Devoção mortal

Texto de Ali Sina (17 -11- 2015). Tradução de Khadija Kafir (24-11- 2015). Link para o texto original.

Outro dia eu assisti a um documentário no YouTube chamado Devoção Mortal. Era a história verídica de Kim Anderson, uma mulher que cresceu como Testemunha de Jeová e nunca questionou sua fé. Ela se casou com um homem que também era testemunha de Jeová, Jim Kostelniuk, e juntos tiveram um filho e uma filha.

Como toda testemunha de Jeová, Kim e Jim estavam esperando o fim do mundo e o retorno de Cristo em 1975. Muitos crentes venderam suas propriedades, fazendeiros pararam de trabalhar, jovens pararam de estudar e a maioria dos devotos vendeu suas casas. O fim do mundo era iminente.

Muitas previsões já tinham sido feita pelas testemunhas de Jeová sobre a segunda vinda de Cristo e o advento do Reino dos Céus, e cada uma dessas previsões foi frustrada. Entre tais previsões estão as de 1878, 1881, 1914, 1918 e 1925, e finalmente 1975. Cada vez que essas profecias não se materializavam, muitos seguidores deixavam a Igreja. Porém muito mais seguidores nela permaneciam.

Quando o ano 1975 chegou e nada aconteceu, Kim começou a ter dúvidas. “Se a Igreja estava errada neste ponto tão crucial, em que outras coisas eles poderiam estar enganados?” ela perguntou. Mas Kim, como verdadeira devota, não permitiu que os fatos destruíssem sua fé. E como ela não podia viver com um apóstata, ela recebeu permissão dos superiores da igreja para se divorciar do marido.

A religião Testemunha de Jeová tem muito em comum com o Islã. Entre as semelhanças, está o fato de que uma mulher divorciada não tem respeito na sociedade. As amigas de Kim a rejeitaram. Ela não tinha amigos e não tinha vida fora da Igreja. O único jeito de recobrar seu status era achando outro marido. Finalmente, ela foi apresentada para outro homem testemunha de Jeová e se casou com ele.

Como os muçulmanos, as testemunhas de Jeová não podem namorar. O resultado disso é que eles somente podem conhecer a pessoa com quem se casam de maneira superficial.

O segundo marido de Kim demonstrou ser um psicopata. Ela veio a perceber sua péssima decisão no dia do seu casamento. Enquanto o tempo passava, o seu novo marido se tornou mais abusivo e, sendo também ele criado como testemunha de Jeová, ele acreditava que as mulheres deveriam servir aos maridos, então ele a controlava.

Finalmente, Kim decidiu contar para os responsáveis pela igreja e pediu a permissão para se divorciar de seu marido abusivo. Mas, assim como no Islã, embora a apostasia do marido seja motivo para um divórcio, o abuso marital não é. Para seu azar, os mentores da Igreja ficaram do lado do homem e mandaram que ela fosse obediente ao marido.

Traída pelos mentores da Igreja, ela finalmente recobrou a lucidez e percebeu que eles não falavam em nome Deus. Ela juntou a coragem e escapou, levando os filhos consigo. Seu marido abusivo a encontrou, a perseguiu, e um dia entrou em sua casa atirando nela e nos filhos até que estivessem todos mortos.

A história de Kim é de partir o coração. Porém seria um erro supor que esse tipo de devoção cega está reservado apenas para pessoas religiosas. Os irreligiosos podem ser, se não forem piores, pelo menos tão fanáticos em suas crenças como muitos religiosos.

No dia 13 de novembro, homens armados massacraram 127 parisienses inocentes sem qualquer provocação. Eles fizeram isso porque tal coisa foi o que o profeta ordenou que eles fizessem. Aos muçulmanos foi prometido um paraíso se eles matarem não muçulmanos. Desde os atentados do 11 de setembro, mais de 27 mil casos de terrorismo tem sido registrado pelo site thereligionofpeace.com. Isto significa cinco ataques a cada dia por 14 anos consecutivos. Mas o terrorismo islâmico não começou no 11 de setembro. Começou no ano 624 da era cristã, logo após Maomé ter emigrado a Medina. De acordo com uma fonte, nos últimos 14 séculos, 280 milhões de pessoas foram mortas por muçulmanos. Isto não conta o número de muçulmanos mortos uns pelos outros.

A matança é parte do Islã. O Alcorão (2:216) diz: “a guerra foi-vos prescrita, e vós a detestais. Mas quantas coisas detestais que acabam vos beneficiando, e quantas coisas amais que acabam vos prejudicando!”. Há vários versos que exortam os muçulmanos a matar. Aqueles que acreditam no Islã não têm escolha a não ser matar. Se eles não matarem, são chamados hipócritas (munafiqs).

Uma vez que os muçulmanos matavam quem não era muçulmano, os árabes os temeram e muitos se converteram só de nome para ficarem seguros. A população do al-Zarrar, uma vila ao Norte de Medina, construiu uma mesquita e todos disseram que eram muçulmanos na esperança que suas vidas e suas famílias fossem poupadas. Os companheiros de Maomé disseram para ele que estas pessoas eram hipócritas e que não acreditavam nele de verdade. Maomé ordenou que se fechasse a mesquita e tocasse fogo nela com todas as pessoas dentro.

Embora os historiadores não digam o porquê de os muçulmanos de al-Zarrar terem sido acusados de se opor a Maomé e terem merecido ser queimados vivos, nós podemos supor que eles estivessem relutantes em tomar parte na jihad e podem ter murmurado como é que Deus podia ordenar os devotos a fazerem emboscadas e massacrarem homens desarmados, roubarem propriedades e estuprarem mulheres. Os árabes nunca se distinguiram por boa moralidade, mas é natural, pelo menos para aqueles cuja consciência não esteja completamente destruída, saber que matar, estuprar e roubar não são mandamentos divinos.

Logo após a morte de Maomé, antes mesmo de seu cadáver ser enterrado, os muçulmanos guerrearam entre si sobre quem deveria governá-los. Durante o califado de Ali, centenas de milhares de muçulmanos se massacraram uns aos outros, cada grupo reivindicando que a fé do outro grupo estava errada. A luta entre os muçulmanos nunca terminou e nunca vai terminar. Os muçulmanos devem matar para provar sua devoção a seu deus.

Os ocidentais estão cometendo um erro mortal em deixar os muçulmanos entrarem para se estabelecerem em seus países. Os muçulmanos acreditam em uma fé assassina, imitam um profeta assassino, e cultuam um profeta assassino.

Agora, é lógico que nem todo muçulmano é um crente verdadeiro. Muitos deles têm dúvidas e às vezes eles ousam verbalizar isso. Por exemplo, nos anos mais recentes, Al Sisi, dirigindo a palavra aos clérigos mais importantes de seu país na Universidade de Al Azhar disse: “não é possível que 1,5 bilhão de muçulmanos matem o resto da humanidade para que eles possam viver”. Só o fato de ele ter dito isso já é uma evidência que esta é uma crença que os muçulmanos possuem. Eles têm essa crença porque o profeta deles assim disse. Está escrito em seu livro sagrado em mais de uma centena de versos.

Quando deixamos os muçulmanos se aproximarem e viverem em nosso meio, nós estamos convidando nossos próprios assassinos. Isto é uma evidência pelos fatos. Os muçulmanos estão matando os infiéis e almejam matar mais. Eles não vão parar até que lancem o terror no coração dos descrentes, mate-os e estuprem suas mulheres.

Os ocidentais, todavia, estão infectados pela mesma devoção mortal que matou Kim Anderson. A devoção dos ocidentais não é pela Bíblia, mas por uma ideologia falaciosa. Esta ideologia diz que todas as culturas são iguais, que a moral é relativa, o bom e o mal são relativos e todas as pessoas querem a mesma coisa.

Estas mentiras são mortais. Uma cultura que reduz a mulher a um animal, prescreve apedrejamentos, abuso doméstico, casamento infantil, e estupro de infiéis não está a par de uma cultura que pratica a igualdade, a democracia e a liberdade de pensamento. O Islã não é de todo uma cultura. É uma barbaridade. Cultura islâmica é falácia enquanto que terrorismo islâmico é redundância.

Mas muitas pessoas no Ocidente se recusam a ver isso. Eles têm devoção cega a sua ideologia falaciosa. Eles preferem culpar a América por ter criado a Al-Qaeda, Israel por criar o Hamas e o Ocidente por ter armado o ISIS do que enxergar o fato gritante de que essas pessoas estão fazendo o que o profeta fez. Como é que alguém pode mentir tão descaradamente e de maneira tão sem vergonha? Os ocidentais acreditam que o dia é a noite, que o preto é branco e estão convencidos disso. Será que você consegue encontrar em livros religiosos mentiras mais egrégias do que essas?

Karl Marx, cuja interpretação da História tem sido aceita cegamente pela elite intelectual do Ocidente e pela grande mídia liberal, foi um ideólogo. Sendo ele um materialista, foi incapaz de compreender a complexidade da mente humana e pensava que o dinheiro era a motivação por trás de todas as emoções e atividades humanas.

Nada poderia estar mais longe da verdade. As pessoas são movidas internamente por uma variedade de coisas e o dinheiro é apenas uma delas. De acordo com Marx, todas as guerras são o resultado de conflitos econômicos. Mas a realidade é que as pessoas lutam por muitas coisas. Os alemães começaram a Segunda Guerra para recuperarem seu orgulho. Os europeus lutaram nas cruzadas para se vingarem de seus invasores muçulmanos. Os americanos lutaram em mais de 40 guerras, a maioria delas resultando em perda econômica, só para conseguirem remover ditadores e fazer do mundo um lugar seguro. Os muçulmanos lutam contra Israel por puro ódio religioso. Eles ganhariam muito dinheiro comercializando com Israel ao invés de lutarem contra ele.

Os muçulmanos lutam movidos por sua crença religiosa. Os jihadistas não são pobres. Osama bin Laden era filho de um bilionário. Nidal Malik Hassan era um psiquiatra muito bem pago que trabalhava para o exército americano. Todos os terroristas muçulmanos vêm de boa família. Eles não são motivados por dinheiro, mas pela promessa do paraíso que o profeta fez para eles.

Outra falsa crença é que os muçulmanos são coitadinhos e estão ofendidos, e que o terrorismo é a sua reação a opressão. Esta é uma mentira óbvia. Milhares de cristãos, budistas, hindus, yazidis e bahais são sistematicamente perseguidos e mortos pelos muçulmanos, e tudo isso com as bênçãos dos governos de seus países. O que essas pessoas inocentes fizeram contra os muçulmanos para merecerem uma morte tão selvagem?

A terceira falsa crença é a de que os muçulmanos querem as mesmas coisas que os outros querem: uma vida boa, prosperidade e felicidade. Os muçulmanos – se são verdadeiramente crentes – amam a morte mais do você ama a vida. O problema é que precisam matar você para irem direto ao paraíso (para as camadas mais altas. N. T.).

Todas as crenças consideradas sacrossantas pelo Ocidente são falsas. A verdade não é politicamente correta, então eles se agarram às mentiras. A verdade é que o Islã não é compatível com o mundo ocidental e os muçulmanos não são apropriados para viverem em harmonia com os não muçulmanos.

Kim Anderson pagou com a própria vida e com a vida de seus filhos pela sua devoção mortal a uma falsa crença. Os ocidentais irão pagar com suas vidas e com a vida de milhões de seus filhos por sua devoção mortal a uma crença falsa.

O ISIS já disse que os ataques na França irão continuar. Eles já estão na França. Eles são muçulmanos que se escondem entre os companheiros da mesma fé. A lucidez ordena que tiremos os muçulmanos da França. Qual é a contribuição deles para o país? Eles estão trazendo a pobreza, a violência, o estupro e a mentalidade retrógrada, e além disso eles odeiam o país que os abriga, querendo estuprar, subjugar e dominar. Mas nós vivemos numa era onde a sanidade mental deve ser sacrificada no altar do politicamente correto. A devoção cega a uma falsa crença de que todas as culturas são iguais irá logicamente deixar o Ocidente de joelhos.

Kin Anderson finalmente enxergou a luz, mas já era tarde demais para ela e seus filhos. Será que os ocidentais irão acordar antes que seja tarde demais para si e seus filhos? A única maneira de resolver é mandando os muçulmanos de volta para suas casas. A essa altura do campeonato outra medida não vai funcionar. Se você pensa que isso é medida muito brutal, imagine o que os muçulmanos fariam se alguns membros de alguma minoria – tais como cristãos ou hindus – em um país de maioria islâmica matassem alguns muçulmanos. Em menos de 48 horas, milhões de membros daquela fé seriam massacrados. Em 48 horas. Não mais. Os muçulmanos matam as minorias entre eles até mesmo quando tais minorias estão “pisando em ovos” (vivendo com cuidado). Eles não acham nada demais matar. Matar faz parte da fé deles. Enquanto isso, nós estamos espantados sobre o que fazer com as minorias muçulmanas entre nós que é programada para nos matar e estuprar nossas filhas.

Ainda assim, nem todo muçulmano é terrorista. E daí? Eles são terreno fértil para os terroristas. Eles abrigam os terroristas. Eles mentem sobre a fé islâmica e protegem os terroristas. Todos eles partilham a mesma ideologia. Eles seguem o mesmo profeta terrorista. Se eu der a você mil garrafas de um bom vinho e falar que uma delas contém cianido (veneno) você beberia alguma dessas garrafas? Um em cada cinco muçulmanos que vivem na França, Reino Unido e outros países europeus acreditam que matar seus hospedeiros não muçulmanos é justificável. Uma votação feita pelo site árabe Aljazeera revelou que 81% de todos os 60 mil muçulmanos árabes que votaram concordavam com o ISIS. Todo muçulmano é uma ameaça a sua vida.

Os muçulmanos são como tanques de gasolina. Eles parecem inofensivos até que encontrem o fogo. Daí eles explodem. Os tão chamados muçulmanos “moderados” irão virar terroristas uma vez que se acendam pela centelha de sua fé. Você quer fazer um teste? Diga a um muçulmano bem liberal que você acha que Maomé foi um estuprador e mostre a ele as evidências a partir dos hadiths e do Alcorão. Então assista a esse benigno muçulmano “moderado” começar a insultá-lo, tornar-se abusivo e ele pode até feri-lo. Não se engane. Não há muçulmano moderados. O que pode acontecer é ele se tornar um apóstata.

Quando nós deixamos grandes massas de muçulmanos entrar em países ocidentais, nós deixamos entrar potenciais assassinos entre nós. Os muçulmanos acreditam que a matança é ordenada por Deus e que eles serão recompensados se estuprarem suas mulheres e assassinarem você. Quando eles dizem que o Alcorão é a palavra de Deus e que todos deveriam seguir, eles estão ensinando que matar é a palavra de Deus. Os ocidentais permitem isso enquanto rezam para que os muçulmanos não levem a sua fé tão a sério e não a sigam tão literalmente. E possuem a esperança de que eles se tornem muçulmanos não praticantes. Agora por favor, defina a palavra loucura e me diga se não é isso!

Se nós não acordarmos agora, se nós não mandarmos os muçulmanos de volta de onde vieram, nós estamos fritos. Eles devem voltar e levar seus filhos consigo. Essas crianças foram doutrinadas como muçulmanas. Essas crianças já estão praticando bullying e batendo nas crianças ocidentais e um grande número vai começar a matar assim que chegarem na idade.

Se os ocidentais não fizerem esforços contra o problema do islã agora, eles terão o sangue dos próprios filhos nas mãos. Lembre-se de uma coisa: o mal triunfa quando as pessoas boas não fazem nada.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para o início de 2016.

 

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A guerra dos terroristas na Europa

Texto de Ayaan Hirsi Ali. Tradução de Khadija kafir em 18-11-2015. Link para o original.

O presidente francês Hollande declarou que os atentados de 13 de novembro em Paris eram “atos de guerra” do Estado Islâmico, e ele estava certo, se não atrasado, em reconhecer que os jihadistas têm estado em guerra contra o Ocidente por anos. O Estado Islâmico, ou ISIS, está prometendo mais ataques na Europa, então a própria Europa – não apenas a França – deve ficar em pé de guerra, e se unir para fazer militarmente o que quer que seja para destruir o ISIS e o seu tão chamado califado na Síria e no Iraque. Não é simplesmente “conter”, não é “degradar” – é destruir e ponto final.

Porém mesmo que o ISIS seja completamente destruído, o extremismo islâmico em si não irá desaparecer. A destruição do ISIS só iria aumentar o fervor religioso daqueles dentro da Europa que almejam um califado.

Os líderes europeus precisam tomar uma grande decisão política, e talvez a França possa liderar o caminho. Uma mudança na mentalidade é necessária para evitar mais ataques terroristas ou, numa maior escala, evitar conflitos civis. Os extremistas islâmicos nunca vão conseguir transformar a Europa em um continente islâmico. O que eles podem bem fazer é provocar uma guerra civil de maneira que algumas partes da Europa se pareçam com os Bálcãs no início dos anos 90.

Aqui estão alguns passos que os líderes europeus poderiam tomar para erradicar o câncer do extremismo islâmico do meio deles.

Primeiro: aprender com Israel, que tem lidado com o terror islâmico desde o dia em que nasceu e que lidou com ameaças muito mais frequentes à segurança de seus cidadãos. É verdade que os extremistas islâmicos dentro de Israel hoje recorrem ao uso de facas e automóveis como arma de sua escolha, mas isso acontece porque ataques semelhantes àqueles em Paris na semana passada são agora impossíveis de os terroristas organizarem. Ao invés de demonizar Israel, tragam a experiência deles, e os especialistas deles para a Europa, para que se possa desenvolver uma estratégia contra o terror.

Segundo, incentive uma longa batalha de ideias. Os europeus terão que mirar nas estruturas de doutrinação: as mesquitas, as escolas islâmicas, os websites, as editoras gráficas e o material de proselitismo (panfletos, livros, tratados, sermões) que servem como correntes transportadoras da violência. Os extremistas islâmicos miram as populações muçulmanas através da “Dawa” (persuasão), convencendo-os de que seus fins são legítimos antes de lidar com a questão dos meios.

O governo europeu precisa fazer seu próprio proselitismo nas comunidades promovendo a superioridade das ideias liberais. Isto significa desafiar diretamente a teologia islâmica usada pelos predadores islâmicos que transformam cabeça e os corações dos muçulmanos em inimigos dos países que os acolheram.

Em terceiro lugar, os europeus precisam estabelecer uma nova política de imigração que admitam apenas imigrantes comprometidos com os valores ocidentais e que rejeitam a política islâmica que os fazem vulneráveis a atração de um califado.

Há muitas fraquezas diferentes na política de imigração europeia: é muito fácil ganhar cidadania sem ser necessariamente leal a constituição nacional; é muito fácil para os de fora entrar nos países da União Europeia sem motivos legítimos para o asilo, e, graças a política de fronteiras abertas conhecida como Schengen, é muito fácil para os estrangeiros, uma vez em solo europeu, viajar livremente de um país a outro. Esta situação se revelou insustentável para o fluxo migratório na Europa.

Será que é melhor uma Europa fortificada com uma cortina de ferro para o Leste e um cordon sanitaire naval no Mediterrâneo e no Mar Adriático? Sim. Pois nenhuma outra estratégia faz sentido, dada a ameaça como a que representa o extremismo islâmico. E se os líderes europeus persistirem – como a Chanceler Ângela Merkel – em louvar as virtudes da abertura de suas fronteiras, eles irão em breve ser perseguidos por populistas que melhor representam a opinião do povo.

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ayaan hirsi ali 2Sobre a autora: Ayaan Hirsi Ali é uma ex-muçulmana nascida na Somália que se tornou famosa ao publicar uma autobiografia intitulada Infiel- a história de uma mulher que desafiou o Islã. Também é autora de outros livros: A Virgem na Jaula e Nômade. Porém seu mais novo livro chama-se Herege – por que o Islã precisa de uma reforma imediata. Todos os seus livros são publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras. Ayaan Hirsi Ali é a mais notória das pessoas que criticam o Islã e faz frequentes aparições na mídia em todo o mundo.

 

O Ocidente se vende à Sharia

Neste artigo, a ex-muçulmana Wafa Sultan explica como as pessoas do ocidente, que de uma maneira muito covarde, estão facilitando a islamização de sua própria cultura.

Texto de Wafa Sultan. Tradução de khadija kafir (04-11-2015). Link para o original.

Não cabe dúvidas de que a liberdade de expressão, a base sobre a qual se constrói a civilização e a democracia, sofre um perigoso ataque em muitos países ocidentais por parte de uma série de organizações líderes e indivíduos que se alinham com as instituições muçulmanas. Todos promovem a fantasia da condição de vítima do povo muçulmano, ignorando suas atrocidades e cedendo a exigências cada vez maiores.

Os muçulmanos em todo o mundo impõem aos não muçulmanos a obrigação de aceitar e de tirar importância de forma deliberada o alcance e a magnitude da ameaça islâmica que a guerra santa ou jihad representa para o tratamento que recebe a mulher no Islã. Tal e como está aprovado pelos ditames da Sharia, os muçulmanos também impedem que os não muçulmanos expressem opiniões críticas contra o Islã.

Como é que conseguem? Acusam qualquer um que faça uma análise sólida dos textos islâmicos de ser um intolerante, uma pessoa cheia de ódio ou diretamente o qualificam de ser um “islamofóbico”. Estar em desacordo dá lugar a julgamentos por “delitos de ódio” não tipificado de maneira clara, assim como a ameaça de distúrbios, violência e boicote. No pior dos casos, os muçulmanos assassinam aos não muçulmanos junto com aqueles muçulmanos valentes que se atrevem a desafiar o controle mental e a supressão.

Faz apenas alguns dias, o corajoso Lars Hedegaard foi condenado pelo que se considera um “crime de ódio” devido a umas declarações supostamente racistas. No entanto, o senhor Hedegaard dizia a verdade. Queria que o público fosse consciente de como a violência islâmica pela “honra” está generalizada, são os casos em que se pede aos membros da família que matem a mulher para assim recuperar a honra dessa família. A família sempre é declarada culpada, enquanto que isso não sucede com o estuprador. O mesmo acontece com os supostos casos de adultério, inclusive quando há provas mais além da “percepção” dos juizes, que podem considerar culpável a mulher, como aconteceu com Hena em Bangladesh, que foi sentenciada a receber 300 chicotadas e que morreu durante o castigo.

Durante os trinta e dois anos que vivi na Síria, presenciei em primeira pessoa incontáveis atos de excessiva violência e crueldade. Como médica ativa na Síria, vi e tratei infinitas mulheres vítimas de abusos, qua haviam recebido surras brutais ou que haviam sido estupradas com a aprovação tácita da Sharia e a defesa da “honra” da família. Essas mulheres que tratei são o mesmo tipo de vítima da violência por honra a que se referia o senhor Hedegaard e pelo que foi condenado pelas pessoas que deveriam estar defendendo os mesmos valores que todos valorizamos no Ocidente.

Não obstante, ao suprimir a liberdade para expor as atrocidades e a crueldade que sofrem as mulheres muçulmanas, o ocidente enfraquece a sua posição como grupo de cidadãos respeitados e valorizados. É o que quer conseguir os líderes dos governos? Por acaso as mulheres muçulmanas que sofrem de forma terrível sob a lei Sharia, inclusive no Ocidente, não são merecedoras da proteção dos ditos governos?

Como médica, me preocupa o esforço coordenado por parte dos islamistas e seus cúmplices no Ocidente para desestabilizar o direito básico à livre expressão e exposição daquilo que há para corrigir. O horrendo ataque do 11 de setembro deixou claro que não existe um só lugar no planeta imune ao extremismo islâmico. Minha história pessoal pode se aplicar a qualquer um, como por exemplo, o professor de oftalmologia que tive na faculdade de medicina na Síria, que foi assassinado por disparos diante de nós porque ensinava também as mulheres.

Enquanto existam em nossa sociedade muçulmanos que promovam a lei Sharia islâmica e que trabalhem sem descanso para aplicá-la, em nossas sociedades livres, teremos que nos informar, nos mantermos vigilantes e ativos na hora de defender nossas liberdades. É um problema que deveria nos preocupar a todo e ao que deveríamos prestar muita atenção.

Não estou aqui para animar ninguém contra os muçulmanos. Por favor, devem compreender que os muçulmanos são meu povo e não poderiam mudar o fato de que nasci em um país muçulmano e em uma cultura islâmica. O motivo pelo qual vim aqui é para desmascarar o verdadeiro rosto do Islã e mostrar que é uma ideologia intolerante e detestável, incluindo o modo com que tratam as mulheres.

Osama bin Laden já está morto, mas a terrível e intolerante lei Sharia que ele praticava com devoção continua existindo e prospera. A vida de bin Laden e os horríveis atos que cometeu são uma prova clara de que os islâmicos são vítimas de um dogma insuportável que lhes afasta do sentido comum inerente à pessoa e lhes transforma em bestas humanas.

Desde uma idade muito tenra fazem uma lavagem cerebral neles para que acreditem que o Islã tem a obrigação de controlar todo o mundo e que sua missão na Terra é lutar para conseguir este objetivo. Por isso, os fins justificam os meios: humilhar, torturar ou assassinar outras pessoas é uma missão divina.

Lara Logan, a jornalista da CBS cobriu a recente revolução no Egito, rompeu o muro do silêncio em um programa chamado 60 minutos, ao tratar da violência sexual a que foi submetida por ser mulher e jornalista estrangeira. Tal como ela explicou, a multidão de egípcios que lhes atacou “realmente desfrutou ao ver minha dor e sofrimento. Isso os instigou a cometer mais atos violentos”.

Para muitos ocidentais este é um relato do tratamento chocante e do constante assédio que recebem tanto as mulheres estrangeiras como as nascidas no Egito. Esta prática persiste graças ao ensinamento dado aos muçulmanos para serem hostis contra a mulher e humilhá-la. Como se isso fosse pouco, os muçulmanos consideram que tão somente a vítima é culpada, posto que, ao que lhes parece, a vítima não cumpre por inteiro as restrições islâmicas em relação à roupa e o comportamento e, por isso “seduz” aos homens. Por azar, em sua entrevista, Logan acabou se submetendo ao politicamente correto e evitou usar as palavras “muçulmano” ou “Islã” em relação com a temível experiência de perseguição sexual que havia vivido.

Permitam-me que compartilhem com os senhores algumas histórias pessoais. Estes são relatos que tão somente confirmam o deplorável episódio que experimentou Lara Logan e demonstram que o abuso contra a mulher é a ordem do dia no mundo muçulmano. Minha própria sobrinha foi obrigada a se casar com seu primo quando tinha 11 anos e ele tinha mais de quarenta. O matrimônio era válido de acordo com a lei Sharia porque o profeta Maomé se casou com sua segunda mulher, Aisha, quando ela tinha seis anos e ele mais de cinquenta. Minha sobrinha sofreu durante muitos anos abusos espantosos e não tinha direito a pedir o divórcio. Ela escapava da casa de seu marido e fugia para a casa de seu pai, onde suplicava: “por favor, deixe-me que fique aqui. Prometo ser sua criada até o último dia de vida. Ele é tão agressivo, não posso suportar esta tortura mais tempo”. Seu pai respondia: “é uma vergonha que uma mulher abandone a casa de seu marido sem permissão. Volte e eu prometo que falarei com ele”. Aos 28 anos, minha sobrinha se suicidou atando fogo em si mesma e deixou quatro filhos.

Quando trabalhava como médica na Síria, presenciei muitos delitos que se cometiam na minha sociedade em nome do Islã. Em uma ocasião, enquanto trabalhava em um povoado pequeno, uma mulher que beirava quase os quarenta anos veio em minha consulta se queixando de náuseas, vômitos e dor nas costas. Ao examiná-la, vi que estava grávida de três meses. Enquanto eu lhe dava a notícia, caiu da cadeira, começou a gritar e a dar tapas no rosto. “Eu suplico que me resgate do desastre em que me encontro. Meu filho vai me matar. Não importa a minha vida, mereço morrer, mas não quero que meu filho manche as mãos com meu sangue”.

— Qual é o problema, Fátima? —perguntei.

—Meu marido morreu faz cinco anos e me deixou sozinha com quatro filhos. Seu irmão me viola cada dia em troca de comida para os filhos. Se ele souber que estou grávida, mandará meu filho de quinze anos me matar para evitar a humilhação pública.

Eu a mandei para a consulta a um ginecologista. Quando voltou duas semanas mais tarde, estava emagrecida, abatida e doente. “Eu voltei para agradecer”, disse ela. “Mas fizeram a intervenção para tirar o feto sem anestesia. Eu não tinha dinheiro suficiente para pagar os sedativos, assim o médico procedeu sem eles. A dor era insuportável, quase morro”.

Em relação a minha própria história, meu marido partiu para os Estados Unidos um ano antes. Quando solicitei os passaportes para meus filhos, o funcionário de turno se negou a me dar porque de acordo com a lei Sharia islâmica, eu não tinha capacidade mental para ser a tutora legal dos meus filhos. Assim, portanto, me pediram que trouxesse um dos homens da família de meu marido para obter seus passaportes.

Nenhum dos homens da família de meu marido vivia em nossa cidade exceto um de seus primos. Era um alcoólatra e devido a seu mal caráter, meu marido nunca havia desejado que eu o conhecesse. Para resumir, direi que fui a sua casa e lhe subornei com cinquenta libras sírias, que equivalem a um dólar. Ao sair do edifício de imigração não pude pensar nas coisas absurdas que nós mulheres muçulmanas enfrentamos. Apesar de ser médica, não tinha capacidade mental suficiente para ser tutora de meus filhos, mas um bêbado podia controlar todo o meu destino.

É óbvio que os ensinamentos da minha fé não coincidem com meus direitos básicos e, claro, que não me respeitam como profissional. Por exemplo, sob a lei islâmica Sharia, os homens muçulmanos têm controle absoluto sobre as mulheres da sua família. Um pai pode casar sua filha com qualquer idade e com o homem que quiser, sem o consentimento dela.

O que é mais dramático é que essas histórias que compartilho com os senhores não são eventos isolados. Servem de amostra as trágicas vivências de milhões de mulheres muçulmanas em todo o mundo, inclusive das que vivem aqui na Europa e na América do Norte. Diariamente, se produzem incontáveis casos de violência doméstica nos que a vítima é a mulher muçulmana: estupros, assassinatos por honra que costumam ser ignorados por aqueles que se chamam “progressistas”, que asseguram ser defensores dos direitos humanos.

Muitos desde as instâncias do poder perseguem através dos tribunais os valentes que se atrevem a alçar a voz e mostrar a deprimente realidade da violência exercida contra a mulher muçulmana e a dura realidade em geral da lei Sharia. Muitos proíbem a nossa sociedade de rotular a discriminação do Islã e o maltrato a mulher. Obviamente, somos testemunhas agora, sobretudo na Europa, da gravidade das consequências para aqueles que se atreveram a falar.

Consequentemente, permita-me que lance um desafio aos que se encontrem do lado equivocado da história: como é possível que uma mulher muçulmana crie um filho para pensar de maneira justa quando ela mesma está oprimida? Sem dúvidas, um filho que ao crescer veja que todos tratam sua mãe sem respeito, que está marginalizada e maltratada, o mais seguro é que acabe com uma visão distorcida, assumindo que esse tipo de comportamento é permitido e é o normal, de modo que será capaz de realizar atos de crueldade similares aos que sofreu Lara Logan nas mãos da multidão. Acaso este é um dilema que afeta as relações entre Ocidente e o mundo muçulmano?

Lamentavelmente, os muçulmanos e seus facilitadores seguirão desafiando os que não estão de acordo. Temos que tomar uma decisão. Podemos continuar cedendo ou podemos convencer as pessoas para que se unam a nossa causa se deixamos claro que protegeremos nossas liberdades e patrimônios custe o que custar.

No mês passado no programa de televisão Real Time que é apresentado e dirigido por Bill Maher, comediante americano, ele disse: “o Islã é a única religião que te mata quando não está de acordo com sua doutrina. Eles afirmam: “olhem, somos uma religião de paz… e se não estiver de acordo cortaremos sua cabeça”. Maher previu que haveria poucos que se atreveriam a criticá-los”.

Somos um desses poucos que os criticamos. Aqui estamos com a percepção nítida e a convicção para identificar, denunciar e, oxalá, marginalizar aos inimigos do mundo livre. Estamos aqui para impedir a destruição de nossos valores pelas mãos daqueles que aspiram a nos escravizar sob o duro e intolerável julgo da lei chamada Sharia.

Quando uma mulher que vive governada pela Sharia do Islã emigra a um país livre do Ocidente, pode iniciar um caminho de transformação completa, tal e qual foi o meu caso. Agora que sou livre, não tenho que permitir que nenhuma autoridade política ou religiosa viole meus direitos. Nos Estados Unidos sou uma pessoa igual a todas as demais.

Mas como podemos esperar que o resto das mulheres muçulmanas nas diferentes partes do mundo livre se emancipem quando existem instituições judiciais que ajudam a suprimir sua necessidade urgente de liberdade ao castigar aos que tentam protegê-las, como aconteceu com Lars Hedegaard, Geert Wilders, Elisabeth Sabaditsch-Wolff, Kurt Westergaard, Jesper Langballe, Ezra Levant, Rachel Ehrenfeld, Joe Kaufman e Mark Steyn, entre outros. O Ocidente demonstra indiferença com muita frequência enquanto o Islã rebaixa a sua sociedade. Hoje em dia vivemos tempos difíceis.

A partir de hoje eu não dou de mão beijada o desfrute dos meus direito e, por isso, seguirei lutando para protegê-los, não somente por mim, senão também por todas as mulheres muçulmanas. Como cidadãos do mundo livre, temos que ter a atitude moral para lutar e defender nossa liberdade ao denunciar o abuso totalitário do Islã contra as mulheres.

O inimigo conta com aliados malignos e involuntários. Estamos obrigados a chamar a atenção aos que cedem ante a doutrina opressiva do Islã, a aqueles que nos debilitam e a todos e que causam nosso declive, alguns de forma voluntária e outros sem ter dita intenção. Temos que ser conscientes de que estamos em guerra. Devemos manter com determinação inquebrantável nossa postura como elementos que neutralizam as forças do mal. Não podemos ficar no meio do caminho, deve-se detê-los a cada passo.

Não moderaremos nossas palavras. Utilizaremos o vocabulário apropriado para chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome. Não cessaremos de pressionar até conseguir uma clareza moral, um discurso intelectual aberto com as definições precisas de nossos objetivos frente aos seus.

A partir de agora vamos cunhar uma nova palavra: “verdadeirófobos” para responder a todos aos que nos chamam “islamofóbicos”. Posto que seu medo irracional da verdade é um fator prejudicial para nossa sobrevivência como povos livres.

Não deveríamos ignorar a amarga realidade da doutrina Sharia do Islã. Tão somente alcançaremos uma vitória real se o fazemos com espírito de autêntico desejo de explorar com transparência e com uma busca da verdade livre do medo. Uma cultura que não respeita a metade de sua população não poderá nunca prosperar e crescer. Por isso o fato de que esteja proibido qualquer intento de crítica em relação ao Islã e que a crítica seja susceptível de castigo é algo que os povos que amam a liberdade não podem ignorar e ao que deveriam se opor energicamente.

Durante os anos que vivi na Síria, chorei com frequência porque sofria. Agora sou uma mulher livre e continuo chorando por todas as outras mulheres muçulmanas no mundo. Sonho com um futuro em que as muçulmanas sejam capazes de desfrutar da liberdade. Este é um sonho que deveria ser possível para todo ser humano e é nosso trabalho tentar constantemente este objetivo.

Desafio a qualquer dos responsáveis pelo julgamento contra Lars Hedegaard a que reconsidere as terríveis consequências das absurdas alegações feitas contra ela. Não voltemos a Europa a Idade Média.

Permitamos que prevaleça a liberdade de expressão.

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wafa_al_jazeera2Sobre a Autora: Wafa Sultan é uma ex-muçulmana nascida na Síria e que mora hoje nos E.U.A. Formada em psiquiatria, Wafa Sultan ganhou notoriedade mundial ao aparecer na rede de televisão árabe Al-Jazeera e no YouTube expondo com coragem as barbaridades do mundo islâmico e dizendo que o mundo vive um confronto de civilizações, no qual o Islã representa a barbárie. Wafa Sultan é autora de A God Who Hates (um Deus que odeia), em que expõe a crueldade do Islã com as mulheres. Ela afirma que o ocidente pode ganhar esta luta.