Não tenho conexão com qualquer Deus, religião ou seita

(FILES) In this file photo taken, 13 October 2005, Bangladeshi novelist and human rights activist Taslima Nasreen poses during the first edition of the "Women's forum for the Economy and Society",  in Deauville, Western France.  Indian authorities, 22 November 2007, shunted out Bangladeshi author Taslima Nasreen from Kolkata after violence hit the eastern Indian city. Officials in the Marxist-ruled West Bengal state said Nasreen was taken to northern Rajasthan state, a day after army troops were called in to quell protests in Kolkata over her presence in the populous city. Kolkata, the capital of West Bengal, is home to a sizeable Muslim population, parts of which wants Nasreen to leave.  AFP PHOTO/JEAN-PIERRE MULLER (Photo credit should read JEAN-PIERRE MULLER/AFP/Getty Images)

Neste pequeno artigo, a médica e escritora bengali Talisma Nasrin diz o que é preciso fazer para melhorar a situação das mulheres do Oriente, bem como africanas e asiáticas.

Texto de Talisma Nasrin. Para ler o original, clique aqui.

Publicado por khadija Kafir em 21/07/2015

A maioria das pessoas confunde espiritualidade com alguma forma de crença religiosa. Todavia, por mais que se queira separar a ambos, uma pitada de religião sempre consegue aparecer na espiritualidade. É por essa razão que a palavra não significa nada para mim. Eu não tenho conexão com qualquer religião, qualquer Deus, qualquer seita.

Eu só acredito no humanismo secular. Eu era muito jovem quando comecei a argumentar e lutar por direitos iguais para homens e mulheres. Mesmo quando eu era uma menininha, eu nunca podia entender porque havia um conjunto de regras para meninos e outros para meninas. Eu acho que minha habilidade de questionar me fazia especial. Eu nunca obtive uma resposta satisfatória. E minha busca só continuava… Se eu puder fazer algo por aqueles que são oprimidos e explorados, se eu puder ajudar a melhorar seu destino, se eu puder criar consciência nas mulheres, eu poderia dizer que achei a felicidade.

Eu não chamaria isso de paz- nunca estou em paz – mas eu diria que uma distancia significativa foi percorrida. Não sou uma pessoa muito corajosa. Minha força vem quando eu vejo mulheres lutando. A luta delas me dá resiliência para continuar lutando pelos seus direitos.

Minha abordagem para lidar com toda problemática é a mesma – vá até a raiz e corte-a para sempre. Não existe utilidade nenhuma em achar soluções superficiais para problemas perenes. Creio que a resposta científica é o melhor caminho para resolver complicações. Fé cega não é meu forte. Não creio em baixar minha cabeça para ninguém ou para nada.

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Sobre a autora: Talisma Nasrin é uma ex-muçulmana lésbica nascida em Bangladesh. Formada em Medicina, Nasrin é mais conhecida no mundo por seus escritos e suas críticas à religião islâmica e sua nefasta influência na opressão das mulheres. Em sua autobiografia, intitulada Amar Meyebela, relata sua sofrida infância e faz críticas a Maomé, o que lhe valeu represálias e proibição de vender o livro.

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