Não tenho conexão com qualquer Deus, religião ou seita

Neste pequeno artigo, a médica e escritora bengali Talisma Nasrin diz o que é preciso fazer para melhorar a situação das mulheres do Oriente, bem como africanas e asiáticas.

Texto de Talisma Nasrin. Para ler o original, clique aqui.

Publicado por khadija Kafir em 21/07/2015

A maioria das pessoas confunde espiritualidade com alguma forma de crença religiosa. Todavia, por mais que se queira separar a ambos, uma pitada de religião sempre consegue aparecer na espiritualidade. É por essa razão que a palavra não significa nada para mim. Eu não tenho conexão com qualquer religião, qualquer Deus, qualquer seita.

Eu só acredito no humanismo secular. Eu era muito jovem quando comecei a argumentar e lutar por direitos iguais para homens e mulheres. Mesmo quando eu era uma menininha, eu nunca podia entender porque havia um conjunto de regras para meninos e outros para meninas. Eu acho que minha habilidade de questionar me fazia especial. Eu nunca obtive uma resposta satisfatória. E minha busca só continuava… Se eu puder fazer algo por aqueles que são oprimidos e explorados, se eu puder ajudar a melhorar seu destino, se eu puder criar consciência nas mulheres, eu poderia dizer que achei a felicidade.

Eu não chamaria isso de paz- nunca estou em paz – mas eu diria que uma distancia significativa foi percorrida. Não sou uma pessoa muito corajosa. Minha força vem quando eu vejo mulheres lutando. A luta delas me dá resiliência para continuar lutando pelos seus direitos.

Minha abordagem para lidar com toda problemática é a mesma – vá até a raiz e corte-a para sempre. Não existe utilidade nenhuma em achar soluções superficiais para problemas perenes. Creio que a resposta científica é o melhor caminho para resolver complicações. Fé cega não é meu forte. Não creio em baixar minha cabeça para ninguém ou para nada.

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Sobre a autora: Talisma Nasrin é uma ex-muçulmana lésbica nascida em Bangladesh. Formada em Medicina, Nasrin é mais conhecida no mundo por seus escritos e suas críticas à religião islâmica e sua nefasta influência na opressão das mulheres. Em sua autobiografia, intitulada Amar Meyebela, relata sua sofrida infância e faz críticas a Maomé, o que lhe valeu represálias e proibição de vender o livro.

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