Cosmos Islâmico.

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Por Alisina

O Alcorão e os Hadith contêm referências à criação do mundo e à realidade física que são nada menos que heresia científica. Apesar dos esforços de muito apologistas muçulmanos, que tentam reinterpretá-los e encontrar neles alguma interpretação exotérica, o contraste com a ciência e a lógica desmente o dito de que o Islam é inspiração divina. Examinemos o seguinte exemplo:

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 414

“… Ele (Maomé) disse: Em primeiro lugar, não havia nada, exceto Alá (então Ele criou Seu trono). Seu trono estava sobre as águas, e Ele escreveu tudo no Livro (nos céus) e criou os Céus e a Terra…”

A menção de que o trono de Alá estava sobre as águas é também mencionado no Alcorão capítulo 11 verso 7:

Foi Ele quem criou os céus e a Terra em seis dias (antes seu trono repousava sobre as águas)”.

Isto faz sentido? Perceba que nos Hadith o tradutor colocou um parêntese dentro do qual escreveu (então ele criou Seu trono). Obviamente também ele notou que se não havia nada, o trono de Alá não podia existir.

E as águas? Este verso e o Hadith que o apoia implicam que as águas existiam antes de Deus ter criado o mundo. O que segurava aquelas águas? A água não necessita um receptáculo? Lógico, a Terra tem que existir para abrigar aquela água. E pode a Terra existir sem o espaço do Universo? Parece que houve um erro cronológico na ordem da criação.

O Cosmos de acordo com o Alcorão e os Hadiths

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De acordo com Maomé a Terra é plana feita de sete camadas. Há vários versos corânicos e hadiths que confirmam isso.

Alcorão capítulo 18:

Verso 86: “Até que chegando ao poente, (Zul Carnain) viu o sol pôr-se numa fonte de fogo, e descobriu um povo vivendo por perto.”

Verso 89: Depois, seguiu outro caminho.
Verso 90: Até que, chegando ao Oriente, viu o sol levantar-se sobre um povo que não havíamos protegido contra o calor.

Geralmente acredita-se que Zul Carnain seja Alexandre o Grande que, de acordo com os antigos, tinha conquistado o mundo de uma ponta a outra. A verdade é que o nascer do sol e seu ocaso são vistos em TODOS os lugares. Uma pessoa não precisa ir “para outro lugar” ou para o fim do mundo para vê-lo nascer ou pôr-se. É obvio que Maomé, como a maioria de seus contemporâneos, acreditava que a Terra é plana e que o sol se move erguendo-se de um lugar e morrendo no outro. O Hadith seguinte dá apoio a esta ideia.

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 421
Narrou Abu Dhar:

O profeta perguntou-me ao crepúsculo: “você sabe aonde o sol vai (na hora do ocaso)?” Repliquei: “Alá e seu apóstolo sabem melhor”. Ele disse: “Ele vai (viaja) até que se prostra por baixo do Trono e toma permissão para erguer-se novamente, e a permissão é concedida. E então virá um dia que ele desejará prostrar-se, mas não será aceito, e tomará permissão para seguir seu curso, mas não será concedida. Ser-lhe-á ordenado que volte donde veio e então levantar-se-á no Ocidente. E esta é a interpretação da assertiva de Alá: “E o sol roda seu percurso por um decreto. É o Decreto de Alá, o Exaltado em Poder, o Onisciente.”


Isto são contos de fadas. O sol pôr-se debaixo do trono de Deus, prostrar-se e pedir permissão para erguer-se no outro dia? Isto é história infantil.

O absurdo não para por aqui. O Alcorão 78:6 diz:

“Não estendemos a Terra como um leito?”

“Leito” é a tradução correta para mehad, usada por Hilali khan, Sher Ali e Sale. Palmer e Rodwell traduzem para o inglês como “couch” (sofá) e Arberry como “berço”. Outros tradutores foram vagos e traduziram como “expansão”. Claramente eles viram que este verso está errado. A Terra não parece uma cama, a menos que você seja um árabe do sétimo século sem conhecimento do mundo.

Todos estes versos e hadith descrevem uma Terra plana, onde o sol se levanta de um lado e se põe numa água escura do outro. Há algum trono em alguma parte no céu ou “sob a Terra” para o sol parar e pedir permissão para se levantar outra vez?

O absurdo deste conto é autoexplicativo. Ainda assim os muçulmanos nunca o questionam. Se está no Alcorão, então deve ser verdade mesmo que seja descaradamente absurdo.

Estas fábulas se originaram das culturas pré-islâmicas. Em 1952 Theodor H. Gaster compilou um livro chamado As Histórias mais velhas do Mundo. É uma coleção de tradições de babilônicos, hititas e canaanitas, povos de 3500 anos atrás. Estas histórias foram perdidas e depois desenterradas no século XX. As semelhanças entre essas histórias e aquelas do Alcorão e da Bíblia são impressionantes. Elas provam que o Alcorão não é um livro divino, Mas uma coleção de fábulas que eram parte das lendas árabes.

Em outro Hadith Maomé compara a trajetória do sol com um arco.

Bukhari, Volume 4,Livro 52, Número 51: Relatou abu Huraia: O profeta disse: “Um lugar no Paraíso, mesmo pequeno como um arco, é melhor do que todo aquele no qual o sol se levanta e se põe (o mundo todo).”

É claro que Maomé pensava que o sol forma um arco, como uma flecha, da hora que surge à hora que desaparece. É o que parece visto da Terra. Para os primitivos parecia que saia do Oriente e se punha no Ocidente formando um arco no céu.

Não há nada científico no Alcorão. Este livro foi escrito no século sete da era cristã e reflete crenças cosmológicas populares características daqueles povos. Maomé também era iletrado. Seu conhecimento do mundo se baseava em boato. Mesmo em seu tempo havia pessoas com conhecimento melhor sobre o cosmos. Como outras pessoas de seu tempo, ele pensava que o sol e a lua orbitavam em volta da Terra.

Alcorão 36:38-40:

E o sol que desliza para seu lugar de repouso, por determinação do Poderoso, do conhecedor. E a lua: dividimos seu percurso em estações até que volte a ser como uma velha folha de palmeira. Nem o sol deve alcançar a lua, nem a noite ultrapassar o dia. Cada um girará na sua própria órbita”.  (tradução Challita)

Qualquer criança na idade escolar pode ver que esta descrição do sistema solar está errada. O sol e a lua não se perseguem. O que falta aqui é a rotação da Terra que é realmente o que faz o dia e a noite se seguirem. Para Maomé, tudo isso era um mistério, um milagre ordenado por Alá. Ele estava surpreso pelo fato de que “o sol e a lua giram conforme cálculos” (capítulo 55 verso 5). E pensava que o céu era um teto a cobrir a Terra e que “foi Deus quem criou a noite e o dia, o sol e a lua, cada um gravitando em sua órbita” (capítulo 21 verso 32 e 33)

Estes erros mostram que o autor do Alcorão não foi o criador do Universo, mas um homem muito ignorante.

Tradução: khadija kafir.  O artigo original em inglês está em http://alisina.org/?p=1255

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

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