Um tributo a Answar Shaikh [1928 – 2006]

Por Khadija Kafir 25/02/2016

Uma grande mente do século XX, cujas descobertas sinistras sobre o Islã abalaram o mundo, Faleceu dia 25 de novembro de 2006. Anwar Shaikh nasceu em 1 de junho de 1928, em Gujrat, na Índia. Sua família era extremamente religiosa, o que o influenciou a seguir o Islã com paixão. Em 1947, a Índia estava em processo de independência da Grã-Bretanha, e os muçulmanos e os hindus estavam em guerra civil. Nessa época, Anwar Shaikh era um muçulmano devoto e matou dois Sikhs e um hindu sem sentir nenhum remorso. Suas convicções religiosas eram afins àquelas de um muçulmano jihadista, o tipo que encontramos hoje.

Todavia, com a idade de 25 anos, Anwar foi tocado pela luz da humanidade e deixou o Islã.

Anwar era um professor no Paquistão, mas ele imigrou para a Grã-Bretanha em 1956 e se tornou um próspero homem de negócios. Ele se casou com uma dama celta e se integrou a sociedade britânica. Talvez seu remorso por ter matado três pessoas o assombrasse pelo o resto da vida. Ele assim abraçou o Hinduísmo.

Em 1973, Anwar começou sua missão pública para erradicar o Islã. Desde então, ele se tornou muito crítico dessa religião, escreveu muitos livros e se engajou em uma missão para educar o mundo sobre os perigos da religião. Como crítico sério e por ter muitos familiares muçulmanos, ele tinha simpatia por eles, como muito bem apontou: “o problema não é o muçulmano. O problema é o Islã”. Durante a década de 90, Anwar Shaikh se tornou vítima de uma fátua pelo conteúdo de seus livros.

Anwar Shaikh já faleceu, mas seu legado viverá pelas suas palavras.

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Fonte: http://www.islam-watch.org/AnwarSheikh/Koenraad.htm

Mortes em nome da honra

Texto de Ali Sina. Tradução de khadija kafir em 03- 02- 2016  Link para o texto original.

Prezado Senhor Ali Sina,

Meu ajudante e eu queremos que o senhor nos esclareça o que os assassinatos em nome da honra têm a ver com o Islã. Será que isso é apenas uma característica da cultura árabe, ou é como o abuso doméstico, etc.?

Obrigado

Bob Richman

Querido Bob

Os assassinatos em nome da honra não estão prescritos no Alcorão nem em nenhum Hadith. Todavia, é uma consequência natural do etos islâmico da misoginia. As mulheres no Islã são consideradas fontes de vergonha. Maomé disse que elas são awrah que pode ser traduzido como objeto de vergonha.

“Ali relatou que o profeta disse: ‘as mulheres têm 10 (‘awrah). Quando ela se casa, o marido encobre uma delas, e quando ela morre a tumba cobre as dez’.” [1]

O que é ‘awrah’? A Enciclopédia do Islã define ‘awrah’ como ‘pudendum’, que é a genitália externa, principalmente a feminina. A palavra ‘pudendum’ vem do Latim pudenda que significa senso de vergonha e modéstia. Então ‘awrah’ significa um objeto de vergonha e precisa ser coberto. [2]

De acordo com o seguinte hadith, as mulheres não apenas têm dez ‘awrah’ mas a própria mulher em si mesma é sentida como ‘awrah’:

“A mulher é ‘awrah’. Quando sai de casa, o diabo lhe dá boas vindas. [3]

Se uma mulher perder sua ‘awrah’ por causa de um estupro, ela se torna objeto de vergonha e a única maneira de remover a vergonha e também restaurar a honra é removendo aquela mulher contaminada.

Então você pode dizer que os assassinatos em nome da honra são algo cultural, mas é uma cultura que está profundamente enraizada na mentalidade islâmica e deriva dela. É um hábito praticado em todos os países islâmico. Quanto mais religioso um país, mais populares são os assassinatos por honra.

Às mulheres se pede: “permanecei em vossos lares; e não exibais vossos adornos”. (Alcorão 33:33)

Uma mulher que transgrida essas ordens se torna a fonte da vergonha para sua família. Ela vai se tornar imprópria para o matrimônio, ela e a família dela se tornam objeto de cochicho para todo mundo. A família inteira pode perder o prestígio. Ninguém daria uma filha para os irmãos daquela jovem em casamento e ninguém casaria com suas irmãs. A família, e até os parentes mais distantes são vilificados e se tornam párias. A mulher deve ser então sacrificada, mesmo que ela seja vítima de estupro.

Mas você – como mulher – não precisa ser estuprada para se tornar uma ‘awrah’ exposta e trazer a vergonha para sua família. Se você desobedecer a seu pai que consentiu que você se casasse com uma determinada pessoa e você o desonrar; se você escapar de casa por alguma razão, incluindo o abuso, você trouxe a vergonha para sua família e poderá ser perseguida pelos seus próprios pais -ou até a sua mãe- e ser morta. Se você rejeitar um pretendente, seu orgulho pode ser ferido e ele pode sentir a necessidade de jogar ácido no seu rosto para restaurar a honra dele.

Se você é uma mulher, você deve se lembrar de que trouxe vergonha e desgraça para seu pai e todo mundo na sua família no dia em que nasceu e precisa cobrir essa vergonha. Você é um awrah, uma pudendum, algo do qual sentir vergonha, algo para esconder. Quando você vai para a casa de seu marido, seus pais podem respirar mais aliviados. Somente a cova irá encobrir a vergonha que trouxe a este mundo. Mas enquanto estiver viva, é seu dever religioso ser modesta e cobrir esta vergonha e não causar a desgraça de seus guardiões homens. Eles são seus guardiões; e você, a vergonha deles. Homens muçulmanos têm autoestima baixa, mas eles compensam sua inferioridade inflando seu ego. Se você é parente deles, eles sentem como se possuíssem você. Qualquer coisa que você faça atinge seu ego gigante. Se fizer algo que chame atenção; ou na pior das hipóteses, seja deflorada, todos eles se sentem ultrajados e têm direito de enterrá-la para restaurar a honra.

paquistaneses protestam contra mortes em nome da honra

O assassinato em nome da honra é teoricamente contra a lei em todos os países islâmicos, mas geralmente as penas são brandas. Frequentemente se pega um ano de cadeia ou apenas alguns meses. Os juízes são muito “compreensivos” e simpatizam com os agressores, que também estão tristes com a morte da pessoa querida. Muito provavelmente o juiz faria a mesma coisa. Todos concordam que é uma situação infeliz que não tem solução a não ser tirar a vida da pobre garota. Frequentemente os irmãos e os pais abraçam o cadáver sem vida e choram amargamente após esfaqueá-la até a morte ou estrangulá-la. Não escutam seus gritos para que poupem sua vida, mas certamente eles choram após a haver matado.

Por outro lado, se você sobreviver a tudo isso, conseguir ir a casa de seu marido e der filhos a eles, sua situação fica estável. Daí em diante, e em proporção ao número de filhos que der a ele, você ganha respeito e prestígio. Talvez quando você for uma mulher de meia idade, e os filhos sejam fortes o suficiente, e seu marido um velho decadente, você pode até dar um cascudo na cabeça dele e insultá-

lo para o deleite da alma. Mas precisa ter os filhos ao seu lado para apoiá-la em todos os momentos. É uma manobra delicada que precisa ser planejada desde muito cedo. Então pode se tornar uma tirana; e ele, o seu vassalo. Mas só umas poucas mulheres podem saborear o doce sabor do sucesso. As que conseguem, o fazem muito bem.

“Essas graças estão exclusivamente entre as mãos de Deus. Ele as concede a quem lhe apraz. Alcorão 57:29

Ali Sina,

Obrigado por explicar este tópico com tantos detalhes. Há, no entanto, um ponto que não ficou bem claro. Será que você nos pode explicar a demência que permitiria UM IRMÃO ESTUPRAR A PRÓPRIA IRMÃ e depois levar a mãe de ambos a matar a própria filha para restaurar sua honra? Pra mim – inocente que sou –  pensava que a desonra nesses casos fosse o irmão.

Obrigado,

Bob Richman

mortes em nome da honra 2

Querido Bob,

Há muitas coisas no islã que nem você, nem eu, nem ninguém mais entende. Em tais casos devemos dizer: “Alá sabe mais”  (Alcorão 22: 68) e parar de pensar. Se você seguir esse conselho, o Islã fará todo o sentido!

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[1] Kanz-el-‘Ummal, Vol. 22, Hadith No. 858. ver também Ihy’a

[2] do Latim “pudenda”.

[3] Ihy’a ‘Uloum ed-Din por Ghazali, Dar al-Kotob al-‘Elmeyah, Beirut , Vol II, Kitab Adab al-Nikah, p. 65.