Derrotando o medo de Alá.

Por Ali Sina.

Tradução de Khadija bint Kafir.

Dren escreve para Ali Sina:

Sou um homem que passou metade da vida sendo muçulmano e que depois abandonou a fé, vivendo como ateu – um profeta para mim mesmo, eu creio. Mas ultimamente eu tenho tido muito medo de que eu possa não estar no caminho certo. A idade está fazendo isso comigo, eu acho, afinal nosso maior medo é a morte.

Eu sei que Alá é um lunático, um desalmado, um terrível e repugnante “DEUS”. E ele é tão terrível que eu estou apavorado só da mera possibilidade de que ele possa ser real. Eu não tenho provas suficientes para refutá-lo. Visitei seu site e gostei de algumas partes, mas você está mais preocupado com a moralidade de Alá do que com sua real autenticidade.

E se ele for um deus MALVADO? E se quando eu morrer, eu queimar no inferno para sempre? E mesmo que eu fosse para o céu, só de saber que há alguma alma queimando no inferno, isso já seria um tipo de inferno para mim.

Portanto, este é um grito desesperado para que você “refute” Alá, e que eu possa viver em paz e possa morrer em paz. Eu te devo minha vida. Eu não quero mais viver com medo.

Não precisa responder imediatamente. Fique a vontade para elaborar uma resposta bastante convincente, pois se alguém consegue me libertar dessa miséria, esse alguém é você.

Com afeto,

Dren.

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Ali Sina responde:

Em primeiro lugar, obrigado pela grande confiança que você tem em mim para salvá-lo da “miséria”. Achei isso bem engraçado. Foi um pedido bastante imponente. Eu queria ser capaz de resolver alguns dos meus próprios problemas. Mas eu posso responder a sua pergunta e você não me deve nada, exceto pelo fato de que deve ajudar outros muçulmanos a verem a luz e a se libertarem deste medo sádico que Maomé colocou nos corações.

Os narcisistas usam o medo para conseguir o que querem. Eles o assustam e dizem que se você não fizer o que eles mandam, coisas terríveis irão acontecer com você. Claro que, se existe algum Deus, ele não pode ser mau ou sádico. Aqueles que promovem a ideia de um deus assim são eles mesmos maus e sádicos, e seu deus é um reflexo de quem eles são. Maomé não tinha argumentos lógicos para provar suas assertivas. Assim, ele recorreu à velha tática da difusão do medo e, como qualquer narcisista experiente, postulou-se como um “aconselhador” e disse a todos que se eles não acreditassem nele, seu deus iria queimá-los para sempre.

É tolice deixar um psicopata controlar nossas vidas com suas mentiras. Vamos supor que Deus exista. Será que ele se importa se nós, humanos, o adoramos? Para achar a resposta, avaliemos nosso lugar no universo. Estima-se que existam cerca de 400 bilhões de estrelas em nossa galáxia. Cada uma é um sol com os seus próprios planetas. Todas as estrelas que você vê em uma noite clara são nossos “vizinhos da porta ao lado”, ou seja, parte da Via Láctea. Leva cerca de 100.000 anos viajando na velocidade da luz para ir de um extremo do “bairro” para o outro. Para se ter uma ideia da grandeza, a luz do sol chega à Terra (distante a 150 milhões de km) penso que apenas em oito minutos. Agora, se tal fato não perturba sua razão, estima-se que existam centenas de bilhões de galáxias no universo. Você consegue imaginar um número tão astronômico? Agora vendo que em uma dessas um milhão de estrelas tem um planeta com seres inteligentes vivendo nele, então deve haver bilhões de várias espécies de criaturas inteligentes povoando o universo.

Mas isso não é tudo. Os cientistas acreditam que não há nenhuma razão para supor que exista apenas um universo. Pode haver bilhões de universos como o nosso em tempos e espaços completamente alheios a nós, o que significa que nunca podemos ter certeza de sua existência, muito menos vê-los, mas certamente eles existem, porque as mesmas leis que deram origem ao nosso universo podem dar a luz a mais bilhões de outros seres. Assim é como a natureza funciona. Tudo que a natureza faz, ela faz em abundância. Eu chamo isto de “lei da abundância”.

Agora, supondo que todos esses universos sejam criados por um Deus, seria mesmo que tal Deus se importaria se criaturas tão insignificantes como nós humanos – neste planeta insignificante, em meio a essa vasta galáxia, que por si só é insignificante em relação ao universo, que pode ser apenas mais um em um bilhão de universos – o adorasse ou não? Se usarmos o bom senso e, em vez de pensar que somos o propósito da criação, enxergarmos a luz adequada, nós perceberemos quão tolo é o nosso pensamento sobre nós mesmos e nosso deus autofabricado.

Você daria a mínima se as formigas em seu quintal o adorassem? A diferença entre você e as formigas em seu quintal é insignificante em comparação com a diferença que existe entre você e o fabricante destes múltiplos universos. Você não acha idiotice pensar que este magnífico Ser está preocupado se minúsculas criaturas como nós humanos o adoram ou não? Se Deus realmente existe, não seria nada menos do que uma blasfêmia dizer que ele está tão desesperado para ser conhecido e adorado que ele puniria míseras criaturas pela eternidade só porque nós não o adoramos. O que você acharia de mim se você me visse pegando as formigas no meu jardim e jogando-as as no fogo; e dissesse eu estou chateado com elas porque elas não se curvam para mim, apesar de deixá-las viver em minha propriedade sem pagar aluguel? Você não diria que Ali é um louco? Então como é que quando um narcisista charlatão como Maomé atribui tal loucura a Deus você tem medo de que ele possa estar dizendo a verdade?

O fato é que Maomé era um mentiroso. Ele não podia dizer “eu quero poder”, “eu quero dinheiro”, “eu quero mulheres”, e “eu quero que você me adore e obedeça a mim”. Então ele inventou uma divindade que não era ninguém mais que seu próprio álter ego e que ordenou às pessoas imprudentes a obedecerem Maomé, e fazerem o que ele queria. Então, ele dizia: “lutar por Alá e seu mensageiro”, “trazer o espólio a Alá e Seu mensageiro”, “as meninas mais bonitas capturadas nas invasões pertencem a Deus e a Seu Mensageiro”. Ele fez Alá responsável por todos os seus crimes, fazendo-se seu parceiro. Ele gostava de todo o espólio. Garanto-lhe que Deus nunca viu um centavo desses lotes. Tudo foi para os cofres deste profeta falso.

Um Deus todo poderoso iria realmente precisar da ajuda de seres humanos para matar seus detratores? Se os muçulmanos meditassem só sobre essa única questão, eles deixariam o Islã. Infelizmente, esse medo que o profeta psicopata colocou neles é tão forte que eles os tornam incapazes de pensar. O deus de Maomé é uma invenção de sua mente doentia: um psicopata tal qual Maomé o criou.

Assumindo que haja um Deus, você pode ter certeza que ele não dá a mínima se nós o adoramos ou não. Tal crença banaliza Deus ao ponto da blasfêmia. Alá é um narcisista psicopata porque Maomé era um narcisista psicopata. Agora, se na verdade Deus existe, ele governa o mundo por meio de leis.

No passado as pessoas acreditavam que os anjos moviam a lua, o sol e os planetas. Acredite ou não, mesmo Newton pensava assim. Eventualmente percebemos que os corpos celestes se movem graças a leis físicas. Se existe vida após a morte (e eu quero deixar claro que eu não aceito nem nego) e se há um reino espiritual, também deve ser regido por leis, não por querubins, cupido, anjos, demônios ou outros seres fantasmagóricos. Assim como há leis físicas que regem o mundo físico, deve haver leis espirituais que regem o mundo espiritual.

Quais são essas leis espirituais? Elas são fáceis de entender. Tudo o que torna a vida do outro melhor é bom; e tudo o que lhe prejudica é ruim. Isso é tudo o que você precisa saber. Seja bom para os outros, e se há existência além desta vida, você não precisa se preocupar. Mesmo os muçulmanos entendem esta lei, mas não a aplicam. Eles entendem isso porque quando querem defender o Islã, eles mentem e falam com altivez de seu criminoso profeta. Eles nunca mencionam que ele era um pedófilo, um torturador, um estuprador, um terrorista ou um saqueador. Em vez disso, eles afirmam que ele era honesto, generoso, bondoso e compassivo. Isso não é verdade, mas mostra que até mesmo os muçulmanos sabem o que é bom e o que é ruim. Se os muçulmanos sabem, qualquer um sabe.

Não há ninguém que puna ou recompense pela crença ou descrença. Mas a ideia de que podemos progredir espiritualmente no outro mundo – presumindo que haja um – faz sentido. Embora eu não aposte na vida após a morte, estou preparado para isso. Eu sei que se eu sobreviver estarei muito contente pela vida que eu vivi neste mundo. Eu nunca prejudiquei deliberadamente outro ser humano, apesar de muitas pessoas me prejudicarem intencionalmente. Fiz tudo que podia para ser um consolo para os outros. Isso é tudo o que conta. Portanto, eu não temo a morte. Mesmo se eu encontrasse essa luz que as pessoas com experiência de quase morte dizem que viram – e acham que viram Deus – estou absolutamente certo de que vou ser aceito e nunca vou ser insultado por causa de minha descrença.

Digamos que a Luz pergunte: – Ali, por que você nunca acreditou em mim? Eu diria: – “Os seus argumentos nunca fizeram sentido para mim. Se você realmente quisesse que eu acreditasse, você tinha que ter falado de maneira um pouco mais inteligente ou me criar um pouco mais idiota. Não é minha culpa você ter me dado um cérebro que acha tudo sobre você ilógico e absurdo. Como eu poderia distinguir a verdade da mentira se não usando meu cérebro? Quando eu usei o meu cérebro, eu não achei qualquer motivo para acreditar em sua existência. Agora que eu vejo que você existe, é claro que eu acredito em você e, se isso o faz feliz, eu até posso adorá-lo. Por favor, deixe-me passar. Eu não vejo minha avó há um bom tempo e eu sinto falta dela”.

Estou certo de que Deus não se importa se eu o adoro ou não. Ele ficaria feliz em ver o meu currículo. Isso é o que importa. Nossas obras são importantes. Nossas crenças não.

Dou a minha palavra que, se houver um inferno, Maomé é o único que está queimando lá. Um Deus justo mandaria as pessoas do mal para o inferno, não aquelas que usam seu cérebro. Maomé mentiu sobre tantas coisas que podemos comprovar. Por que devemos acreditar nele? Ou temer sua sádica divindade?

Com um simples argumento, provo que Maomé era um mentiroso. Maomé alegou ser enviado pelo mesmo Deus que enviou Jesus. Bem, isso é uma mentira descarada. A menos que este Deus tenha múltiplas personalidades, não há nenhuma semelhança entre o Deus de Jesus e de Maomé. O Deus de Jesus é, geralmente, um Deus amoroso; mas o Deus de Maomé é vingativo, tirânico e um bruto. Assim, ou Jesus estava mentindo e Deus é mau; ou Maomé estava mentindo e Deus é bom. Mas se Jesus era um mentiroso, Maomé mentiu sobre Jesus ser um mensageiro de Deus. Ele também disse que Deus é misericordioso, justo e compassivo. Ao ler o Alcorão e a Sira nós sabemos que isso não é verdade. A lógica simples nos faz ver que Maomé era mentiroso. Se ele mentiu sobre a natureza de Deus, poderia ter mentido sobre todo o resto.

Depois de saber que Maomé era um mentiroso, você não tem que acreditar no que aquele charlatão dizia; e não tem que temer sua falsa divindade psicopata também. Se Deus existe, ele deve se parecer com o Deus de Jesus e não com o deus de Maomé. Ele deve ser um Deus de amor e não um deus sádico e tirânico (na realidade, eu acredito que Deus se assemelhe com o Deus de Einstein. Ele é um princípio, e não um ser sensível).

Os atributos de Alá – como descrito por Maomé – são todos satânicos. Por isso, é justo dizer que Maomé era um mensageiro de Satanás e não de Deus. Os resultados falam por si. Veja como os seguidores de Maomé vivem e se comportam. Na medida em que eles o seguem, agem mal. Isso prova que muçulmanos são adoradores do demônio. Então, se você realmente teme o inferno, certifique-se de que não acredita em Maomé. Se o inferno é real, os muçulmanos que imitam Maomé vão parar lá.

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O artigo original foi escrito em 05 de março de 2009 e encontra-se no site ISLAM WATCH.

http://www.islam-watch.org/AliSina/Smashing-the-Fear-of-Allah.htm

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

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