Embriologia no Alcorão

Texto de Abdullah Sameer

Um dos “milagres” que dizem estar no Alcorão é o milagre da descrição da embriologia. Frequentemente se diz que o Alcorão descreve a embriologia de um modo que não era possível ser conhecido no sétimo século. Há dois problemas com essa afirmação. Quando eu comecei a ler mais sobre isso, eu fiquei muito desapontado de descobrir que, como tudo que se diz sobre os milagres científicos do Alcorão, este também não era verdadeiro.

Antes de que eu entre nos detalhes, deixe-me dizer que o proeminente pregador Hamza Tzortzis escreveu um livro chamado “Embriologia no Alcorão”, que foi refutado logicamente, ponto a ponto, por dois ateus online. Este livro se chama Embryology in the Quran, Much Ado About Nothing (Embriologia no Alcorão: Muito Alvoroço Para Nada) e eu recomendo muito que se leia. Disto, você vai aprender como os pregadores tentam distorcer e conformar o texto para que combine com o entendimento científico moderno, quando nunca foi escrito para isso. Eu devo agradecer a Hamza por ser honesto e admitir seu erro e retratar todo o seu livro. Ele chegou mesmo a ir além e dizer que “não há milagres científicos no Alcorão”(vídeo no YouTube) e eu agradeço a ele pela honestidade.

Vamos ao tópico.

  1. O Alcorão parece descrever a embriologia de um modo incorreto. Por exemplo, ele diz “osso, e daí carne”.

Depois, transformamos o esperma em coágulo, e o coágulo em óvulo, e o óvulo em osso, e revestimos o osso com carne. E era mais uma criatura. Louvado seja Deus, o melhor dos criadores. Alcorão 23: 14

Isto não parece ser correto. A maioria do que se diz sobre esse assunto é baseado nas afirmações do professor Keith Moore, que foi convidado para a Arábia Saudita para palestrar sobre ciência no Alcorão. Como nota paralela, a maioria dos palestrantes convidados para esta conferência disseram na verdade que suas palavras foram mal interpretadas e eles foram manipulados, ou levados a dizerem coisas que posteriormente foram citadas fora de contexto.  Uma pessoa até mesmo os procurou e teve uma conversa com eles pelo skype. Você pode achar essas entrevistas aqui.
Em relação ao professor Keith Moore, o que ele disse foi que a descrição no Alcorão é impressionante, e ainda assim se recusou a ser um muçulmano. Para mim, isso é o que vem primeiro na hora de aceitar sua afirmação. Alguém que realmente acredita vai se converter. Em segundo lugar, eu achei a referência em seu livro sobre o que ele realmente diz. Não parece ser algo impressionante que tudo que o Alcorão diz sobre Embriologia não é nem mesmo original – é uma paródia de Cláudio Galeno e do Talmud. Como se pode ver, muitos filósofos diferentes costumavam falar de embriologia e não há nada de divino nisso. É apenas o progresso natural do entendimento humano.
Quando se lê outras descrições feitas pelos outros na antiguidade, nota-se que até o Aristóteles em 300 antes de Cristo (e muito antes de Maomé) descrevia a embriologia. Isso faz dele um profeta também?
Quando se olha o Alcorão, ele continuamente se refere a mistura de líquidos masculinos e femininos, como se os fluidos femininos tivessem algo a ver com o bebê. Se o Alcorão fosse de Deus, só teria uma coisa a dizer: que a fêmea tem óvulo, pois ninguém sabia disso nessa época. Isso seria um milagre, pois o óvulo não é visível a olho nu.
E como pode Ele (Deus) desconhecer sua própria criatura? E  Ele é amável, onisciente” Alcorão 67:14
Em resumo, o Alcorão usa palavras altamente imprecisas para descrever o desenvolvimento do embrião, e também descreve a criação de modo incorreto baseado na ideia de “fluidos misturados” que é uma ideia de Galeno e não exclusiva do Alcorão.

Um pequeno hadith

Relatou Anas:

Quando a notícia da chegada do profeta (ﷺ) a Medina alcançou Abdullah bin Salam, ele se dirigiu até ele para perguntar algumas coisas. Ele disse: “vou perguntar três coisas que somente um profeta pode responder. Qual é o primeiro sinal da Hora (do fim dos tempos)? Qual a primeira comida que as pessoas do paraíso vão comer? Por que uma criança às vezes se parece com o pai e outras vezes com a mãe?” O profeta (ﷺ) replicou: “Gabriel (o anjo) acabou de me instruir sobre isso”. Ibn Salam disse: “Ele (Gabriel) é o inimigo dos judeus entre os anjos. O profeta (ﷺ) continuou: “Quanto ao sinal da Hora, será um fogo que colherá as pessoas do Oriente ao ocidente. Quanto a primeira refeição que as pessoas do paraíso vão fazer, será o lóbulo extra do fígado do peixe. Quanto à criança, se os fluídos masculinos precederem aos fluídos femininos, a criança será parecida com o pai. Se os fluidos da mulher precederem ao do homem, a criança parecerá com a mãe”.
Da citação acima, podemos notar que o profeta Maomé não entendia como o gênero de uma criança era determinado.  Maomé era um homem normal que dizia ser profeta mas não recebia nenhuma inspiração divina de Deus. Ele inventava isso tudo fazendo uso de qualquer conhecimento disponível a época.
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Abdullah-SameerSobre o autor: Abdullah Sameer nasceu no Quênia e mudou-se para o Canadá quando ainda era muito jovem. Pertencia a uma vertente xiita do Islã, mas durante a adolescência, converteu-se ao Sunismo graças a influência de um amigo. Virou um praticante muito fervoroso, usando a internet para pregar, e assim passou 16 anos de sua vida. Mas um dia, Abdullah conheceu um jovem que dizia que não iria se converter ao Islã porque achava que o Alcorão era apenas trechos mal citados do Talmud (escritura judaica). Abdullah então fez algo que quase nenhum muçulmano faz: começou a ler materiais críticos do Islã, e aos 33 anos abandonou a religião, considerando-se ateu. Hoje se dedica a iluminar outros contra os males dessa perniciosa crença.

Quem ensinou Matemática para Alá?

Texto de Ali Sina (2010). Para ler o original clique aqui

Tradução Khadija Kafir 15/07/2015

Através de meus escritos, eu tenho demonstrado que Maomé era um mentiroso. Neste artigo, mostrarei que pelo menos em um dos casos ele disse a verdade: foi quando disse que era analfabeto.

O Alcorão é repleto de heresias científicas, fiascos históricos, absurdos lógicos, erros gramaticais e falácias éticas. Os mais óbvios são os erros matemáticos.

A lei Islâmica da herança é explicada em muitos versos. Pode-se achar a referência deles nos capítulos “A vaca” (nº 2), “A mesa servida” (nº 5), e “Os espólios” (nº 8). Mas os detalhes dessa lei estão explicitados no capítulo “As mulheres” (nº4).

“Eis o que Deus vos prescreve: Quando morre um de vós, deixando bens e filhos, o filho varão herdará o dobro da filha, e se houver somente filhas, receberão dois terços da herança, mas se houver uma filha só, receberá apenas a metade. Morrendo o filho, cada um dos pais receberá a sexta parte, caso o defunto tenha filhos. Se a herança couber exclusivamente aos pais, a mãe receberá um terço, e o pai, dois terços. Caso o defunto tiver também irmãos, a mãe receberá a sexta parte. Tudo isso depois de executados os legados e pagas as dívidas. Entre vossos pais e vossos filhos, não sabeis quem é mais benéfico para convosco. Tal é a lei de Deus. Deus é conhecedor e sábio. Alcorão 4: 11 (tradução Challita).

A vós, a metade da herança de vossas esposas se elas não tiverem filhos, e a quarta parte em caso contrário, depois de executados os legados e pagas as dívidas. E elas, um quarto de vossa herança, se não tiverdes filhos, e um oitavo em caso contrário, depois de executados os legados e pagas as dívidas. (…) Alcorão 4:12 (tradução Challita)

“(…) Se um homem morrer sem ter filhos, mas tendo uma irmã, ela herdará a metade da herança. E ele herdará todos os bens dela, se ela morrer primeiro sem deixar filhos. Se houver duas irmãs, herdarão os dois terços dos bens deixados. Se houver irmãos e irmãs, caberá a cada homem o dobro de cada mulher. Deus revela-vos Suas leis para que não erreis. Deus está a par de tudo”. Alcorão 4: 176 (tradução Challita).

 Apesar de dizer “para que não erreis”, estas leis estão longe de serem claras.

O verso 4:11 diz que se um homem tem apenas uma filha, ela obtém metade da herança, independentemente de outros herdeiros. Mas uma vez que os mesmos versos dizem que a partilha do filho deve ser o dobro, o filho deve então levar toda a herança. Não é uma discrepância? Há certamente um erro nesta lei.

O problema é agravado quando a partilha dos outros herdeiros – pais e esposas é levada em consideração.

Há casos onde o total das partilhas sinaladas aos herdeiros excede o patrimônio. Por exemplo:

De acordo com os versos acima, se um homem morrer deixando uma esposa, três filhas e dois pais, sua esposa recebe da herança 1/8 (E elas, um quarto de vossa herança, se não tiverdes filhos, e um oitavo em caso contrário. 4:12)

Suas filhas receberão 2/3 (se somente filhas, duas ou mais, a sua partilha é de 2/3 da herança).

E seus pais irão obter 1/6 de sua herança cada (para os pais, um sexto da herança para cada, se o falecido deixar filhos).

A soma dessas partes é mais do que o total da herança:

Esposa com filhos 1/8         = 3/24

Filhas 2/3                             = 16/24

Pai 1/6                                     = 4/24

Mãe 1/6                                 = 4/24

Total                                     27/ 24

Não há divisão suficiente para todos receberem suas respectivas partes. A carência é de 1/8.

Se a esposa não tem filho e as filhas pertencerem a uma ex-esposa do falecido, isto é o que acontece:

Esposa sem filho ¼           =6/24

Filhas 2/3                           =16/24

Pai 1/6                              =4/24

Mãe 1/6                           =4/24

Total                               = 30/24

Neste caso a escassez é de ¼.

A injustiça desta lei é óbvia. Digamos que uma mulher tenha sido casada com um homem por 25 anos e tenha dado filhos a ele. Ela fica com 1/8 da herança, mas se o mesmo homem se casou com uma nova esposa há apenas alguns dias antes de sua morte, a nova mulher irá receber o dobro do que a antiga receberá. Creio que até mesmo os muçulmanos, que são geralmente cegos, podem ver que esta lei é absurda. Os humanos nascem com senso de justiça. Não importa o quão sejam contaminados com falsas doutrinas e lavagem cerebral, certeza tenho de que algum resíduo disso tenha sido deixado para que pelo menos alguns muçulmanos percebam, não somente os erros nos cálculos, mas a injustiça dessas leis e se deem conta de que o Islam não é de Deus.

Tomemos outro exemplo. Digamos que um homem deixe uma esposa sem filho, sua mãe e suas irmãs.

A esposa recebe ¼ da herança (E elas, um quarto de vossa herança, se não tiverdes filhos,…)

A mãe fica com 1/3 (… mas se houver uma filha só, receberá apenas a metade. Morrendo o filho, cada um dos pais receberá a sexta parte, caso o defunto tenha filhos. Se a herança couber exclusivamente aos pais, a mãe receberá um terço, Alcorão 4: 11)

Esposa ¼     = 3/12

Mãe 1/3 =   4/12

Sister 2/3     = 8/18

Total   15/12

Nos exemplos acima, as proporções dos herdeiros excedem o total do patrimônio. Em ambos os casos o total da herança tem a soma de exatamente um antes da conta da partilha ANTES de levar em conta a parte da esposa.

O que deveria ser feito se um homem tiver duas esposas, uma com filhos e a outra sem filhos?

O que deveria ser feito se um homem tiver quatro esposas? Todas as esposas recebem um quarto da herança? Elas não podem, pois não haverá nada deixado para suas irmãs e pais. Será que isso significa dizer que esses ¼ é para todas as esposas, que ficariam cada uma com 1/16?

Esta lei não é só matematicamente errada, mas confusa e injusta.

Digamos que um homem morra deixando para trás seus pais, duas irmãs e quatro esposas. Ignoremos o erro matemático por agora. As duas irmãs irão receber 1/3 cada, mas as esposas ficarão com 1/16 da herança cada. Parece uma divisão justa?

E se o falecido for uma mulher?

O marido recebe metade (no que suas esposas deixam, sua partilha é a metade, se não deixarem filhos).

O irmão fica com tudo (se o falecido for uma mulher, que não deixou filho, seu irmão fica com a herança).

Se o irmão fica com tudo, como é que o marido fica com a metade?

Marido ½   = ½

Irmão   tudo     = 2/2

Total 3/2

Outra vez esta divisão é matematicamente errada e também injusta.

E o que se faz com os pais dela e irmãs? Elas herdam alguma coisa?

Este verso não especifica que os irmãos ficam com tudo somente se não houver outros herdeiros. Apenas diz que se não houver crianças ele fica com tudo. No mesmo caso, diz que se um homem morrer deixando irmãs, ela fica com a metade. O que acontece com as outras?

Aqui temos outro caso absurdo. Uma mulher falece e deixa o marido, uma irmã e a mãe:

Marido ½     = 3/6

Irmã ½   =   3/6

Mãe 1/3         =2/6

Total = 8/6

Os fundos são 1/3 menores!

Fica claro que em matéria de herança o Alcorão é muito obtuso. Esses erros são elementares. É difícil crer que Deus não saiba adicionar frações simples. São erros feitos por um homem muito iletrado.

As leis da herança são tão obtusas que os Xiitas e Sunitas as praticam diferentemente. Por exemplo: Se um homem deixar uma esposa e dois pais, os Xiitas darão à mulher ¼ da herança inteira primeiro, e daí distribuir o resto entre os outros herdeiros. Os xiitas fizeram uma hierarquia na herança. Os beneficiários da hierarquia mais alta recebem sua partilha primeiro e o que quer que seja deixado fica dividido na hierarquia mais baixa. De acordo com esta provisão, as partilhas recebidas pelos beneficiários não são as mesmas indicadas no Alcorão (ver #2741)

Os sunitas dão à esposa 1/4, à mãe, 1/3 e ao pai é contado como o parente masculino mais próximo e fica com o resto de 5/12.

Para resolver esses problemas os juristas islâmicos desenvolveram uma complexa ciência chamada “Al-Fara’id”. Ela contém regras do que são “Awl” e “Usbah”, e as leis do “Usool” e o “Fara’id”, as leis do “Hajb wa Hirman” e muitas outras leis relacionadas a essa matéria.

A lei de “Awl” (alojamento) trata de casos em que as partes do herdeiro excedem ou “superam” a soma da herança total. Nesses casos, as porções são ajustadas para acomodar todos. Veja como funciona:

Esposa 1/8 = 3/24   é mudado para 3/27

Filhas 2/3   16/24   é mudado para 16/27

Pai 1/6     4/24     é mudado para 4/27

Mãe 1/6     4/24   é mudado para 4/27

Total   27/24     é mudado para   27/27

Para o segundo caso:

Esposa 1/4 ou 3/12         é mudado para 3/15

Mãe 1/3 ou 4/12           é mudado para 4/15

Irmãs 2/3 ou 8/12                 é mudado para 8/15

Total 15/12               agora fica 15/15

O problema é resolvido graças ao engenho humano, mas não sem violar o Alcorão. Cada parte tem de renunciar ao seu direito na quota. É um caso claro em que as palavras de Alá precisaram de intervenção humana para serem aplicáveis. Os muçulmanos foram forçados a distorcer o Alcorão para conseguir fazê-lo funcionar.

Há também casos onde as partilhas dos herdeiros não somam um total de 100%, o que deixa uma sobra.

Por exemplo um homem que morra e deixe sua mulher e seus pais.

Pais 1/3   = 4/12

Esposa 1/4 = 3/12

Total 7/12

Quem vai receber o saldo de 5/12 da herança?

Os casos seguintes são outros exemplos onde haverá sobra de herança:

Cenário.                       Distribuição dos fundos.               Sobras

Somente a esposa                     1/4                                           3/4

Somente a mãe                          1/3                                          2/3

Somente a filha                           1/2                                        1/2

Duas filhas                                  2/3                                         1/3

Somente uma irmã                  1/2                                           1/2

Mãe e Irmã                                1/3 + 1/2=5/6                         1/6

Uma esposa e a mãe               1/3+ 1/2 =5/12                     7/12

Uma irmã e uma esposa        1/2+1/4=3/4                             1/4

Em todos esses casos e em muitas outras combinações há uma sobra. O que acontecerá a esta sobra? Quem vai herdar?

Para lidar com este problema a lei do “Usbah” foi concebida. Esta lei regula as partilhas não reivindicadas, em que não há pessoa para receber. É claro que se o Alcorão fosse claro e sem erros, não haveria necessidade de todas essas “ciências” e emendas.

A lei de Usbah é baseada no hadith seguinte:

Sahih Bukhari 8.80.724

Relatou Ibn ‘Abbas:

O profeta disse: “Entregue o Fara’id (a partilha da herança prescrita no Alcorão) para aqueles que devem recebê-las. O que quer que sobre, deve ser dado ao parente masculino mais próximo do falecido”.

De acordo com essa lei, um homem que morra e deixe somente sua filha e que não tenha parente masculino próximo a não ser um primo em segundo grau, sua filha herdará a metade da sua herança e a outra parte irá para o tal primo do homem. Parece bem injusto com a filha, mas seria particularmente injusto se o homem tivesse uma tia necessitada, ou uma prima em primeiro grau, que não receberia nada porque nasceu com o sexo errado.

Agora vamos supor que um homem não tenha herdeiros a não ser sua esposa e um parente masculino distante. A esposa receberá ¼ e o parente masculinos distante fica com o resto. Ele recebe três vezes mais do que a esposa. A esposa que sacrificou sua necessidade para guardar aquele dinheiro agora fica com ¼ daquilo que deveria ser só dela. Isso é justiça?

O que dizer se o falecido não tiver parentes do sexo masculino? O que irá acontecer com o resto de sua herança? O que acontece se o falecido for uma mulher sem parentes? O marido recebe a metade da herança, quem fica com a outra metade?

Percebam que no alcorão não existe prioridade para a distribuição da herança. O que os Xiitas fazem é chamado de bid’a – uma inovação que os torna heréticos. Em nenhuma parte do Alcorão está escrito “entregue primeiro a estes e do que sobrar entregue àqueles”. Mesmo se tivermos que reinterpretar essas leis e priorizá-las na ordem cronológica em que são mencionadas, mesmo assim não funciona porque nesses casos, cada herdeiro subsequente iria ter sua porção encolhida. Também na maioria dos casos o montante total nunca será usado.

Esses erros são claros e não podem ser negados. Todavia, os crentes são cegos. Numa tentativa de refutar este artigo, o muçulmano Sami Zaatari diz: “Se A (o/a falecido/a) deixar uma viúva ou viúvo, a porção da viúva ou do viúvo deverá ser calculada primeiro, como no verso 4:1”.

O senhor Zaatari deve nos mostrar a instrução no Alcorão. Não há referência no Alcorão para que priorizemos certos herdeiros e dividamos o resto entre os outros herdeiros. Esta é a heresia que os Xiitas comentem e Zaatari não é nem mesmo um Xiita. O fato permanece que o Alcorão, em matéria de partilha é errado matematicamente.

Agora vejam outro caso obtuso. Um homem tem apenas uma filha e dez filhos. De acordo com o Alcorão, a filha recebe a metade, enquanto os filhos irão partilhar a outra. Então cada um vai ficar com 1/20 da herança. E isso contradiz a outra parte da lei que diz que o homem deve receber o dobro de cada mulher.

Claro que os muçulmanos tem praticado o Islam por 1400 anos, e de alguma maneira eles conseguem fazer essas leis confusas funcionarem. Como? Eles reinterpretam e as ajustam.Os sunitas colocam toda a herança de lado e ajustam para cada homem o dobro de cada mulher. A solução, embora satisfaça de um lado, contradiz a outra.

Apesar de todas essas incongruências e erros o problema real com essas leis não é o fato de não se encaixarem. O problema é na injustiça que elas incorporam. Uma pessoa de mente justa não se exime de perguntar por que as filhas recebem a metade do que um filho recebe? Por que as filhas devem receber menos que os irmãos? E por que um viúvo tem que receber o dobro de uma viúva? Por que para o homem o dobro do que recebe a mulher? Todas as esposas devem compartilhar ¼ da herança se não têm filhos e 1/8 se têm. No primeiro caso cada esposa irá receber 1/16 da herança e no segundo caso 1/32. Por outro lado um homem que perca todas as quatro esposas irá herdar a metade do que elas tiverem. Não é a fórmula para enriquecer os homens e empobrecer as mulheres? É mais fácil esquecer os erros matemáticos do Alcorão do que esquecer a injustiça.

O verso (4:174) diz que “Homens, agora tendes uma prova enviada por vosso Senhor, e fizemos descer sobre vós uma luz manifesta. Como podemos ver, as leis podem ser tudo menos esclarecidas. Elas não se batem, as porções não estão bem definidas e nem distribuídas justamente. Depende dos muçulmanos decidirem se Alá não pode adicionar frações simples, é confuso e injusto; ou que o Alcorão é ditado por um apedeuta. Ou um ou outro! Você decide.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

Como debater com muçulmanos – primeira parte.

Texto de Ibn Warraq.  Título original: How to debate with the muslims.

Tradução Khadija Kafir

Você sabe falar Aramaico ou hebraico?

Os muçulmanos em geral têm tendência de desarmar qualquer crítica ao Islam – e ao Alcorão em particular – perguntando se o crítico já leu o Alcorão em sua língua original Árabe, como se toda dificuldade de seu texto sagrado fosse desaparecer quando o leitor dominasse a língua sagrada e tivesse a experiência direta, áurea e visual, das palavras exatas de Deus, para com as quais nenhuma tradução pode fazer justiça.

Todavia, a maioria dos muçulmanos não é falante nativa do Árabe. Indonésia, por exemplo, com uma população de 197 milhões; Paquistão, com 133 milhões etc. Tudo isso já supera o número de falantes nativos do Árabe em cerca de 30 países no mundo, estimados em 150 milhões. Muitos muçulmanos educados cuja língua não é Árabe realmente a estudam só para conseguir ler o Alcorão. Mas deixe me afirmar de novo: a maioria não entende uma palavra do Árabe, mesmo que saibam de cor algumas partes do livro.

Em outras palavras, a maioria dos muçulmanos tem que ler o Alcorão com a ajuda de traduções para poder entender. Ao contrário do que se pensa, tem havido traduções para o Persa desde o século XI, e há traduções para o Turco e para o Urdu. O Alcorão tem sido traduzido para mais de cem idiomas, a maioria pelos próprios muçulmanos, apesar da desaprovação das autoridades religiosas.

Mesmo para os contemporâneos que falam Árabe, ler o Alcorão está muito longe de ser um assunto fácil e direto. O Alcorão é putativamente escrito naquilo que chamamos Árabe Clássico, mas a população árabe moderna (afora o problema do analfabetismo), não fala, não lê, nem escreve e muito menos pensa em Árabe Clássico. Ao invés disso, somos confrontados com o problema da “diglossia”, que é uma situação onde duas variedades da mesma língua existem lado a lado. As duas variedades são a “alta” e a “baixa”. O Árabe “alto” é às vezes chamado Árabe Literário Moderno ou Árabe Padrão, e é aprendido através da educação formal em escolas, do mesmo jeito que o Latim ou o Sânscrito. É usado em sermões, palestras de universidades, noticiários e para fins de mídia.

O Árabe “baixo” ou coloquial é um dialeto que os falantes nativos adotam como língua materna, e é usado em casa ao se conversar com a família e amigos; e também é usado nas novelas de televisão. Mas as diferenças entre os dois tipos são tão grandes que um fazendeiro analfabeto poderia entender no máximo uma palavrinha aqui e ali. Se alguém ajuntasse esses árabes em uma sala com pessoas que nunca falaram árabe clássico, um mal ia conseguir entender o outro.

Embora alguns estudiosos tolerem pequenas mudanças, eles pintam um quadro equívoco da situação linguística dos países modernos que falam Árabe. Estes estudiosos implicam que qualquer um que consiga ler um jornal na língua moderna não deveria ter nenhuma dificuldade com o Alcorão ou outro texto em Árabe Clássico. Eles parecem insensíveis à evolução da língua, às mudanças em seu uso, e o significado dos termos através do longo tempo e das áreas em que essa língua tem sido usada. Qualquer um que viva no oriente Médio nos anos recentes irá saber que a língua da imprensa é – na melhor hipótese – semiliterária, e certamente simplificada – pelo menos no que diz respeito á sua estrutura e vocabulário.

Poder-se-ia chamar de erro gramatical – se fosse considerado o ponto de vista do Árabe Clássico – a linguagem dos jornais diários ou televisão. Esta linguagem semiliterária não é genuína, e certamente, ninguém pensa nela. Para um árabe médio levaria muito esforço até para construir uma frase simples em Árabe Clássico, quanto mais conversar. O linguista Pierre Larcher tem escrito sobre a considerável lacuna entre o árabe medievo e o clássico moderno.

(…)

Larcher tem apontado que todas as vezes que se tem uma situação linguística onde duas variedades da mesma língua coexistam, ter-se-á também uma tendência ao hibridismo, o que leva aos linguistas cunharem o termo “triglossia”. Gustav Meiseles chega a falar em “quadriglossia”: entre o Árabe Literário e o vernáculo, ele distingue um sub-padrão de Árabe e um Árabe falado por pessoas mais educadas. Ainda outros falam em pluri, ou multi, ou poli glossia vistas como um expansionismo.

 O estilo do Alcorão é difícil e totalmente diferente da prosa de hoje, e ele seria praticamente incompreensível sem glossários, ou comentários inteiros. A conclusão é que mesmo os árabes mais educados precisam recorrer às traduções se quiserem tirar algum sentido dessa escritura tão alusiva e indescritível.

Se você for indagado agressivamente “sabe falar Árabe?” Então responda triunfante: “você tem que ler o Alcorão no Árabe Original para entendê-lo completamente”. Não muçulmanos e pensadores ocidentais, bem como ateus, são reduzidos ao silêncio com essa tática muçulmana. Tornam-se recatados e na defensiva quando se trata de criticar o Islam. Eles debilmente reclamam: “quem sou eu para criticar o Islam? Não sei Árabe”. E ainda assim eles se sentem felizes em criticar o Cristianismo. Quanto pensadores ocidentais e ateus sabem falar Hebraico? Quantos sabem em língua o livro de Esdras foi escrito? Ou em que língua o Novo Testamento foi escrito? Claro, os muçulmanos também são livres em sua crítica da Bíblia e do Cristianismo sem saber uma só palavra de Hebraico, Aramaico ou Grego.

Então deixe-me resumir: você não precisa saber Árabe para criticar o Islam ou o Alcorão. Paul Kurtz não sabe falar Árabe mas ele fez um bom trabalho sobre o Islam em seu livro The Transcedental Temptation. Você só precisa de senso crítico e ceticismo.

Em segundo lugar existem traduções do Alcorão que são feitas pelos próprios muçulmanos, então eles não podem reclamar que tradutores infiéis deliberadamente modificaram o texto.

Terceiro: a maioria dos muçulmanos não é árabe nem falante do Árabe. A maioria vai precisar de traduções.

E finalmente a linguagem do Alcorão é um tipo de Árabe Clássico que é totalmente diferente da forma falada de hoje, então até mesmos árabes precisam confiar nas traduções para entender seu texto sagrado. O Árabe é uma língua semita relacionada com o Hebraico e o Aramaico e não é fácil, mas também não é mais difícil de traduzir que qualquer outra língua. Claro que há dificuldades com sua linguagem, e isso já foi reconhecido pelos próprios estudiosos. É realmente um texto opaco, mas é opaco para qualquer um: nem os estudiosos muçulmanos entendem um quinto do que está escrito.

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ibn_warraq

Sobre o autor: Ibn Warraq é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido na Índia e criado no Paquistão e na Inglaterra. Famoso pelas suas críticas ao Alcorão e às sociedades islâmicas, Warraq também é fundador do Institute for the Secularisation of Islamic Society (ISIS) que é um instituto que promove a secularização dessas sociedades.

Sete camadas de céus.

Texto de Ali Sina. Artigo original: Seven Layers of Heavens.

Tradução: Khadija Kafir 15/06/2015

(…) Há sites islâmicos que falam assim:

As camadas da atmosfera.

atmospher1

Um fato sobre o universo revelado no Alcorão é que o céu é feito de sete camadas.

Alcorão 2:29: “Foi Ele quem criou para vós tudo o que existe na Terra; depois, subiu às alturas e formou os sete céus. Ele sabe de tudo”.

Alcorão 41: 12: “E em dois dias criou sete céus e determinou a cada um deles sua função”.      

A palavra “céu”, que aparece em muitos versos no Alcorão, é usada para se referir ao céu acima da Terra, bem como a todo o universo. Dado o significado da palavra, vê-se que o céu terreno, ou atmosfera, é feita de sete camadas.

A terra tem todos os atributos necessários para a vida. Um deles é a atmosfera, que serve de escudo protegendo as criaturas. Hoje é um fato estabelecido que a atmosfera é feita de diferentes camadas uma sobre a outra. E como descrito no Alcorão, a atmosfera é feita de exatamente sete camadas. Isto é certamente um dos milagres do livro. Nas fontes científicas, esse assunto é descrito assim:

1- Troposfera 2-Ozonosfera 3- Estratosfera 4-Mesosfera 5-Termosfera 6- Ionosfera 7- Exosfera.

atmosfera

Quatorze séculos atrás, quando se pensava que o céu era um corpo único, o Alcorão miraculosamente afirmou que ele consistia de camadas, e não só isso, mas afirmou serem sete tais camadas. A ciência moderna, por outro lado, descobriu esse fato apenas recentemente.

A verdade sobre as sete camadas.

A concepção pré-copérnica do universo era geocêntrica. Eles pensavam que a Terra era plana e localizada no centro do universo. Acreditavam que o sol e a lua – bem como Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio, que consistiam nos objetos do paraíso – eram deidades. Eram os únicos corpos celestes que podiam ser observados a olho nu se movendo no céu, enquanto as estrelas pareciam ser fixas.

terra fixa
A Terra é onde se lê “Earth”. O Sol é “Sun”; e a lua, “Moon”.   

Camadas do paraíso.

Eles acreditavam que estes planetas ou “deuses” tinham cada um sua própria esfera. Essas camadas não orbitavam ao redor do sol como nós sabemos, mas eles todos giravam ao redor da terra nessa ordem:

1- Lua    2- Mercúrio   3- Vênus      4-Sol     5- Marte       6- Júpiter   7- Saturno.

O mais próximo da Terra era a lua e o mais distante Saturno. Assim, o conceito de sete camadas de céu é baseado em astronomia arcaica, onde cada corpo celestial ocupava uma esfera de cristal uma sobre a outra como as camadas de uma cebola.

Tanto o Judaísmo quanto o Cristianismo fazem referências a essas camadas. Por exemplo, Dante em sua Divina Comédia, se refere a isso e o apóstolo Paulo em 2Cor 12:2 diz: “Conheço um homem em Cristo que, há quatorze anos, foi arrebatado ao terceiro céu- se em seu corpo, não sei: se fora do corpo não sei; Deus o sabe“.

O Paraíso era um mundo físico acima. O conceito de um céu espiritual é novo. Na mente do homem arcaico a distinção entre o céu físico e o céu espiritual era confusa. Por exemplo, a palavra “cielo” em Espanhol é usada tanto para o céu físico como para referir-se ao paraíso (como “céu” em Português).

Não somente o Céu tinha sete camadas, mas a Terra também tinha, e representava o submundo do Inferno. Dante, ao visitar as camadas mais profundas do Inferno, encontra dois homens com os corpos mutilados e conclui que eram Maomé e Ali. Ele descreve graficamente seu encontro com esses dois homens miseráveis:

Qual tonel, que aduelas perde ao fundo,
Estava um pecador, que roto eu via
Das faces ao lugar que é menos mundo.

As entranhas pendiam-lhe; trazia
Patentes os pulmões e o saco feio,
Onde o alimento de feição varia.

A contemplá-lo estava de horror cheio,
Eis me encara e me diz, abrindo o peito:
“Vê como eu tenho lacerado o seio!

Maomé sou, quase pedaços feito;
Antecede-me Ali, que se lamenta:
Do queixo à testa o rosto lhe é desfeito.

“Todos, que a dor aqui tanto atormenta,
De escândalos, de cismas inventores,
Pendidos têm, qual vês, pena cruenta.     (Canto XXVIII)

O número sete estava tão engrenado na mente dos antigos que podemos achá-lo em toda parte. Sete planetas (ou deuses) têm sido identificados e as fases da lua mudavam a cada sete dias. A Bíblia afirma que Deus descansou no sétimo dia após completar a criação. E cada sétimo ano era sabático e o Jubileu é o ano seguinte a uma “semana de semana” de anos.

Os pagãos dividiam sua semana em sete dias, cada um representando uma deidade:

  1. Sábado, que era o primeiro dia da semana (ainda é nos países islâmicos), era dedicado a Saturno. Em Inglês a palavra “Saturday” (sábado) lembra em Latim Saturni (Saturno).
  2. Em Inglês “Sunday” que lembra a palavra sun (sol) e era dedicado ao sol. (Latim Solis),
  3. Segunda-feira, em Inglês “Monday” que lembra a palavra “moon” (lua). Em Espanhol “lunes”. Dedicado à lua.
  4. Terça-feira. Em Francês “mardi”. Espanhol, “martes” que lembra em Latim Martis. Dedicado a Marte.
  5. Quarta-feira. Em Francês “mercredi”. Espanhol, “miércoles”. Dedicado a Mercúrio (Mercurii).
  6. Quinta-feira. Em Francês, “Jeudi”. Espanhol, “Jueves”. (Jovis).
  7. Sexta-feira. Francês, “vendredi”. Espanhol, “viernes” dedicado a Vênus (Veneris). [1]

Afora isso, vêm os sete arcanjos já conhecidos, que incluem Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Sariel, Samuel e o anjo caído Lúcifer. O conceito pagão de sete camadas de céus rastejou até o Judaísmo e o número sete pode ser achado aí mais do que em qualquer outra religião. Por quê? Porque os textos judaicos (Midrash) ensinam: há sete camadas de céus, obviamente uma influência do paganismo no Judaísmo.

Quando Adão pecou, os Shekinah partiram para o primeiro céu. O pecado de Caim os forçou ao segundo céu. A geração de Enoque, ao terceiro. A geração do diluvio, ao quarto. A geração da dispersão, ao quinto. Os sodomitas, aos sexto. Os egípcios dos dias de Abraão, ao sétimo. (Bereishis Rabbah 19:7)”

De acordo com as escrituras judaicas, a criação levou sete dias. Naamã teve que se lavar sete vezes no Jordão para ser curado da lepra. Os israelitas tinham que marchar em volta de Jericó sete dias, durante sete vezes, no sétimo dia; e tinham que tirar o sétimo dia da semana para o descanso. Havia um candelabro de sete braços no Templo, etc. No último livro, Apocalipse, encontramos a menção a sete espíritos, sete candelabros, sete igrejas, sete selos, sete trombetas, sete vasos, sete trovões, sete pragas, sete montanhas e sete reis. O período da tribulação é de sete anos sendo o último da “semana de anos”.

Maomé não inventou o conceito de sete céus. Ele apenas o parodiou sem entender a origem pagã dessa ideia: “E decoramos o céu mais próximo com lâmpadas e protegemo-lo” (Alcorão 41 verso 12).

Este verso não tem nada a ver com as sete camadas da atmosfera, como reivindicaram charlatões tal Harun Yahya. Tem a ver com o conceito geocêntrico do Universo que era prevalecente na época de Maomé. Observe que de acordo com ele, as estrelas são lâmpadas afixadas no teto do céu mais próximo para adorno. Obviamente as estrelas não estão no mesmo plano onde está a lua, tampouco a lua e as estrelas estão na camada mais baixa da atmosfera da Terra. De fato, o conceito corânico de camadas do céu é tão em desacordo com as camadas da atmosfera que os sites islâmicos tentam dar um significado completamente místico ao verso e diz que o verso fala sobre um “paraíso místico” que a alma irá encontrar depois da morte:

A referência ao fato de que Deus criou os sete céus tem sido dada no Alcorão em réplica ao ceticismo mostrado pelos descrentes com relação à vida após a morte. Refere-se à vastidão de sua criação. Diz que Deus não criou apenas um céu, um universo, sete de tais céus, ou sete universos. Ao que parece, o gigantesco universo em que nós vivemos, esse cujas fronteiras são ainda ignoradas pelo homem, é apenas um desses céus (universos), há outros sete, sobre os quais nós – com todo nosso desenvolvimento científico – não sabemos nada a respeito. Certos versos do Alcorão claramente indicam que a gigantesca massa de espaço em nossa volta seja apenas um desses universos…”

E mencionam Maududi, o renomado especialista muçulmano e exegeta do Alcorão que diz:

“É difícil explicar precisamente o que significam esses sete céus. Em todas as épocas, o homem tentou com a ajuda da observação e especulação dar um conceito de ‘céu’ que se situa além e acima da terra. Como sabemos, os conceitos desenvolvidos têm mudado constantemente. Daí que seria impróprio amarrar o significado dessas palavras do Alcorão a qualquer um desses outros. O que podemos dizer é que, ou Alá dividiu o universo além da Terra em sete esferas distintas, ou que esta Terra está localizada naquela parte do universo que possui sete esferas diferentes”.

Maududi está basicamente dizendo que o claro Alcorão não é tão claro assim. Dos Hadith (especialmente os Hadith de Mi’raj), nós lemos que o primeiro céu é aquele mais próximo à Terra. Então a ordem começa da Terra e o céu mais alto é o sétimo.

Como se pode ver, os verdadeiros especialistas do Islam são incapazes de explicar o significado de sete céus mencionados no Alcorão e tentam dar significado exotérico. Se tivéssemos que crer que tais céus são uma alusão às sete camadas da atmosfera, então temos que presumir que as estrelas devem estar a não mais de onze quilômetros acima da Terra.

 Não apenas Maomé, como seus contemporâneos, acreditava que a Terra tivesse sete céus, mas ele também pensou que a Terra era feita de sete camadas também.

Alá é Ele quem criou sete firmamentos e a Terra em número similar...”

Neste verso, o número de terras não está em questão. Presume que todo mundo concorda que haja sete terras. A ênfase é no fato de que foi Alá o criador dessas sete terras. A razão para isso é que, assim como os sete céus, os antigos concordavam que havia sete camadas na Terra. Maomé só fazia afirmar o que era óbvio ao povo de seu tempo, mas absurdo para a ciência moderna.

Que sete terras são essas de que Maomé estava falando? Se houvesse sete continentes no planeta, os apologistas muçulmanos não hesitariam em reivindicar que o verso é um milagre. Mas não temos sete continentes. Maomé está falando sobre as camadas da Terra, as mesmas camadas que foram descritas no Inferno de Dante. Inúmeros Hadith deixam claro.

O apóstolo de Alá disse: “Quem quer que usurpe a terra de alguém injustamente, seu pescoço será cercado com ela nas profundezas das sete terras (no Dia da Ressurreição)”.

As profundezas das sete terras é uma alusão ao fundo do Inferno, onde Dante encontrou Maomé e Ali com seus corpos dilacerados. É interessante notar que ambos assaltaram e mataram pessoas inocentes, ou as exilou e usurpou sua propriedade injustamente. Fadak era uma linda vila com muitos jardins que Maomé usurpou dos judeus de Khaibar depois de aniquilá-los e dar a sua filha Fátima, esposa de Ali. Fico surpreso que Dante não tenha visto Fadak envolta no pescoço de Maomé e Ali quando os viu no Inferno. Não é uma prova de que a descrição que faziam do inferno também estava errada?

A descrição dessas sete terras é dada por Muhammad ibn ‘Abd Allah al-Kisa’i:

… Há sete terras. A primeira é chamada Ramaka, abaixo da qual fica o Vendo Estéril, que pode ser freado por nada menos que setenta mil anjos. Com este vento Deus destruiu o povo de Ad. Os habitantes de Ramaka são uma nação chamada Muwashshim, sobre quem fica o tormento eterno e castigo divino. A segunda Terra é chamada Khalada, em jazem os instrumentos de tortura para os habitantes do Inferno. Lá reside uma nação chamada Tamis, cujo alimento é a sua própria carne e cuja bebida é o seu próprio sangue. A terceira terra é chamada Arqa, em que habitam águias parecidas com mulas e com caudas semelhante a lanças. Em cada cauda há trezentos e sessenta espinhos venenosos. Se uma lança fosse colocada na face da terra, todo o universo se destruiria. Os seus habitantes são uma nação chamada Qais, que comem terra e bebem leite materno. A quarta terra é chamada Haraba, em que habitam as cobras do Inferno, que são tão grandes como montanhas. Cada serpente tem dentes afiados como palmeiras altas, e se elas atacassem a montanha mais alta com suas presas, ela seria nivelada à terra. Os habitantes desta terra, são uma nação chamada Jilla, e eles não têm olhos, mãos ou pés, mas têm asas como morcegos e morrem apenas em idade avançada. A quinta terra é chamada Maltham, em que as pedras de enxofre são penduradas em torno do pescoço dos infiéis. Quando o fogo se acende, o combustível é colocado em seu seio, e as chamas saltam para seus rostos, como ele disse: “O fogo cujo combustível são homens e pedras (02:24), e fogo deve cobrir os seus rostos (14:50). Os habitantes são uma nação chamada Hajla, que são numerosos e que comem uns aos outros. A sexta terra é chamada Sijjin. Estes são os registros das pessoas do Inferno, e as suas obras são vis, como ele disse: Em verdade o registro das ações dos ímpios é certamente Sijjin (83: 7). Aqui reside uma nação chamada Qatat, que é em forma de pássaros e adoram a Deus verdadeiramente. A sétima terra é chamada Ajiba e é a morada de Iblis. Lá reside uma nação chamada Khasum, que são pretos e curtos, com garras como leões. Para eles será dado o domínio sobre Gog e Magog, que serão destruídos por eles …”

Não é difícil ver que essas lendas são baboseira. São contos de fadas que até fazem rir as crianças de hoje.

E fica provado mais uma vez que o Alcorão está errado em quase todas suas assertivas. Apenas um erro é suficiente para demonstrar que Maomé não era um mensageiro de Deus, mas um mentiroso. Mostramos que há centenas de erros no Alcorão. Ainda assim, os muçulmanos ficam procurando desesperadamente por “milagres” para enganarem-se a si mesmos e acharem validade em sua crença.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

Masjid-ul-Aqsa: O fiasco de Maomé.

Texto de Ali Sina.  Título original: Masjid-ul-Aqsa: Muhammad’s Error

Há uma tradição (Hadith) que conta que durante uma noite Maomé cavalgou em um cavalo alado que o levou a Masjidu’l Haram (o templo da Caaba) até a Msjidu’l Aqsa (em Jerusalém) e de lá foi para o sétimo céu de onde viu o inferno e o paraíso e levado a presença de Alá. Esta história é aceita por todos os muçulmanos e é conhecida como Mi’raj e também é confirmada no Alcorão.

Glorificado seja Aquele que, certa noite, levou seu servo da Mesquita Sagrada à distante Mesquita de Al-Aqsa, cujos arredores abençoamos, para que pudéssemos mostrar-lhe alguns de nossos sinais.” (Alcorão 17:1)

Aqui nem vamos falar do absurdo de tal viagem. Se Deus é onipresente, por que alguém precisaria viajar para conhecê-lo? Se Maomé pôde viajar de Meca ao palácio de Alá em apenas uma noite montado em um cavalo com asas então o trono de Alá não deve estar muito longe de Meca. Fico a pensar como é que ninguém ainda não o encontrou. Deus está no Universo material ou fora dele? Se dentro, então está contido nele e não pode ser infinito. Se fora, então está a bilhões de anos luz longe de nós e nenhum cavalo alado pode alcançar seu trono em uma noite. E se é onipresente, como o ar na atmosfera, então não se precisar ir a lugar algum para conhecê-lo. Esta história é um conto de fadas e revela o pouco entendimento de Maomé do conceito de onipresença. Também não vamos perguntar por que Maomé teve que parar em Jerusalém antes de ir para o paraíso. Acaso há algum portal para o paraíso em Jerusalém?

O problema que queremos discutir é que Masjid’ul Aqsa “a Mesquita mais distante” não existia na época de Maomé.

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O primeiro templo naquele lado foi construído em 960 a.C, alegadamente por Salomão para abrigar a Arca da Aliança que seu pai, Davi, tinha trazido a Jerusalém. O templo foi enterrado pelos babilônicos em 586 a.C.

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O segundo templo foi reconstruído por Herodes em 20 a.C. e destruído por Tito em 70 d.C.

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Quando o califa Omar Ibn al-Khattab conquistou Jerusalém em 638 d.C, ele fez uma oração no lugar que o Templo de Salomão ficava. Foi o califa ‘Abd al-Malik ibn Marwan que construiu uma mesquita naquele lado em 691 d.C.

Maomé alegou que a viagem do Mi’raj aconteceu por volta do ano 621. Há um lapso de de 70 anos entre esse acontecimento e a construção de Masjid ul Aqsa (relatado na Enciclopédia concisa do Islam, Harper & Row, 1989, p. 46 e p. 102).

Como Maomé podia mencionar Masjid ul Aqsa quando essa mesquita ainda não existia? Ou Maomé não sabia que aquele templo tinha sido destruído em 70 d. C ou o Alcorão foi manipulado e “enriquecido” depois da morte de seu autor, permitindo que as fábulas contadas sobre Maomé caíssem em seu livro.

Minha opinião é formal: Maomé era um homem iletrado. Seu conhecimento era limitado ao que ouvia de outros – contadores de histórias e padres. Suas referências históricas e bíblicas são esboçadas. Ele joga um nome aqui, depois menciona um evento ali e frequentemente erra. Isso é de se esperar.

Os muçulmanos alegam que “Masjid” significa qualquer lugar de adoração. É por isso que se referem ao Templo de Salomão como Masjid. Neste caso, todas as igrejas, sinagogas, e os templos zoroastras são Masjids. Na época de Maomé havia tais Masjids construídos em cidades muito mais longínquas que Jerusalém, então Masjid’ul Aqsa não era a mais longe de Meca.

Isto foi obviamente um disparate tão grande de Maomé que muitos estudiosos islâmicos, incluindo Yusuf Ali, são da opinião que Masjid’u’ Aqsa é um lugar da construção e não o prédio em si.

Esta desculpa seria um jeito perfeito de sair do dilema se não fosse o Hadith seguinte, que de maneira inequívoca afirma que Masjid’ul Aqsa é o prédio do Templo que existia na época de Maomé.

Sahih Bukhari, Volume 4, Livro 55, Número 636:

Narrou Abu Dhaar:

Eu disse: ‘Ó apóstolo de Alá, qual mesquita foi construída primeiro?’ Ele replicou: ‘Al-Masjid-ul-Haram’. Eu perguntei: ‘Qual foi a próxima a ser construída?’ Ele replicou: ‘Al-Masjid-ul-Aqs-a’ (em Jerusalém). Eu perguntei: ‘Qual foi o período entre eles?’ Replicou: ‘Quarenta anos’ E acrescentou: ‘Quando a hora da oração chegar reze-a, pois toda a Terra é um local de adoração para você’.

 Este Hadith apresenta ainda um outro problema. De acordo com os muçulmanos, Masjid’ul Haram (a Caaba) foi construída por Abraão, que viveu há dois mil anos a.C e o templo de Salomão (o lugar de Msjid ul’Aqsa) foi construído por volta de 958-951 a.C. É um lapso de tempo de mais de 1040 anos entre as datas de construção dos dois prédios.

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O artigo original encontra-se em http://www.liveleak.com/view?i=54f_1385478777

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que hoje mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL , que é um fórum de referência na crítica ao Islã e autor de várias obras, dentre elas Understanding Muhammed (Para entender Maomé), com tradução em progresso para o Português.

A crucificação de acordo com o Alcorão.

Texto de Ali Sina.     Título original: crucifixion in the Quran.

Todos os quatro Evangelhos dizem que Jesus foi crucificado. A história da crucificação é dada com detalhes em:

Marcos 15. 21-41;

Mateus 27.32-44;

Lucas 23. 26-43 e

João 19. 17-27,

Apesar de tudo, o Alcorão diz que Jesus não foi crucificado. Ao invés disso a sua imagem foi colocada em outro homem (lembra-se de “Missão Impossível?” Deve ter sido mais ou menos daquele jeito) e essa outra pessoa é que foi crucificada.

Alcorão 4:157-158:

“E por terem dito: ‘Matamos o Messias, Jesus, o filho de Maria, o Mensageiro de Deus’, quando na realidade, não o mataram nem o crucificaram: imaginaram apenas tê-lo feito. E aqueles que disputam sobre ele estão na dúvida acerca de sua morte, pois não possuem conhecimento certo, mas apenas conjecturas. Certamente, não o mataram. Antes Deus o elevou até Ele. Deus é poderoso e sábio.” (tradução Mansour Challita)

Os apologistas muçulmanos defendem esse erro corânico. A Enciclopédia do Islão diz:

A negação (da morte de Cristo), além disso, está em perfeito acordo com a lógica do Alcorão. As histórias bíblicas reproduzidas nela (Jó, Moisés, José etc) e os episódios que se relacionam ao começo do Islam , demonstram que é a “prática de Deus” (sunnat Allah) fazer a fé triunfar sobre as forças do mal e da adversidade. “Então com a dureza vem a facilidade” (XCIV, 5,6). “Para que Jesus morresse na cruz, seria preciso que seus executores triunfassem; mas o Alcorão faz a assertiva que eles sem dúvidas falharam: certamente Deus defenderá aqueles que acreditam” (XXII, 49). Ele confunde as tramas dos inimigos de Cristo (III, 54).

Embora a maioria dos muçulmanos acredite que Jesus ascendeu ao céu em vida, uma pequena minoria deles – principalmente os Ahmadi – dizem que ele foi resgatado, mas morreu antes de sua ascensão. Mahmoud Ayoub diz:

O Alcorão não está aqui falando sobre um homem, bom ou mau que ele possa ser, mas sobre a Palavra de Deus que foi enviada a terra e retornou a Deus. Assim, a negação da morte de Cristo é a negação do poder dos homens de derrotar e destruir a Palavra Divina, que é para sempre vitoriosa”.

A história de Cristo sendo levantado aos céus “em carne e espírito” é contrária á lógica e a ciência. Agora temos um entendimento melhor sobre o universo e sabemos que tal coisa é absurda. Implica que Maomé acreditava que o paraíso é um lugar geográfico.

Outro problema com essa história é o fato de que ela implica que Deus é injusto. Ele tira sarro com a cara das pessoas substituindo Jesus por alguém. Não é uma injustiça com aquela vítima? Por que Deus não salvaria Jesus sem fazer gracinhas e sem sacrificar outra pessoa em seu lugar? Implica que Deus é fraco. Fazer truques é o que os fracos fazem.

Por que essa discrepância? Por que Maomé iria dizer algo que é contrário aos Evangelhos? Era porque o conhecimento de Maomé sobre as Escrituras era baseado em boatos. Ele mesmo não leu a Bíblia.

Na época de Maomé, os cristãos do Nordeste da Arábia eram Nestorianos. Eles pensavam que era impossível matar o Filho de Deus. Baseado nessa crença, eles desenvolveram uma doutrina que sustentava que Deus devia ter enganado os fariseus e a pessoa crucificada devia ter sido outra que se parecia com Jesus.

Esta foi a maneira de como Maomé veio a saber da história da crucificação. Mesmo que ele soubesse ler, ele não era muito fã de livros e conhecimentos. Os narcisistas acham que sabem de tudo, e não há nada que alguém possa ensinar a eles.

Há numerosos versos que mostram que Maomé tinha muito pouco conhecimento da Bíblia. Enquanto escutava aos pregadores cristãos, particularmente no mercado de Okaz, durante sua juventude, ele aprendeu muitas histórias bíblicas. Mas pelo fato de não ter lido por ele mesmo, confundiu muitos eventos e protagonistas.

Um exemplo dessas confusões é a história dos Samaritanos e Moisés onde Maomé coloca os samaritanos na época de Moisés quando tais pessoas ainda não existiam na época.

Outra mancada é quando ele confunde Maria, mãe de Jesus, com Miriam, irmã de Aarão e Moisés. Essas duas mulheres viveram 1500 anos distantes uma da outra. O Alcorão (19: 27-28) diz:

Depois, levou o bebê a seu povo. Disseram-lhe: Maria, cometeste um ato condenável. Ó irmã de Aarão, não era teu pai um homem mau; nem tua mãe uma libertina.  

Este erro é repetido no capítulo 66 verso 12 onde Maomé chama Maria de filha de Umran.

A razão para esse disparate é porque os nomes Maria e Miriam são ambos traduzidos em Árabe como Maryam. O iletrado metido a profeta ouviu que a mãe de Jesus era Maryam, mas a irmã de Aarão também tinha esse nome. Ele pensou que fosse a mesma pessoa.

Há evidências para sugerir que ele sabia ler. É pouco provável que Abdul Muttalib não o tivesse mandado a uma maktab (escola). Todavia, é bastante claro que ele não morria de amores pelos livros. Seus conhecimentos sobre as coisas, incluindo a Bíblia, era superficial e esboçado.

Uma lista mais detalhada de contradições e erros do Alcorão pode ser achada em Inglês no site: www.answering-islam.org/Quran/Contra/

Sobre o autor: ALI SINA é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

Cosmos Islâmico.

Por Alisina

O Alcorão e os Hadith contêm referências à criação do mundo e à realidade física que são nada menos que heresia científica. Apesar dos esforços de muito apologistas muçulmanos, que tentam reinterpretá-los e encontrar neles alguma interpretação exotérica, o contraste com a ciência e a lógica desmente o dito de que o Islam é inspiração divina. Examinemos o seguinte exemplo:

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 414

“… Ele (Maomé) disse: Em primeiro lugar, não havia nada, exceto Alá (então Ele criou Seu trono). Seu trono estava sobre as águas, e Ele escreveu tudo no Livro (nos céus) e criou os Céus e a Terra…”

A menção de que o trono de Alá estava sobre as águas é também mencionado no Alcorão capítulo 11 verso 7:

Foi Ele quem criou os céus e a Terra em seis dias (antes seu trono repousava sobre as águas)”.

Isto faz sentido? Perceba que nos Hadith o tradutor colocou um parêntese dentro do qual escreveu (então ele criou Seu trono). Obviamente também ele notou que se não havia nada, o trono de Alá não podia existir.

E as águas? Este verso e o Hadith que o apoia implicam que as águas existiam antes de Deus ter criado o mundo. O que segurava aquelas águas? A água não necessita um receptáculo? Lógico, a Terra tem que existir para abrigar aquela água. E pode a Terra existir sem o espaço do Universo? Parece que houve um erro cronológico na ordem da criação.

O Cosmos de acordo com o Alcorão e os Hadiths

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De acordo com Maomé a Terra é plana feita de sete camadas. Há vários versos corânicos e hadiths que confirmam isso.

Alcorão capítulo 18:

Verso 86: “Até que chegando ao poente, (Zul Carnain) viu o sol pôr-se numa fonte de fogo, e descobriu um povo vivendo por perto.”

Verso 89: Depois, seguiu outro caminho.
Verso 90: Até que, chegando ao Oriente, viu o sol levantar-se sobre um povo que não havíamos protegido contra o calor.

Geralmente acredita-se que Zul Carnain seja Alexandre o Grande que, de acordo com os antigos, tinha conquistado o mundo de uma ponta a outra. A verdade é que o nascer do sol e seu ocaso são vistos em TODOS os lugares. Uma pessoa não precisa ir “para outro lugar” ou para o fim do mundo para vê-lo nascer ou pôr-se. É obvio que Maomé, como a maioria de seus contemporâneos, acreditava que a Terra é plana e que o sol se move erguendo-se de um lugar e morrendo no outro. O Hadith seguinte dá apoio a esta ideia.

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 421
Narrou Abu Dhar:

O profeta perguntou-me ao crepúsculo: “você sabe aonde o sol vai (na hora do ocaso)?” Repliquei: “Alá e seu apóstolo sabem melhor”. Ele disse: “Ele vai (viaja) até que se prostra por baixo do Trono e toma permissão para erguer-se novamente, e a permissão é concedida. E então virá um dia que ele desejará prostrar-se, mas não será aceito, e tomará permissão para seguir seu curso, mas não será concedida. Ser-lhe-á ordenado que volte donde veio e então levantar-se-á no Ocidente. E esta é a interpretação da assertiva de Alá: “E o sol roda seu percurso por um decreto. É o Decreto de Alá, o Exaltado em Poder, o Onisciente.”


Isto são contos de fadas. O sol pôr-se debaixo do trono de Deus, prostrar-se e pedir permissão para erguer-se no outro dia? Isto é história infantil.

O absurdo não para por aqui. O Alcorão 78:6 diz:

“Não estendemos a Terra como um leito?”

“Leito” é a tradução correta para mehad, usada por Hilali khan, Sher Ali e Sale. Palmer e Rodwell traduzem para o inglês como “couch” (sofá) e Arberry como “berço”. Outros tradutores foram vagos e traduziram como “expansão”. Claramente eles viram que este verso está errado. A Terra não parece uma cama, a menos que você seja um árabe do sétimo século sem conhecimento do mundo.

Todos estes versos e hadith descrevem uma Terra plana, onde o sol se levanta de um lado e se põe numa água escura do outro. Há algum trono em alguma parte no céu ou “sob a Terra” para o sol parar e pedir permissão para se levantar outra vez?

O absurdo deste conto é autoexplicativo. Ainda assim os muçulmanos nunca o questionam. Se está no Alcorão, então deve ser verdade mesmo que seja descaradamente absurdo.

Estas fábulas se originaram das culturas pré-islâmicas. Em 1952 Theodor H. Gaster compilou um livro chamado As Histórias mais velhas do Mundo. É uma coleção de tradições de babilônicos, hititas e canaanitas, povos de 3500 anos atrás. Estas histórias foram perdidas e depois desenterradas no século XX. As semelhanças entre essas histórias e aquelas do Alcorão e da Bíblia são impressionantes. Elas provam que o Alcorão não é um livro divino, Mas uma coleção de fábulas que eram parte das lendas árabes.

Em outro Hadith Maomé compara a trajetória do sol com um arco.

Bukhari, Volume 4,Livro 52, Número 51: Relatou abu Huraia: O profeta disse: “Um lugar no Paraíso, mesmo pequeno como um arco, é melhor do que todo aquele no qual o sol se levanta e se põe (o mundo todo).”

É claro que Maomé pensava que o sol forma um arco, como uma flecha, da hora que surge à hora que desaparece. É o que parece visto da Terra. Para os primitivos parecia que saia do Oriente e se punha no Ocidente formando um arco no céu.

Não há nada científico no Alcorão. Este livro foi escrito no século sete da era cristã e reflete crenças cosmológicas populares características daqueles povos. Maomé também era iletrado. Seu conhecimento do mundo se baseava em boato. Mesmo em seu tempo havia pessoas com conhecimento melhor sobre o cosmos. Como outras pessoas de seu tempo, ele pensava que o sol e a lua orbitavam em volta da Terra.

Alcorão 36:38-40:

E o sol que desliza para seu lugar de repouso, por determinação do Poderoso, do conhecedor. E a lua: dividimos seu percurso em estações até que volte a ser como uma velha folha de palmeira. Nem o sol deve alcançar a lua, nem a noite ultrapassar o dia. Cada um girará na sua própria órbita”.  (tradução Challita)

Qualquer criança na idade escolar pode ver que esta descrição do sistema solar está errada. O sol e a lua não se perseguem. O que falta aqui é a rotação da Terra que é realmente o que faz o dia e a noite se seguirem. Para Maomé, tudo isso era um mistério, um milagre ordenado por Alá. Ele estava surpreso pelo fato de que “o sol e a lua giram conforme cálculos” (capítulo 55 verso 5). E pensava que o céu era um teto a cobrir a Terra e que “foi Deus quem criou a noite e o dia, o sol e a lua, cada um gravitando em sua órbita” (capítulo 21 verso 32 e 33)

Estes erros mostram que o autor do Alcorão não foi o criador do Universo, mas um homem muito ignorante.

Tradução: khadija kafir.  O artigo original em inglês está em http://alisina.org/?p=1255

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

Gênios e Estrelas Cadentes.

Por Alisina· 10 de Novembro de 2010.

Tradução: Khadija bint Kafir

Como seus contemporâneos beduínos, Maomé acreditava em seres sombrios e fantasmas. Estas criaturas míticas eram conhecidas como jinns (ou gênios). Maomé falou extensivamente sobre os jinns. Ele disse a seus seguidores que os jinns eram feitos de fogo. Eles se apoiavam no ombro um do outro todo o caminho para o céu a fim de bisbilhotar a conversa da “assembleia celeste” (mala-e a’la). Assembleia celeste ou superior era um termo usado pelos sumerianos para se referir à reunião dos deuses antigos representando o Panteão Sumeriano, presidido por An e Enlil. Maomé acreditava que os meteoros eram mísseis atirados pelos anjos para deter os jinns em sua bisbilhotagem.

Alcorão, capítulo 72 versos 8 e 9:

E tocamos no céu, mas achamo-lo cheio de guardas poderosos e de bólides. E sentamo-nos para escutar. Mas quem escutava encontrava um bólide à espreita”. (tradução Mansour Challita)

Ele repetiu a mesma ideia absurda outra vez.

Capítulo 37 versos 6 a 10:

Decoramos o céu mais próximo com estrelas. E elas o protegem contra os demônios rebeldes. Impedindo-os de ouvir as deliberações da corte celestial. Os meteoros os rechaçam de todos os lados. E obrigam-nos a recuar, confinando-os a um castigo sem fim. E se um deles surpreender algo das palavras proibidas, será perseguido por um bólide flamejante”. (tradução Mansour Challita)

E capítulo 67 verso 5:

E adornamos com lâmpadas o céu mais próximo, colocando-as ali a fim de que sirva para apedrejar os demônios, a quem destinamos o suplício das chamas”.

O universo vislumbrado por Maomé pertencia ao reino dos contos de fadas. A Terra para ele era plana onde o sol surgia dos mares de um lado para pôr-se numa fonte de água fervente do outro lado (Alcorão 18:86). Em Árabe a palavra “sama” significa paraíso e céu. Maomé, como seus contemporâneos, não fazia distinção entre os dois. Ele disse que o paraíso (céu) é feito de sete camadas e as estrelas foram colocadas na parte mais baixa, inferior à posição da lua.

Então ele vislumbrou os jinns se apoiando um no ombro do outro todo o percurso do paraíso para bisbilhotar a discussão da “corte celestial”. Ele pensava que as estrelas eram lâmpadas penduradas da abóbada do céu para adornar o céu mais baixo. Quando os jinns se amontoam um em cima do outro para bisbilhotar, os anjos guardiões agarram uma estrela e a arremessam contra o jinn para assustá-lo. Alguma pessoa racional de hoje pode aceitar esse tipo de disparate?

O que as pessoas de antigamente chamavam de estrelas cadentes são meteoritos- pedras pequenas que brilham quando entram na atmosfera terrestre. As estrelas são sóis a milhares de anos luz de nós. Afora o fato de que a ideia de jinns é ridícula, eles podem mesmo se apoiar para alcançar a presença de deuses? Que deuses? Se Deus é um só, que “Assembleia Celestial” é essa que ele estava falando? Por mais absurdo que possa parecer, os muçulmanos ainda acreditam em jinns. Se está escrito no Alcorão, então deve ser verdade, pelos que saibam. Rejeitar a essa tola ideia é equivalente a rejeitar ao Alcorão.

O Hadith seguinte confirma a história acima:

Relatou Aisha: “ouvi o apóstolo de Alá dizendo ‘os anjos descem das nuvens e mencionam esse ou aquele assunto decretado no paraíso. Os demônios escutam furtivamente a tal assunto, descem para inspirar aos adivinhos com isso e o último deles acrescenta uma centena de mentiras por conta própria’”. Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 432]

Relatou Aisha: “Algumas pessoas perguntaram ao profeta sobre os adivinhos. Ele disse: “não valem nada”. Disseram: ‘Ó Apóstolo de Alá! Algumas de suas falas acontecem’. O profeta disse: ‘A palavra que se torna verdade é o que um jinn arrebata por furto (do céu) e a despeja nos ouvidos de seu amigo (o vidente) com um som semelhante ao cacarejar de uma galinha. O adivinho então acresce àquela palavra uma centena de mentiras”’. Sahih Bukhari Volume 9, Livro 93, Número 650.

Os muçulmanos estão convencidos de que os jinns são reais. Se está no Alcorão deve ser real. O pensamento de que o Alcorão possa ser falso não entra na mente deles. A imagem seguinte é um artigo publicado na República Islâmica do Irã.

LiveLeak-dot-com-434_1385483703-jinn-hoax

O artigo diz que depois da confirmação pelas autoridades religiosas dos Emirados Árabes, vários jornais têm publicado a foto. Um Jovem árabe, ao de ouvir ruídos estranhos vindo de uma caverna na região de Jaliyah nos Emirados, pegou sua câmera e entrou na caverna. Lá ele avistou uma estranha criatura que parecia um jinn. O fotógrafo morreu como resultado de um ataque cardíaco. Quando seus amigos e a polícia entraram na caverna, acharam sua câmera próxima ao corpo e a foto do jinn dentro da câmera. Esta foto e a notícia foram publicadas nos jornais dos Emirados e divulgadas na televisão. A imagem seguinte revela a verdade:

LiveLeak-dot-com-434_1385483703-jinn-hoax-explained

Este tipo de embuste é comum entre muçulmanos. Estes são os “milagres” que mantêm sua fé viva.

O artigo original encontra-se em http://alisina.org/?p=119

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org