A eterna condenação do inferno

Texto de Abdullah Sameer.

A crença em um fogo eterno preparado para punir os descrentes é uma pílula que eu sempre tive dificuldade para engolir. Vejam só essas lindas pessoas adorando a Deus em sua própria maneira. Todas elas irão para o inferno, de acordo com o Islã (e outras religiões por aí).

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Esses lindos seres humanos, por que atirá-los ao fogo para sempre? Não há algo que Deus possa fazer com eles em sua suprema sabedoria e juízo?

Toda essa gente, sinceramente rezando a Deus por felicidade, perdão, cura para suas doenças e outras coisas pelas quais se preocupam, irão no fim servir de combustível para o fogo. Não é um azar que eles tenham escolhido a religião errada? Por causa disso, vão pagar o irrevogável preço. A danação eterna, não apenas uma vida, mas uma vida eterna de miséria e tortura.

Deus amaldiçoou os descrentes e destina-lhes as chamas“. (Alcorão 33:64)

“Os que rejeitam nossos sinais, breve jogá-los-emos no fogo. Cada vez que suas peles forem queimadas, substituí-la-emos por outras para que continuem a experimentar o suplício. Deus é poderoso e sábio. ( Alcorão 4:56)

“Para os que descreem, serão confeccionadas roupas de fogo, e sobre suas cabeças será derramada água em ebulição. Que lhes derreterá a pele e o que tiverem nas entranhas”. ( Alcorão 22: 10-20)

“E hoje, são os crentes que riem dos pecadores”, (Alcorão 83:34)

E quando pedirem por água, receberão água escaldante que irá queimá-los por dentro:

“E nós preparamos para os iníquos um fogo que os circundará como as paredes de uma tenda. Quando implorarem por água, receberão água de metal fundido. A bebida horrível!” (Alcorão 18:29)

Eles ficarão lá para todo o sempre:

Quanto aos pecadores, no castigo da Geena estarão para todo o sempre, sem que lhes seja atenuado um dia sequer. E estarão na pior confusão. Não os oprimimos. Oprimiram-se a si mesmos. E gritarão: “Ó Malik, que teu Senhor acabe conosco”. Responderá: “Aqui permanecereis“.  (Alcorão 43: 74-77)

E Deus, ele sabia que toda essa gente iria acabar no inferno. 80% ou mais das populações mundiais nem são muçulmanos. Ele criou um ser que acabaria sendo torturado eternamente.

E permanecerão amaldiçoados para todo o sempre; seu castigo não será aliviado; e nenhuma trégua lhes será concedida“. (Alcorão 2:162)

Isto se aplica a todos os não muçulmanos que ouviram falar sobre o profeta Maomé.

Por Ele, em cujas mãos jaz a vida de Muhammead,  aquele que na comunidade dos judeus ou cristãos ouve falar de mim, mas não afirma sua crença naquilo que fui enviado para dizer e morre nesse estado (da descrença), ele será um dos habitantes do fogo“.  (Sahih Muslim)

Eu sempre tive muita dificuldade em digerir isso. Será que este é o mesmo Deus que criou este lindo universo? Este é o único e verdadeiro Deus? Por que ele está tão chateado pelas pessoas que não o adoram? Será que ele é assim insignificante? (perdão em dizer)

O Deus da Bíblia e do Alcorão é como um rei que pede às pessoas que o apoiem e um dos homens recusa. Então o rei ordena que um forno seja construído, e ordena que seja insuportavelmente quente, e que algumas pedras chamejantes sejam retiradas do fogo e o homem seja queimado vivo, mas não morra. Se o homem pedir perdão, não será concedido. Se ele pedir por água, receberá água fervente. Se pedir por comida, receberá carne estragada e comida putrefata que irá envenená-lo e fazê-lo ficar doente. Esta punição continuará até que o homem morra. A diferença é que no caso da punição divina Ele não deixará a pessoa morrer. Isso pode acontecer até com um homem que tinha família. Ele era um bom pai, um bom vizinho. Ele costumava cuidar dos pobres, ainda assim rejeitou o rei, e essa foi sua punição. Será que esse é um Deus perfeito?

___________

Abdullah-SameerSobre o autor: Abdullah Sameer nasceu no Quênia e mudou-se para o Canadá quando ainda era muito jovem. Pertencia a uma vertente xiita do Islã, mas durante a adolescência, converteu-se ao Sunismo graças a influência de um amigo. Virou um praticante muito fervoroso, usando a internet para pregar, e assim passou 16 anos de sua vida. Mas um dia, Abdullah conheceu um jovem que dizia que não iria se converter ao Islã porque achava que o Alcorão era apenas trechos mal citados do Talmud (escritura judaica). Abdullah então fez algo que quase nenhum muçulmano faz: começou a ler materiais críticos do Islã, e aos 33 anos abandonou a religião, considerando-se ateu. Hoje se dedica a iluminar outros contra os males dessa perniciosa crença.

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