Conversa sobre nu feminista

conversa sobre nu feminista 2

Texto de Aliaa Magda Elmahdy.  Link para o original.

Por que a nudez? A mídia já me perguntou isso trilhões de vezes, mas minhas respostas nunca foram publicadas como são. Hoje, pela primeira eu vou responder sem passar pelo filtro de alguém… Sem que alguém faça o polimento de minhas palavras para se adequar a sua agenda conformista ou sexista.

Contra o que nós estamos protestando? Acredito que a resposta a essa pergunta não é difícil de achar, mas eu vou responder. Vou contar para vocês a minha própria história sobre o abuso dirigido ao meu corpo, que é apenas uma história comum a qualquer mulher egípcia.

Eu me lembro de como o rosto do meu pai ficou furioso naquele dia. Eu tinha 11 anos. Nós estávamos prontos para ir ao clube, e eu pulava ao redor dele pela expectativa, principalmente porque nunca tinha saído com meus pais, e eles não saíam muito, quando eu percebi a raiva em seus olhos enquanto ele olhava para mim. Eu pensei no motivo de ele estar tão furioso desta vez, até que ele ralhou com minha mãe sobre como as minhas costas estavam aparecendo e do top que eu estava usando, e ele se recusou a sair até que eu trocasse de roupa. Desde a minha infância, eu nunca fui uma pessoa que aceitasse tudo que ouvia, principalmente se eu achasse injusto ou humilhante, então eu resisti a troca de roupa, e discuti com meus pais sobre isso o dia todo.

Eles me disseram que eu deveria me cobrir, ou os homens iriam me estuprar e dizer que eu estava nua na frente deles… E que eu deveria me cobrir mais quando ficasse mais velha… E que nós éramos muçulmanos, e as mulheres muçulmanas deveriam usar o hijab desde o dia em que menstruassem, ou pelo menos cobrir partes do corpo como as costas. Eles apontaram para outras meninas no clube e me perguntaram: “você vê outra garota vestida como você?” e me disseram que eu deveria me adaptar à sociedade em que eu vivia. Tudo isso me ultrajava e não fazia sentido para mim. Eu não entendia o que era estupro naquela idade, mas eu disse a eles que ninguém tinha o direito de me machucar não importasse a minha roupa, porque não sou um produto feito para que outros consumissem. Sou uma pessoa que tem uma vontade… E que não fazia sentido para mim fazer algo ou deixar de fazer algo só para ser igual aos outros… E que eu não escolhi ser uma muçulmana e eu desejava não ser uma. Isto foi o começo do policiamento do meu corpo que continuou por uma década depois.

Alguns anos antes, eu fui sozinha com meu pai para a praia. Não havia mais ninguém para me dar banho depois que eu me banhei na praia, mas como eu fui ensinada de que ninguém deveria me ver nua, principalmente um homem, eu estava envergonhada de tirar a roupa na frente dele. Quando eu fiz isso, ele tocou meus seios com as mãos em concha e disse: “o que você está escondendo? Você não tem seios para esconder”. Eu me senti desconfortável, então eu me recusei a deixar que ele me desse banho outra vez, e usei uma roupa molhada durante todo o caminho de Ismealia ao Cairo. Quando minha mãe me perguntou por que eu não tinha me banhado e me trocado, eu contei a ela o que aconteceu. Ela disse que ele não devia ter feito aquilo e iria falar com ele, mas isso foi só para eu ser chamada de mentirosa que inventara toda aquela história e fazer os pais se divorciarem horas depois.

Na escola primária, os professores começaram a me dizer para não lutar de volta contra os garotos quando eles fizessem bullying comigo, ou se eles tocassem meu corpo… E que eu usasse uma saia mais longa, ou que usasse shorts embaixo da minha saia. As garotas eram forçadas a usar jaquetas em uma clima de 40°C para cobrir os seios que despontavam, enquanto que os garotos usavam apenas camisetas. Os professores diziam que as meninas que não usam hijab serão penduradas pelos cabelos no inferno. Nas provas de religião, eu tinha que escrever que as mulheres somente deviam trabalhar em profissões que fossem “adequadas” a elas, se vestirem de forma “modesta” e ter contato limitado com seus colegas masculinos do contrário perderiam pontos. Eu escolhi perder pontos. Havia um professor muito religioso que me fez ficar em pé durante toda uma palestra depois que ele me viu brigando com um garoto que tinha feito bullying comigo no recreio. O garoto imitava voz fina de garota e fez comentários sobre meu gênero, e o professor me disse que meninas da minha idade não deveriam se misturar com meninos daquele jeito. O mesmo professor tocava em meninas de 10 ou 11 anos.

Antes que eu começasse o Ensino Médio, meu pai me disse que eu deveria ter o menor contato possível com garotos e não tomá-los como amigos ou inimigos, senão eles iriam tocar meu corpo.

Minha mãe conversava sobre meu corpo em várias ocasiões. Ela me explicou sobre menstruação para me fazer parar de perguntar o que eram absorventes na frente das pessoas. Ela me disse que seria um escândalo se alguém visse uma mancha de sangue na minha roupa. E que eu deveria esconder minha menstruação como escondo meu corpo despido. Depois que eu menstruei, eu fiquei chocada pelo jeito como eu fui sexualizada e como eu deveria me comportar. De mim se esperava que ficasse menos brincalhona, mas eu sentia falta de andar sem sentir que cada átomo do meu corpo era um fardo. Eu tinha que me trancar no banheiro por longos períodos para evitar que meu pai me visse com absorvente nas mãos.

Alguns vendedores embalavam os absorventes com papel ou sacolas de plástico como se eles fossem ilegais. Minha mãe também me falou sobre assédio sexual. Ela me disse que era normal isso começar a acontecer na minha adolescência e que as mocinhas respeitáveis não reagem. Ela me explicou sobre o sexo antes que eu tivesse contato por outra fonte. E que eu não devia fazer sexo antes do casamento e que perceberiam no meu corpo se eu fizesse… E que eu deveria preservar minha virgindade e que eu não deveria deixar algum garoto me enganar para fazer sexo com ele, negando que as garotas também podem querer o sexo e fazendo-as parecerem objetos sexuais a serem usados pelos homens. Ela disse que as campanhas governamentais contra a mutilação genital feminina eram desperdício de impostos… Que as mulheres mutiladas não perdiam nada, porque ela acha que as mulheres não têm direito ao desejo sexual… Porque as mulheres que não agem de maneira não sexualizada são consideradas ninfomaníacas pelos homens, que passam a maior parte do tempo assistindo pornografia.

O que meus pais mais temiam aconteceu quando eu estava no Ensino Médio. Eu senti atração por alguém, eu o abracei e decidi contar para ele os meus sentimentos, então eles avisaram a escola. Disseram-me que nunca iriam me deixar sair sozinha. Eu consegui escutá-los planejando me buscar todos os dias, de modo que eu não pudesse ter uma chance de sair com ele, temendo que eu fizesse sexo, e eu fiquei chocada quando eles justificaram por que as pessoas não mandavam as garotas para a escola em épocas passadas, para que elas não encontrassem garotos e fizessem o que eu fiz. Quando eles souberam que eu tinha feito para ele uma carta de amor, meu pai me pegou pelos cabelos a metade do caminho da escola para casa, enquanto os transeuntes assistiam.

Eu ainda posso me ver no banheiro, pensando sobre a minha genitália que mudava e eu não sabia como era, e desejando que as pessoas não tivessem órgãos sexuais, de modo que eu pudesse sair e me envolver em relacionamentos românticos.

Eu tive dois outros namorados mais tarde, porém meus pais não sabiam sobre eles. Eu aprendi a não manter um diário e a não deixar nada para que eles achassem quando vasculhassem as minhas coisas; mudar minha rotina para que eu pudesse me encontrar com alguém entre as lições. Eu fiz sexo pela primeira vez uma semana antes do meu 18º aniversário, e eu me senti vitoriosa de andar sem o pedaço de carne para o qual eles me privaram de ter uma vida, para se certificarem de que ele ficasse intacto entre as minhas pernas.

Eu planejei confrontá-los depois que eu me formasse da escola. Alugar uma moradia e viver de forma independente apesar das proibições da sociedade. Eu não podia imaginar viver minha vida sob o controle do meu pai e então sob o controle de um marido que ele escolheria para mim, e pedindo a permissão todas as vezes em que fosse passar da porta, mas eu era psiologicamente atormentada por fazer as coisas em segredo quando eu acreditava que ninguém tinha direito ao meu tempo, meu corpo ou minha mente. Eu tive muitas brigas com meus pais que me chamavam de louca por coisas como fazer objeção a que as meninas se casassem com seus estupradores para provar que elas tinham perdido a virgindade através do casamento, mas eu escondia minhas amizades porque eu não tinha poder para impedi-los de tirar meus amigos de mim.

Uma vez tive uma infecção bacteriana, mas eu não sabia o que era. Podia ser qualquer coisa, desde uma candidíase ou um câncer. Tanto o ginecologista que eu visitei quanto meus pais disseram que um exame ginecológico não deveria ser feito em mim porque se presumia que eu era virgem. Então fiquei doente por anos, e eu sabia que minha virgindade era mais valiosa para eles do que a minha saúde ou até a minha própria vida. Eu disse a minha mãe que eu mesma tiraria minha virgindade, porque não sou uma caixa de molho de tomate cujo invólucro não deve ser aberto antes de ser comprada, e que invólucros não devem ser mais importantes do que minha saúde. Ela ficou escandalizada e disse: “você perdeu o juízo?”

Quando eu tinha 19 anos, eles descobriram através de parentes que estavam me monitorando sobre um novo envolvimento que expus no Facebook, e eles viram que eu curtia páginas sobre o direito das mulheres fazerem sexo antes do matrimônio e removerem seu hímen. Eu os confrontei sobre isso, e que eu não largaria meu namorado, nem me casaria com ele, ou deixar que eles o vissem e decidissem se eu continuaria com ele ou não. Eles me trancaram, me bateram, me chamaram de prostituta estúpida que quer fazer de graça e eles teriam feito um teste de virgindade em mim se eu não tivesse me defendido com uma faca. Eles desconfiaram muito que eu havia feito sexo com ele porque “que outra coisa poderia ele fazer comigo por nove horas em que saí com ele”.

Eu tinha 19 anos; e ele, 27, mas meus pais disseram que eu era uma criança e que ele estava me molestando. E que eles iriam pedir à polícia para checar minha virgindade e reivindicar “o direito deles sobre o meu corpo” contra meu namorado, pois para eles, o sexo é algo com o qual os homens usam as mulheres, não algo que os homens e as mulheres fazem juntos, e eu sou um corpo que pertence a eles. Eu pude escapar depois de uma semana. O dia de minha fuga foi o dia em que eu comecei a viver e a ter minhas próprias escolhas. Foi o dia mais feliz de minha vida.

Assédio Sexual

Se uma pessoa que entendesse Árabe passeasse nas ruas do Egito, ele ou ela poderia perceber que uma grande porcentagem das conversas é sobre o corpo das mulheres: como elas não o cobrem o suficiente… como o braço de alguma mulher está aparecendo… poderiam ouvir as mães dizendo para suas tristes filhas que elas não podem comprar a maioria das roupas que desejam porque mostra muita pele, e ver as mulheres veladas perguntando a cada 5 minutos se seu cabelo está aparecendo. Dizem que as mulheres devem se cobrir para não excitar os homens, o que reforça a ideia de que as mulheres são culpadas por nascerem mulheres. Não é surpresa que quanto mais as mulheres se cobrem em um país, mais frequentes e violentos são os assédios que há nesse país.

Eu fui assediada dezenas de vezes diariamente, o que ainda me dá pesadelos, mas eu só tenho tempo de mencionar alguns poucos incidentes aqui. Quando eu era uma criança pequena, um menino também pequeno ficou pegando na minha nádega em um supermercado. Eu o mostrei para meus pais, mas eles me disseram que era normal e meu pai deveria caminhar atrás de mim para evitar isso. No Ensino Médio, eu estava sentada próxima a um garoto quando ele agarrou meu seio na frente de um professor que me mandou parar quando eu comecei a ralhar com o garoto. De outra vez, outro garoto me abusou verbalmente, e outro professor me disse que eu deveria usar blusas mais folgadas. Mais frequentes eram os comentários com insultos: “o que você está vestindo, vadia?…” “Eu vi sua bunda”… “Quero te comer”. “Hey, garota estúpida”… “Posso estourar esse saco plástico na sua cara?”… Eles comentavam quando eu me vestia do jeito que eu queria, quando eu usava uniforme escolar, quando eu ria, quando eu tomava sorvete, quando eu parecia doente, quando parecia zangada, quando eu corria, quando eu tinha qualquer outra postura que não fosse com as pernas bem fechadas e olhando para o chão… E minha mãe tentava de tudo para mudar meu jeito de ser com a finalidade de evitar os assédios deles.

Estar consciente do meu corpo toda hora. Ela ralhava comigo quando os garotos me assediavam e eu não percebia, e queria que eu fizesse como outras garotas, que corriam do assédio com medo de serem estuprada, e se recusava a andar comigo quando eu usava minissaia. Elas temiam o estupro porque elas pensavam que não teriam futuro se elas perdessem a virgindade e não pudessem se casar, mas eu recusava a deixar a sociedade definir meu valor e o colocasse na minha virgindade e na reputação de ser uma mulher submissa. Eu tinha orgulho de mostrar que eu rejeitava a moral deles, e minha raiva era mais forte do que o meu medo. Eu revidava e me sentia mal comigo mesma todas as vezes em que ficava petrificada. Eu abria a boca para falar, coisa que meus pais não gostavam. Meu pai uma vez esquentou uma faca e ameaçou cortar minha língua. Ele disse que tudo que ele queria era que eu ficasse quieta. Falar era punível com o estupro. Ele me dizia que os vizinhos iriam me estuprar se ouvissem minha voz.

Quando eu reclamei para minha mãe sobre o assédio, ela disse que ela iria falar com meu pai sobre isso. Meu pai disse: “você quer relatar para a polícia toda vez que um homem diz algo a você ou a toca?”… “Você está mentindo”… “Você é suja por pensar em seu corpo e ficar repetindo o que eles falam para você”… “Aqueles que a assediam vão ensinar a você as boas maneiras que eu não consegui ensinar”. O mesmo homem que gritara “minha honra” quando eu abracei um garoto que eu gostava disse que eu tinha um complexo.

Quanto mais eu era assediada, mais meus pais me limitavam, então eu não falei quando eu fui assediada e atacada com uma faca por dois homens enquanto caminhava e fazia compras. Um homem que testemunhou o incidente insistiu que eu não deveria caminhar sozinha em ruas desertas depois do pôr do sol. O que me machucava mais do que o assédio em si era quando as outras pessoas se faziam de vítima, especialmente minha família. Eu tinha conciência de como o assédio sexual e o estupro eram usados para suprimir a mulher… para fazê-las pensar em evitar o estupro todas as vezes em que quizesse fazer alguma coisa. Para reduzi-las a meras presas sexuais… Quando eu disse isso a minha família ela sugeriu sarcasticamente:  “saia nua de casa e diga para eles ‘estou aqui’”.

Bem, isso era uma boa ideia. Aos 18 anos, eu pude dançar com facilidade pela primeira vez, e quando eu fiz 19, na casa de meus pais, eu fechava a porta do meu quarto, usava roupas proibidas, usava itens proibidos em uma cor proibida: vermelho cigano, sapatos vermelhos, um buquê de flores, e meu corpo nu. Esses itens são proibidos porque chamam atenção… Eles expressam individualidade quando um indivíduo, principalmente uma mulher, tem a obrigação de esconder qualquer sinal de sua própria identidade… Eles mostram que eu não tenho vergonha do meu corpo, e eu me recuso a carregar a culpa do pecado original. Eu tirei uma foto e postei no meu blog mais tarde, em 23 de outubro de 2011.

Agora eu vou fazer a mim própria as mesmas perguntas que as pessoas me fazem com frequência e vou respondê-las.

Por que você não protesta de outro modo?

Eu fiz outras coisas antes de postar a foto sem roupa e continuo a fazer depois que postei. Fui criticada por escrever abertamente sobre minhas opiniões, postar fotos minhas usando roupas inaceitáveis, fotos com meu namorado e fotos criativas que uma garota não deve tirar de si mesma. Mas não há nada errado com a nudez. A nudez é usada na arte para expressar diferentes coisas. Na minha foto, eu expresso meu desafio contra a visão de que o corpo feminino é uma mercadoria a ser possuída e controlada, então não acho que eu rebaixei meu preço em mostrar meu corpo gratuitamente. Além disso, uma atitude vale mais que mil palavras, e a foto de uma mulher desobedecendo a ideia de que as mulheres são mercadorias menos inteligente e que existem apenas para os homens é mais forte do que os textos que pedem regras corporais para as mulheres.

Você acha que saindo muito fora das normas da sociedade vai conseguir mudar essa sociedade?

E o que mais poderia mudar? Se policiar na hora de desobedecer ou questionar as normas que queremos mudar? Aqueles que fazem essa pergunta escolhem a segurança e a aceitação social ao invés da liberdade, mas eu prefiro ser rejeitada pelo que eu sou do que ser aceita pelo que tenho vergonha de ser.

Quais as reações que você recebeu depois de publicar as fotos?

Eu tive reações positivas e negativas: muitos psicopatas controladores se sentiram ameaçados quando uma mulher não se importou em tentar fazer a sociedade enxergá-la como uma respeitável mulher submissa, mas saiu do sistema apesar de toda a pressão nas mulheres. Eu fui vítima de cyberbullying, legalmente processada, ameaçada de morte e de estupro, atacada várias vezes na rua e sequestrada por dois homens e três mulheres por causa da foto e por outras coisas como deixar a casa dos meus pais e ter um namorado. Um dos meus sequestradores pensou que a única razão pela qual eu havia resistido ao estupro era porque eu não era quem ele pensava ter sequestrado, e era apenas uma virgem protegendo a virgindade. Muitas pessoas sexistas disseram que um homem me mandou fazer, porque na visão deles, uma mulher não teria cacife para reagir com essa força. Eu também tive apoio de muitas pessoas ao redor do mundo, porém o que significou mais para mim foram as mensagens que eu recebi de outras garotas árabes que compartilharam suas histórias comigo e me fizeram saber que eu havia mostrado a elas que é possível ser livre.

Você se arrepende? Por que não muda de nome e apenas vive uma vida normal?

Esta pergunta implica que a minha reação é o problema, mas estou reagindo e tolerando o que for. Eu não me arrependo e faria tudo de novo e de novo.

Obrigada.

_______________________

freedomSobre a autora: Aliaan Magda Elmahdy é uma ex-muçulmana egípcia, e integrante do grupo feminista FEMEN, que ficou muito conhecida pela polêmica que causou ao postar fotos sem roupas no seu blog. Procurou asilo político na Suécia depois de ser ameaçada por suas visões feministas e anti-islâmicas. Uma de suas fotos mais polêmicas é uma em que ela aparece menstruando na bandeira do ISIS, junto com outra integrante do grupo FEMEN, que por sua vez faz pose de estar defecando em cima dessa bandeira.

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