Os direitos humanos e o islã

O presente texto foi extraído do livro Why I am not a Muslim (capítulo 7), de Ibn Warraq.

Tradução e adaptação: Khadija Kafir (16-08-2015).

Olhemos para a Declaração de Direitos Humanos de 1948 e comparemos com a lei islâmica e sua doutrina.

Artigo 1°

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Comentário do Art 1° Mulheres são inferiores sob a lei islâmica, seu testemunho em um tribunal vale a metade do que vale o de um homem, suas liberdades são reduzidas, elas não podem se casar com homens não muçulmanos.

 Artigo 2° Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.

Comentário do Art 2° Os não muçulmanos que vivem em países islâmicos têm status inferior sob a lei islâmica e não podem testemunhar contra um muçulmano. Na Arábia Saudita, seguindo uma tradição de Maomé que disse: “duas religiões não podem coexistir no país da Arábia”, os não muçulmanos estão proibidos de praticar sua religião, construir igrejas, possuir Bíblias, etc.

Artigo 3° Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Comentário do Art° 3. Os descrentes – ateus (certamente a minoria mais negligenciada na história) não têm “direito de viver” em países muçulmanos. Eles devem ser mortos. Os doutores da lei geralmente dividem os pecados em grandes e pequenos. Dos dezessete pecados mais graves, a descrença é o maior, mais grave que assassinato, roubo, adultério, etc.

Artigo 4° Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Comentário do Art° 4- A escravidão é reconhecida no Alcorão. Os muçulmanos podem coabitar com qualquer “cativa” (sura 4.3); a eles é permitido possuir mulheres casadas se elas forem escravas (sura 4.28). Esta posição indefesa dos escravos em relação a seus mestres ilustra a posição indefesa dos deuses falsos da Arábia na presença de seu Criador (sura 16.77).

Artigo 5° Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Comentário do Art°- Temos visto quais punições estão reservadas aos transgressores da Sagrada Lei: amputações, crucificação, apedrejamento até a morte e flagelação. Suponho que um muçulmano irá argumentar que esses castigos são sanções divinas que não podem ser julgadas por critérios humanos. Pelos padrões morais humanos, elas são desumanas.

Artigo 6° Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Comentário do Art° 6- A noção geral de que uma pessoa possa fazer escolhas e possa ser imputada moralmente não existe no islã, bem como toda a noção de direitos humanos.

Os artigos 7, 8, 9, 10 e 11 lidam com o direito a julgamento justo, que qualquer pessoa acusada de crime tem (por exemplo, artigo 9°: ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado).

Comentário 1- Como Schacht tem mostrado, sob a Sharia, a consideração da boa fé, justiça e verdade desempenham um papel subordinado. A ideia de culpa criminal é ausente.

Comentário 2- A vingança por um assassinato está oficialmente sancionada, embora uma recompensa em dinheiro também seja possível

Comentário 3- O procedimento sob o Islã dificilmente pode ser julgado imparcial ou justo, pois em matéria de testemunho, o islã revela todo tipo de injustiça. Um não muçulmano não pode testemunhar contra um muçulmano. Por exemplo, um muçulmano pode roubar um não muçulmano em sua casa com impunidade se não houver testemunhas exceto a própria vítima.

As evidências dadas por uma mulher muçulmana são admitidas em circunstâncias muito excepcionais e somente se vier do dobro do número de homens necessários.

O artigo 16 lida com os direitos de casamento dos homens e das mulheres.

Artigo 16° A partir da idade Núbia, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.

2.O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.

3.A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.

Comentário- Como veremos em nosso capítulo sobre as mulheres, sob a lei islâmica elas não têm direitos iguais: elas não são livres para casar com quem elas quiserem, os direitos ao divorcio não são iguais.

Artigo 18°   Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Comentário. É bem claro que, sob a lei islâmica, as pessoas não têm direito a mudar de religião se nascem em uma família muçulmana. Aplicando dois pesos e duas medidas, os muçulmanos ficam bem felizes quando os outros aceitam se converter a sua religião, mas um muçulmano não pode se converter a outra – isto seria apostasia, punida com a morte.

Aqui está como o grande comentarista Baydawi enxerga a matéria: “quem quer que se volte contra suas crenças, aberta ou secretamente, pegue-o e mate-o onde quer que o ache. Não aceite intercessão em seu favor”.

Estatísticas das conversões ao cristianismo, sendo assim apostasias, são difíceis de estabelecer por razões óbvias. Há, contudo, o mito de que é impossível converter fazer um muçulmano deixar sua religião. Ao contrário, temos sim evidência suficiente de que milhares de muçulmanos trocam o Islã pelo Cristianismo, sendo que os casos mais espetaculares, entre outros, são os dos príncipes marroquinos e tunisianos no século dezessete e do monge Constantino o africano. O conde Rudt-Collenberg encontrou evidência na casa dei Catecumeni em Roma sobre a 1,087 conversões entre 1614 e 1798. De acordo com A.T. Willis e outros, entre dois e três milhões de muçulmanos se converteram ao Cristianismo depois do massacre dos comunistas na Indonésia em 1965, descritas no capítulo 5.

Somente na França, nos anos 90, duas ou três centenas de pessoas se convertem ao Cristianismo cada ano. De acordo com Ann E. Mayer, no Egito as conversões tem “ocorrido com uma frequência que irrita os clérigos muçulmanos e para que se mobilizasse a opinião dos muçulmanos conservadores com propostas de decretar uma lei impondo a pena de morte por apostasia”. Ms. Mayer aponta que no passado, muitas mulheres tem sido tentadas a se converter ao islã para melhorar sua situação.

Aqueles que se convertem ao Cristianismo e escolhem ficar em um país muçulmano o fazem sob grande risco pessoal. Os convertidos têm a maioria de seus direitos negados, documentos de identidade são frequentemente recusados, então ele tem dificuldades para deixar o país; seu casamento é declarado nulo e vazio, seus filhos são tomados dele para serem educados como muçulmanos, e seu direito a herança é confiscado. Frequentemente a família tomará conta do caso e assassinará o apóstata. A família, é claro, não é punida.

Artigo 19° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Comentário- Os direitos consagrados nos artigos 18 e 19 tem sido constantemente violado no Irã, Paquistão, Arábia saudita. Em todos esses três países, os direitos dos Bahais, Ahmadi, e minorias xiitas, respectivamente, tem sido negados. Todos esses três países justificam suas ações pela Sharia. Os cristãos nesses países são frequentemente presos sob as acusações de blasfêmia e seus direitos negados. A anistia Internacional descreve o cenário na Arábia Saudita:

Centenas de Cristãos, incluindo mulheres e crianças, têm sido presos nesses últimos três anos, a maioria sem julgamento, somente pelas suas pacíficas expressões de crenças religiosas. A posse de objetos não islâmicos – incluindo Bíblias, rosários, cruzes e quadros de Jesus Cristo – está proibida e tais itens podem ser confiscados. De maneira semelhante, os muçulmanos que são xiitas tem sido perturbados, presos, torturados e em alguns casos, decapitados. Por exemplo, em setembro de 1992 saiq Abdul Karim Malallah foi publicamente decapitado em al-Qatif depois de apostasia convicta e blasfêmia. Sadiq, um muçulmano xiita, foi acusado de atirar pedras em uma estação de polícia, em seguida acusado de contrabandear uma Bíblia para dentro do país. Ele foi mantido em uma solitária onde foi torturado.

A blasfêmia contra Deus e o profeta é punível com a morte sob a lei islâmica. Nos tempos modernos, a lei da blasfêmia tem se tornado uma ferramenta para os governos muçulmanos silenciarem a oposição, ou, como vimos antes, procurar e punir a “heresia”.

O artigo 26° lida com o direito a educação.

Comentário. Outra vez, cabe dizer que certas áreas acadêmicas são negadas às mulheres.

Fica claro que os militantes islâmicos são bem conscientes da incompatibilidade do Islã e a Declaração dos Direitos Humanos, pois tais militantes se encontraram em Paris, em 1981, para fazerem uma Declaração Islâmica dos Direitos Humanos e que retirou todas as liberdades que contradiziam a sharia. Ainda mais preocupante é o fato de que sob pressão de países muçulmanos em 1981, a Declaração das Nações Unidas sobre a eliminação da discriminação religiosa foi revisada e, consequentemente, alteraram a expressão “direito de mudar” de religião por simplesmente “ter uma religião”.

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Sobre o autor: Ibn Warraq é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido na Índia e criado no Paquistão e na Inglaterra. Famoso pelas suas críticas ao Alcorão e às sociedades islâmicas, Warraq também é fundador do Institute for the Secularisation of Islamic Society (ISIS) que é um instituto que promove a secularização dessas sociedades.

Mariyah, a Escrava Sexual do Santo Profeta

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Texto de Ali Sina (2010). Publicado por Khadija Kafir em 10-08-2015. Link para o original.

A história seguinte é o escandaloso caso de Maomé com Mariyah, a copta que era a criada de uma das esposas do profeta. Maomé dormiu com ela sem a menor cerimônia, o que causou tumulto entre suas mulheres e teve que ser resolvido através da “intervenção divina”. Esta história está registrada em um Hadith autêntico e relatada por Omar.

Ele descreve o motivo para a revelação do Alcorão capítulo 66, verso 4 que diz:

Se vós ambas vos arrependerem de haverem vossos corações pecado, sereis perdoadas. Mas se conspirardes contra ele, sabei que Deus é seu protetor e também Gabriel e os justos dentre os crentes. E os anjos são seu apoio.

Omar explica que essas duas mulheres eram Hafsa e Aisha que se tornaram desrespeitosas ao profeta, causando a ele pesar, até que ele pensasse em se divorciar de todas as suas esposas. Aqui vai a história completa.

Bukhari Volume 3, Livro 43, número 648. Relatou ‘Abdullah bin ‘Abbas:

Eu estava ansioso para perguntar a ‘Umar sobre as duas jovens dentre as esposas do profeta sobre quem Alá disse (no Corão): “se as duas (esposas do profeta Aisha e Hafsa) se arrependerem, pois seus corações estão inclinados (a fazer o que desgosta o profeta) (66.4)”, até que eu fiz a peregrinação do Hajj com ‘Umar (e no caminho de volta) nós nos separamos (para atender a um chamado da natureza) e eu também me separei com ele carregando um copo de água. Quando ele fez suas necessidades e retornou, despejei água em suas mãos e ele fez abluções. Eu disse: ‘Ó chefe dos crentes, quem eram as duas jovens dentre as esposas do profeta sobre quem Alá disse: se as duas se arrependerem (66.4)?’ Ele respondeu: estou espantado com sua pergunta, Ó Ibn ‘Abbas. Elas eram Aisha e Hafsa.’

Então ‘Umar continuou relatando a história e disse:

Eu e um vizinho Ansari de Bani Umaiya bin Zaid que morava em ‘Awali Al-Medina costumávamos visitar o profeta um de cada vez. Ele ia um dia e eu ia no outro. Quando eu ia, eu levava para ele as notícias do que tinha acontecido com relação às instruções e ordens. Quando ele ia, ele costumava fazer o mesmo para mim. Nós, o povo de Quraish, costumávamos ter autoridade sobre as mulheres, mas quando começamos a viver com os Ansari, percebemos que elas tinham autonomia em relação aos maridos, então nossas mulheres começaram a adquirir os hábitos das mulheres Ansari. Uma vez eu gritei com minha mulher e ela me pagou na mesma moeda e eu detestei que ela gritasse comigo. Ela disse: ‘por que acha ruim essa represália? Por Alá, as esposas do profeta fazem o mesmo com ele, e algumas delas podem não falar com ele durante todo o dia até a noite’. O que ela disse me assustou e eu disse a ela: ‘quem quer que faça uma coisa dessa, será uma grande perdedora’. Daí eu me vesti, me dirigi a Hafsa e a indaguei: ‘Alguma de vocês deixa o apóstolo zangado durante o dia todo até a noite?’ ela replicou em afirmativa. Eu disse: ‘ela é uma pessoa arruinada (e nunca vai ter sucesso)! Ela não teme que Alá se zangue pela raiva do profeta e assim ela seja arruinada? Não faça muitas perguntas ao apóstolo de Alá, não faça revanches contra ele em caso algum e não o abandone. Peça de mim o que quiser e não seja tentada a imitar sua companheira (Aisha), pois ela é mais bonita que você e mais amada pelo apóstolo de Alá.

Naqueles dias, ouviam-se rumores que Ghassan (uma tribo que Morava em Sham) estava se preparando para nos invadir. Meu companheiro foi ao profeta, no dia de sua vez e retornou à noite. Bateu em minha porta violentamente, perguntando se eu estava dormindo. Eu estava assustado (pelo som forte da batida na porta) e saí para atendê-lo. Ele disse que uma grande coisa tinha acontecido. Eu perguntei: ‘O que é? Os Ghassan vieram?’ Ele replicou que era pior e mais sério do que isso e acrescentou que o profeta tinha se divorciado de todas as suas esposas. Eu disse: ‘Hafsa é uma perdedora arruinada! Eu sabia que isso iria acontecer algum dia.’ Então eu me vesti e ofereci a oração Fajr com o profeta. Daí o profeta entrou no andar superior e ficou sozinho. Eu me dirigi até Hafsa e a encontrei chorando. Perguntei a ela: ‘Por que está chorando? Eu não avisei? O apóstolo de Alá se divorciou de vocês todas?’ Ela replicou: ‘eu não sei. Ele está lá no piso superior.’ Eu então saí e fui até o púlpito e encontrei um grupo de pessoas em volta dele e alguns deles estavam chorando.

Eu então sentei com eles por algum tempo, mas eu não podia suportar a situação. Dirigi-me ao pavimento superior onde o apóstolo de Alá estava e pedi a um escravo negro que ele tinha: “você pode pedir a permissão do apóstolo de Alá para que ‘Umar entre? O escravo entrou, falou com o profeta sobre isso e saiu dizendo: ‘mencionei seu nome para ele, mas ele não respondeu nada’. Então eu voltei e fiquei com as pessoas sentadas no púlpito, mas não podia suportar a situação. Então eu fui ao escravo de novo e disse: você pode conseguir a permissão para ‘Umar?’ Ele entrou e trouxe a mesma réplica de antes. Quando eu estava saindo, o escravo me chamou dizendo: ‘O apóstolo de Alá lhe concedeu a permissão.’ Daí eu entrei e o vi deitado em um colchão e o colchão havia deixado marcas no corpo do profeta, e ele estava inclinado em um travesseiro de couro recheado com folhas de palmas. Eu o cumprimentei e disse: “você se divorciou de suas esposas?” Ele levantou os olhos para mim e replicou negativamente. E daí, enquanto eu ainda estava de pé, eu disse conversando: “você vai guardar o que eu disse, Ó apóstolo de Alá! Nós, o povo de Quraish, costumávamos ter autoridade sobre as mulheres (esposas), e quando nós viemos ao povo cujas mulheres exerciam autoridade sobre ele…

 ‘Umar contou toda a história (sobre sua esposa). “A este respeito, o profeta riu. “Umar além disso disse: Fui a Hafsa e disse a ela: Não seja tentada a imitar sua companheira (Aisha) pois ela é mais bonita e mais amada pelo profeta.” O profeta sorriu de novo. Quando eu o vi sorrir, eu me sentei e dei uma olhada no quarto, e, por Alá, não vi nada de importante só três pedaços de couro. Eu disse (ao apóstolo de Alá): “Invoque a Alá para fazer seus seguidores prósperos, pois os persas e os bizantinos têm sido prósperos e a eles foram dados bens materiais embora eles não cultuem Alá’. O profeta estava deitado até aí (e ao ouvir minha fala pôs-se de pé) e disse: ‘Ó Ibn Al-Khattab! Você tem alguma dúvida de que o além seja melhor que este mundo? A essa gente tem sido dado dos bens desse mundo, somente.’ Eu pedi ao profeta: ‘Por favor, peça perdão a Alá por mim. O profeta não tinha se encontrado com suas esposas por causa do segredo que Hafsa tinha divulgado a Aisha, e ele disse que ele não ia se encontrar com suas esposas por um mês, por estar zangado com elas quando Alá o admoestou (pelos votos de não tocar Mariyah). Quando 29 dias se passaram, o profeta primeiro se encontrou com Aisha. Ela disse a ele: ‘Você fez votos de não se encontrar conosco por um mês e hoje apenas 29 dias se passaram, pois eu os tenho contado dia após dia’. O profeta disse: ‘o mês também é de 29 dias’. Aquele mês era de 29 dias. Aisha disse: ‘Quando a divina revelação da escolha foi revelada, o profeta começou a falar primeiro comigo, dizendo: falo algo, mas você não precisa se apressar em responder até que possa consultar seus pais’. Aisha sabia que seus pais não a aconselhariam a se separar do profeta. O profeta disse que Alá disse:

– Ó Profeta! Diga para as suas esposas que se elas quiserem a vida deste mundo e seu brilho… então venham! Farei uma provisão para vocês e as libertarei de uma bela maneira. Mas se vocês buscarem a Alá e a seu mensageiro, e a casa do além, então verdadeiramente, Alá preparou para os benfeitores entre vocês uma grande recompensa (33.28). Aisha disse: ‘Irei consultar meus pais sobre isso? Realmente prefiro a casa do além’. Depois disso o profeta deu a escolha às outras esposas e elas deram a mesma réplica de Aisha.

 Este Hadith também é relatado em Muslim 9.3511, e Bukhari 3.43.648; 7.62.119

Ele é significante na medida em que traz dois pontos históricos importantes. Primeiro ele revela pelas palavras de Omar que “as mulheres Ansari tinham autoridade sobre seus homens”. Mesmo se nós considerarmos isso como um exagero, fica claro que as mulheres em Medina tinham mais direitos e autoridade que suas semelhantes. Meca, a casa da tribo Quraish, de onde Omar e Maomé vieram, era um eixo religioso. Pessoas que moram em cidades religiosas são mais intolerantes do que aquelas que vivem em outras cidades. A religião tem sempre desempenhado um papel importante na subordinação da mulher e na privação de seus direitos. Então é natural que as mulheres em Meca fossem mais subjugadas do que aquelas que viviam em outras partes da Arábia e especialmente em Medina, que era uma cidade mais cosmopolita tendo civilizações como a dos Judeus e cristãos como habitantes. As esposas de Omar e de Maomé gostaram dessa atmosfera de emancipação e queriam exercitar sua relativa liberdade. Isto não assentou bem com os dois homens misóginos de Meca: Omar e Maomé. E como esse Hadith demonstra, eles ficaram alarmados com a liberdade recém descoberta de suas esposas.

A outra importância deste Hadith está no fato de que ele prova que as mulheres antes do Islam tinham muito mais liberdade, que foi tirada delas por Maomé e seus misóginos sucessores. Fica claro também que o deplorável status das mulheres no Islam não é uma sentença divina, mas um grande reflexo de como as mulheres eram tratadas em Meca 1400 anos atrás.

O fato de que haja tanta ênfase no Alcorão e nos Hadith sobre a importância das mulheres serem obedientes a seus maridos é realmente um indicador do próprio desejo de Maomé de controlar suas jovens e rebeldes esposas.

Este hadith é tal que ele revela ainda outro escândalo sexual do profeta.

Um dia Maomé vai até a casa de sua esposa Hafsa, filha de Omar e acha sua criada atraente. Ele decide se livrar de Hafsa de maneira que pudesse estar só com Mariyah. Ele conta uma mentira para ela dizendo que seu pai a estava chamando. Quando Hafsa sai, Maomé leva Mariyah para a cama e faz sexo com ela. Resistir seria impensável. Ela era uma escrava longe da família e Maomé era a lei naquela cidade. Então tecnicamente Maomé estuprou Mariyah.

Enquanto isso, Hafsa, que tinha descoberto que seu pai não procurava por ela e não estava esperando que ela voltasse mais cedo do que o esperado, para seu pesar, encontra seu ilustre marido na cama com sua criada.

Ela fica histérica e, esquecendo a posição de Maomé, grita e causa um escândalo. O profeta implora que ela se acalme e promete não dormir com Mariyah de novo. Ele também pede que ela não divulgue o segredo a ninguém mais.

Todavia, Hafsa que era incapaz de se controlar, conta tudo para sua amiga Aisha e as duas adolescentes se engajam com as outras esposas e causam para a “graça de Deus na terra” muita agonia. A “Graça de Alá” decide punir todas as suas esposas e declara que não irá dormir com nenhuma delas por um mês. Este é o segundo nível de castigo recomendado no Alcorão. O primeiro nível é a advertência e o terceiro é a punição corporal (sura 4, 34).

Quando um homem decide punir sua esposa com a privação sexual, ele pode se satisfazer com as outras esposas. Mas a raiva de Maomé o fez fazer um voto de não dormir com nenhuma delas por um mês. Claro que isso teria sido muito duro para o amado mensageiro de Deus (a paz esteja com sua alma imaculada). Deus em sua misericórdia veio ao socorro de seu profeta e revelou a surata Tahrim (As proibições). Nesta surata, Alá repreende o profeta por ser tão duro consigo mesmo e por se privar do que realmente gosta, que foi feito “lícito” para ele, só para agradar as esposas.

1- Ó profeta, por que proíbes o que Deus te permitiu só para agradar a tuas mulheres? Deus é perdoador e misericordioso.

2- Deus absolveu-vos de tais juramentos, pois é vosso protetor. E ele é conhecedor e sábio.

3-Quando o profeta confiou um segredo a uma de suas esposas e ela o confiou à outra, Deus informou o profeta. E ele relatou à indiscreta parte do segredo e silenciou sobre a outra parte. E ela perguntou-lhe: “Quem to revelou?” Respondeu: “O Onisciente, O Instruído.”

4- Se ambas vos arrependerdes de haverem vossos corações pecado, sereis perdoadas. Mas se conspirardes contra ele, sabei que Deus é seu protetor e também Gabriel e os justos dentre os crentes. E os anjos são o seu apoio.

5- Se ele vos repudiar, talvez seu Senhor envie esposas melhores que vós, submissas a Deus, e crentes, e obedientes, penitentes, devotas, inclinadas ao jejum, casadas ou virgens. (surata 66, 1-5 Tradução Mansour Challita)

 Embora Maomé houvesse dado sua palavra a Hafsam que não faria sexo com sua criada, ele não pôde resistir à tentação. Ele tinha provado a doçura de seu fruto proibido e queria ter seu bocado. Isto se tornou mais urgente uma vez que ele tinha feito o voto de não dormir com todas as suas esposas. Como é que a “Melhor das criaturas” ficaria sem sexo por um mês?

Era uma situação difícil e ninguém a não ser Alá poderia ajudá-lo. Bem, nada é impossível quando se tem Alá como carta na manga. Deixe tudo nas mãos de seu amigo “todo poderoso” e deixe-o cuidar de tudo.

Foi exatamente o que aconteceu. O próprio Alá interveio e deu ao profeta o sinal verde para seguir o seu coração. Na surata Tahrim (As proibições) Alá concede a licença a seu amado profeta de se atirar em Mariyah e não prestar atenção às suas esposas. O que mais um profeta podia pedir? Alá estava tão preocupado com os prazeres carnais de Maomé que até mesmo permitiu que TODOS OS HOMENS quebrassem seus votos como “uma recompensa”. Alhamdulillah (graças a Deus)! Subhanallah (Deus é glorioso)! Alá não é o máximo?

Também é digno de menção que Maomé, quando veio a saber que Hafsa tinha revelado seu segredo para Aisha, mentiu de novo e disse que foi Alá quem informou a ele (verso 3) quando na verdade fora Aisha quem disse a ele. Mas claro que Maomé não é autor do Alcorão. É o próprio Alá quem está mentindo para o profeta.

Nesta surata, Maomé transforma o criador do universo em um cafetão, fofoqueiro, e mentiroso – tudo para cobrir sua própria depravação e adultério.

Em reação aos versos acima, Aisha, que não era apenas jovem e bonitinha, mas também esperta, aparece nos Hadith comentando a Maomé: “Seu Deus realmente se apressa em atendê-lo”.

A história acima deve ter sido embaraçosa para os seguidores de Maomé até mesmo quando eles devoravam sem pensar tudo que ele lhes dizia. Para dissimular sua lascívia, eles fizeram outros Hadiths explicando aqueles versos do Alcorão que já tinham sido explicados a Omar.

Muslim 9:3496

Aisha (R) narrou que o apóstolo de Alá (S) costumava passar o tempo com Zainab, filha de Jahsh e beber mel em sua casa. Aisha mais tarde disse: “Eu e Hafsa concordamos que a primeira que o apóstolo de Alá visitasse deveria dizer ‘percebo que você tem odor de Maghafir (goma de mimosa)’. Ele (o santo profeta) visitou uma delas e ela disse a ele o combinado. Ele respondeu: ‘bebi um pouco de mel na casa de Zainab bint Jabsh e eu nunca farei isso de novo’. É sobre isso de que fala o verso revelado: “por que proíbes o que Deus te permitiu? (…)” Se ambas (Aisha e Hafsa) se voltarem a Alá (…) “E quando o Santo profeta confidenciou algo a uma de suas mulheres.” Isto se refere ao que ele disse: ‘Mas bebi um pouco de mel’.

A existência do texto acima e sua diferença daquele narrado por Omar revela que os muçulmanos são inclinados a mentir (do mesmo jeito que hoje), para salvar a imagem do profeta da desonra. Seria tolice aceitar a historia sobre beber mel a fim de justificar a revelação da surata Tahrim. O mel não cheira mal. Mas acima de tudo é inconcebível que um incidente trivial como beber mel iria provocar uma perturbação na casa de Maomé ao ponto de ele querer se divorciar de todas as suas mulheres ou puni-las por um mês recusando-se a dormir com elas. Poderia um incidente como esse de beber mel precisar a intervenção divina com uma advertência às esposas de Maomé que ele se divorciaria delas e daria a ele novas e melhores esposas? Esta explicação é absurda a menos que a palavra mel seja um codinome para o que Maomé bebeu de entre as pernas de Mariyah.

Muitos muçulmanos reivindicam que a versão correta é aquela do mel. Isto é conversa fiada. Bukhari e Muslim explicam melhor ao falar de sexo. Além do mais é a única explicação lógica para o contexto da surata Tharim. De acordo com o especialista muçulmano Asif Iftikharum hadith pode ser considerado guia religioso somente se a base para aquele hadith existe no Alcorão ou na Sunna ou em princípios já estabelecidos”. O Alcorão permite que se faça sexo com aqueles “que a mão direita possui”, diga-se escravos (surata 4: 24) e era hábito de Maomé fazer sexo com mulheres cativas. O texto da surata também deixa bem claro que se trata de sexo, e não beber mel, que seria uma explicação tola. Asif Iftikhar escreve: “Imam Ibni Ali Jauzee relatou que se alguém vir um Hadith contra os ditames do senso comum ou contrário a uma regra universal, deve considerar como fabricação”.

 A história do mel é ridícula e não faz sentido. Este Hadith foi forjado porque obviamente até mesmo naqueles dias longínquos os muçulmanos já se sentiam embaraçados com as ações de seu profeta. No entanto, a história sobre o Maomé mentir para Hafsa a fim de se livrar dela de modo que pudesse fazer sexo com Mariyah faz sentido. Está de acordo com o Alcorão e em conformidade com a depravação da conduta de Maomé. Não era incomum que Maomé solicitasse sexo das mulheres que ele achava atraente.

Esta história é também relatada por Ibn Sa’d in Tabaqat

Waqidi informou que Abu Bakr narrou que o mensageiro de Alá (S) fez sexo com Mariyah na casa de Hafsah. Quando o mensageiro saiu da casa, Hafsa estava sentada perto do portão (atrás de uma porta trancada). Ela disse ao profeta: Ó Mensageiro de Alá, você faz isso na minha casa e durante minha vez? O mensageiro disse: “Controle-se e deixe-me ir, porque torno-a ilícita a mim. Hafsa disse: Não aceito, a menos que jure a mim. Sua santidade disse: “Por Alá, não a tocarei de novo. Qasim ibn Muhammad disse que a promessa do profeta que proibia Mariyyah para si mesmo é inválida – não é uma violação. [Tabaqat v. 8 p. 223 Publicação Entesharat-e Farhang va Andisheh Teerã 1382 solar  h ( 2003) Tradutor Dr. Mohammad Mahdavi Damghani]

Qasim ibn Muhammad é claro tenta justificar a quebra da promessa: se ela não tinha validade, por que foi feita? E se tinha, porque foi quebrada?

Minha cópia do Alcorão contém o seguinte tafseer lado a lado com a surata Tahrim.

Sabe-se que o profeta tinha dividido seus dias entre suas esposas. E quando era a vez de Hafsa ele a incumbiu de ir a casa do pai Omar Khattab. Ela obedeceu a ordem e saiu, então o profeta chamou a escrava copta – que teve um filho dele chamado Ibraim, e que fora um presente do rei Najashi – e teve relações sexuais com ela. Quando Hafsa voltou, encontrou a porta trancada. Então ela sentou ante a porta fechada até que o profeta terminasse a coisa e saísse com a satisfação (?) estampada no rosto. Quando Hafsa o encontrou naquela condição, ela o reprimiu dizendo que ele não havia respeitado sua honra, havia usado a visita ao pai como desculpa para fazer sexo com a escrava. E nesse dia que era a vez dela ele havia feito sexo com outrem. O profeta disse que se calasse pois daquele dia em diante ela seria proibida a ele. Mas Hafsa não se calou, e quando o profeta saiu da casa dela, ela bate á porta de Aisha e contou tudo a ela, inclusive o fato de o profeta ter dito que faria o contato com Mariyah ilícito a si próprio. .[Publicado por Entesharat-e Elmiyyeh Eslami  Tehran 1377 lunar H. Tafseer e tradução ao Farsi por Mohammad Kazem Mo’refi]

Mariyah era uma jovem copta branca e muito bonita. Ela gerou Ibraim de Maomé. Eu tenho minhas dúvidas sobre se Ibraim ser mesmo filho de dele. De acordo com minhas pesquisas, Maomé, durante os últimos anos de sua vida, sofria de acromegalia. Um efeito dessa doença degenerativa é a impotência. Ele tinha disfunção erétil. Nota-se que Maomé teve seis filhos com khadijah, que já tinha 40 anos de idade quando ele casou com ela, mas não teve nenhum filho com as mais de 20 mulheres jovens com quem fez sexo os últimos dez anos de sua vida. Há hadiths que mostram que ele na verdade não tinha intercurso com suas esposas, mas as acariciava, e frequentemente ia de mulher em mulher, tocando-as e brincando com elas, mas não tendo o intercurso. Para mais detalhes sobre a vida sexual de Maomé veja meu livro PARA ENTENDER MAOMÉ (tradução em progresso).

Outro hadith diz que o profeta costumava imaginar que tinha feito sexo quando na realidade não tinha.

Bukhari Vol. 7: 71: 660: Relatou Aisha: A mágica funcionava no apóstolo de Alá de maneira que ele pensava que tinha tido relações sexuais com suas esposas quando na verdade não teve.

Aisha também disse: ninguém de vós possui o autocontrole do profeta, pois ele podia acariciar as esposas e não fazer sexo. A jovem e inexperiente garota não percebia que seu ilustre marido não estava se controlando; simplesmente ele era impotente. Cialis e Viagra ainda não tinham sido inventados.

Contudo, há um defeito na minha teoria. Se Maomé era impotente como ele pôde ter gerado Ibrahim? Eu suspeito que a criança podia ser de outra pessoa, mas não tinha evidência para provar. Finalmente conseguir a evidência. O mesmo Tabaqat, quando fala de Mariyah diz que havia um homem copta em Medina (a pessoa que a acompanhava do Egito até Medina) que costumava visitar Mariyah e rumores circulavam de que ele fosse seu amante.

Depois da rixa com suas esposas, Maomé realocou Mariyah para um jardim ao Norte de Medina. Lá ele podia visita-la sem ser abordados por suas esposas. Esta situação providenciou ampla oportunidade para o amante de Mariyah esgueirar em sua casa sem ser notado. Mas alguém deve tê-lo visto entrando e os rumores alcançaram Maomé, que enviou Ali para matar o homem copta. A história diz que aquele homem se expôs e Ali, depois de ver que ele era eunuco, poupou sua vida.

Aparentemente, isto era um álibi conveniente para silenciar a multidão. Aisha também foi acusada de ter tido um caso com Safwan, um jovem que vivia em Medina. Posteriormente, ela alegou que Safwan era eunuco. Este caso causou um grande escândalo que vexou Maomé por mais de um mês até que Alá tivesse que intervir a favor de Aisha. Então como ninguém verificara que Safwan era um eunuco?

Esta história é claramente forjada. Como esse homem copta podia saber que Ali queria matá-lo para que ele mostrasse seus órgãos genitais? Ibn As’d, o autor de Tabaqat diz, que ele viu Ali com uma espada na mão e subiu em uma árvore com medo e de lá expôs suas partes privadas. Nenhuma palavra é trocada. O homem simplesmente sabia o motivo pelo qual iria ser morto. Isto não soa como uma história real. Por que um mensageiro de Deus iria querer matar um homem inocente e como esse homem sabe que Ali quer matá-lo. Parece que esse homem tinha uma melhor compreensão do além do que o profeta de Alá.

Bukhari 2.018.153 Diz que: o sol se eclipsou durante a vida de Maomé no dia em que seu filho Ibrahim morreu. Então as pessoas disseram que o sol tinha se eclipsado por causa de sua morte. O apóstolo de Alá disse: o sol e a lua não têm eclipse por causa da morte ou da vida de alguém. Quando virem um eclipse, rezem e invoquem Alá.

Bukhari 2.018.154 acrescenta:

Quando o sol se eclipsou, ele (Maomé) guiou as pessoas em oração,… foi aí que o sol (depois do eclipse) aparecera. Ele fez o sermão (Khutba) e depois de glorificar a Alá ele disse: ‘o sol e a lua são dois sinais de Alá; eles não entram em eclipse pela morte ou nascimento de ninguém. Então quando virem o eclipse lembrem de Alá e façam as orações. O profeta aí falou: ‘Ó seguidores de Maomé! Por Alá! Não há ninguém com mais ghaira (respeito próprio, honra) do que Alá, posto que ele tem proibido a seus escravos, machos ou fêmeas, de cometerem adultério. Ó seguidores de Maomé! Por Alá! Se soubessem o que sei, ririam pouco e chorariam muito’.

Ghaira (honra) é o nome exato da coisa pela qual os muçulmanos cometem assassinatos. Se alguém cobiça a esposa ou a filha de um muçulmano, sua ghaira é ferida. Se ele não reagir, mostra que ele tem pouca ghaira. Quanto maior a ghaira, mais violenta será a sua reação.

A discussão sobre o adultério nesta ocasião é bem revelador. Por que Maomé falaria sobre adultério, sobretudo após o que aconteceu com seu suposto filho? Não é difícil imaginar que ele estava pensando nisso e talvez soubesse que Ibrahim não era seu filho. Neste sermão, Maomé fala sobre Alá ter muita ghaira e aí fala sobre a proibição do adultério. Ele conclui dizendo que conhece coisas tristes que outros desconhecem. Bem, levou cerca de 1400 anos, mas creio que eu finalmente descobri essas “coisas tristes”.

Outro ponto para se ter em mente é que apesar do fato de Mariyah ter sido a única das mulheres que gerara um filho para ele, ele não casou com ela. Por que ele não casaria com a mãe de seu filho único?

Bukhari 2.018.161 em outra versão deste Hadith diz: ‘Relatou ‘Abdullah bin Abbas:

O profeta daí falou: ‘O sol e a lua são dois sinais de Alá. Eles não têm eclipse por causa da morte nem por causa do nascimento de alguém. Quando alguém vir um eclipse, deve lembrar-se de Alá’. As pessoas disseram: ‘Ó apóstolo de Alá! Nós o vimos tirar algo do lugar e depois o vimos recuando’. O profeta replicou: ‘Eu vi o paraíso e estirei a mão para pegar um cacho de frutas, e tivesse eu pego, vós comeríeis dele até o fim dos tempos. Eu também vi o fogo do inferno e nunca tinha tido uma visão tão terrível. Eu vi que a maioria de seus habitantes eram mulheres’. As pessoas perguntaram: ‘Ó apóstolo de Alá! Por que isso?’ O profeta replicou: ‘por causa de sua ingratidão’. Foi perguntado se elas não eram gratas a Alá. O profeta disse: ‘elas foram ingratas a seus companheiros de vida (maridos) e ingratas quanto às boas obras. Se tu fores benevolente a uma delas toda a vida e se ela enxergar qualquer coisa de desagradável em ti, ela irá dizer: nunca tive nada de bom que viesse de ti’.

 No funeral de seu único filho Maomé não fala sobre ele. O homem que disse que era injustiça atribuir a Deus as filhas mulheres quando os homens podiam ter filhos varões foi o mesmo homem que perdeu um filho homem. E no dia da morte dele escolhe falar sobre adultério e a punição que aguarda as mulheres que eram ingratas a seus maridos. Isto é muito revelador.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

Safiyah, a esposa judia do profeta

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Texto de Ali Sina (2010). Publicado por Khadija Kafir em 09-08-2015. link para o original

A história seguinte é sobre Safiyah Bint Huyai Ibn Akhtab, a mulher judia que foi capturada quando as tropas de Maomé atacaram Khaibar e a trouxeram ao profeta como partilha do saque. Maomé ordenou que Kinana, o jovem marido de Safiyah, fosse torturado à morte para fazê-lo revelar o paradeiro do tesouro da cidade. Na noite exata do assassinato, ele levou Safiyah para a cama e a reivindicou como troféu. A história é relatada por Tabari em detalhes. Também pode ser encontrada na Sira de Ibn Ishaq. O seguinte trecho está relatado no livro de Tabaqat, compilado por Ibn Sa’d. Dois anos mais antes, Maomé tinha decapitado Huyai, o pai de Safiyah junto com 900 homens de Bani Quraiza.

Huyai Ibn Akhtab, pai de Safiyah, foi o líder de Bani Nadir, uma das tribos judaicas de Medina. Maomé tinha exilado Bani Qainuqa’, outra tribo judaica da mesma cidade, e estava cobiçando a riqueza de bani Nadit. Ele estava procurando por uma desculpa.

Enquanto isso um de seus seguidores tinha traiçoeiramente assassinado dois viajantes e tinha roubado seus pertences. A bandidagem se tornou a maneira de vida para os muçulmanos. Todos os comércios e negócios em Medina tinham desaparecido após a migração de Maomé e a única maneira de as pessoas sobreviverem era através dessa bandidagem.

Quando esta pessoa relatou seu crime para Maomé e pagou a ele os 20% que eram devidos, Maomé pensou em um plano. Ele disse ao homem que tinha feito um trato com os Bani’Amer para não matá-los e agora tinham que pagar um trato. Ele então foi a Bani Nadir e falou que uma vez que eles tinham um acordo, deviam pagar. Essa foi uma exigência ultrajante. O acordo de Medina era unilateral e foi imposto aos judeus. Até aí dizia que os judeus lutarão contra os invasores. Não havia cláusula dizendo que eles eram passíveis de multa pelos crimes cometidos pelos muçulmanos. Maomé pensou que com certeza o povo de Bani Nadir iria fazer objeção a esta injusta exigência e ele usaria essa desculpa para se livrar deles.

 Fortaleza Kheibar.

 Safiyah tinha 17 anos e era muito bonita. Quando Maomé assaltou Kheibar, ele matou muito homens desarmados. As pessoas não estavam prontas para a guerra. Eles foram pegos de surpresa. Maomé não era um guerreiro. Ele era um terrorista. Suas guerras são chamadas gazwah (assalto, emboscada, ataque súbito).

Maomé aí capturou Kinana e o torturou. Ele queria saber onde ele tinha escondido os fundos da cidade. Ele pressionou ferro quente em seus olhos e ateou fogo ao seu peito até que Kinana morresse.

Nesse momento alguém viu Dihya tendo a posse de Safiyah, a linda noiva de Kinana, sente inveja e informa a Maomé que a noiva de kinana é muito bonita e que ele deveria ficar com ela para si. Maomé ordena a Bilal que a encontre e a traga. Bilal encontra Safiyah com sua prima, outra jovem, irmã de Kinana, e traz as duas mulheres a Maomé. Dihya também vai.

Quando a irmã de Kinana viu o corpo mutilado de seu irmão, e o corpo mutilado de outro homem que era seu marido, ela ficou histérica e começou a gritar. Maomé fica furioso, dá um tapa nela, e grita: “levem essa diaba para longe de mim”. Momentos depois, ele disse a Bilal: “Não tem compaixão de desfilar com as mulheres em frente dos corpos de seus amados”? Bilal respondeu: “Fiz de propósito. Eu desejei ver o pesar e a raiva aflorarem”.

Maomé então pegou Safiyah a sua tenda e desejou fazer sexo com ela naquela mesma noite. Afinal ela era “o que sua mão direita possuía” e o Alcorão 4:24 diz que é lícito aos muçulmanos estuprar mulheres capturadas em guerras.

O seguinte é de Tabaqat.

Safiyah nasceu em Medina. Ela pertencia à tibo judaica de Banu ‘l-Nadir. Quando essa tribo foi expulsa de Medina no ano 4 depois da Hégira, Huyai foi aquele que estabeleceu a fértil colônia de Khaibar junto com Kinana ibn-al-Rabi’ com quem Safiyah tinha se casado um pouco antes de os muçulmanos atacarem Khaibar. Ela tinha então 17 anos. Ela tinha sido formalmente a esposa de Sallam ibn Mishkam, que se divorciou dela. O profeta se casou com Safiyah. Ela foi enfeitada e maquiada para o profeta, por Umm Sulaim, a mãe de Anas ibn Malik. Eles passaram a noite lá. Abu Ayyub al-Ansari guadou a tenda do profeta a noite toda. Quando, na madrugada, o profeta viu Abu Ayyub passeando pra cima e para baixo, ele perguntou o que isso significava. Respondeu: “eu estava receoso por causa dessa jovem mulher. Você matou seu pai, seu marido e muitos parentes dela, e até recentemente ela era uma descrente. Eu estava receoso por você estar na companhia dela”. O profeta rezou por Abu Ayyub al-Ansaria (Ibn Hisham, p. 766). Safiyah tinha pedido ao profeta para esperar até que ele tivesse ido um tanto longe de Khaibar. “Por quê?”-perguntou o profeta. “Eu estava receosa pelos judeus que por acaso ainda estivessem em khaibar!”

A razão pela qual Safiyah rejeitou os avanços sexuais de Maomé deveria ser óbvia para qualquer pessoa. Eu creio que a maioria das mulheres preferiria lamentar a pular na cama com o assassino de seu pai, do marido e de muitos parentes no mesmo dia de sua morte. Mas o fato de o profeta de Alá, esta “graça de Deus para toda a criação”, não poder controlar suas necessidades sexuais por um dia a fim de deixar esta jovem garota sentir seu luto, diz muito sobre seu caráter moral. Ele era completamente privado de consciência e empatia.

Quanto ao resto da história, nós não temos certeza se é real ou fabricada pelos historiadores muçulmanos para eliminar a aparência de estupro. Mas as fontes são tudo que nós temos e precisamos nos apoiar nestes parciais documentos narrados e escritos por muçulmanos.

A história prossegue em dizer que Abu Ayyub estava preocupado com a segurança do profeta porque ele (Maomé) tinha matado o pai de Safiyah, o marido e seus parentes. Isto faz sentido. É uma bobagem dormir com uma mulher depois de matar seus entes queridos. Mas a desculpa de Safiyah para rejeitar os avanços de Maomé não parece razoável. Quando Maomé levou essa jovem para sua tenda, ele já tinha matado muitos judeus e acorrentado outros. Se sobrassem ainda outros judeus, eles estariam mais preocupados com suas próprias vidas do que com Safiyah ser estuprada. Esta desculpa parece tola e é obviamente forjada para parecer que Safiyah queria fazer sexo com Maomé, e se não queria era porque estava preocupada com sua segurança. A depravação da mente muçulmana é um poço sem fundo. Eles são um bando de idiotas que acreditam em qualquer baboseira sem pensar, mas eu estou com aqueles que podem ver que as desculpas são uma mentira.

No dia seguinte uma Walima (festa de casamento) foi arranjada em nome do profeta…”

Note que o historiador está dizendo que a festa aconteceu no dia em que Maomé ficou em privacidade com Safiyah e teve seus avanços sexuais com ela. Isto não consistia nenhum problema para o profeta, pois ele tinha seu Alá para revelar um verso dizendo que está tudo bem em dormir com mulheres capturadas em guerra sem casar com elas, mesmo que as mulheres mesmas já sejam casadas.

E todas as mulheres casadas (são proibidas a vós) exceto aquelas (cativas) que a mão direita possui… (Surata 4:24)

O verso acima mostra que Maomé não acreditava que os escravos possuíssem direitos. Se muçulmanos chegarem ao poder, este será o destino de todas as mulheres não muçulmanas. Muçulmanos não podem mudar o que Maomé disse ou fez.

Isto é confirmado em outro lugar.

Alcorão 23: 1-7

1-Venceram os crentes;
2- Que são pios nas suas orações;
3-E desprezam as conversas fúteis;
4- E dão o que é devido as pobres;
5- E refreiam a sua concupiscência;
6- Exceto com suas esposas e servas – e neste caso não são censurados;
7- Aqueles que cobiçam outras mulheres, são eles os transgressores
.

Continuemos com a história de Safiyah.

As outras esposas do profeta mostraram seu ciúme com atitudes descorteses sobre sua origem judaica. Mas o profeta sempre a defendia. Uma vez Safiyah foi vexada ao extremo pelos insultos de todas as mulheres árabes do profeta. Ela levou a queixa ao profeta, que sentiu grande compaixão dela. Ele a consolou e encorajou. Ele disse: “Safiyah, tenha coragem e seja forte. Elas não são de maneira alguma superiores. Diga: Sou filha do profeta Harun, sobrinha do profeta Musa, e uma esposa do profeta Maomé”.

Quando ela foi trazida com os outros prisioneiros, o profeta disse a ela: “Safiyah, seu pai sempre manteve inimizade comigo até que Alá tomou a decisão final”. Ela disse: “Mas Alá não pune um pelos pecados de outro”.

Isto contradiz o comportamento do próprio Maomé que aniquilou o povo Bani Qainuqa inteiro com o pretexto de que alguns deles tinham matado um muçulmano em retaliação à morte de um judeu. Ele baniu uma tribo inteira, fazendo-os pagar pela morte de um muçulmano, e aquele muçulmano já tinha matado um judeu. Mas isso não importava a Maomé. Ele precisava de uma desculpa para pôr a mão em sua riqueza.

Isto tudo é apesar do verso que diz “… nenhuma alma carregará o fardo de outra alma” (Surata 53:38). Também não foi Alá quem teve a decisão final.

Vejam como esse homem abominável lavou as mãos de seu crime. O pai de Safiyah foi morto por Maomé não por Alá. Se Deus quisesse matar todas aquelas pessoas, ele poderia ter feito isso sozinho. Deus não precisa de mercenários para satisfazer sua vontade.

O profeta então deu a ela a escolha de voltar a se juntar a seu povo e ter liberdade, ou aceitar o Islã e ter uma relação matrimonial com ele.

Dar a ela uma escolha? Que escolha? Maomé tinha matado seu marido e todos os seus parentes. Onde ela podia ir? Se juntar a seu povo? Que povo? Os homens foram mortos; e as mulheres, escravizadas.

“Ela era muito inteligente e gentil e disse: ‘Ó mensageiro de Alá, eu esperei pelo Islã, e o confirmei antes de seu convite. Agora tenho a honra de estar em sua presença, e tenho a escolha entre a infidelidade e o Islã. Juro por Alá, que Alá e seu mensageiro são mais caros a mim do que minha própria liberdade e a junção ao meu povo’”.

Tal confissão, se existiu, foi sincera? Ela tinha segurança ou liberdade para dizer o que ela pensava? Ela foi escravizada por um homem que tinha exterminado sua família. Vê a referência feita a sua “liberdade”. Isto mostra claramente que ela não era livre. De fato, ela deve ter sido inteligente de fabricar essas mentiras para salvar sua própria vida. Mas a verdade é que esta história é provavelmente falsa.

“Quando Safiyah se casou, tinha por volta de uns 17 anos e era extremamente bonita. Uma vez Aisha disse umas coisas sobre sua baixa estatura, sobre o que o profeta repreendeu: “você disse uma coisa que se fosse jogada ao mar, se misturaria com ele e faria suas águas poluídas”. (Abu Dawud). Ela não apenas o amava imensamente, mas o respeitava como mensageiro de Alá, pois tinha ouvido as conversas de seu pai e tio depois que foram a Medina. Quando o profeta migrou a Medina, eles chegaram a conhecê-lo e descobrir que ele era o veraz mensageiro de Alá mencionado nas escrituras. Quando eles voltaram e conversaram juntos naquela noite, Safiyah estava na cama os escutando. Um deles disse: ‘O que acha dele’? Replicou: ‘Ele é o mesmo profeta previsto nas nossas escrituras’. Então o outro falou: ‘E então o que deve ser feito’? A resposta foi que eles deveriam se opor a ele com toda a força”.

Dá pra acreditar nessa história narrada por Abu Dawud? Como é possível que dois judeus reconheçam Maomé como o profeta previsto em suas escrituras e decidam se opor a ele? Isto desafia toda a lógica. Alguém tem que ser “deficiente em inteligência” ou um muçulmano para crer nesta baboseira.

Ela estava profundamente apaixonada pelo Maomé, o assassino de seu pai e marido? Quão estúpidos devem ser os muçulmanos para acreditarem nesta narração? Como é que uma jovem de 17 anos se apaixona por um homem de idade com um dente quebrado e cheiro fétido? Leia meu livro PARA ENTENDER MAOMÉ para aprender como ele era deformado e cheirava mal (obs. o livro terá versão em Português este ano NT).

É duvidoso que estas sejam as palavras de Safiyah. Se ela disse tal coisa, ela estava mentindo para ficar segura, mas duvido que ela tenha dito tal coisa. Tudo que nós precisamos é um cérebro em funcionamento para descobrir onde os muçulmanos mentem.

Por que iria alguém decidir opor-se com toda força contra aquele que é sabido de ser o prometido em suas próprias escrituras? Onde na Bíblia Maomé é prescrito? A Bíblia menciona Maomé? Leiam esse artigo para ver as mentiras patéticas dos muçulmanos. Maomé não é mencionado na Bíblia ou em nenhum texto sagrado.

“Então Safiyah estava convencida da veracidade do profeta. Ela não poupou esforços para cuidar dele e providenciar todo conforto que pudesse pensar. Isto foi evidente desde que ela foi trazida a sua presença após a queda de Kheibar.”

Vejam como o escritor se contradiz em uma página. Apenas algumas linhas antes nós lemos que ela tinha sido capturada e levada a Maomé como uma prisioneira. Ela não foi por conta própria. Ela foi levada a Maomé porque ela era jovem e bonita.

“O profeta tinha um ligeiro rancor contra ela por ela ter se recusado quando ele quis ter privacidade com ela no primeiro momento (da jornada). Na outra parada, o profeta teve privacidade com ela e passou toda a noite em sua companhia. Quando a ela foi perguntado por Umm Sulaim: ‘o que viste no mensageiro de Alá’? Ela disse que ele estava muito satisfeito com ela e não dormiu nada, mas ficou conversando com ela a noite toda. Ele perguntou: ‘Porque você se recusou da primeira vez quando eu quis ter privacidade’? Ela dissera: ‘Eu estava receosa por causa da proximidade dos judeus. Isto aumentou meu mérito a seus olhos’”. (Tabaqat)

Bukhari também grafou alguns Hadith contando a invasão de Kheibar e como Maomé conheceu Safiyah.

 Relatou ‘Abdul ‘Aziz:

Anas disse: Quando o apóstolo de Alá invadiu Khaibar, nós oferecemos a oração do Fajr bem cedo pela manhã quando ainda estava escuro. O profeta cavalgou e Abu Talha cavalgou também e eu estava cavalgando atrás de Abu Talha. O profeta passou pela fronteira de Khaibar rapidamente e meu joelho estava tocando a coxa do profeta. Ele descobriu sua coxa e eu contemplei-lhe a brancura. Quando ele entrou na cidade, ele disse: ‘Allahu Akbar! Khaibar está arruinada. Sempre que nós nos aproximamos de uma nação hostil para lutar, o mal será daqueles a quem advertimos’. Ele repetiu isso três vezes. As pessoas saíram para trabalhar e algumas delas disseram: ‘Maomé chegou’. Alguns de nossos companheiros acrescentaram: ‘com seu exercito’. Conquistamos Kheibar, pegamos os cativos e o espólio foi coletado. Dihya veio e disse: ‘Ó profeta de Alá, vai e pega qualquer escrava’. Ele pegou Safiya bint Huyai. Um homem veio ao profeta e disse: ‘Ó apóstolo de Alá! Você deu Safiyah bint Huyai para Dihya e ela ainda é a senhora das tribos dos Quraiza e Na-Nadir e ela não é boa para ninguém a menos que seja para você’. Então o profeta disse: ‘Traga-o com ela’. Então Dihya veio com ela e quando o profeta a viu disse a Dihya: ‘Tome qualquer escrava entre as cativas’. Anas acrescentou: O profeta então a alforriou e a desposou’.

Thabit perguntou a Anas: ‘Ó Abu Hamza! O que o profeta pagou a ela (como Mahr)’? Ele disse: ‘ela mesma foi seu Mahr posto que ele a alforriou e então casou com ela. Anas acrescentou: No caminho, Um Sulaim a vestiu para o matrimônio e à noite a enviou como noiva do profeta. (Sahih Bukhari 1.367)

Mahr é o dote que uma noiva obtém do marido quando ele se casa com ela. Maomé não pagou a Safiyah seu Mahr porque ele tinha que pagar a si próprio por tê-la alforriado. Esta história é significante, pois nos dá um insight sobre a moral e os valores éticos de Maomé e seus ignorantes seguidores. Maomé era um psicopata. Mas os muçulmanos não têm vergonha. Eles cultuam um psicopata e querem que nós os respeitemos. A estupidez merece respeito? Pelo modo de seguir um homem insano, cada um deles age de modo insano.

Qualquer pessoa decente ou normal sente repulsa por histórias como essa, ainda assim Maomé ensinou que ele iria receber duas recompensas por casar com Safiyah. Uma por ter alforriado alguém que ninguém a não ser ele mesmo havia escravizado; e a outra por casar com ela.

Abu Musa relatou que o mensageiro de Alá (que a paz esteja sobre ele) disse que quem libertasse uma mulher e casasse com ela teria uma recompensa dupla. (Sahih Muslim Book 008, Number 3327)

Não é repulsivo? Deixemos de lado este estúpido discurso politicamente correto e chamemos as copas de copas e as espadas de espadas. Os muçulmanos são um bando de idiotas. Como é que essas pessoas podem ficar mais burras?

Relatou Anas:

O profeta ofereceu a oração do Fajr perto de Khaibar quando ainda estava escuro e aí disse: “Allahu-Akbar! Khaibar está destruída, pois todas as vezes em que nós nos aproximamos de uma nação hostil para combater, então o mal será a madrugada daqueles a quem advertimos’. Então os habitantes de Khaibar saíram correndo pelas estradas. O profeta já tinha matado todos os guerreiros, suas proles, e as mulheres tomadas como cativas. Safiyah estava entre as cativas. Ela primeiro caiu na partilha de Dahya Alkali, mas depois ela pertenceu ao profeta. O profeta fez de sua alforria seu Mahr (presente). (Sahih Bukhari V.5 B.59 N.512)

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

Juwairiyah

Texto de Ali Sina (2010). publicado por khadija kafir em 07-08-2015

As guerras que aconteceram na península arábica, antes do Islã, eram insignificantes em comparação àquelas instigadas por Maomé e outros líderes muçulmanos. Estas guerras antigas eram centradas em diferenças tribais e se resumiam a lutas e querelas entre os lutadores. Com o advento do Islã, veio não só a guerra, mas um inflexível genocídio e terror que rapidamente se tornariam componentes integrais do expansionismo islâmico posterior.

Os anos mais longínquos da carreira profética de Maomé em sua cidade natal Meca foram pacíficos. Depois de 13 anos pregando, não mais de 80 ou 100 pessoas aderiram à sua causa. Nem todos eram hábeis lutadores. Isto explica porque aqueles anos foram pacíficos: os maometanos não tinham força para lutar. Logo que Maomé imigrou para Medina e a população árabe daquela cidade aceitou sua religião, ele começou a assaltar e a fazer pilhagem, primeiro entre mercadores de caravanas e depois entre comunidades humanas.

Depois de um curto tempo reforçando sua posição entre os árabes de Medina, ele formou um cerco no alojamento judeu de Bani Qainuqa, uma população próspera de ourives e ferreiros; e depois de confiscar a propriedade deles (vinhedos e casas) bem como seus pertences (joias e brasões), ele os baniu da casa de seus ancestrais. Daí ele bateu o olho em Banir Nadir, outra tribo judaica de Medina. Ele fez a mesma coisa com esse povo. Matou seu líder e muitos homens capazes, e depois de confiscar suas propriedades e riquezas, os expulsou de Medina. Em nenhum dos dois casos, os judeus ofereceram resistência.

Encorajado por suas vitórias sobre essas fracas pessoas não combatentes e não ameaçadoras, que concordaram em desistir de seus bens em troca de suas vidas; e instigado por uma insaciável cobiça e ganância de poder, o apóstolo de Alá então mirou o olho em outras tribos da Arábia vivendo fora de Medina. Desta vez era a hora de bani al-Mustaliq. Bukhari, o grande biógrafo de Maomé, relata o ataque contra bani al-Mustaliq na história seguinte:

Relatou Ibn Aun:

Escrevi uma carta para Nafi e ele replicou que o profeta tinha subitamente atacado Bani Mustaliq sem aviso, enquanto eles estavam displicentes e seu gado estava sendo banhado nos lugares que tinham água. Seus homens combatentes foram mortos e suas crianças e mulheres foram feitas cativas; o profeta capturou Juwairiya naquele dia. Nafi disse que Ibn ‘Umar havia contado a presente narração e que Ibn ‘umar estava naquele exército. Bukhari Volume 3, Livro 46, número 717.

Este mesmo hadith é grafado em Sahih Muslim Livro 019, número 4292, o que aumenta sua autenticidade. Maomé moldou sua religião a partir do judaísmo na esperança que os judeus fossem os primeiros a guardar seu chamado. Para seu pesar, os judeus não tiveram interesse em sua religião e ele nunca os perdoou por isso. Ninguém rejeita um narcisista sem provocar sua ira. Maomé ficou tão bravo que até mudou a direção da Qiblah (a direção para onde o muçulmano deve olhar enquanto ora) de Jerusalém para a Caaba, que na época era apenas um templo de ídolos; e fez dos judeus um bode expiatório para juntar seguidores a sua volta.

Os árabes de Medina eram geralmente um bando de povos analfabetos com pouca técnica e frequentemente pobres que viviam do trabalho nos vinhedos dos judeus e oferecendo outros serviços a eles. Eles eram originalmente imigrantes do Iêmen, enquanto os judeus eram mestres do negócio e proprietários das terras, e chamavam Medina de lar por 2000 anos. Eles eram presa fácil. Maomé cercou suas riquezas, escravizou suas mulheres e crianças e distribuiu tudo entre os árabes.

Ele convenceu seus seguidores que assaltar e matar é ordenado por Deus. A partir daí, sua carreira profética se tornou muito lucrativa, uma que podia mudar sua sorte, e estabelecer sua nova religião em sua trilha de guerra e conquistas militares. Maomé enviou um de seus companheiros, Bareeda bin Haseeb, para espiar Bani al-Mustaliq. Depois de avaliar a situação, ele ordenou que seus homens atacassem. Os muçulmanos vieram de Medina no segundo dia do mês de Shaban no ano cinco depois da Hégira, e acamparam em Muraisa, um lugar que ficava a nove marchas de Medina.

O texto seguinte foi tirado de um site islâmico:

A notícia do avanço das forças muçulmanas já tinham alcançado Haris. Em pânico, seus homens o desertaram e ele mesmo tomou refúgio em algum lugar desconhecido. Mas a população local de Muraisa formou um exército contra os muçulmanos e lançou uma chuva de flechas de modo bem consistente. Os muçulmanos lançaram um ataque súbito e furioso e derrotaram o inimigo, que ficou com muitas vítimas e aproximadamente 600 pessoas foram aprisionadas. No meio do saque estavam 2.000 camelos e 5.000 cabras.

Dentre os prisioneiros de guerra estava Barra, a filha de Harris, que mais tarde se tornou Hazrat Juwairiyah, a consorte do profeta sagrado. De acordo com a tradição prevalente, todos os prisioneiros foram feitos escravos e distribuídos entre os soldados muçulmanos vitoriosos. Hazrat Juwairiyah caiu no lote de Thabit bin Qais. Ela era a filha do líder do clã, portanto sentiu muito a derrota e a desgraça em ser feita escrava de um soldado muçulmano comum. Ela pediu para que ele a soltasse mediante o pagamento de um resgate. Thabit concordou com isso se ela pudesse pagar nove auqias de ouro. Hazrat Juwairiyah não tinha dinheiro na hora (como se ela pudesse sacar em um banco. Maomé tinha confiscado tudo que ela e seu povo possuíam. Como ela teria dinheiro?)

Ela tentou angariar dinheiro através de contribuições, e se aproximou do profeta sagrado também com essa intenção. Ela disse a ele: “Ó profeta de Alá! Eu sou a filha de Al Haris bin Zarar, o cabeça de todos da tribo. Sabes que é por acaso que nosso povo é feito cativo (por acaso? Eu pensei que Maomé os tivesse assaltado) e eu cai na partilha de Thabit bin Qais; e pedi que me libertasse considerando meu status, mas ele recusou. Por favor, faça um gesto de caridade e me salve da humilhação”.

O santo profeta ficou comovido (ahhh, ele ficou comovido. Que lindo!) e perguntou à mulher cativa se ela queria algo melhor. Ela perguntou que coisa era aquela. Ele disse que pagaria seu resgate e casaria com ela se ela quisesse. Ela concordou com essa proposta. Então o sagrado profeta pagou o montante do resgate e a desposou”.

A narrativa acima é a história de como Maomé casou com Juwairiyah como foi grafada por historiadores muçulmanos. O interessante é que Maomé faz o seu deus louvá-lo com versos tais como “E és, com certeza, de um caráter eminente”. (Alcorão 68:4) e “O mensageiro de Deus é um belo exemplo para os que confiam”. (33:21). A pergunta que não quer calar: ele era realmente um padrão de moral sublime e bom exemplo a ser seguido?

Primeiro ele ataca uma população sem aviso e a pega de surpresa. Isto se chama terrorismo. Por quê? Porque eles eram um alvo fácil e eram abastados. Como usual, ele mata os homens desarmados, saqueia seus pertences, e daí escraviza o resto. Esse é o comportamento de um mensageiro de Deus?

O narrador diz: “de acordo com a prática prevalente, todos os prisioneiros eram feitos escravos e distribuídos entre os soldados muçulmanos vitoriosos”. Enquanto lemos a história do Islã, nós realmente vemos que esse era realmente o costume prevalente dos muçulmanos através de sua história sangrenta. Mas a pergunta é: um mensageiro de Deus deve agir assim?

Maomé chamou a si mesmo de misericórdia de Deus para todos os mundos (21:107). Qual é a diferença entre ser a “misericórdia de Deus” e ser um rude gangster saqueador? Se essa era a prevalência entre os árabes, não podia um mensageiro de Deus mudá-la? Por que se meter em práticas tão bárbaras? Ele não disse que veio para dar exemplo a todos? Ele veio dar exemplo ou imitar as más condutas das pessoas da época?

Os apologistas dizem que Maomé ficou “tocado”. Obviamente ele não foi movido pela compaixão, mas pela luxúria. O homem era sem coração. O que o movia eram seus genitais. Maomé não libertou Juwairiyah porque ele sentiu pena dela, mas porque ele a almejava para si. Ao contrário do que o que as pessoas pensam, Maomé não queria converter as pessoas a sua religião. Seu desejo real era poder, riqueza e dominância. A religião era um pretexto. Ele pesava cada caso e considerava os benefícios. Na maioria dos casos, era mais lucrativo que as pessoas não se convertessem ao Islã, mas fossem mortas e seus pertences fossem saqueados.

 Se às pessoas fosse dada alguma escolha, elas poderiam temer a derrota e se converterem ao Islã. Daí Maomé não poderia roubar suas riquezas. Maomé não deu aviso à Bani Mustaliq e muitos outros a quem ele tomou de assalto, venceu e saqueou.

Muslim, outro biógrafo de Maomé relata:

“Ibn ‘Aun relatou: eu escrevi a Nafi perguntando se era necessário estender (aos descrentes) um convite a aceitar o Islã antes de se meter em luta com eles. Ele escreveu (em réplica) que era necessário nos períodos iniciais do Islam. O mensageiro de Alá fez um saque em Banu Mustaliq enquanto eles estavam desavisados e seu gado estava bebendo água. Ele matou aqueles que lutavam e aprisionou outros. Naquele mesmo dia, ele capturou Juwairiyah bint al-Harith. Nafi disse que este hadith foi relatado a ele por Abdullah b. Umar que estava pessoalmente entre as tropas saqueadoras.” Muslim Livro 019 número 4292.

Os guerreiros muçulmanos levaram a cabo essa Sunna (exemplos estabelecidos por Maomé) depois de sua morte. Quando um exército muçulmano invadia uma cidade, eles não permitiam que o povo se convertesse ao Islã por três dias. Durante esses três dias eles matavam tantos homens quanto podiam, pilhavam suas propriedades e estupravam suas filhas e esposas. Somente depois que uma cidade era dizimada e as jovens mulheres e crianças que podiam ser vendidas como escravas eram capturadas a brutal campanha de islamização começava, com seu mandato de converter ou morrer. Aos judeus e os cristãos era dada a proteção, mas só se entrassem no estado da dhimmitude. Dhimmi quer dizer protegido. Mas os dhimmis tinham que pagar por essa proteção. O pagamento conhecido como Jizyah era a fonte de renda para os muçulmanos, que pensavam que podiam viver como parasitas pelo trabalho dos dhimmis.

Relatou Juwairiya bin Qudama At-Tamimi:

Nós dissemos para Umar bin Al- Khattab, ‘Ó cabeça dos crentes! Aconselha-nos!’ Ele respondeu: ‘eu aconselho a obedecer à conveniência de Alá (feita com os Dhimmis) pois é a conveniência do seu Profeta e a fonte de vida de seus dependentes (as taxas dos Dhimmis)”. Volume 4, Livro 53 Número 388:

Aisha, que acompanhou o profeta em sua expedição, narra como Juwairiya foi capturada.

Quando o profeta – paz esteja sobre ele – distribuiu os cativos de Banu Almustaliq, ela (Barrah) caiu no lote de Thabit ibn Qyas. Ela era casada com o primo, que morreu na batalha. Deu a Thabit uma escritura, concordando pagar a ele uma quantia em ouro pela sua liberdade. Ela era uma mulher muito bonita. Cativava qualquer homem que a visse. Ela veio até o profeta – a paz esteja sobre ele – para ajudá-la nessa matéria. Tão logo que eu a vi ante a porta do meu quarto, tomei uma aversão por ela, pois eu sabia que ele a enxergaria como eu a enxergava. Ela entrou e eu disse a ele quem ela era, a filha de al-Harith ibn Dhirar, o cabeça de seu povo. Ela disse: ‘você pode ver o estado em que estou. Caí no lote de Thabit, e dei a ele uma escritura em resgate; e vim aqui pedir ajuda nessa questão’. Ele disse: ‘você quer algo melhor do que isso?’ Livrá-la-ei de seu débito e casarei com você’. Ela disse: ‘sim. Então é o mensageiro de Alá!’  ‘Feito’- ele respondeu”.

Esta história põe termo a qualquer argumento sobre os motivos reais para Maomé ter tantas mulheres. Não era para ajudar as viúvas, mas porque elas eram jovens e bonitas. Maomé assassina o marido de Juwairiyah, que era também seu primo. Cativado por sua beleza, ele se oferece a libertá-la, mas na condição que ela se case com ele. Depois de vir à Maomé pedir sua ajuda, este autoproclamado profeta “misericórdia de Deus para a humanidade” apresenta a ela uma escolha difícil, cujo preço era tornar-se a esposa do assassino de seu marido. Que outra escolha ela tinha?

Os apologistas muçulmanos insistem que a maioria das esposas de Maomé eram viúvas e querem que acreditemos que Maomé casou com elas por caridade. A verdade é que elas eram jovens e bonitas. E se eram viúvas, isso era porque o próprio Maomé havia assassinado seus maridos. Juwairiyah tinha apenas 20 anos; Maomé, 58.

 O resto da história é mesclado com meias verdades e exageros, de maneira tal que mancha a maioria dos hadiths.

Foi dito que o profeta – paz esteja sobre ele – afastou-se do local do ataque com Juwairiyah e estava em Dhuljaysh, ele a confiou para um dos Ansar e partiu em direção a Medina. Seu pai, al-Harith, descobriu que ela era feita cativa e voltou a Medina levando a quantia do resgate de sua filha. Quando ele alcançou al-Aqia, olhou para os dois camelos que havia trazido em resgate e os admirou, então ele os escondeu em uma das passagens de al-Aqia. Daí ele veio até o profeta – a paz esteja sobre ele – arrastando os camelos atrás de si e disse: ‘Minha filha é muito nobre para ser mantida em cativeiro. Liberte-a mediante este resgate’. O profeta – paz esteja sobre ele – replicou: ‘não é melhor deixa-la escolher?’. ‘É justo’, disse al-Harith. Ele se dirigiu à filha e disse: ‘Este homem está deixando você escolher, então não nos desonre!’ ‘Escolho o mensageiro de Alá’, disse calmamente. ‘Que desgraça!’- exclamou.

O profeta – paz esteja sobre ele – daí disse: ‘onde estão os dois camelos que você escondeu em al-Aqia na passagem tal e tal?’ al-Harith exclamou: ‘Testemunho que não há Deus, mas Alá, e que você, Maomé, é o mensageiro de Alá! Pois ninguém saberia disso a não ser Alá’. Ibn-i-S’ad em seu ‘Tabaqat’, afirma que o pai de Juwairiyah pagou seu resgate e quando ela ficou livre, o santo profeta a desposou. Como resultado desse casamento, todos os prisioneiros de guerra – cerca de 600 – foram libertados pelos muçulmanos, uma vez que eles não gostavam que nenhum membro da família do profeta fosse feito escravo.

É difícil dizer quais partes da história são verdadeiras. Mas não é difícil notar as contradições contidas dentro da história principal. Nós lemos que Maomé pagou o resgate a Thabit, o captor de Juwairiyah e então casou com ela. Depois lemos que Hairth, o pai de Juwairiyah pagou o resgate.

Quanto ao fato de Maomé ter habilidades psíquicas por saber de uma determinada informação tal como a dos camelos, nós podemos concluir que essas assertivas são falsas. Em muitas ocasiões Maomé demonstrou precisamente o contrário, e provou que ele não tinha de maneira alguma habilidades psíquicas, quanto mais prescientes, pois falhava em discernir ou ter através da divina benção, a informação que ele queria. Por exemplo, quando assaltou Khaibar, ele torturou Kinsns o tesoureiro da cidade até a morte, de modo que pudesse extrair dele a informação que levaria ao paradeiro dos tesouros.

Observe que neste exemplo em particular os árabes exibiam um padrão moral superior ao do profeta. Eles libertaram os parentes de Juwairiyah quando souberam que o profeta a havia desposado. Maomé era desprovido da decência comum, incapaz de ter ou mostrar uma nesga da virtude de um líder moral.

Os muçulmanos dizem que Juwairiyah se tornou uma crente devota e passava todo o dia rezando. A fonte para essa afirmação pode ser encontrada no livro de Usud-ul-Ghaba. O autor escreve que todas as vezes em que o profeta se aproximava de Juwairiyah, ele a encontrava rezando. Então ele retornava mais tarde e ainda a via rezando. Um dia ele disse para ela: “Posso ensinar a você algumas palavras que terão mais peso do que o que você tem feito? Você deve dizer: “Glória a Alá tantas vezes quanto seja o número de suas criaturas, e tanto quanto seja o peso de seu trono, e em tanta quantidade quanto a tinta usada para escrever suas palavras” (subhaana allahe ‘adada khalqihi, subhana allahe ridhaa nafsehe, subhana allahe zinata ‘arshehe, subhana allahe zinata ‘arshehe,subhana allah midadda kalimaatihi).

Pergunta-se por que os muçulmanos desperdiçam tanto tempo para rezar cinco vezes por dia quando eles têm essa fórmula tão simples e tão infalível de louvar a Deus? Olhemos essa história em uma perspectiva mais realista. Coloque-se no lugar de uma jovem mulher que caiu no lote do assassino de seu pai. Se você fosse uma mulher na situação de Juwairiah, como se sentiria em relação ao assassino de seu marido e pessoas queridas? Suponha que não houvesse outro lugar a ir. Juwairiah não tinha escolha, a não ser aceitar a proposta de casamento de Maomé. Agora o que qualquer mulher faria quando esse homem viesse à procura de sexo? Ela provavelmente inventaria uma maneira de se livrar dele tanto quanto fosse possível. Foi isso que Juwairiah fez. Todas as ocasiões em que ela ouvia os passos de Maomé, ela fingia estar rezando, na esperança que ele fosse atrás das outras esposas satisfazer sua luxúria miserável. Ainda assim, Maomé era um safado. Ele logo prescreveu uma frase e disse a Juwairiyah que seria “de maior peso” do que rezar o dia todinho, tirando dela a desculpa para esquivar-se dele.

Nenhuma pessoa decente pode crer que esse criminoso depreciável possa ser um profeta de Deus. Os que chamam a si mesmos de muçulmanos são: ou ignorantes da verdade ou criminosos sem vergonha. Se até agora a ignorância foi uma desculpa, ela não é mais. Agora é com você provar sua humanidade, cuspir em Maomé e seu livro imundo de terror e deixar o Islã.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

Samaritanos e Moisés ou mancada de Maomé?

Texto de Ali Sina (2010). Publicado por khadija kafir em 04-08-2015. Link para o original.

Na Bíblia (Êxodo, 32) há uma história sobre os israelitas adorarem um bezerro quando Moisés foi para o Monte Sinai receber os Dez Mandamentos de Deus. Em seu retorno, Moisés ficou irado e ordenou: “cingi, cada um de vós, a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo acampamento, de porta em porta, e matai, cada qual, a seu irmão, a seu amigo, a seu parente”(Êxodo 32:27). Nesta história, os culpados são os israelitas e Aarão, o irmão de Moisés, que se deixou influenciar por eles.

Este incidente está relatado no Alcorão (20: 85-88, 95).

E Deus disse: “Em tua ausência, tentamos teu povo, e o samaritano o desencaminhou.” Moisés voltou aos seus, zangado e penalizado, e disse-lhes: “Não recebestes de Deus promessas favoráveis? Pareceu-vos que demoravam a ser cumpridas? Ou quisestes chamar sobre vós a ira de Deus e por isso falastes a nosso encontro?” Responderam: “Não faltamos ao encontro por nossa vontade, mas mandaram-nos carregar os ornamentos do povo, e nós os jogamos no fogo, e o samaritano fez o mesmo”. Tirando em seguida dos ornamentos queimados um bezerro que mugia. Depois, todos disseram: “Eis vosso deus e o deus de Moisés. Terá Moisés esquecido?” (…) Moisés disse: “E tu, que tens a ver, Ó samaritano?”

Na versão corânica os culpados são os samaritanos que desencaminharam os judeus para adorarem ao bezerro. Mas na história original da Bíblia não há a menção a nenhum samaritano. Quando questionados, os muçulmanos dizem que a Bíblia está corrompida. Todavia, na época de Moisés, Samaria não existia e não havia ninguém reputado como samaritano.

De acordo com o primeiro livro dos Reis (16:24), a Samaria era uma colina pertencente a Shemer que foi comprada pelo rei Omri onde ele fundou a cidade de Samaria por volta de 870 A.C. Os samaritanos como povo distinto somente apareceram após o exílio do Reino do Norte de Israel e o restabelecimento da área sob o rei Sargão II depois de 722 a.C.

Moisés viveu 1400 anos a.C. Isto foi há cinco a sete séculos antes de que alguém pudesse ser chamado samaritano (Sameri). Assim, a explicação do Alcorão sobre os samaritanos levarem os judeus a cultuar um bezerro não pode ser correta. Na época de Moisés, a Samaria não existia e ninguém podia ser cidadão de uma cidade inexistente.

Nós sabemos que Maomé não era um homem esclarecido. Ele tinha ouvido falar das histórias da Bíblia como foram narradas por contadores de histórias, mas pelos seus erros é justo dizer que ele mesmo não leu o livro. Então de onde ele tirou a ideia de os Samaritanos levarem os judeus à idolatria?

A resposta a esta confusão pode ser encontrada em outra historia sobre cultos a bezerros narradas no mesmo livro (1Reis 12: 26-33). Este episódio aconteceu durante o reinado de Jeroboão. Foi a época quando os judeus foram divididos em dois reinos, o reino do Norte de Israel e o Reino do Sul de Judá. Jerusalém ser o principal centro de culto para todos os judeus ficava em Judá. Cidades sagradas atraem peregrinos, promovem o comércio e geram renda. Jeroboão, que era o rei de Israel, pensava que não ter um lugar sagrado de culto em seu reino enfraquecia a sua posição. Ele decidiu construir um templo na Samaria, a sede do Reino do Norte, e adorná-la com estátuas de dois bezerros de ouro para se rivalizar com Jerusalém como centro de culto.

Estudiosos bíblicos, como Richard Elliot Friedman, acreditam que a primeira história de judeus cultuando o bezerro de ouro durante a época de Moisés, a qual o Alcorão alude, na verdade nunca existiu. Friedman acredita que esta história foi fabricada pelos escritores reais da Bíblia, os sumos sacerdotes e os guardiões do templo de Deus em Jerusalém, por volta de 700 a.C. para desacreditar Jeroboão e seu templo no reino do Norte. Eles inventaram a história de Moisés e o bezerro de ouro, reivindicando que isso provocou a ira e a punição de Deus na época de Moisés.

Isto certamente mandou uma forte mensagem aos judeus que o Templo erigido por Jeroboão era inaceitável por Deus. Mais provavelmente, os bezerros adornando o templo de Israel eram simbólicos e não foram moldados para serem objetos de culto. Ainda assim, a história fabricada dos judeus idólatras na época de Moisés provocando a ira de Deus fez efeito. A iminência de um novo templo no Norte não teria apenas diminuído a importância de Jerusalém como centro religioso único para todos os judeus, mas os teria também separado religiosamente, uma nação já dividida na política.

Oséias ecoou sua desaprovação quanto a esse templo com os seguintes termos:

Rejeita o teu bezerro, Samaria! Minha ira inflamou-se contra eles. Até quando serão incapazes de pureza? Porque ele é de Israel, um artista o fez, ele não é de deus. Sim, o bezerro de Samaria será desfeito em pedaços. – Oséias 8: 5-6

Isto foi uma advertência aos judeus de 700 a.C vivendo na Samaria. Não tem nada a ver com a história de Moisés e o bezerro de ouro. Maomé devia ter ouvido essas duas histórias. Mas ele confundiu as duas e colocou os Samaritanos no contexto errado. O Alcorão continua:

Disse Moisés: “Afasta-te daqui. Teu quinhão da vida será repetir: ‘Não me toqueis’. E terás um encontro marcado que não falhará. Contempla teu deus a quem te dedicavas. Queimá-lo-emos e lançaremos suas cinzas ao mar”. (Alcorão 20: 97)

É interessante notar que neste verso o Alcorão alude ao fato que os samaritanos foram considerados intocáveis (Teu quinhão será repetir: ‘Não me toqueis’). De fato os Israelitas rebaixaram os Samaritanos e os consideraram “intocáveis” (Najis) por causa de sua idolatria. Não obstante, este estigma não fora reputado a eles por Moisés. Não havia Samaritanos na época de Moisés. Foram designados assim pelos judeus séculos depois.

Isto é outra prova de que o conhecimento de Maomé sobre a Bíblia era de segunda mão e baseado em boatos. Tivesse ele lido a Bíblia alguma vez não teria cometido um erro tão grosseiro.

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.

Casada com um muçulmano

Texto de Ali Sina (2011). Para ler o original, clique aqui

Publicado por Khadija Kafir 02-08-2015

Querido Ali Sina,

Sou uma jovem casada com um muçulmano. Acredito em Deus e sou cristã. Li muitos livros sobre o Islamismo e tenho grande conhecimento sobre essa religião. Rejeito a maior parte dela. Os direitos das mulheres, a escravidão, a jihad… Creio que a maior parte vem do diabo. Meu marido não sabe muito, mas ele calmamente diz que ensinará a nossos filhos. Como posso convencê-lo de que o Islã é errado? Por favor, ajude-me a mudá-lo. Ele é uma pessoa boa, ele realmente pensa que o Islã é uma religião boa também. Nunca leu o Alcorão. Ele não tem uma boa formação (cultural), mas não importa o que aconteça, ele sempre diz que o Islã está certo.

Qual será o melhor método de mudá-lo? Eu o amo de verdade e quero ter filhos com ele, mas não quero que meus filhos cresçam no Islã. Ajude-me, por favor.

Com carinho,

Ângela

Olá Ângela,

O amor não é suficiente! Para que qualquer casamento dê certo é necessário haver compatibilidade entre marido e mulher. Sem isso o amor morre. Todos os casamentos começam com o amor, porém mais da metade deles acaba em divórcio e dos que sobrevivem, nem todos permanecem felizes.

Você e seu marido não são compatíveis. Seu casamento está trêmulo. Eu recomendo fortemente que você não traga uma criança ao mundo com ele. Por favor, tenha pena de seus futuros filhos e não os condene a uma vida de infelicidade e abuso. Você realmente quer que suas filhas usem hijab e vivam sob ameaças de serem mortas pelo pai se elas se apaixonarem por um não muçulmano? E não diga que seu marido não é assim. Ele não tem formação e não sabe nada de Islã, e ainda assim, ele é um muçulmano devoto que pensa que o Islã é a melhor coisa. Este é o perfil.

Os muçulmanos nascem como qualquer outra pessoa. Eles têm os mesmos sentimentos humanos que os outros têm. Mas sob o islã eles são transformados em algo repugnante. Sob a influência desta fé eles se tornam capazes de matar seus próprios filhos e explodirem estranhos. Se você subestimar o poder devastador desta fé demoníaca nos muçulmanos, você estará se programando para o desastre.

Sim, o Islã é do diabo e seu marido é um adorador do diabo. Enquanto sua lealdade for para o diabo, você não deverá ter filhos com ele e ficar preparada para deixa-lo. Se não fizer isso, irá se arrepender.

Seu marido não é abusivo com você ainda. Isso pode mudar e é provável que mude depois que venha uma criança. Agora ele está inseguro e sabe que você é ligada a ele por pouco. Uma vez que nascer um filho, ele irá revelar sua personalidade real. Então por favor não pense que este homem irá ser o mesmo para sempre. Ele se tornará exigente e irá te aviltar junto com sua fé. Ele a chamará de estúpida e irá projetar seus defeitos em você.

Homens muçulmanos querem esposas obedientes. Esta é a ideia deles de um bom casamento, onde eles são senhores e suas esposas são suas escravas. Se este não é o ideal de um casamento, não se case com um homem muçulmano.

Você pode estar perguntando como é que eu posso dizer estas coisas sobre uma pessoa que eu não conheço. Descrevo este homem como muçulmano. Eu conheço o Islã e eu conheço o pensamento islâmico.

Se quer dar a este homem uma chance e fazer o que for melhor para socorrê-lo, isto é nobre. Faça o que você puder. Mas como uma pessoa que quer ajudar alguém que se afoga, procure um esteio para se apoiar a um lugar seguro e esteja pronta para deixa-lo partir se sua própria vida for colocada em perigo. Sim, ele é uma vítima, mas também é um participante voluntário. Ao final, depende dele mesmo salvar-se a si próprio. Se não houver vontade, você não conseguirá fazer muito. Deixe-o partir e salve-se a si própria.

Eu escrevi um livro (chamado Para entender Maomé) que vai ajudar aos muçulmanos a enxergarem a luz. Se você convencer seu marido a ler, ele deixará o Islã. Daí você estará lidando com um ser humano real que não está possuído. Se ele for uma boa pessoa, como você diz, você terá um casamento feliz com ele. Se ele se recusar a ler meu livro, deixe-o. Este homem é cego e irá somente trazer tristeza a sua vida.

Os muçulmanos não gostam de ler nada que seja escrito contra sua fé. Na verdade, a maioria deles não gosta de ler nada. 90% dos muçulmanos leem menos do que cinco livros em toda a sua vida. Um deles é o Alcorão, que não é lido para ser entendido, mas cantado. O desafio é persuadi-los a ler. Eu não ligo se eles lerem meu livro com preconceito, com mente fechada, ou com a intenção de achar falhas nele. De fato, eu os encorajo a ler criticamente e nunca aceitar nada do que eu disser se eu não mostrar ampla evidência. Bastando que eles leiam e prestem atenção ao que leem, eles deixarão o islã. Leia para ele. Engane-o dizendo que vai se converter ao Islã se ele ler o livro com você e conseguir convencê-la de que eu estou errado. Ele está autorizado a consultar qualquer clérigo muçulmano para buscar respostas. Ele não encontrará nenhuma. Ao invés disso, ele será ameaçado com o inferno por questionar e duvidar. Ao final, ele decide. Se ele quiser salvar o casamento com você ele deve ler este livro, ou então fazer as malas e sair.

Boa sorte para você,

Ali Sina

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Sobre o autor: Ali Sina é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, Ali Sina é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução prevista para esse ano.