Mariyah, a Escrava Sexual do Santo Profeta

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Texto de Ali Sina (2010). Publicado por Khadija Kafir em 10-08-2015. Link para o original.

A história seguinte é o escandaloso caso de Maomé com Mariyah, a copta que era a criada de uma das esposas do profeta. Maomé dormiu com ela sem a menor cerimônia, o que causou tumulto entre suas mulheres e teve que ser resolvido através da “intervenção divina”. Esta história está registrada em um Hadith autêntico e relatada por Omar.

Ele descreve o motivo para a revelação do Alcorão capítulo 66, verso 4 que diz:

Se vós ambas vos arrependerem de haverem vossos corações pecado, sereis perdoadas. Mas se conspirardes contra ele, sabei que Deus é seu protetor e também Gabriel e os justos dentre os crentes. E os anjos são seu apoio.

Omar explica que essas duas mulheres eram Hafsa e Aisha que se tornaram desrespeitosas ao profeta, causando a ele pesar, até que ele pensasse em se divorciar de todas as suas esposas. Aqui vai a história completa.

Bukhari Volume 3, Livro 43, número 648. Relatou ‘Abdullah bin ‘Abbas:

Eu estava ansioso para perguntar a ‘Umar sobre as duas jovens dentre as esposas do profeta sobre quem Alá disse (no Corão): “se as duas (esposas do profeta Aisha e Hafsa) se arrependerem, pois seus corações estão inclinados (a fazer o que desgosta o profeta) (66.4)”, até que eu fiz a peregrinação do Hajj com ‘Umar (e no caminho de volta) nós nos separamos (para atender a um chamado da natureza) e eu também me separei com ele carregando um copo de água. Quando ele fez suas necessidades e retornou, despejei água em suas mãos e ele fez abluções. Eu disse: ‘Ó chefe dos crentes, quem eram as duas jovens dentre as esposas do profeta sobre quem Alá disse: se as duas se arrependerem (66.4)?’ Ele respondeu: estou espantado com sua pergunta, Ó Ibn ‘Abbas. Elas eram Aisha e Hafsa.’

Então ‘Umar continuou relatando a história e disse:

Eu e um vizinho Ansari de Bani Umaiya bin Zaid que morava em ‘Awali Al-Medina costumávamos visitar o profeta um de cada vez. Ele ia um dia e eu ia no outro. Quando eu ia, eu levava para ele as notícias do que tinha acontecido com relação às instruções e ordens. Quando ele ia, ele costumava fazer o mesmo para mim. Nós, o povo de Quraish, costumávamos ter autoridade sobre as mulheres, mas quando começamos a viver com os Ansari, percebemos que elas tinham autonomia em relação aos maridos, então nossas mulheres começaram a adquirir os hábitos das mulheres Ansari. Uma vez eu gritei com minha mulher e ela me pagou na mesma moeda e eu detestei que ela gritasse comigo. Ela disse: ‘por que acha ruim essa represália? Por Alá, as esposas do profeta fazem o mesmo com ele, e algumas delas podem não falar com ele durante todo o dia até a noite’. O que ela disse me assustou e eu disse a ela: ‘quem quer que faça uma coisa dessa, será uma grande perdedora’. Daí eu me vesti, me dirigi a Hafsa e a indaguei: ‘Alguma de vocês deixa o apóstolo zangado durante o dia todo até a noite?’ ela replicou em afirmativa. Eu disse: ‘ela é uma pessoa arruinada (e nunca vai ter sucesso)! Ela não teme que Alá se zangue pela raiva do profeta e assim ela seja arruinada? Não faça muitas perguntas ao apóstolo de Alá, não faça revanches contra ele em caso algum e não o abandone. Peça de mim o que quiser e não seja tentada a imitar sua companheira (Aisha), pois ela é mais bonita que você e mais amada pelo apóstolo de Alá.

Naqueles dias, ouviam-se rumores que Ghassan (uma tribo que Morava em Sham) estava se preparando para nos invadir. Meu companheiro foi ao profeta, no dia de sua vez e retornou à noite. Bateu em minha porta violentamente, perguntando se eu estava dormindo. Eu estava assustado (pelo som forte da batida na porta) e saí para atendê-lo. Ele disse que uma grande coisa tinha acontecido. Eu perguntei: ‘O que é? Os Ghassan vieram?’ Ele replicou que era pior e mais sério do que isso e acrescentou que o profeta tinha se divorciado de todas as suas esposas. Eu disse: ‘Hafsa é uma perdedora arruinada! Eu sabia que isso iria acontecer algum dia.’ Então eu me vesti e ofereci a oração Fajr com o profeta. Daí o profeta entrou no andar superior e ficou sozinho. Eu me dirigi até Hafsa e a encontrei chorando. Perguntei a ela: ‘Por que está chorando? Eu não avisei? O apóstolo de Alá se divorciou de vocês todas?’ Ela replicou: ‘eu não sei. Ele está lá no piso superior.’ Eu então saí e fui até o púlpito e encontrei um grupo de pessoas em volta dele e alguns deles estavam chorando.

Eu então sentei com eles por algum tempo, mas eu não podia suportar a situação. Dirigi-me ao pavimento superior onde o apóstolo de Alá estava e pedi a um escravo negro que ele tinha: “você pode pedir a permissão do apóstolo de Alá para que ‘Umar entre? O escravo entrou, falou com o profeta sobre isso e saiu dizendo: ‘mencionei seu nome para ele, mas ele não respondeu nada’. Então eu voltei e fiquei com as pessoas sentadas no púlpito, mas não podia suportar a situação. Então eu fui ao escravo de novo e disse: você pode conseguir a permissão para ‘Umar?’ Ele entrou e trouxe a mesma réplica de antes. Quando eu estava saindo, o escravo me chamou dizendo: ‘O apóstolo de Alá lhe concedeu a permissão.’ Daí eu entrei e o vi deitado em um colchão e o colchão havia deixado marcas no corpo do profeta, e ele estava inclinado em um travesseiro de couro recheado com folhas de palmas. Eu o cumprimentei e disse: “você se divorciou de suas esposas?” Ele levantou os olhos para mim e replicou negativamente. E daí, enquanto eu ainda estava de pé, eu disse conversando: “você vai guardar o que eu disse, Ó apóstolo de Alá! Nós, o povo de Quraish, costumávamos ter autoridade sobre as mulheres (esposas), e quando nós viemos ao povo cujas mulheres exerciam autoridade sobre ele…

 ‘Umar contou toda a história (sobre sua esposa). “A este respeito, o profeta riu. “Umar além disso disse: Fui a Hafsa e disse a ela: Não seja tentada a imitar sua companheira (Aisha) pois ela é mais bonita e mais amada pelo profeta.” O profeta sorriu de novo. Quando eu o vi sorrir, eu me sentei e dei uma olhada no quarto, e, por Alá, não vi nada de importante só três pedaços de couro. Eu disse (ao apóstolo de Alá): “Invoque a Alá para fazer seus seguidores prósperos, pois os persas e os bizantinos têm sido prósperos e a eles foram dados bens materiais embora eles não cultuem Alá’. O profeta estava deitado até aí (e ao ouvir minha fala pôs-se de pé) e disse: ‘Ó Ibn Al-Khattab! Você tem alguma dúvida de que o além seja melhor que este mundo? A essa gente tem sido dado dos bens desse mundo, somente.’ Eu pedi ao profeta: ‘Por favor, peça perdão a Alá por mim. O profeta não tinha se encontrado com suas esposas por causa do segredo que Hafsa tinha divulgado a Aisha, e ele disse que ele não ia se encontrar com suas esposas por um mês, por estar zangado com elas quando Alá o admoestou (pelos votos de não tocar Mariyah). Quando 29 dias se passaram, o profeta primeiro se encontrou com Aisha. Ela disse a ele: ‘Você fez votos de não se encontrar conosco por um mês e hoje apenas 29 dias se passaram, pois eu os tenho contado dia após dia’. O profeta disse: ‘o mês também é de 29 dias’. Aquele mês era de 29 dias. Aisha disse: ‘Quando a divina revelação da escolha foi revelada, o profeta começou a falar primeiro comigo, dizendo: falo algo, mas você não precisa se apressar em responder até que possa consultar seus pais’. Aisha sabia que seus pais não a aconselhariam a se separar do profeta. O profeta disse que Alá disse:

– Ó Profeta! Diga para as suas esposas que se elas quiserem a vida deste mundo e seu brilho… então venham! Farei uma provisão para vocês e as libertarei de uma bela maneira. Mas se vocês buscarem a Alá e a seu mensageiro, e a casa do além, então verdadeiramente, Alá preparou para os benfeitores entre vocês uma grande recompensa (33.28). Aisha disse: ‘Irei consultar meus pais sobre isso? Realmente prefiro a casa do além’. Depois disso o profeta deu a escolha às outras esposas e elas deram a mesma réplica de Aisha.

 Este Hadith também é relatado em Muslim 9.3511, e Bukhari 3.43.648; 7.62.119

Ele é significante na medida em que traz dois pontos históricos importantes. Primeiro ele revela pelas palavras de Omar que “as mulheres Ansari tinham autoridade sobre seus homens”. Mesmo se nós considerarmos isso como um exagero, fica claro que as mulheres em Medina tinham mais direitos e autoridade que suas semelhantes. Meca, a casa da tribo Quraish, de onde Omar e Maomé vieram, era um eixo religioso. Pessoas que moram em cidades religiosas são mais intolerantes do que aquelas que vivem em outras cidades. A religião tem sempre desempenhado um papel importante na subordinação da mulher e na privação de seus direitos. Então é natural que as mulheres em Meca fossem mais subjugadas do que aquelas que viviam em outras partes da Arábia e especialmente em Medina, que era uma cidade mais cosmopolita tendo civilizações como a dos Judeus e cristãos como habitantes. As esposas de Omar e de Maomé gostaram dessa atmosfera de emancipação e queriam exercitar sua relativa liberdade. Isto não assentou bem com os dois homens misóginos de Meca: Omar e Maomé. E como esse Hadith demonstra, eles ficaram alarmados com a liberdade recém descoberta de suas esposas.

A outra importância deste Hadith está no fato de que ele prova que as mulheres antes do Islam tinham muito mais liberdade, que foi tirada delas por Maomé e seus misóginos sucessores. Fica claro também que o deplorável status das mulheres no Islam não é uma sentença divina, mas um grande reflexo de como as mulheres eram tratadas em Meca 1400 anos atrás.

O fato de que haja tanta ênfase no Alcorão e nos Hadith sobre a importância das mulheres serem obedientes a seus maridos é realmente um indicador do próprio desejo de Maomé de controlar suas jovens e rebeldes esposas.

Este hadith é tal que ele revela ainda outro escândalo sexual do profeta.

Um dia Maomé vai até a casa de sua esposa Hafsa, filha de Omar e acha sua criada atraente. Ele decide se livrar de Hafsa de maneira que pudesse estar só com Mariyah. Ele conta uma mentira para ela dizendo que seu pai a estava chamando. Quando Hafsa sai, Maomé leva Mariyah para a cama e faz sexo com ela. Resistir seria impensável. Ela era uma escrava longe da família e Maomé era a lei naquela cidade. Então tecnicamente Maomé estuprou Mariyah.

Enquanto isso, Hafsa, que tinha descoberto que seu pai não procurava por ela e não estava esperando que ela voltasse mais cedo do que o esperado, para seu pesar, encontra seu ilustre marido na cama com sua criada.

Ela fica histérica e, esquecendo a posição de Maomé, grita e causa um escândalo. O profeta implora que ela se acalme e promete não dormir com Mariyah de novo. Ele também pede que ela não divulgue o segredo a ninguém mais.

Todavia, Hafsa que era incapaz de se controlar, conta tudo para sua amiga Aisha e as duas adolescentes se engajam com as outras esposas e causam para a “graça de Deus na terra” muita agonia. A “Graça de Alá” decide punir todas as suas esposas e declara que não irá dormir com nenhuma delas por um mês. Este é o segundo nível de castigo recomendado no Alcorão. O primeiro nível é a advertência e o terceiro é a punição corporal (sura 4, 34).

Quando um homem decide punir sua esposa com a privação sexual, ele pode se satisfazer com as outras esposas. Mas a raiva de Maomé o fez fazer um voto de não dormir com nenhuma delas por um mês. Claro que isso teria sido muito duro para o amado mensageiro de Deus (a paz esteja com sua alma imaculada). Deus em sua misericórdia veio ao socorro de seu profeta e revelou a surata Tahrim (As proibições). Nesta surata, Alá repreende o profeta por ser tão duro consigo mesmo e por se privar do que realmente gosta, que foi feito “lícito” para ele, só para agradar as esposas.

1- Ó profeta, por que proíbes o que Deus te permitiu só para agradar a tuas mulheres? Deus é perdoador e misericordioso.

2- Deus absolveu-vos de tais juramentos, pois é vosso protetor. E ele é conhecedor e sábio.

3-Quando o profeta confiou um segredo a uma de suas esposas e ela o confiou à outra, Deus informou o profeta. E ele relatou à indiscreta parte do segredo e silenciou sobre a outra parte. E ela perguntou-lhe: “Quem to revelou?” Respondeu: “O Onisciente, O Instruído.”

4- Se ambas vos arrependerdes de haverem vossos corações pecado, sereis perdoadas. Mas se conspirardes contra ele, sabei que Deus é seu protetor e também Gabriel e os justos dentre os crentes. E os anjos são o seu apoio.

5- Se ele vos repudiar, talvez seu Senhor envie esposas melhores que vós, submissas a Deus, e crentes, e obedientes, penitentes, devotas, inclinadas ao jejum, casadas ou virgens. (surata 66, 1-5 Tradução Mansour Challita)

 Embora Maomé houvesse dado sua palavra a Hafsam que não faria sexo com sua criada, ele não pôde resistir à tentação. Ele tinha provado a doçura de seu fruto proibido e queria ter seu bocado. Isto se tornou mais urgente uma vez que ele tinha feito o voto de não dormir com todas as suas esposas. Como é que a “Melhor das criaturas” ficaria sem sexo por um mês?

Era uma situação difícil e ninguém a não ser Alá poderia ajudá-lo. Bem, nada é impossível quando se tem Alá como carta na manga. Deixe tudo nas mãos de seu amigo “todo poderoso” e deixe-o cuidar de tudo.

Foi exatamente o que aconteceu. O próprio Alá interveio e deu ao profeta o sinal verde para seguir o seu coração. Na surata Tahrim (As proibições) Alá concede a licença a seu amado profeta de se atirar em Mariyah e não prestar atenção às suas esposas. O que mais um profeta podia pedir? Alá estava tão preocupado com os prazeres carnais de Maomé que até mesmo permitiu que TODOS OS HOMENS quebrassem seus votos como “uma recompensa”. Alhamdulillah (graças a Deus)! Subhanallah (Deus é glorioso)! Alá não é o máximo?

Também é digno de menção que Maomé, quando veio a saber que Hafsa tinha revelado seu segredo para Aisha, mentiu de novo e disse que foi Alá quem informou a ele (verso 3) quando na verdade fora Aisha quem disse a ele. Mas claro que Maomé não é autor do Alcorão. É o próprio Alá quem está mentindo para o profeta.

Nesta surata, Maomé transforma o criador do universo em um cafetão, fofoqueiro, e mentiroso – tudo para cobrir sua própria depravação e adultério.

Em reação aos versos acima, Aisha, que não era apenas jovem e bonitinha, mas também esperta, aparece nos Hadith comentando a Maomé: “Seu Deus realmente se apressa em atendê-lo”.

A história acima deve ter sido embaraçosa para os seguidores de Maomé até mesmo quando eles devoravam sem pensar tudo que ele lhes dizia. Para dissimular sua lascívia, eles fizeram outros Hadiths explicando aqueles versos do Alcorão que já tinham sido explicados a Omar.

Muslim 9:3496

Aisha (R) narrou que o apóstolo de Alá (S) costumava passar o tempo com Zainab, filha de Jahsh e beber mel em sua casa. Aisha mais tarde disse: “Eu e Hafsa concordamos que a primeira que o apóstolo de Alá visitasse deveria dizer ‘percebo que você tem odor de Maghafir (goma de mimosa)’. Ele (o santo profeta) visitou uma delas e ela disse a ele o combinado. Ele respondeu: ‘bebi um pouco de mel na casa de Zainab bint Jabsh e eu nunca farei isso de novo’. É sobre isso de que fala o verso revelado: “por que proíbes o que Deus te permitiu? (…)” Se ambas (Aisha e Hafsa) se voltarem a Alá (…) “E quando o Santo profeta confidenciou algo a uma de suas mulheres.” Isto se refere ao que ele disse: ‘Mas bebi um pouco de mel’.

A existência do texto acima e sua diferença daquele narrado por Omar revela que os muçulmanos são inclinados a mentir (do mesmo jeito que hoje), para salvar a imagem do profeta da desonra. Seria tolice aceitar a historia sobre beber mel a fim de justificar a revelação da surata Tahrim. O mel não cheira mal. Mas acima de tudo é inconcebível que um incidente trivial como beber mel iria provocar uma perturbação na casa de Maomé ao ponto de ele querer se divorciar de todas as suas mulheres ou puni-las por um mês recusando-se a dormir com elas. Poderia um incidente como esse de beber mel precisar a intervenção divina com uma advertência às esposas de Maomé que ele se divorciaria delas e daria a ele novas e melhores esposas? Esta explicação é absurda a menos que a palavra mel seja um codinome para o que Maomé bebeu de entre as pernas de Mariyah.

Muitos muçulmanos reivindicam que a versão correta é aquela do mel. Isto é conversa fiada. Bukhari e Muslim explicam melhor ao falar de sexo. Além do mais é a única explicação lógica para o contexto da surata Tharim. De acordo com o especialista muçulmano Asif Iftikharum hadith pode ser considerado guia religioso somente se a base para aquele hadith existe no Alcorão ou na Sunna ou em princípios já estabelecidos”. O Alcorão permite que se faça sexo com aqueles “que a mão direita possui”, diga-se escravos (surata 4: 24) e era hábito de Maomé fazer sexo com mulheres cativas. O texto da surata também deixa bem claro que se trata de sexo, e não beber mel, que seria uma explicação tola. Asif Iftikhar escreve: “Imam Ibni Ali Jauzee relatou que se alguém vir um Hadith contra os ditames do senso comum ou contrário a uma regra universal, deve considerar como fabricação”.

 A história do mel é ridícula e não faz sentido. Este Hadith foi forjado porque obviamente até mesmo naqueles dias longínquos os muçulmanos já se sentiam embaraçados com as ações de seu profeta. No entanto, a história sobre o Maomé mentir para Hafsa a fim de se livrar dela de modo que pudesse fazer sexo com Mariyah faz sentido. Está de acordo com o Alcorão e em conformidade com a depravação da conduta de Maomé. Não era incomum que Maomé solicitasse sexo das mulheres que ele achava atraente.

Esta história é também relatada por Ibn Sa’d in Tabaqat

Waqidi informou que Abu Bakr narrou que o mensageiro de Alá (S) fez sexo com Mariyah na casa de Hafsah. Quando o mensageiro saiu da casa, Hafsa estava sentada perto do portão (atrás de uma porta trancada). Ela disse ao profeta: Ó Mensageiro de Alá, você faz isso na minha casa e durante minha vez? O mensageiro disse: “Controle-se e deixe-me ir, porque torno-a ilícita a mim. Hafsa disse: Não aceito, a menos que jure a mim. Sua santidade disse: “Por Alá, não a tocarei de novo. Qasim ibn Muhammad disse que a promessa do profeta que proibia Mariyyah para si mesmo é inválida – não é uma violação. [Tabaqat v. 8 p. 223 Publicação Entesharat-e Farhang va Andisheh Teerã 1382 solar  h ( 2003) Tradutor Dr. Mohammad Mahdavi Damghani]

Qasim ibn Muhammad é claro tenta justificar a quebra da promessa: se ela não tinha validade, por que foi feita? E se tinha, porque foi quebrada?

Minha cópia do Alcorão contém o seguinte tafseer lado a lado com a surata Tahrim.

Sabe-se que o profeta tinha dividido seus dias entre suas esposas. E quando era a vez de Hafsa ele a incumbiu de ir a casa do pai Omar Khattab. Ela obedeceu a ordem e saiu, então o profeta chamou a escrava copta – que teve um filho dele chamado Ibraim, e que fora um presente do rei Najashi – e teve relações sexuais com ela. Quando Hafsa voltou, encontrou a porta trancada. Então ela sentou ante a porta fechada até que o profeta terminasse a coisa e saísse com a satisfação (?) estampada no rosto. Quando Hafsa o encontrou naquela condição, ela o reprimiu dizendo que ele não havia respeitado sua honra, havia usado a visita ao pai como desculpa para fazer sexo com a escrava. E nesse dia que era a vez dela ele havia feito sexo com outrem. O profeta disse que se calasse pois daquele dia em diante ela seria proibida a ele. Mas Hafsa não se calou, e quando o profeta saiu da casa dela, ela bate á porta de Aisha e contou tudo a ela, inclusive o fato de o profeta ter dito que faria o contato com Mariyah ilícito a si próprio. .[Publicado por Entesharat-e Elmiyyeh Eslami  Tehran 1377 lunar H. Tafseer e tradução ao Farsi por Mohammad Kazem Mo’refi]

Mariyah era uma jovem copta branca e muito bonita. Ela gerou Ibraim de Maomé. Eu tenho minhas dúvidas sobre se Ibraim ser mesmo filho de dele. De acordo com minhas pesquisas, Maomé, durante os últimos anos de sua vida, sofria de acromegalia. Um efeito dessa doença degenerativa é a impotência. Ele tinha disfunção erétil. Nota-se que Maomé teve seis filhos com khadijah, que já tinha 40 anos de idade quando ele casou com ela, mas não teve nenhum filho com as mais de 20 mulheres jovens com quem fez sexo os últimos dez anos de sua vida. Há hadiths que mostram que ele na verdade não tinha intercurso com suas esposas, mas as acariciava, e frequentemente ia de mulher em mulher, tocando-as e brincando com elas, mas não tendo o intercurso. Para mais detalhes sobre a vida sexual de Maomé veja meu livro PARA ENTENDER MAOMÉ (tradução em progresso).

Outro hadith diz que o profeta costumava imaginar que tinha feito sexo quando na realidade não tinha.

Bukhari Vol. 7: 71: 660: Relatou Aisha: A mágica funcionava no apóstolo de Alá de maneira que ele pensava que tinha tido relações sexuais com suas esposas quando na verdade não teve.

Aisha também disse: ninguém de vós possui o autocontrole do profeta, pois ele podia acariciar as esposas e não fazer sexo. A jovem e inexperiente garota não percebia que seu ilustre marido não estava se controlando; simplesmente ele era impotente. Cialis e Viagra ainda não tinham sido inventados.

Contudo, há um defeito na minha teoria. Se Maomé era impotente como ele pôde ter gerado Ibrahim? Eu suspeito que a criança podia ser de outra pessoa, mas não tinha evidência para provar. Finalmente conseguir a evidência. O mesmo Tabaqat, quando fala de Mariyah diz que havia um homem copta em Medina (a pessoa que a acompanhava do Egito até Medina) que costumava visitar Mariyah e rumores circulavam de que ele fosse seu amante.

Depois da rixa com suas esposas, Maomé realocou Mariyah para um jardim ao Norte de Medina. Lá ele podia visita-la sem ser abordados por suas esposas. Esta situação providenciou ampla oportunidade para o amante de Mariyah esgueirar em sua casa sem ser notado. Mas alguém deve tê-lo visto entrando e os rumores alcançaram Maomé, que enviou Ali para matar o homem copta. A história diz que aquele homem se expôs e Ali, depois de ver que ele era eunuco, poupou sua vida.

Aparentemente, isto era um álibi conveniente para silenciar a multidão. Aisha também foi acusada de ter tido um caso com Safwan, um jovem que vivia em Medina. Posteriormente, ela alegou que Safwan era eunuco. Este caso causou um grande escândalo que vexou Maomé por mais de um mês até que Alá tivesse que intervir a favor de Aisha. Então como ninguém verificara que Safwan era um eunuco?

Esta história é claramente forjada. Como esse homem copta podia saber que Ali queria matá-lo para que ele mostrasse seus órgãos genitais? Ibn As’d, o autor de Tabaqat diz, que ele viu Ali com uma espada na mão e subiu em uma árvore com medo e de lá expôs suas partes privadas. Nenhuma palavra é trocada. O homem simplesmente sabia o motivo pelo qual iria ser morto. Isto não soa como uma história real. Por que um mensageiro de Deus iria querer matar um homem inocente e como esse homem sabe que Ali quer matá-lo. Parece que esse homem tinha uma melhor compreensão do além do que o profeta de Alá.

Bukhari 2.018.153 Diz que: o sol se eclipsou durante a vida de Maomé no dia em que seu filho Ibrahim morreu. Então as pessoas disseram que o sol tinha se eclipsado por causa de sua morte. O apóstolo de Alá disse: o sol e a lua não têm eclipse por causa da morte ou da vida de alguém. Quando virem um eclipse, rezem e invoquem Alá.

Bukhari 2.018.154 acrescenta:

Quando o sol se eclipsou, ele (Maomé) guiou as pessoas em oração,… foi aí que o sol (depois do eclipse) aparecera. Ele fez o sermão (Khutba) e depois de glorificar a Alá ele disse: ‘o sol e a lua são dois sinais de Alá; eles não entram em eclipse pela morte ou nascimento de ninguém. Então quando virem o eclipse lembrem de Alá e façam as orações. O profeta aí falou: ‘Ó seguidores de Maomé! Por Alá! Não há ninguém com mais ghaira (respeito próprio, honra) do que Alá, posto que ele tem proibido a seus escravos, machos ou fêmeas, de cometerem adultério. Ó seguidores de Maomé! Por Alá! Se soubessem o que sei, ririam pouco e chorariam muito’.

Ghaira (honra) é o nome exato da coisa pela qual os muçulmanos cometem assassinatos. Se alguém cobiça a esposa ou a filha de um muçulmano, sua ghaira é ferida. Se ele não reagir, mostra que ele tem pouca ghaira. Quanto maior a ghaira, mais violenta será a sua reação.

A discussão sobre o adultério nesta ocasião é bem revelador. Por que Maomé falaria sobre adultério, sobretudo após o que aconteceu com seu suposto filho? Não é difícil imaginar que ele estava pensando nisso e talvez soubesse que Ibrahim não era seu filho. Neste sermão, Maomé fala sobre Alá ter muita ghaira e aí fala sobre a proibição do adultério. Ele conclui dizendo que conhece coisas tristes que outros desconhecem. Bem, levou cerca de 1400 anos, mas creio que eu finalmente descobri essas “coisas tristes”.

Outro ponto para se ter em mente é que apesar do fato de Mariyah ter sido a única das mulheres que gerara um filho para ele, ele não casou com ela. Por que ele não casaria com a mãe de seu filho único?

Bukhari 2.018.161 em outra versão deste Hadith diz: ‘Relatou ‘Abdullah bin Abbas:

O profeta daí falou: ‘O sol e a lua são dois sinais de Alá. Eles não têm eclipse por causa da morte nem por causa do nascimento de alguém. Quando alguém vir um eclipse, deve lembrar-se de Alá’. As pessoas disseram: ‘Ó apóstolo de Alá! Nós o vimos tirar algo do lugar e depois o vimos recuando’. O profeta replicou: ‘Eu vi o paraíso e estirei a mão para pegar um cacho de frutas, e tivesse eu pego, vós comeríeis dele até o fim dos tempos. Eu também vi o fogo do inferno e nunca tinha tido uma visão tão terrível. Eu vi que a maioria de seus habitantes eram mulheres’. As pessoas perguntaram: ‘Ó apóstolo de Alá! Por que isso?’ O profeta replicou: ‘por causa de sua ingratidão’. Foi perguntado se elas não eram gratas a Alá. O profeta disse: ‘elas foram ingratas a seus companheiros de vida (maridos) e ingratas quanto às boas obras. Se tu fores benevolente a uma delas toda a vida e se ela enxergar qualquer coisa de desagradável em ti, ela irá dizer: nunca tive nada de bom que viesse de ti’.

 No funeral de seu único filho Maomé não fala sobre ele. O homem que disse que era injustiça atribuir a Deus as filhas mulheres quando os homens podiam ter filhos varões foi o mesmo homem que perdeu um filho homem. E no dia da morte dele escolhe falar sobre adultério e a punição que aguarda as mulheres que eram ingratas a seus maridos. Isto é muito revelador.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

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