A crucificação de acordo com o Alcorão.

Texto de Ali Sina.     Título original: crucifixion in the Quran.

Todos os quatro Evangelhos dizem que Jesus foi crucificado. A história da crucificação é dada com detalhes em:

Marcos 15. 21-41;

Mateus 27.32-44;

Lucas 23. 26-43 e

João 19. 17-27,

Apesar de tudo, o Alcorão diz que Jesus não foi crucificado. Ao invés disso a sua imagem foi colocada em outro homem (lembra-se de “Missão Impossível?” Deve ter sido mais ou menos daquele jeito) e essa outra pessoa é que foi crucificada.

Alcorão 4:157-158:

“E por terem dito: ‘Matamos o Messias, Jesus, o filho de Maria, o Mensageiro de Deus’, quando na realidade, não o mataram nem o crucificaram: imaginaram apenas tê-lo feito. E aqueles que disputam sobre ele estão na dúvida acerca de sua morte, pois não possuem conhecimento certo, mas apenas conjecturas. Certamente, não o mataram. Antes Deus o elevou até Ele. Deus é poderoso e sábio.” (tradução Mansour Challita)

Os apologistas muçulmanos defendem esse erro corânico. A Enciclopédia do Islão diz:

A negação (da morte de Cristo), além disso, está em perfeito acordo com a lógica do Alcorão. As histórias bíblicas reproduzidas nela (Jó, Moisés, José etc) e os episódios que se relacionam ao começo do Islam , demonstram que é a “prática de Deus” (sunnat Allah) fazer a fé triunfar sobre as forças do mal e da adversidade. “Então com a dureza vem a facilidade” (XCIV, 5,6). “Para que Jesus morresse na cruz, seria preciso que seus executores triunfassem; mas o Alcorão faz a assertiva que eles sem dúvidas falharam: certamente Deus defenderá aqueles que acreditam” (XXII, 49). Ele confunde as tramas dos inimigos de Cristo (III, 54).

Embora a maioria dos muçulmanos acredite que Jesus ascendeu ao céu em vida, uma pequena minoria deles – principalmente os Ahmadi – dizem que ele foi resgatado, mas morreu antes de sua ascensão. Mahmoud Ayoub diz:

O Alcorão não está aqui falando sobre um homem, bom ou mau que ele possa ser, mas sobre a Palavra de Deus que foi enviada a terra e retornou a Deus. Assim, a negação da morte de Cristo é a negação do poder dos homens de derrotar e destruir a Palavra Divina, que é para sempre vitoriosa”.

A história de Cristo sendo levantado aos céus “em carne e espírito” é contrária á lógica e a ciência. Agora temos um entendimento melhor sobre o universo e sabemos que tal coisa é absurda. Implica que Maomé acreditava que o paraíso é um lugar geográfico.

Outro problema com essa história é o fato de que ela implica que Deus é injusto. Ele tira sarro com a cara das pessoas substituindo Jesus por alguém. Não é uma injustiça com aquela vítima? Por que Deus não salvaria Jesus sem fazer gracinhas e sem sacrificar outra pessoa em seu lugar? Implica que Deus é fraco. Fazer truques é o que os fracos fazem.

Por que essa discrepância? Por que Maomé iria dizer algo que é contrário aos Evangelhos? Era porque o conhecimento de Maomé sobre as Escrituras era baseado em boatos. Ele mesmo não leu a Bíblia.

Na época de Maomé, os cristãos do Nordeste da Arábia eram Nestorianos. Eles pensavam que era impossível matar o Filho de Deus. Baseado nessa crença, eles desenvolveram uma doutrina que sustentava que Deus devia ter enganado os fariseus e a pessoa crucificada devia ter sido outra que se parecia com Jesus.

Esta foi a maneira de como Maomé veio a saber da história da crucificação. Mesmo que ele soubesse ler, ele não era muito fã de livros e conhecimentos. Os narcisistas acham que sabem de tudo, e não há nada que alguém possa ensinar a eles.

Há numerosos versos que mostram que Maomé tinha muito pouco conhecimento da Bíblia. Enquanto escutava aos pregadores cristãos, particularmente no mercado de Okaz, durante sua juventude, ele aprendeu muitas histórias bíblicas. Mas pelo fato de não ter lido por ele mesmo, confundiu muitos eventos e protagonistas.

Um exemplo dessas confusões é a história dos Samaritanos e Moisés onde Maomé coloca os samaritanos na época de Moisés quando tais pessoas ainda não existiam na época.

Outra mancada é quando ele confunde Maria, mãe de Jesus, com Miriam, irmã de Aarão e Moisés. Essas duas mulheres viveram 1500 anos distantes uma da outra. O Alcorão (19: 27-28) diz:

Depois, levou o bebê a seu povo. Disseram-lhe: Maria, cometeste um ato condenável. Ó irmã de Aarão, não era teu pai um homem mau; nem tua mãe uma libertina.  

Este erro é repetido no capítulo 66 verso 12 onde Maomé chama Maria de filha de Umran.

A razão para esse disparate é porque os nomes Maria e Miriam são ambos traduzidos em Árabe como Maryam. O iletrado metido a profeta ouviu que a mãe de Jesus era Maryam, mas a irmã de Aarão também tinha esse nome. Ele pensou que fosse a mesma pessoa.

Há evidências para sugerir que ele sabia ler. É pouco provável que Abdul Muttalib não o tivesse mandado a uma maktab (escola). Todavia, é bastante claro que ele não morria de amores pelos livros. Seus conhecimentos sobre as coisas, incluindo a Bíblia, era superficial e esboçado.

Uma lista mais detalhada de contradições e erros do Alcorão pode ser achada em Inglês no site: www.answering-islam.org/Quran/Contra/

Sobre o autor: ALI SINA é o pseudônimo de um ex-muçulmano nascido no Irã, que atualmente mora no Canadá. É um dos críticos mais respeitáveis da religião islâmica e também um dos mais ferrenhos. Fundador do fórum FAITH FREEDOM INTERNATIONAL (http://www.faithfreedom.org), que ajuda ex-muçulmanos em todo o mundo, ALI SINA também é autor de várias obras, entre elas Understanding Muhammad (Para entender Maomé), com tradução em progresso.

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