Vítimas da Intimidação – Nyamko Sabuni

nyamko sabuni

Excerto parte da obra Victims of Intimidation, de Douglas Murray e Johan Pieter Verwey.  Aqui eles falam sobre a ex-muçulmana Nyamko Sabuni.

Tradução khadija Kafir (01-07-2015)

Em 2006 Nyamko Sabuni se tornou a primeira ministra sueca de descendência africana. Desde sua eleição ao parlamento, quatro anos antes, ela tinha lutado ardorosamente pela igualdade de gênero e práticas culturais repressivas encontradas em comunidades muçulmanas, tais como mutilação genital feminina e assassinatos em nome da honra, e como resultado disso, recebeu numerosas ameaças de morte por muçulmanos extremistas. Embora sua mãe seja muçulmana, Sabuni se descreve como “não religiosa”.

Sabuni chegou à Suécia em 1981 com 12 anos. Nascida no Zaire e de família muçulmana, fugiu do país por motivos políticos e se refugiou no Burundi. Quando a Anistia Internacional ofereceu aos pais de Sabuni a oportunidade de ir à Suécia, eles aceitaram alegremente. A jovem Sabuni cresceu em uma cidade ao norte de Estocolmo, com seus pais e seis irmãs. Ela foi bem sucedida na escola antes de estudar Direito e política de imigração na universidade. Sua decisão de ficar envolvida em política veio depois de um violento assassinato de um jovem africano que procurava asilo, cometido por dois neo-Nazistas na Suécia em 1995. Sabuni se tornou depois um membro do conselho da Juventude Liberal sueca, e foi mais tarde eleita para sentar no parlamento representando o Partido Liberal na eleição de 2002. Ela tem sido ministra para a integração e a igualdade de gênero desde outubro de 2006.

Sabuni tem sido bem franca em suas visões sobre a imigração e a integração, incluindo aquelas afetando as comunidades muçulmanas. Ela disse: “minha missão não é reformar o Islã, minha missão é dizer que certas tradições são inaceitáveis”.

Apesar de não se descrever como muçulmana, ela sempre tem tido uma postura forte sobre temas teológicos islâmicos, dizendo ao jornal Sunday Times que um “casamento arranjado não é algo recomendado pelo Islã”. Em 2006 ela propôs um exame ginecológico obrigatório em meninas na idade escolar com o objetivo de desencorajar a mutilação genital. Também apoiou uma moção para banir todas as jovens com idade abaixo de 15 de usarem véu e propôs identificar os assassinatos em nome da honra como um crime independente do código penal sueco.

Todas essas ideias tiveram grande resistência de muitas organizações muçulmanas suecas que de maneira crescente tomaram medidas para tentar impedi-la de ganhar influência no governo. Por exemplo, quando Sabuni foi escolhida para uma posição no ministério depois das eleições de 2006, cinquenta grupos muçulmanos assinaram uma petição que se opunha ao seu encontro.

Além disso, ela tem sido frequentemente acusada de islamofobia e racismo por organizações islâmicas na Suécia e suas aparições públicas a têm levado a receber muitas ameaças de morte. Como resultado, sua agenda diária não pôde mais ser exposta no site oficial do governo e ela anda cercada de guarda costas em todos os momentos.

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