Casada com um muçulmano

Texto de Ali Sina (2011). Para ler o original, clique aqui

Publicado por Khadija Kafir 02-08-2015

Querido Ali Sina,

Sou uma jovem casada com um muçulmano. Acredito em Deus e sou cristã. Li muitos livros sobre o Islamismo e tenho grande conhecimento sobre essa religião. Rejeito a maior parte dela. Os direitos das mulheres, a escravidão, a jihad… Creio que a maior parte vem do diabo. Meu marido não sabe muito, mas ele calmamente diz que ensinará a nossos filhos. Como posso convencê-lo de que o Islã é errado? Por favor, ajude-me a mudá-lo. Ele é uma pessoa boa, ele realmente pensa que o Islã é uma religião boa também. Nunca leu o Alcorão. Ele não tem uma boa formação (cultural), mas não importa o que aconteça, ele sempre diz que o Islã está certo.

Qual será o melhor método de mudá-lo? Eu o amo de verdade e quero ter filhos com ele, mas não quero que meus filhos cresçam no Islã. Ajude-me, por favor.

Com carinho,

Ângela

Olá Ângela,

O amor não é suficiente! Para que qualquer casamento dê certo é necessário haver compatibilidade entre marido e mulher. Sem isso o amor morre. Todos os casamentos começam com o amor, porém mais da metade deles acaba em divórcio e dos que sobrevivem, nem todos permanecem felizes.

Você e seu marido não são compatíveis. Seu casamento está trêmulo. Eu recomendo fortemente que você não traga uma criança ao mundo com ele. Por favor, tenha pena de seus futuros filhos e não os condene a uma vida de infelicidade e abuso. Você realmente quer que suas filhas usem hijab e vivam sob ameaças de serem mortas pelo pai se elas se apaixonarem por um não muçulmano? E não diga que seu marido não é assim. Ele não tem formação e não sabe nada de Islã, e ainda assim, ele é um muçulmano devoto que pensa que o Islã é a melhor coisa. Este é o perfil.

Os muçulmanos nascem como qualquer outra pessoa. Eles têm os mesmos sentimentos humanos que os outros têm. Mas sob o islã eles são transformados em algo repugnante. Sob a influência desta fé eles se tornam capazes de matar seus próprios filhos e explodirem estranhos. Se você subestimar o poder devastador desta fé demoníaca nos muçulmanos, você estará se programando para o desastre.

Sim, o Islã é do diabo e seu marido é um adorador do diabo. Enquanto sua lealdade for para o diabo, você não deverá ter filhos com ele e ficar preparada para deixa-lo. Se não fizer isso, irá se arrepender.

Seu marido não é abusivo com você ainda. Isso pode mudar e é provável que mude depois que venha uma criança. Agora ele está inseguro e sabe que você é ligada a ele por pouco. Uma vez que nascer um filho, ele irá revelar sua personalidade real. Então por favor não pense que este homem irá ser o mesmo para sempre. Ele se tornará exigente e irá te aviltar junto com sua fé. Ele a chamará de estúpida e irá projetar seus defeitos em você.

Homens muçulmanos querem esposas obedientes. Esta é a ideia deles de um bom casamento, onde eles são senhores e suas esposas são suas escravas. Se este não é o ideal de um casamento, não se case com um homem muçulmano.

Você pode estar perguntando como é que eu posso dizer estas coisas sobre uma pessoa que eu não conheço. Descrevo este homem como muçulmano. Eu conheço o Islã e eu conheço o pensamento islâmico.

Se quer dar a este homem uma chance e fazer o que for melhor para socorrê-lo, isto é nobre. Faça o que você puder. Mas como uma pessoa que quer ajudar alguém que se afoga, procure um esteio para se apoiar a um lugar seguro e esteja pronta para deixa-lo partir se sua própria vida for colocada em perigo. Sim, ele é uma vítima, mas também é um participante voluntário. Ao final, depende dele mesmo salvar-se a si próprio. Se não houver vontade, você não conseguirá fazer muito. Deixe-o partir e salve-se a si própria.

Eu escrevi um livro (chamado Para entender Maomé) que vai ajudar aos muçulmanos a enxergarem a luz. Se você convencer seu marido a ler, ele deixará o Islã. Daí você estará lidando com um ser humano real que não está possuído. Se ele for uma boa pessoa, como você diz, você terá um casamento feliz com ele. Se ele se recusar a ler meu livro, deixe-o. Este homem é cego e irá somente trazer tristeza a sua vida.

Os muçulmanos não gostam de ler nada que seja escrito contra sua fé. Na verdade, a maioria deles não gosta de ler nada. 90% dos muçulmanos leem menos do que cinco livros em toda a sua vida. Um deles é o Alcorão, que não é lido para ser entendido, mas cantado. O desafio é persuadi-los a ler. Eu não ligo se eles lerem meu livro com preconceito, com mente fechada, ou com a intenção de achar falhas nele. De fato, eu os encorajo a ler criticamente e nunca aceitar nada do que eu disser se eu não mostrar ampla evidência. Bastando que eles leiam e prestem atenção ao que leem, eles deixarão o islã. Leia para ele. Engane-o dizendo que vai se converter ao Islã se ele ler o livro com você e conseguir convencê-la de que eu estou errado. Ele está autorizado a consultar qualquer clérigo muçulmano para buscar respostas. Ele não encontrará nenhuma. Ao invés disso, ele será ameaçado com o inferno por questionar e duvidar. Ao final, ele decide. Se ele quiser salvar o casamento com você ele deve ler este livro, ou então fazer as malas e sair.

Boa sorte para você,

Ali Sina

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

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Como posso me divorciar de meu marido muçulmano?

Texto de Ali Sina (2011).

Publicado por Khadija Kafir em 29-07-2015

Leitora escreve para Ali Sina:

Olá,

Eu sou de Melbourne Austrália. Sou uma muçulmana Xiita e fui casada por 14 anos. Fique separada AGORA por quatro anos e estou achando difícil obter um divórcio muçulmano Xiita. Todos os Sheikhs aqui não vão me conceder porque a decisão deve partir do meu marido e o que ele disser vale. Eles já sabem como é que ele é. O Islam é uma religião masculina. Eu digo que não é justo. Eu tenho três filhos e eles moram comigo. Não tenho apoio financeiro e nem desejo. Ainda assim meu marido faz da minha vida um inferno.

Eu vivi no inferno por treze anos. Ele me diz que nunca irá se divorciar de mim de modo que possa me arruinar. Ele me diz que nunca vai me deixar casar de novo. Por que é tão difícil para uma mulher obter o divórcio? Eu o deixei porque eu não tinha nenhum apoio financeiro dele. Trabalhei a minha vida toda e ele era muito abusivo verbalmente até mesmo na frente das crianças. Minha filha sofria de depressão e visitava um terapeuta na idade de oito anos. E eu tenho 34 anos e estou determinada a achar o amor e a FELICIDADE. Por favor! Estou suplicando a você que me ajude a sair deste inferno e me ajude a obter meu divórcio.

Sara.

 Ali Sina responde:

Oi Sara,

Isto é estranho. Você concedeu todo o poder a seu marido e a um bando de mulás e está reclamando que vive no inferno. Isso é igual a um passarinho que reclama de viver engaiolado quando a porta da gaiola está aberta.

Você vive na Austrália. Por que é que tem que ir aos Sheikhs para obter um divórcio? Por que esse divórcio deve ser islâmico? Consulte um advogado especialista em divórcio na lei australiana. Declare-se não muçulmana e você automaticamente não será controlada por ninguém.

Se você estivesse vivendo em um país muçulmano onde todas as portas da gaiola estão fechadas e trancadas, eu entenderia seu pleito. Mas eu não entendo, porque na Austrália você tem que se sujeitar a lei islâmica?

Os Sheikhs não têm nenhum controle sobre você, a menos que você dê esse poder a eles. Em países islâmicos, onde os Sheikhs fazem as leis, a situação é diferente. Se você vive no Ocidente, tudo que você deve fazer é dizer adeus ao Islam e reivindicar sua independência e liberdade.

Se você teme seu marido abusivo, vá até a polícia e procure proteção. Talvez você tenha que mudar sua cidade ou até seu nome.

Comece a namorar. Visite sites de relacionamento. O mar está pra peixe. Certifique-se de não se relacionar com um muçulmano de novo. A vida é melhor quando é partilhada com um parceiro amoroso.

Boa sorte,

Ali Sina.

Leitora insiste:

Olá Ali Sina,

Desculpe, eu esqueci de mencionar que eu fui divorciada pela lei Australiana. Mas como consigo o divórcio islâmico, pois ele irá envergonhar a minha família espalhando rumores de que eu cometi adultério se eu arrumar alguém. Meu marido irá continuar fazendo da minha vida um inferno e arruinará meu nome para sempre, uma vez que eu sou muito conhecida e respeitada por todos pela minha honestidade e pureza; e como ser humano. Eu tenho muito amigos que sabem o tipo de homem que ele é e que tipo de vida eu sofri com ele por muitos anos. Meus filhos estão muito felizes e eu trabalho em tempo integral para me manter junto com meus filhos. Estou feliz fazendo isso. POR FAVOR PODE ME AJUDAR a obter um divórcio islâmico para que eu possa me livrar dele e dessa religião!

Sara.

Querida Sara,

Uma vez que você se divorcia na lei australiana, você é divorciada. Você está dando legitimidade a um culto que não merece nenhuma. O Islam é uma mentira. A menos que você também tenha se casado civilmente, o seu casamento islâmico era nulo, para inicio de conversa.

Eu não posso pedir aos Shiekhs para dar a você seu divórcio islâmico. O que eu posso fazer é persuadir você a não dar poder a eles e a seu marido para destruir sua vida. Você é divorciada pela lei e isso é o que importa. Se a sua comunidade não entende isso, deixe-a. Você vive na Austrália. Arrume novos amigos que sejam apoiadores e compreensivos.

Encontre uma boa igreja que tenha grupo de apoio. Alguns anos atrás eu encontrei uma igreja Menonita que não ficava muito longe de mim. Eu costumava ir lá encontrar pessoas e me socializar. Eu gostava dos corais e até dos sermões. Frequentei grupos de estudos bíblicos. Fiquei conhecendo a Bíblia mais do que qualquer um. Ninguém sabia que secretamente eu era um ateu.

Há grupos de apoio para pessoas divorciadas. Depois das palestras, costumávamos nos reunir em uma grande sala. A comida era simples. Mas era uma ocasião para sentar com outros seres humanos e interagir. Eu me mudei e não tentei achar outra igreja. Eu recomendo fortemente que você faça isso. Se você tem filhos pequenos, eles precisam ter essa experiência social que só é possível quando se é criança.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.