Sete camadas de céus.

Texto de Ali Sina. Artigo original: Seven Layers of Heavens.

Tradução: Khadija Kafir 15/06/2015

(…) Há sites islâmicos que falam assim:

As camadas da atmosfera.

atmospher1

Um fato sobre o universo revelado no Alcorão é que o céu é feito de sete camadas.

Alcorão 2:29: “Foi Ele quem criou para vós tudo o que existe na Terra; depois, subiu às alturas e formou os sete céus. Ele sabe de tudo”.

Alcorão 41: 12: “E em dois dias criou sete céus e determinou a cada um deles sua função”.      

A palavra “céu”, que aparece em muitos versos no Alcorão, é usada para se referir ao céu acima da Terra, bem como a todo o universo. Dado o significado da palavra, vê-se que o céu terreno, ou atmosfera, é feita de sete camadas.

A terra tem todos os atributos necessários para a vida. Um deles é a atmosfera, que serve de escudo protegendo as criaturas. Hoje é um fato estabelecido que a atmosfera é feita de diferentes camadas uma sobre a outra. E como descrito no Alcorão, a atmosfera é feita de exatamente sete camadas. Isto é certamente um dos milagres do livro. Nas fontes científicas, esse assunto é descrito assim:

1- Troposfera 2-Ozonosfera 3- Estratosfera 4-Mesosfera 5-Termosfera 6- Ionosfera 7- Exosfera.

atmosfera

Quatorze séculos atrás, quando se pensava que o céu era um corpo único, o Alcorão miraculosamente afirmou que ele consistia de camadas, e não só isso, mas afirmou serem sete tais camadas. A ciência moderna, por outro lado, descobriu esse fato apenas recentemente.

A verdade sobre as sete camadas.

A concepção pré-copérnica do universo era geocêntrica. Eles pensavam que a Terra era plana e localizada no centro do universo. Acreditavam que o sol e a lua – bem como Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio, que consistiam nos objetos do paraíso – eram deidades. Eram os únicos corpos celestes que podiam ser observados a olho nu se movendo no céu, enquanto as estrelas pareciam ser fixas.

terra fixa
A Terra é onde se lê “Earth”. O Sol é “Sun”; e a lua, “Moon”.   

Camadas do paraíso.

Eles acreditavam que estes planetas ou “deuses” tinham cada um sua própria esfera. Essas camadas não orbitavam ao redor do sol como nós sabemos, mas eles todos giravam ao redor da terra nessa ordem:

1- Lua    2- Mercúrio   3- Vênus      4-Sol     5- Marte       6- Júpiter   7- Saturno.

O mais próximo da Terra era a lua e o mais distante Saturno. Assim, o conceito de sete camadas de céu é baseado em astronomia arcaica, onde cada corpo celestial ocupava uma esfera de cristal uma sobre a outra como as camadas de uma cebola.

Tanto o Judaísmo quanto o Cristianismo fazem referências a essas camadas. Por exemplo, Dante em sua Divina Comédia, se refere a isso e o apóstolo Paulo em 2Cor 12:2 diz: “Conheço um homem em Cristo que, há quatorze anos, foi arrebatado ao terceiro céu- se em seu corpo, não sei: se fora do corpo não sei; Deus o sabe“.

O Paraíso era um mundo físico acima. O conceito de um céu espiritual é novo. Na mente do homem arcaico a distinção entre o céu físico e o céu espiritual era confusa. Por exemplo, a palavra “cielo” em Espanhol é usada tanto para o céu físico como para referir-se ao paraíso (como “céu” em Português).

Não somente o Céu tinha sete camadas, mas a Terra também tinha, e representava o submundo do Inferno. Dante, ao visitar as camadas mais profundas do Inferno, encontra dois homens com os corpos mutilados e conclui que eram Maomé e Ali. Ele descreve graficamente seu encontro com esses dois homens miseráveis:

Qual tonel, que aduelas perde ao fundo,
Estava um pecador, que roto eu via
Das faces ao lugar que é menos mundo.

As entranhas pendiam-lhe; trazia
Patentes os pulmões e o saco feio,
Onde o alimento de feição varia.

A contemplá-lo estava de horror cheio,
Eis me encara e me diz, abrindo o peito:
“Vê como eu tenho lacerado o seio!

Maomé sou, quase pedaços feito;
Antecede-me Ali, que se lamenta:
Do queixo à testa o rosto lhe é desfeito.

“Todos, que a dor aqui tanto atormenta,
De escândalos, de cismas inventores,
Pendidos têm, qual vês, pena cruenta.     (Canto XXVIII)

O número sete estava tão engrenado na mente dos antigos que podemos achá-lo em toda parte. Sete planetas (ou deuses) têm sido identificados e as fases da lua mudavam a cada sete dias. A Bíblia afirma que Deus descansou no sétimo dia após completar a criação. E cada sétimo ano era sabático e o Jubileu é o ano seguinte a uma “semana de semana” de anos.

Os pagãos dividiam sua semana em sete dias, cada um representando uma deidade:

  1. Sábado, que era o primeiro dia da semana (ainda é nos países islâmicos), era dedicado a Saturno. Em Inglês a palavra “Saturday” (sábado) lembra em Latim Saturni (Saturno).
  2. Em Inglês “Sunday” que lembra a palavra sun (sol) e era dedicado ao sol. (Latim Solis),
  3. Segunda-feira, em Inglês “Monday” que lembra a palavra “moon” (lua). Em Espanhol “lunes”. Dedicado à lua.
  4. Terça-feira. Em Francês “mardi”. Espanhol, “martes” que lembra em Latim Martis. Dedicado a Marte.
  5. Quarta-feira. Em Francês “mercredi”. Espanhol, “miércoles”. Dedicado a Mercúrio (Mercurii).
  6. Quinta-feira. Em Francês, “Jeudi”. Espanhol, “Jueves”. (Jovis).
  7. Sexta-feira. Francês, “vendredi”. Espanhol, “viernes” dedicado a Vênus (Veneris). [1]

Afora isso, vêm os sete arcanjos já conhecidos, que incluem Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Sariel, Samuel e o anjo caído Lúcifer. O conceito pagão de sete camadas de céus rastejou até o Judaísmo e o número sete pode ser achado aí mais do que em qualquer outra religião. Por quê? Porque os textos judaicos (Midrash) ensinam: há sete camadas de céus, obviamente uma influência do paganismo no Judaísmo.

Quando Adão pecou, os Shekinah partiram para o primeiro céu. O pecado de Caim os forçou ao segundo céu. A geração de Enoque, ao terceiro. A geração do diluvio, ao quarto. A geração da dispersão, ao quinto. Os sodomitas, aos sexto. Os egípcios dos dias de Abraão, ao sétimo. (Bereishis Rabbah 19:7)”

De acordo com as escrituras judaicas, a criação levou sete dias. Naamã teve que se lavar sete vezes no Jordão para ser curado da lepra. Os israelitas tinham que marchar em volta de Jericó sete dias, durante sete vezes, no sétimo dia; e tinham que tirar o sétimo dia da semana para o descanso. Havia um candelabro de sete braços no Templo, etc. No último livro, Apocalipse, encontramos a menção a sete espíritos, sete candelabros, sete igrejas, sete selos, sete trombetas, sete vasos, sete trovões, sete pragas, sete montanhas e sete reis. O período da tribulação é de sete anos sendo o último da “semana de anos”.

Maomé não inventou o conceito de sete céus. Ele apenas o parodiou sem entender a origem pagã dessa ideia: “E decoramos o céu mais próximo com lâmpadas e protegemo-lo” (Alcorão 41 verso 12).

Este verso não tem nada a ver com as sete camadas da atmosfera, como reivindicaram charlatões tal Harun Yahya. Tem a ver com o conceito geocêntrico do Universo que era prevalecente na época de Maomé. Observe que de acordo com ele, as estrelas são lâmpadas afixadas no teto do céu mais próximo para adorno. Obviamente as estrelas não estão no mesmo plano onde está a lua, tampouco a lua e as estrelas estão na camada mais baixa da atmosfera da Terra. De fato, o conceito corânico de camadas do céu é tão em desacordo com as camadas da atmosfera que os sites islâmicos tentam dar um significado completamente místico ao verso e diz que o verso fala sobre um “paraíso místico” que a alma irá encontrar depois da morte:

A referência ao fato de que Deus criou os sete céus tem sido dada no Alcorão em réplica ao ceticismo mostrado pelos descrentes com relação à vida após a morte. Refere-se à vastidão de sua criação. Diz que Deus não criou apenas um céu, um universo, sete de tais céus, ou sete universos. Ao que parece, o gigantesco universo em que nós vivemos, esse cujas fronteiras são ainda ignoradas pelo homem, é apenas um desses céus (universos), há outros sete, sobre os quais nós – com todo nosso desenvolvimento científico – não sabemos nada a respeito. Certos versos do Alcorão claramente indicam que a gigantesca massa de espaço em nossa volta seja apenas um desses universos…”

E mencionam Maududi, o renomado especialista muçulmano e exegeta do Alcorão que diz:

“É difícil explicar precisamente o que significam esses sete céus. Em todas as épocas, o homem tentou com a ajuda da observação e especulação dar um conceito de ‘céu’ que se situa além e acima da terra. Como sabemos, os conceitos desenvolvidos têm mudado constantemente. Daí que seria impróprio amarrar o significado dessas palavras do Alcorão a qualquer um desses outros. O que podemos dizer é que, ou Alá dividiu o universo além da Terra em sete esferas distintas, ou que esta Terra está localizada naquela parte do universo que possui sete esferas diferentes”.

Maududi está basicamente dizendo que o claro Alcorão não é tão claro assim. Dos Hadith (especialmente os Hadith de Mi’raj), nós lemos que o primeiro céu é aquele mais próximo à Terra. Então a ordem começa da Terra e o céu mais alto é o sétimo.

Como se pode ver, os verdadeiros especialistas do Islam são incapazes de explicar o significado de sete céus mencionados no Alcorão e tentam dar significado exotérico. Se tivéssemos que crer que tais céus são uma alusão às sete camadas da atmosfera, então temos que presumir que as estrelas devem estar a não mais de onze quilômetros acima da Terra.

 Não apenas Maomé, como seus contemporâneos, acreditava que a Terra tivesse sete céus, mas ele também pensou que a Terra era feita de sete camadas também.

Alá é Ele quem criou sete firmamentos e a Terra em número similar...”

Neste verso, o número de terras não está em questão. Presume que todo mundo concorda que haja sete terras. A ênfase é no fato de que foi Alá o criador dessas sete terras. A razão para isso é que, assim como os sete céus, os antigos concordavam que havia sete camadas na Terra. Maomé só fazia afirmar o que era óbvio ao povo de seu tempo, mas absurdo para a ciência moderna.

Que sete terras são essas de que Maomé estava falando? Se houvesse sete continentes no planeta, os apologistas muçulmanos não hesitariam em reivindicar que o verso é um milagre. Mas não temos sete continentes. Maomé está falando sobre as camadas da Terra, as mesmas camadas que foram descritas no Inferno de Dante. Inúmeros Hadith deixam claro.

O apóstolo de Alá disse: “Quem quer que usurpe a terra de alguém injustamente, seu pescoço será cercado com ela nas profundezas das sete terras (no Dia da Ressurreição)”.

As profundezas das sete terras é uma alusão ao fundo do Inferno, onde Dante encontrou Maomé e Ali com seus corpos dilacerados. É interessante notar que ambos assaltaram e mataram pessoas inocentes, ou as exilou e usurpou sua propriedade injustamente. Fadak era uma linda vila com muitos jardins que Maomé usurpou dos judeus de Khaibar depois de aniquilá-los e dar a sua filha Fátima, esposa de Ali. Fico surpreso que Dante não tenha visto Fadak envolta no pescoço de Maomé e Ali quando os viu no Inferno. Não é uma prova de que a descrição que faziam do inferno também estava errada?

A descrição dessas sete terras é dada por Muhammad ibn ‘Abd Allah al-Kisa’i:

… Há sete terras. A primeira é chamada Ramaka, abaixo da qual fica o Vendo Estéril, que pode ser freado por nada menos que setenta mil anjos. Com este vento Deus destruiu o povo de Ad. Os habitantes de Ramaka são uma nação chamada Muwashshim, sobre quem fica o tormento eterno e castigo divino. A segunda Terra é chamada Khalada, em jazem os instrumentos de tortura para os habitantes do Inferno. Lá reside uma nação chamada Tamis, cujo alimento é a sua própria carne e cuja bebida é o seu próprio sangue. A terceira terra é chamada Arqa, em que habitam águias parecidas com mulas e com caudas semelhante a lanças. Em cada cauda há trezentos e sessenta espinhos venenosos. Se uma lança fosse colocada na face da terra, todo o universo se destruiria. Os seus habitantes são uma nação chamada Qais, que comem terra e bebem leite materno. A quarta terra é chamada Haraba, em que habitam as cobras do Inferno, que são tão grandes como montanhas. Cada serpente tem dentes afiados como palmeiras altas, e se elas atacassem a montanha mais alta com suas presas, ela seria nivelada à terra. Os habitantes desta terra, são uma nação chamada Jilla, e eles não têm olhos, mãos ou pés, mas têm asas como morcegos e morrem apenas em idade avançada. A quinta terra é chamada Maltham, em que as pedras de enxofre são penduradas em torno do pescoço dos infiéis. Quando o fogo se acende, o combustível é colocado em seu seio, e as chamas saltam para seus rostos, como ele disse: “O fogo cujo combustível são homens e pedras (02:24), e fogo deve cobrir os seus rostos (14:50). Os habitantes são uma nação chamada Hajla, que são numerosos e que comem uns aos outros. A sexta terra é chamada Sijjin. Estes são os registros das pessoas do Inferno, e as suas obras são vis, como ele disse: Em verdade o registro das ações dos ímpios é certamente Sijjin (83: 7). Aqui reside uma nação chamada Qatat, que é em forma de pássaros e adoram a Deus verdadeiramente. A sétima terra é chamada Ajiba e é a morada de Iblis. Lá reside uma nação chamada Khasum, que são pretos e curtos, com garras como leões. Para eles será dado o domínio sobre Gog e Magog, que serão destruídos por eles …”

Não é difícil ver que essas lendas são baboseira. São contos de fadas que até fazem rir as crianças de hoje.

E fica provado mais uma vez que o Alcorão está errado em quase todas suas assertivas. Apenas um erro é suficiente para demonstrar que Maomé não era um mensageiro de Deus, mas um mentiroso. Mostramos que há centenas de erros no Alcorão. Ainda assim, os muçulmanos ficam procurando desesperadamente por “milagres” para enganarem-se a si mesmos e acharem validade em sua crença.

_________________________________________________________________

Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

Derrotando o medo de Alá.

Por Ali Sina.

Tradução de Khadija bint Kafir.

Dren escreve para Ali Sina:

Sou um homem que passou metade da vida sendo muçulmano e que depois abandonou a fé, vivendo como ateu – um profeta para mim mesmo, eu creio. Mas ultimamente eu tenho tido muito medo de que eu possa não estar no caminho certo. A idade está fazendo isso comigo, eu acho, afinal nosso maior medo é a morte.

Eu sei que Alá é um lunático, um desalmado, um terrível e repugnante “DEUS”. E ele é tão terrível que eu estou apavorado só da mera possibilidade de que ele possa ser real. Eu não tenho provas suficientes para refutá-lo. Visitei seu site e gostei de algumas partes, mas você está mais preocupado com a moralidade de Alá do que com sua real autenticidade.

E se ele for um deus MALVADO? E se quando eu morrer, eu queimar no inferno para sempre? E mesmo que eu fosse para o céu, só de saber que há alguma alma queimando no inferno, isso já seria um tipo de inferno para mim.

Portanto, este é um grito desesperado para que você “refute” Alá, e que eu possa viver em paz e possa morrer em paz. Eu te devo minha vida. Eu não quero mais viver com medo.

Não precisa responder imediatamente. Fique a vontade para elaborar uma resposta bastante convincente, pois se alguém consegue me libertar dessa miséria, esse alguém é você.

Com afeto,

Dren.

1757340-sauron_21

Ali Sina responde:

Em primeiro lugar, obrigado pela grande confiança que você tem em mim para salvá-lo da “miséria”. Achei isso bem engraçado. Foi um pedido bastante imponente. Eu queria ser capaz de resolver alguns dos meus próprios problemas. Mas eu posso responder a sua pergunta e você não me deve nada, exceto pelo fato de que deve ajudar outros muçulmanos a verem a luz e a se libertarem deste medo sádico que Maomé colocou nos corações.

Os narcisistas usam o medo para conseguir o que querem. Eles o assustam e dizem que se você não fizer o que eles mandam, coisas terríveis irão acontecer com você. Claro que, se existe algum Deus, ele não pode ser mau ou sádico. Aqueles que promovem a ideia de um deus assim são eles mesmos maus e sádicos, e seu deus é um reflexo de quem eles são. Maomé não tinha argumentos lógicos para provar suas assertivas. Assim, ele recorreu à velha tática da difusão do medo e, como qualquer narcisista experiente, postulou-se como um “aconselhador” e disse a todos que se eles não acreditassem nele, seu deus iria queimá-los para sempre.

É tolice deixar um psicopata controlar nossas vidas com suas mentiras. Vamos supor que Deus exista. Será que ele se importa se nós, humanos, o adoramos? Para achar a resposta, avaliemos nosso lugar no universo. Estima-se que existam cerca de 400 bilhões de estrelas em nossa galáxia. Cada uma é um sol com os seus próprios planetas. Todas as estrelas que você vê em uma noite clara são nossos “vizinhos da porta ao lado”, ou seja, parte da Via Láctea. Leva cerca de 100.000 anos viajando na velocidade da luz para ir de um extremo do “bairro” para o outro. Para se ter uma ideia da grandeza, a luz do sol chega à Terra (distante a 150 milhões de km) penso que apenas em oito minutos. Agora, se tal fato não perturba sua razão, estima-se que existam centenas de bilhões de galáxias no universo. Você consegue imaginar um número tão astronômico? Agora vendo que em uma dessas um milhão de estrelas tem um planeta com seres inteligentes vivendo nele, então deve haver bilhões de várias espécies de criaturas inteligentes povoando o universo.

Mas isso não é tudo. Os cientistas acreditam que não há nenhuma razão para supor que exista apenas um universo. Pode haver bilhões de universos como o nosso em tempos e espaços completamente alheios a nós, o que significa que nunca podemos ter certeza de sua existência, muito menos vê-los, mas certamente eles existem, porque as mesmas leis que deram origem ao nosso universo podem dar a luz a mais bilhões de outros seres. Assim é como a natureza funciona. Tudo que a natureza faz, ela faz em abundância. Eu chamo isto de “lei da abundância”.

Agora, supondo que todos esses universos sejam criados por um Deus, seria mesmo que tal Deus se importaria se criaturas tão insignificantes como nós humanos – neste planeta insignificante, em meio a essa vasta galáxia, que por si só é insignificante em relação ao universo, que pode ser apenas mais um em um bilhão de universos – o adorasse ou não? Se usarmos o bom senso e, em vez de pensar que somos o propósito da criação, enxergarmos a luz adequada, nós perceberemos quão tolo é o nosso pensamento sobre nós mesmos e nosso deus autofabricado.

Você daria a mínima se as formigas em seu quintal o adorassem? A diferença entre você e as formigas em seu quintal é insignificante em comparação com a diferença que existe entre você e o fabricante destes múltiplos universos. Você não acha idiotice pensar que este magnífico Ser está preocupado se minúsculas criaturas como nós humanos o adoram ou não? Se Deus realmente existe, não seria nada menos do que uma blasfêmia dizer que ele está tão desesperado para ser conhecido e adorado que ele puniria míseras criaturas pela eternidade só porque nós não o adoramos. O que você acharia de mim se você me visse pegando as formigas no meu jardim e jogando-as as no fogo; e dissesse eu estou chateado com elas porque elas não se curvam para mim, apesar de deixá-las viver em minha propriedade sem pagar aluguel? Você não diria que Ali é um louco? Então como é que quando um narcisista charlatão como Maomé atribui tal loucura a Deus você tem medo de que ele possa estar dizendo a verdade?

O fato é que Maomé era um mentiroso. Ele não podia dizer “eu quero poder”, “eu quero dinheiro”, “eu quero mulheres”, e “eu quero que você me adore e obedeça a mim”. Então ele inventou uma divindade que não era ninguém mais que seu próprio álter ego e que ordenou às pessoas imprudentes a obedecerem Maomé, e fazerem o que ele queria. Então, ele dizia: “lutar por Alá e seu mensageiro”, “trazer o espólio a Alá e Seu mensageiro”, “as meninas mais bonitas capturadas nas invasões pertencem a Deus e a Seu Mensageiro”. Ele fez Alá responsável por todos os seus crimes, fazendo-se seu parceiro. Ele gostava de todo o espólio. Garanto-lhe que Deus nunca viu um centavo desses lotes. Tudo foi para os cofres deste profeta falso.

Um Deus todo poderoso iria realmente precisar da ajuda de seres humanos para matar seus detratores? Se os muçulmanos meditassem só sobre essa única questão, eles deixariam o Islã. Infelizmente, esse medo que o profeta psicopata colocou neles é tão forte que eles os tornam incapazes de pensar. O deus de Maomé é uma invenção de sua mente doentia: um psicopata tal qual Maomé o criou.

Assumindo que haja um Deus, você pode ter certeza que ele não dá a mínima se nós o adoramos ou não. Tal crença banaliza Deus ao ponto da blasfêmia. Alá é um narcisista psicopata porque Maomé era um narcisista psicopata. Agora, se na verdade Deus existe, ele governa o mundo por meio de leis.

No passado as pessoas acreditavam que os anjos moviam a lua, o sol e os planetas. Acredite ou não, mesmo Newton pensava assim. Eventualmente percebemos que os corpos celestes se movem graças a leis físicas. Se existe vida após a morte (e eu quero deixar claro que eu não aceito nem nego) e se há um reino espiritual, também deve ser regido por leis, não por querubins, cupido, anjos, demônios ou outros seres fantasmagóricos. Assim como há leis físicas que regem o mundo físico, deve haver leis espirituais que regem o mundo espiritual.

Quais são essas leis espirituais? Elas são fáceis de entender. Tudo o que torna a vida do outro melhor é bom; e tudo o que lhe prejudica é ruim. Isso é tudo o que você precisa saber. Seja bom para os outros, e se há existência além desta vida, você não precisa se preocupar. Mesmo os muçulmanos entendem esta lei, mas não a aplicam. Eles entendem isso porque quando querem defender o Islã, eles mentem e falam com altivez de seu criminoso profeta. Eles nunca mencionam que ele era um pedófilo, um torturador, um estuprador, um terrorista ou um saqueador. Em vez disso, eles afirmam que ele era honesto, generoso, bondoso e compassivo. Isso não é verdade, mas mostra que até mesmo os muçulmanos sabem o que é bom e o que é ruim. Se os muçulmanos sabem, qualquer um sabe.

Não há ninguém que puna ou recompense pela crença ou descrença. Mas a ideia de que podemos progredir espiritualmente no outro mundo – presumindo que haja um – faz sentido. Embora eu não aposte na vida após a morte, estou preparado para isso. Eu sei que se eu sobreviver estarei muito contente pela vida que eu vivi neste mundo. Eu nunca prejudiquei deliberadamente outro ser humano, apesar de muitas pessoas me prejudicarem intencionalmente. Fiz tudo que podia para ser um consolo para os outros. Isso é tudo o que conta. Portanto, eu não temo a morte. Mesmo se eu encontrasse essa luz que as pessoas com experiência de quase morte dizem que viram – e acham que viram Deus – estou absolutamente certo de que vou ser aceito e nunca vou ser insultado por causa de minha descrença.

Digamos que a Luz pergunte: – Ali, por que você nunca acreditou em mim? Eu diria: – “Os seus argumentos nunca fizeram sentido para mim. Se você realmente quisesse que eu acreditasse, você tinha que ter falado de maneira um pouco mais inteligente ou me criar um pouco mais idiota. Não é minha culpa você ter me dado um cérebro que acha tudo sobre você ilógico e absurdo. Como eu poderia distinguir a verdade da mentira se não usando meu cérebro? Quando eu usei o meu cérebro, eu não achei qualquer motivo para acreditar em sua existência. Agora que eu vejo que você existe, é claro que eu acredito em você e, se isso o faz feliz, eu até posso adorá-lo. Por favor, deixe-me passar. Eu não vejo minha avó há um bom tempo e eu sinto falta dela”.

Estou certo de que Deus não se importa se eu o adoro ou não. Ele ficaria feliz em ver o meu currículo. Isso é o que importa. Nossas obras são importantes. Nossas crenças não.

Dou a minha palavra que, se houver um inferno, Maomé é o único que está queimando lá. Um Deus justo mandaria as pessoas do mal para o inferno, não aquelas que usam seu cérebro. Maomé mentiu sobre tantas coisas que podemos comprovar. Por que devemos acreditar nele? Ou temer sua sádica divindade?

Com um simples argumento, provo que Maomé era um mentiroso. Maomé alegou ser enviado pelo mesmo Deus que enviou Jesus. Bem, isso é uma mentira descarada. A menos que este Deus tenha múltiplas personalidades, não há nenhuma semelhança entre o Deus de Jesus e de Maomé. O Deus de Jesus é, geralmente, um Deus amoroso; mas o Deus de Maomé é vingativo, tirânico e um bruto. Assim, ou Jesus estava mentindo e Deus é mau; ou Maomé estava mentindo e Deus é bom. Mas se Jesus era um mentiroso, Maomé mentiu sobre Jesus ser um mensageiro de Deus. Ele também disse que Deus é misericordioso, justo e compassivo. Ao ler o Alcorão e a Sira nós sabemos que isso não é verdade. A lógica simples nos faz ver que Maomé era mentiroso. Se ele mentiu sobre a natureza de Deus, poderia ter mentido sobre todo o resto.

Depois de saber que Maomé era um mentiroso, você não tem que acreditar no que aquele charlatão dizia; e não tem que temer sua falsa divindade psicopata também. Se Deus existe, ele deve se parecer com o Deus de Jesus e não com o deus de Maomé. Ele deve ser um Deus de amor e não um deus sádico e tirânico (na realidade, eu acredito que Deus se assemelhe com o Deus de Einstein. Ele é um princípio, e não um ser sensível).

Os atributos de Alá – como descrito por Maomé – são todos satânicos. Por isso, é justo dizer que Maomé era um mensageiro de Satanás e não de Deus. Os resultados falam por si. Veja como os seguidores de Maomé vivem e se comportam. Na medida em que eles o seguem, agem mal. Isso prova que muçulmanos são adoradores do demônio. Então, se você realmente teme o inferno, certifique-se de que não acredita em Maomé. Se o inferno é real, os muçulmanos que imitam Maomé vão parar lá.

shahada ring

O artigo original foi escrito em 05 de março de 2009 e encontra-se no site ISLAM WATCH.

http://www.islam-watch.org/AliSina/Smashing-the-Fear-of-Allah.htm

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

Cosmos Islâmico.

Por Alisina

O Alcorão e os Hadith contêm referências à criação do mundo e à realidade física que são nada menos que heresia científica. Apesar dos esforços de muito apologistas muçulmanos, que tentam reinterpretá-los e encontrar neles alguma interpretação exotérica, o contraste com a ciência e a lógica desmente o dito de que o Islam é inspiração divina. Examinemos o seguinte exemplo:

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 414

“… Ele (Maomé) disse: Em primeiro lugar, não havia nada, exceto Alá (então Ele criou Seu trono). Seu trono estava sobre as águas, e Ele escreveu tudo no Livro (nos céus) e criou os Céus e a Terra…”

A menção de que o trono de Alá estava sobre as águas é também mencionado no Alcorão capítulo 11 verso 7:

Foi Ele quem criou os céus e a Terra em seis dias (antes seu trono repousava sobre as águas)”.

Isto faz sentido? Perceba que nos Hadith o tradutor colocou um parêntese dentro do qual escreveu (então ele criou Seu trono). Obviamente também ele notou que se não havia nada, o trono de Alá não podia existir.

E as águas? Este verso e o Hadith que o apoia implicam que as águas existiam antes de Deus ter criado o mundo. O que segurava aquelas águas? A água não necessita um receptáculo? Lógico, a Terra tem que existir para abrigar aquela água. E pode a Terra existir sem o espaço do Universo? Parece que houve um erro cronológico na ordem da criação.

O Cosmos de acordo com o Alcorão e os Hadiths

LiveLeak-dot-com-7c0_1385485174-Quran-Cosmos-table - Copia LiveLeak-dot-com-7c0_1385485174-Qurancosmustable

De acordo com Maomé a Terra é plana feita de sete camadas. Há vários versos corânicos e hadiths que confirmam isso.

Alcorão capítulo 18:

Verso 86: “Até que chegando ao poente, (Zul Carnain) viu o sol pôr-se numa fonte de fogo, e descobriu um povo vivendo por perto.”

Verso 89: Depois, seguiu outro caminho.
Verso 90: Até que, chegando ao Oriente, viu o sol levantar-se sobre um povo que não havíamos protegido contra o calor.

Geralmente acredita-se que Zul Carnain seja Alexandre o Grande que, de acordo com os antigos, tinha conquistado o mundo de uma ponta a outra. A verdade é que o nascer do sol e seu ocaso são vistos em TODOS os lugares. Uma pessoa não precisa ir “para outro lugar” ou para o fim do mundo para vê-lo nascer ou pôr-se. É obvio que Maomé, como a maioria de seus contemporâneos, acreditava que a Terra é plana e que o sol se move erguendo-se de um lugar e morrendo no outro. O Hadith seguinte dá apoio a esta ideia.

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 421
Narrou Abu Dhar:

O profeta perguntou-me ao crepúsculo: “você sabe aonde o sol vai (na hora do ocaso)?” Repliquei: “Alá e seu apóstolo sabem melhor”. Ele disse: “Ele vai (viaja) até que se prostra por baixo do Trono e toma permissão para erguer-se novamente, e a permissão é concedida. E então virá um dia que ele desejará prostrar-se, mas não será aceito, e tomará permissão para seguir seu curso, mas não será concedida. Ser-lhe-á ordenado que volte donde veio e então levantar-se-á no Ocidente. E esta é a interpretação da assertiva de Alá: “E o sol roda seu percurso por um decreto. É o Decreto de Alá, o Exaltado em Poder, o Onisciente.”


Isto são contos de fadas. O sol pôr-se debaixo do trono de Deus, prostrar-se e pedir permissão para erguer-se no outro dia? Isto é história infantil.

O absurdo não para por aqui. O Alcorão 78:6 diz:

“Não estendemos a Terra como um leito?”

“Leito” é a tradução correta para mehad, usada por Hilali khan, Sher Ali e Sale. Palmer e Rodwell traduzem para o inglês como “couch” (sofá) e Arberry como “berço”. Outros tradutores foram vagos e traduziram como “expansão”. Claramente eles viram que este verso está errado. A Terra não parece uma cama, a menos que você seja um árabe do sétimo século sem conhecimento do mundo.

Todos estes versos e hadith descrevem uma Terra plana, onde o sol se levanta de um lado e se põe numa água escura do outro. Há algum trono em alguma parte no céu ou “sob a Terra” para o sol parar e pedir permissão para se levantar outra vez?

O absurdo deste conto é autoexplicativo. Ainda assim os muçulmanos nunca o questionam. Se está no Alcorão, então deve ser verdade mesmo que seja descaradamente absurdo.

Estas fábulas se originaram das culturas pré-islâmicas. Em 1952 Theodor H. Gaster compilou um livro chamado As Histórias mais velhas do Mundo. É uma coleção de tradições de babilônicos, hititas e canaanitas, povos de 3500 anos atrás. Estas histórias foram perdidas e depois desenterradas no século XX. As semelhanças entre essas histórias e aquelas do Alcorão e da Bíblia são impressionantes. Elas provam que o Alcorão não é um livro divino, Mas uma coleção de fábulas que eram parte das lendas árabes.

Em outro Hadith Maomé compara a trajetória do sol com um arco.

Bukhari, Volume 4,Livro 52, Número 51: Relatou abu Huraia: O profeta disse: “Um lugar no Paraíso, mesmo pequeno como um arco, é melhor do que todo aquele no qual o sol se levanta e se põe (o mundo todo).”

É claro que Maomé pensava que o sol forma um arco, como uma flecha, da hora que surge à hora que desaparece. É o que parece visto da Terra. Para os primitivos parecia que saia do Oriente e se punha no Ocidente formando um arco no céu.

Não há nada científico no Alcorão. Este livro foi escrito no século sete da era cristã e reflete crenças cosmológicas populares características daqueles povos. Maomé também era iletrado. Seu conhecimento do mundo se baseava em boato. Mesmo em seu tempo havia pessoas com conhecimento melhor sobre o cosmos. Como outras pessoas de seu tempo, ele pensava que o sol e a lua orbitavam em volta da Terra.

Alcorão 36:38-40:

E o sol que desliza para seu lugar de repouso, por determinação do Poderoso, do conhecedor. E a lua: dividimos seu percurso em estações até que volte a ser como uma velha folha de palmeira. Nem o sol deve alcançar a lua, nem a noite ultrapassar o dia. Cada um girará na sua própria órbita”.  (tradução Challita)

Qualquer criança na idade escolar pode ver que esta descrição do sistema solar está errada. O sol e a lua não se perseguem. O que falta aqui é a rotação da Terra que é realmente o que faz o dia e a noite se seguirem. Para Maomé, tudo isso era um mistério, um milagre ordenado por Alá. Ele estava surpreso pelo fato de que “o sol e a lua giram conforme cálculos” (capítulo 55 verso 5). E pensava que o céu era um teto a cobrir a Terra e que “foi Deus quem criou a noite e o dia, o sol e a lua, cada um gravitando em sua órbita” (capítulo 21 verso 32 e 33)

Estes erros mostram que o autor do Alcorão não foi o criador do Universo, mas um homem muito ignorante.

Tradução: khadija kafir.  O artigo original em inglês está em http://alisina.org/?p=1255

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

Gênios e Estrelas Cadentes.

Por Alisina· 10 de Novembro de 2010.

Tradução: Khadija bint Kafir

Como seus contemporâneos beduínos, Maomé acreditava em seres sombrios e fantasmas. Estas criaturas míticas eram conhecidas como jinns (ou gênios). Maomé falou extensivamente sobre os jinns. Ele disse a seus seguidores que os jinns eram feitos de fogo. Eles se apoiavam no ombro um do outro todo o caminho para o céu a fim de bisbilhotar a conversa da “assembleia celeste” (mala-e a’la). Assembleia celeste ou superior era um termo usado pelos sumerianos para se referir à reunião dos deuses antigos representando o Panteão Sumeriano, presidido por An e Enlil. Maomé acreditava que os meteoros eram mísseis atirados pelos anjos para deter os jinns em sua bisbilhotagem.

Alcorão, capítulo 72 versos 8 e 9:

E tocamos no céu, mas achamo-lo cheio de guardas poderosos e de bólides. E sentamo-nos para escutar. Mas quem escutava encontrava um bólide à espreita”. (tradução Mansour Challita)

Ele repetiu a mesma ideia absurda outra vez.

Capítulo 37 versos 6 a 10:

Decoramos o céu mais próximo com estrelas. E elas o protegem contra os demônios rebeldes. Impedindo-os de ouvir as deliberações da corte celestial. Os meteoros os rechaçam de todos os lados. E obrigam-nos a recuar, confinando-os a um castigo sem fim. E se um deles surpreender algo das palavras proibidas, será perseguido por um bólide flamejante”. (tradução Mansour Challita)

E capítulo 67 verso 5:

E adornamos com lâmpadas o céu mais próximo, colocando-as ali a fim de que sirva para apedrejar os demônios, a quem destinamos o suplício das chamas”.

O universo vislumbrado por Maomé pertencia ao reino dos contos de fadas. A Terra para ele era plana onde o sol surgia dos mares de um lado para pôr-se numa fonte de água fervente do outro lado (Alcorão 18:86). Em Árabe a palavra “sama” significa paraíso e céu. Maomé, como seus contemporâneos, não fazia distinção entre os dois. Ele disse que o paraíso (céu) é feito de sete camadas e as estrelas foram colocadas na parte mais baixa, inferior à posição da lua.

Então ele vislumbrou os jinns se apoiando um no ombro do outro todo o percurso do paraíso para bisbilhotar a discussão da “corte celestial”. Ele pensava que as estrelas eram lâmpadas penduradas da abóbada do céu para adornar o céu mais baixo. Quando os jinns se amontoam um em cima do outro para bisbilhotar, os anjos guardiões agarram uma estrela e a arremessam contra o jinn para assustá-lo. Alguma pessoa racional de hoje pode aceitar esse tipo de disparate?

O que as pessoas de antigamente chamavam de estrelas cadentes são meteoritos- pedras pequenas que brilham quando entram na atmosfera terrestre. As estrelas são sóis a milhares de anos luz de nós. Afora o fato de que a ideia de jinns é ridícula, eles podem mesmo se apoiar para alcançar a presença de deuses? Que deuses? Se Deus é um só, que “Assembleia Celestial” é essa que ele estava falando? Por mais absurdo que possa parecer, os muçulmanos ainda acreditam em jinns. Se está escrito no Alcorão, então deve ser verdade, pelos que saibam. Rejeitar a essa tola ideia é equivalente a rejeitar ao Alcorão.

O Hadith seguinte confirma a história acima:

Relatou Aisha: “ouvi o apóstolo de Alá dizendo ‘os anjos descem das nuvens e mencionam esse ou aquele assunto decretado no paraíso. Os demônios escutam furtivamente a tal assunto, descem para inspirar aos adivinhos com isso e o último deles acrescenta uma centena de mentiras por conta própria’”. Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 432]

Relatou Aisha: “Algumas pessoas perguntaram ao profeta sobre os adivinhos. Ele disse: “não valem nada”. Disseram: ‘Ó Apóstolo de Alá! Algumas de suas falas acontecem’. O profeta disse: ‘A palavra que se torna verdade é o que um jinn arrebata por furto (do céu) e a despeja nos ouvidos de seu amigo (o vidente) com um som semelhante ao cacarejar de uma galinha. O adivinho então acresce àquela palavra uma centena de mentiras”’. Sahih Bukhari Volume 9, Livro 93, Número 650.

Os muçulmanos estão convencidos de que os jinns são reais. Se está no Alcorão deve ser real. O pensamento de que o Alcorão possa ser falso não entra na mente deles. A imagem seguinte é um artigo publicado na República Islâmica do Irã.

LiveLeak-dot-com-434_1385483703-jinn-hoax

O artigo diz que depois da confirmação pelas autoridades religiosas dos Emirados Árabes, vários jornais têm publicado a foto. Um Jovem árabe, ao de ouvir ruídos estranhos vindo de uma caverna na região de Jaliyah nos Emirados, pegou sua câmera e entrou na caverna. Lá ele avistou uma estranha criatura que parecia um jinn. O fotógrafo morreu como resultado de um ataque cardíaco. Quando seus amigos e a polícia entraram na caverna, acharam sua câmera próxima ao corpo e a foto do jinn dentro da câmera. Esta foto e a notícia foram publicadas nos jornais dos Emirados e divulgadas na televisão. A imagem seguinte revela a verdade:

LiveLeak-dot-com-434_1385483703-jinn-hoax-explained

Este tipo de embuste é comum entre muçulmanos. Estes são os “milagres” que mantêm sua fé viva.

O artigo original encontra-se em http://alisina.org/?p=119

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org