por favor, devem compreender que os muçulmanos são meu povo e não poderiam mudar o fato de que nasci em um país muçulmano e em uma cultura islâmica. O motivo pelo qual vim aqui é para desmascarar o verdadeiro rosto do Islã e mostrar que é uma ideologia intolerante e detestável, incluindo o modo com que tratam as mulheres.

Osama bin Laden já está morto, mas a terrível e intolerante lei Sharia que ele praticava com devoção continua existindo e prospera. A vida de bin Laden e os horríveis atos que cometeu são uma prova clara de que os islâmicos são vítimas de um dogma insuportável que lhes afasta do sentido comum inerente à pessoa e lhes transforma em bestas humanas.

Desde uma idade muito tenra fazem uma lavagem cerebral neles para que acreditem que o Islã tem a obrigação de controlar todo o mundo e que sua missão na Terra é lutar para conseguir este objetivo. Por isso, os fins justificam os meios: humilhar, torturar ou assassinar outras pessoas é uma missão divina.

Lara Logan, a jornalista da CBS cobriu a recente revolução no Egito, rompeu o muro do silêncio em um programa chamado 60 minutos, ao tratar da violência sexual a que foi submetida por ser mulher e jornalista estrangeira. Tal como ela explicou, a multidão de egípcios que lhes atacou “realmente desfrutou ao ver minha dor e sofrimento. Isso os instigou a cometer mais atos violentos”.

Para muitos ocidentais este é um relato do tratamento chocante e do constante assédio que recebem tanto as mulheres estrangeiras como as nascidas no Egito. Esta prática persiste graças ao ensinamento dado aos muçulmanos para serem hostis contra a mulher e humilhá-la. Como se isso fosse pouco, os muçulmanos consideram que tão somente a vítima é culpada, posto que, ao que lhes parece, a vítima não cumpre por inteiro as restrições islâmicas em relação à roupa e o comportamento e, por isso “seduz” aos homens. Por azar, em sua entrevista, Logan acabou se submetendo ao politicamente correto e evitou usar as palavras “muçulmano” ou “Islã” em relação com a temível experiência de perseguição sexual que havia vivido.

Permitam-me que compartilhem com os senhores algumas histórias pessoais. Estes são relatos que tão somente confirmam o deplorável episódio que experimentou Lara Logan e demonstram que o abuso contra a mulher é a ordem do dia no mundo muçulmano. Minha própria sobrinha foi obrigada a se casar com seu primo quando tinha 11 anos e ele tinha mais de quarenta. O matrimônio era válido de acordo com a lei Sharia porque o profeta Maomé se casou com sua segunda mulher, Aisha, quando ela tinha seis anos e ele mais de cinquenta. Minha sobrinha sofreu durante muitos anos abusos espantosos e não tinha direito a pedir o divórcio. Ela escapava da casa de seu marido e fugia para a casa de seu pai, onde suplicava: “por favor, deixe-me que fique aqui. Prometo ser sua criada até o último dia de vida. Ele é tão agressivo, não posso suportar esta tortura mais tempo”. Seu pai respondia: “é uma vergonha que uma mulher abandone a casa de seu marido sem permissão. Volte e eu prometo que falarei com ele”. Aos 28 anos, minha sobrinha se suicidou atando fogo em si mesma e deixou quatro filhos.

Quando trabalhava como médica na Síria, presenciei muitos delitos que se cometiam na minha sociedade em nome do Islã. Em uma ocasião, enquanto trabalhava em um povoado pequeno, uma mulher que beirava quase os quarenta anos veio em minha consulta se queixando de náuseas, vômitos e dor nas costas. Ao examiná-la, vi que estava grávida de três meses. Enquanto eu lhe dava a notícia, caiu da cadeira, começou a gritar e a dar tapas no rosto. “Eu suplico que me resgate do desastre em que me encontro. Meu filho vai me matar. Não importa a minha vida, mereço morrer, mas não quero que meu filho manche as mãos com meu sangue”.

— Qual é o problema, Fátima? —perguntei.

—Meu marido morreu faz cinco anos e me deixou sozinha com quatro filhos. Seu irmão me viola cada dia em troca de comida para os filhos. Se ele souber que estou grávida, mandará meu filho de quinze anos me matar para evitar a humilhação pública.

Eu a mandei para a consulta a um ginecologista. Quando voltou duas semanas mais tarde, estava emagrecida, abatida e doente. “Eu voltei para agradecer”, disse ela. “Mas fizeram a intervenção para tirar o feto sem anestesia. Eu não tinha dinheiro suficiente para pagar os sedativos, assim o médico procedeu sem eles. A dor era insuportável, quase morro”.

Em relação a minha própria história, meu marido partiu para os Estados Unidos um ano antes. Quando solicitei os passaportes para meus filhos, o funcionário de turno se negou a me dar porque de acordo com a lei Sharia islâmica, eu não tinha capacidade mental para ser a tutora legal dos meus filhos. Assim, portanto, me pediram que trouxesse um dos homens da família de meu marido para obter seus passaportes.

Nenhum dos homens da família de meu marido vivia em nossa cidade exceto um de seus primos. Era um alcoólatra e devido a seu mal caráter, meu marido nunca havia desejado que eu o conhecesse. Para resumir, direi que fui a sua casa e lhe subornei com cinquenta libras sírias, que equivalem a um dólar. Ao sair do edifício de imigração não pude pensar nas coisas absurdas que nós mulheres muçulmanas enfrentamos. Apesar de ser médica, não tinha capacidade mental suficiente para ser tutora de meus filhos, mas um bêbado podia controlar todo o meu destino.

É óbvio que os ensinamentos da minha fé não coincidem com meus direitos básicos e, claro, que não me respeitam como profissional. Por exemplo, sob a lei islâmica Sharia, os homens muçulmanos têm controle absoluto sobre as mulheres da sua família. Um pai pode casar sua filha com qualquer idade e com o homem que quiser, sem o consentimento dela.

O que é mais dramático é que essas histórias que compartilho com os senhores não são eventos isolados. Servem de amostra as trágicas vivências de milhões de mulheres muçulmanas em todo o mundo, inclusive das que vivem aqui na Europa e na América do Norte. Diariamente, se produzem incontáveis casos de violência doméstica nos que a vítima é a mulher muçulmana: estupros, assassinatos por honra que costumam ser ignorados por aqueles que se chamam “progressistas”, que asseguram ser defensores dos direitos humanos.

Muitos desde as instâncias do poder perseguem através dos tribunais os valentes que se atrevem a alçar a voz e mostrar a deprimente realidade da violência exercida contra a mulher muçulmana e a dura realidade em geral da lei Sharia. Muitos proíbem a nossa sociedade de rotular a discriminação do Islã e o maltrato a mulher. Obviamente, somos testemunhas agora, sobretudo na Europa, da gravidade das consequências para aqueles que se atreveram a falar.

Consequentemente, permita-me que lance um desafio aos que se encontrem do lado equivocado da história: como é possível que uma mulher muçulmana crie um filho para pensar de maneira justa quando ela mesma está oprimida? Sem dúvidas, um filho que ao crescer veja que todos tratam sua mãe sem respeito, que está marginalizada e maltratada, o mais seguro é que acabe com uma visão distorcida, assumindo que esse tipo de comportamento é permitido e é o normal, de modo que será capaz de realizar atos de crueldade similares aos que sofreu Lara Logan nas mãos da multidão. Acaso este é um dilema que afeta as relações entre Ocidente e o mundo muçulmano?

Lamentavelmente, os muçulmanos e seus facilitadores seguirão desafiando os que não estão de acordo. Temos que tomar uma decisão. Podemos continuar cedendo ou podemos convencer as pessoas para que se unam a nossa causa se deixamos claro que protegeremos nossas liberdades e patrimônios custe o que custar.

No mês passado no programa de televisão Real Time que é apresentado e dirigido por Bill Maher, comediante americano, ele disse: “o Islã é a única religião que te mata quando não está de acordo com sua doutrina. Eles afirmam: “olhem, somos uma religião de paz… e se não estiver de acordo cortaremos sua cabeça”. Maher previu que haveria poucos que se atreveriam a criticá-los”.

Somos um desses poucos que os criticamos. Aqui estamos com a percepção nítida e a convicção para identificar, denunciar e, oxalá, marginalizar aos inimigos do mundo livre. Estamos aqui para impedir a destruição de nossos valores pelas mãos daqueles que aspiram a nos escravizar sob o duro e intolerável julgo da lei chamada Sharia.

Quando uma mulher que vive governada pela Sharia do Islã emigra a um país livre do Ocidente, pode iniciar um caminho de transformação completa, tal e qual foi o meu caso. Agora que sou livre, não tenho que permitir que nenhuma autoridade política ou religiosa viole meus direitos. Nos Estados Unidos sou uma pessoa igual a todas as demais.

Mas como podemos esperar que o resto das mulheres muçulmanas nas diferentes partes do mundo livre se emancipem quando existem instituições judiciais que ajudam a suprimir sua necessidade urgente de liberdade ao castigar aos que tentam protegê-las, como aconteceu com Lars Hedegaard, Geert Wilders, Elisabeth Sabaditsch-Wolff, Kurt Westergaard, Jesper Langballe, Ezra Levant, Rachel Ehrenfeld, Joe Kaufman e Mark Steyn, entre outros. O Ocidente demonstra indiferença com muita frequência enquanto o Islã rebaixa a sua sociedade. Hoje em dia vivemos tempos difíceis.

A partir de hoje eu não dou de mão beijada o desfrute dos meus direito e, por isso, seguirei lutando para protegê-los, não somente por mim, senão também por todas as mulheres muçulmanas. Como cidadãos do mundo livre, temos que ter a atitude moral para lutar e defender nossa liberdade ao denunciar o abuso totalitário do Islã contra as mulheres.

O inimigo conta com aliados malignos e involuntários. Estamos obrigados a chamar a atenção aos que cedem ante a doutrina opressiva do Islã, a aqueles que nos debilitam e a todos e que causam nosso declive, alguns de forma voluntária e outros sem ter dita intenção. Temos que ser conscientes de que estamos em guerra. Devemos manter com determinação inquebrantável nossa postura como elementos que neutralizam as forças do mal. Não podemos ficar no meio do caminho, deve-se detê-los a cada passo.

Não moderaremos nossas palavras. Utilizaremos o vocabulário apropriado para chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome. Não cessaremos de pressionar até conseguir uma clareza moral, um discurso intelectual aberto com as definições precisas de nossos objetivos frente aos seus.

A partir de agora vamos cunhar uma nova palavra: “verdadeirófobos” para responder a todos aos que nos chamam “islamofóbicos”. Posto que seu medo irracional da verdade é um fator prejudicial para nossa sobrevivência como povos livres.

Não deveríamos ignorar a amarga realidade da doutrina Sharia do Islã. Tão somente alcançaremos uma vitória real se o fazemos com espírito de autêntico desejo de explorar com transparência e com uma busca da verdade livre do medo. Uma cultura que não respeita a metade de sua população não poderá nunca prosperar e crescer. Por isso o fato de que esteja proibido qualquer intento de crítica em relação ao Islã e que a crítica seja susceptível de castigo é algo que os povos que amam a liberdade não podem ignorar e ao que deveriam se opor energicamente.

Durante os anos que vivi na Síria, chorei com frequência porque sofria. Agora sou uma mulher livre e continuo chorando por todas as outras mulheres muçulmanas no mundo. Sonho com um futuro em que as muçulmanas sejam capazes de desfrutar da liberdade. Este é um sonho que deveria ser possível para todo ser humano e é nosso trabalho tentar constantemente este objetivo.

Desafio a qualquer dos responsáveis pelo julgamento contra Lars Hedegaard a que reconsidere as terríveis consequências das absurdas alegações feitas contra ela. Não voltemos a Europa a Idade Média.

Permitamos que prevaleça a liberdade de expressão.

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wafa_al_jazeera2Sobre a Autora: Wafa Sultan é uma ex-muçulmana nascida na Síria e que mora hoje nos E.U.A. Formada em psiquiatria, Wafa Sultan ganhou notoriedade mundial ao aparecer na rede de televisão árabe Al-Jazeera e no YouTube expondo com coragem as barbaridades do mundo islâmico e dizendo que o mundo vive um confronto de civilizações, no qual o Islã representa a barbárie. Wafa Sultan é autora de A God Who Hates (um Deus que odeia), em que expõe a crueldade do Islã com as mulheres. Ela afirma que o ocidente pode ganhar esta luta.

Os direitos humanos e o islã

O presente texto foi extraído do livro Why I am not a Muslim (capítulo 7), de Ibn Warraq.

Tradução e adaptação: Khadija Kafir (16-08-2015).

Olhemos para a Declaração de Direitos Humanos de 1948 e comparemos com a lei islâmica e sua doutrina.

Artigo 1°

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Comentário do Art 1° Mulheres são inferiores sob a lei islâmica, seu testemunho em um tribunal vale a metade do que vale o de um homem, suas liberdades são reduzidas, elas não podem se casar com homens não muçulmanos.

 Artigo 2° Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.

Comentário do Art 2° Os não muçulmanos que vivem em países islâmicos têm status inferior sob a lei islâmica e não podem testemunhar contra um muçulmano. Na Arábia Saudita, seguindo uma tradição de Maomé que disse: “duas religiões não podem coexistir no país da Arábia”, os não muçulmanos estão proibidos de praticar sua religião, construir igrejas, possuir Bíblias, etc.

Artigo 3° Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Comentário do Art° 3. Os descrentes – ateus (certamente a minoria mais negligenciada na história) não têm “direito de viver” em países muçulmanos. Eles devem ser mortos. Os doutores da lei geralmente dividem os pecados em grandes e pequenos. Dos dezessete pecados mais graves, a descrença é o maior, mais grave que assassinato, roubo, adultério, etc.

Artigo 4° Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Comentário do Art° 4- A escravidão é reconhecida no Alcorão. Os muçulmanos podem coabitar com qualquer “cativa” (sura 4.3); a eles é permitido possuir mulheres casadas se elas forem escravas (sura 4.28). Esta posição indefesa dos escravos em relação a seus mestres ilustra a posição indefesa dos deuses falsos da Arábia na presença de seu Criador (sura 16.77).

Artigo 5° Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Comentário do Art°- Temos visto quais punições estão reservadas aos transgressores da Sagrada Lei: amputações, crucificação, apedrejamento até a morte e flagelação. Suponho que um muçulmano irá argumentar que esses castigos são sanções divinas que não podem ser julgadas por critérios humanos. Pelos padrões morais humanos, elas são desumanas.

Artigo 6° Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Comentário do Art° 6- A noção geral de que uma pessoa possa fazer escolhas e possa ser imputada moralmente não existe no islã, bem como toda a noção de direitos humanos.

Os artigos 7, 8, 9, 10 e 11 lidam com o direito a julgamento justo, que qualquer pessoa acusada de crime tem (por exemplo, artigo 9°: ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado).

Comentário 1- Como Schacht tem mostrado, sob a Sharia, a consideração da boa fé, justiça e verdade desempenham um papel subordinado. A ideia de culpa criminal é ausente.

Comentário 2- A vingança por um assassinato está oficialmente sancionada, embora uma recompensa em dinheiro também seja possível

Comentário 3- O procedimento sob o Islã dificilmente pode ser julgado imparcial ou justo, pois em matéria de testemunho, o islã revela todo tipo de injustiça. Um não muçulmano não pode testemunhar contra um muçulmano. Por exemplo, um muçulmano pode roubar um não muçulmano em sua casa com impunidade se não houver testemunhas exceto a própria vítima.

As evidências dadas por uma mulher muçulmana são admitidas em circunstâncias muito excepcionais e somente se vier do dobro do número de homens necessários.

O artigo 16 lida com os direitos de casamento dos homens e das mulheres.

Artigo 16° A partir da idade Núbia, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.

2.O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.

3.A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.

Comentário- Como veremos em nosso capítulo sobre as mulheres, sob a lei islâmica elas não têm direitos iguais: elas não são livres para casar com quem elas quiserem, os direitos ao divorcio não são iguais.

Artigo 18°   Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Comentário. É bem claro que, sob a lei islâmica, as pessoas não têm direito a mudar de religião se nascem em uma família muçulmana. Aplicando dois pesos e duas medidas, os muçulmanos ficam bem felizes quando os outros aceitam se converter a sua religião, mas um muçulmano não pode se converter a outra – isto seria apostasia, punida com a morte.

Aqui está como o grande comentarista Baydawi enxerga a matéria: “quem quer que se volte contra suas crenças, aberta ou secretamente, pegue-o e mate-o onde quer que o ache. Não aceite intercessão em seu favor”.

Estatísticas das conversões ao cristianismo, sendo assim apostasias, são difíceis de estabelecer por razões óbvias. Há, contudo, o mito de que é impossível converter fazer um muçulmano deixar sua religião. Ao contrário, temos sim evidência suficiente de que milhares de muçulmanos trocam o Islã pelo Cristianismo, sendo que os casos mais espetaculares, entre outros, são os dos príncipes marroquinos e tunisianos no século dezessete e do monge Constantino o africano. O conde Rudt-Collenberg encontrou evidência na casa dei Catecumeni em Roma sobre a 1,087 conversões entre 1614 e 1798. De acordo com A.T. Willis e outros, entre dois e três milhões de muçulmanos se converteram ao Cristianismo depois do massacre dos comunistas na Indonésia em 1965, descritas no capítulo 5.

Somente na França, nos anos 90, duas ou três centenas de pessoas se convertem ao Cristianismo cada ano. De acordo com Ann E. Mayer, no Egito as conversões tem “ocorrido com uma frequência que irrita os clérigos muçulmanos e para que se mobilizasse a opinião dos muçulmanos conservadores com propostas de decretar uma lei impondo a pena de morte por apostasia”. Ms. Mayer aponta que no passado, muitas mulheres tem sido tentadas a se converter ao islã para melhorar sua situação.

Aqueles que se convertem ao Cristianismo e escolhem ficar em um país muçulmano o fazem sob grande risco pessoal. Os convertidos têm a maioria de seus direitos negados, documentos de identidade são frequentemente recusados, então ele tem dificuldades para deixar o país; seu casamento é declarado nulo e vazio, seus filhos são tomados dele para serem educados como muçulmanos, e seu direito a herança é confiscado. Frequentemente a família tomará conta do caso e assassinará o apóstata. A família, é claro, não é punida.

Artigo 19° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Comentário- Os direitos consagrados nos artigos 18 e 19 tem sido constantemente violado no Irã, Paquistão, Arábia saudita. Em todos esses três países, os direitos dos Bahais, Ahmadi, e minorias xiitas, respectivamente, tem sido negados. Todos esses três países justificam suas ações pela Sharia. Os cristãos nesses países são frequentemente presos sob as acusações de blasfêmia e seus direitos negados. A anistia Internacional descreve o cenário na Arábia Saudita:

Centenas de Cristãos, incluindo mulheres e crianças, têm sido presos nesses últimos três anos, a maioria sem julgamento, somente pelas suas pacíficas expressões de crenças religiosas. A posse de objetos não islâmicos – incluindo Bíblias, rosários, cruzes e quadros de Jesus Cristo – está proibida e tais itens podem ser confiscados. De maneira semelhante, os muçulmanos que são xiitas tem sido perturbados, presos, torturados e em alguns casos, decapitados. Por exemplo, em setembro de 1992 saiq Abdul Karim Malallah foi publicamente decapitado em al-Qatif depois de apostasia convicta e blasfêmia. Sadiq, um muçulmano xiita, foi acusado de atirar pedras em uma estação de polícia, em seguida acusado de contrabandear uma Bíblia para dentro do país. Ele foi mantido em uma solitária onde foi torturado.

A blasfêmia contra Deus e o profeta é punível com a morte sob a lei islâmica. Nos tempos modernos, a lei da blasfêmia tem se tornado uma ferramenta para os governos muçulmanos silenciarem a oposição, ou, como vimos antes, procurar e punir a “heresia”.

O artigo 26° lida com o direito a educação.

Comentário. Outra vez, cabe dizer que certas áreas acadêmicas são negadas às mulheres.

Fica claro que os militantes islâmicos são bem conscientes da incompatibilidade do Islã e a Declaração dos Direitos Humanos, pois tais militantes se encontraram em Paris, em 1981, para fazerem uma Declaração Islâmica dos Direitos Humanos e que retirou todas as liberdades que contradiziam a sharia. Ainda mais preocupante é o fato de que sob pressão de países muçulmanos em 1981, a Declaração das Nações Unidas sobre a eliminação da discriminação religiosa foi revisada e, consequentemente, alteraram a expressão “direito de mudar” de religião por simplesmente “ter uma religião”.

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Sobre o autor: Ibn Warraq é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido na Índia e criado no Paquistão e na Inglaterra. Famoso pelas suas críticas ao Alcorão e às sociedades islâmicas, Warraq também é fundador do Institute for the Secularisation of Islamic Society (ISIS) que é um instituto que promove a secularização dessas sociedades.

Apostasia no Islã

Texto de Ali Sina. Publicado por Khadija Kafir 31-07-2015 Para ler o original, clique aqui.

A apostasia no islã é punível com a morte. Esta sentença é praticada todas as vezes em que os muçulmanos estão no poder e podem praticá-la. No Irã, muito Baha’is foram executados porque eles mudaram de religião. As fátuas contra Salman Rushdie, Talisma Nasrin e Anwar Sheikh são exemplos disso.

Os muçulmanos são treinados para ter devoção fanática. Eles não hesitarão em cometer nenhum crime se for feito em nome de Alá. O Islã é uma religião de relativismo moral. Significa que roubar, mentir, fazer terrorismo e até assassinar são aceitáveis se forem praticados por Alá e sua causa.

Não vos escuseis, porque renegastes, depois de terdes acreditado! E se indultássemos uma parte de vós, puniríamos a outra, porque é pecadora.” (Alcorão 9:66)

“Quanto àqueles que descrerem, após terem acreditado, e continuarem na incredulidade, jamais lhes será aceito o arrependimento e serão os desviados”. (Alcorão 3:90)

“Ó crentes, aqueles dentre vós que renegarem a sua religião, saibam que Alá os suplantará por outras pessoas, às quais amará, as quais O amarão; serão compassivas para com os crentes e severas para com os incrédulos; combaterão pela causa de Alá e não temerão a censura de ninguém”. (Alcorão 5:54)

 “Ó profeta, combate os incrédulos e os hipócritas, e sê implacável para com eles! O inferno será sua morada. Que funesto destino! Juram por Alá nada terem dito (de errado); porém blasfemaram e descreram, depois de terem aceito o islã. Pretenderam o que foram incapazes de fazer, e não encontraram outro argumento, senão o de que Alá e Seu Mensageiro os enriqueceram de Sua graça. Mas se se arrependerem, será melhor para eles; ao contrário, se se recusarem, Alá os castigará dolorosamente neste mundo e no outro, e não terão na terra, amigos nem protetores” (Alcorão 9:73-74)

“Admoesta, pois, porque és somente um admoestador! Não és de maneira alguma guardião deles. E àquele que te for adverso e incrédulo, Alá infligirá o maior castigo.” (Alcorão 88: 22-24)

Parece que os versos acima se contradizem. De um lado a escolha da fé é deixada ao indivíduo e Deus diz a Maomé que não se deve forçar a fé neles; e imediatamente ele faz uma exceção para aqueles que escolhem rejeitar o islã depois de abraçá-lo. Esta é uma prova flagrante da natureza cúltica do Islã.

Os versos seguintes são sobre os mecanos que depois de aceitar o islã não quiseram imigrar a mando de Maomé ou quiseram voltar para Meca, a seus lares e vidas. Maomé ordena a seus seguidores que matassem quem deserdasse o acampamento. Esta foi uma sentença dura contra os muçulmanos que estavam de saco cheio e só queriam voltar para casa.

Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Alá. Porém, caso se rebelem, capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor” (Alcorão 4:89)

Há também muitos hadiths que confirmam o que está no Alcorão sobre o duro tratamento aos apóstatas. Aqui estão alguns exemplos deles:

Relatou Ikrima: Ali queimou algumas pessoas (hipócritas) e esta notícia alcançou Ibn ‘Abbas, que disse: “Se eu tivesse no lugar dele eu não os teria queimado, como o profeta disse: ‘não puna ninguém com a punição de Alá’. Mas sem dúvida eu teria matado, pois o profeta disse: ‘se algum muçulmano descartar sua religião, mate-o”. (Sahih Bukhari 4.260. Outra maneira de achar essa parte é Volume 9, Livro 84, Número 57)

Relatou Abu Burda: “… O profeta enviou Mu’adh bin Jabal atrás dele e quando Mu’adh o alcançou, deitou uma almofada para ele e pediu que se abaixasse (e sentasse na almofada). Atenção: havia um homem acorrentado ao lado de Abu Muisa. Mu’adh perguntou: “quem é este homem?” Abu Muisa disse: “ele era um judeu e se tornou muçulmano e depois virou judeu de novo”. Então Abu Muisa pediu outra vez que Mu’adh se sentasse, mas ele disse: “não vou me sentar até que ele seja morto. Este é o julgamento de Alá e Seu apóstolo (para tais casos)” E repetiu três vezes. Daí Abu Musa ordenou que ele fosse morto e ele foi morto”. (Sahih Bukhari 9.58) Ver também Sahih Bukhari 9.271)

Obs.: O volume 9 Livro 84 de Sahih Bukhari se chama “Lidando com os apóstatas” onde trata da questão da pena de morte para eles. NT

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.