Mulher quer ser surrada apenas uma vez por semana.

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Por Ali Sina Em 22 de setembro de 2004,

Um triste relatório saiu do Irã e foi espalhado através da Internet e que, ironicamente, muitos acharam divertido. Era sobre uma mulher iraniana, que todos os dias apanhava do marido, e que pediu a um tribunal para dizer a esse marido para espancá-la apenas uma vez por semana. O diário Aftab-e-Yazd informou que Maryam, a mulher de meia-idade, disse que ela não queria se divorciar de seu marido porque ela o amava. “Apenas diga a ele para me bater uma vez por semana… Bater faz parte de sua natureza e ele não pode parar.” – disse Maryan ao tribunal. Quando o tribunal proibiu o marido de bater na esposa, ele protestou: “Se eu não bater nela, ela não vai ficar com medo o suficiente para me obedecer”. Neste drama tragicômico jazem duas realidades muito tristes que afetam todas as mulheres muçulmanas, independentemente de suas nacionalidades. A primeira é que as mulheres muçulmanas são educadas para aceitar o abuso como normal. Desde a infância, elas são tratadas de forma diferente. Nos países islâmicos, meninos são preferidos ao invés das meninas. Meninas são a fonte de decepção para seus pais e uma vergonha para suas mães. Se uma mulher dá à luz um menino, ela é elogiada, mas se a criança é uma menina, ela é desprezada. As meninas aprendem desde a infância que elas não são desejadas. À mesa, seus irmãos comem primeiro e tiram a melhor parte. Nas famílias mais pobres, os membros do sexo feminino cozinham e servem aos homens; então esperam até que estes fiquem satisfeitos e depois disso catam as sobras. Meninos obtêm oportunidade de ir para a escola e seguir adiante na vida. As meninas têm muitas vezes essa chance negada, pois não parece haver nenhuma necessidade para elas de se educarem, uma vez que aqui nas sociedades islâmicas não há oportunidade de trabalho para as mulheres. Tudo que uma garota pode aspirar é se casar com um homem que vai cuidar dela. Ela herda a metade do que seus irmãos herdam e têm menos direitos. A lógica é que ela não iria precisar porque cabe ao marido sustentá-la. As filhas são um fardo para as suas famílias e são “doadas” em casamento o mais rápido possível. Isso pode acontecer com uma menina de 9 anos de idade. Todo este condicionamento ocorre com a bênção da “melhor e mais perfeita religião” chamada Islã. Afinal, foi Maomé quem disse que as mulheres são “deficientes em inteligência”. Foi ele quem disse que os homens têm um “grau de vantagem sobre as mulheres”. Foi ele quem disse que as mulheres que desobedecem ao marido “devem ser surradas”. Se o Islã é a religião mais perfeita, como se pode contestar os seus ensinamentos? Assim, as mulheres muçulmanas crescem conhecendo apenas uma realidade: que elas são inferiores aos homens e devem agradá-los, se quiserem sobreviver. A lavagem cerebral é tão completa que muitas mulheres muçulmanas realmente lutam para preservar seu status inferior. Muitas delas insistem em usar véu e se orgulham de sua servidão e baixo status. Em sociedades islâmicas, o agredido é tão dependente do agressor como o último é do primeiro. Uma boa definição desta relação simbiótica homem / mulher nos países islâmicos é sadomasoquismo ou para usar um termo mais moderno, codependência. As mulheres muçulmanas têm sido abusadas e humilhadas desde o seu nascimento e esta é a única forma de existência que já conheceram e que acham que é “confortável”. Elas aprendem desde muito cedo que, para sobreviverem, ou mesmo chegar à frente, elas têm que agradar os homens à sua volta. Os homens também aprendem que as mulheres são criaturas sem valor, enganosas e não confiáveis. Portanto, os homens crescem sem respeito pelas mulheres, sua inteligência e sua dignidade. Estes homens aprendem a abusar de suas irmãs e bater nelas assim como seus pais batem nas mães e eles acabarão por bater nas mulheres com total pureza de consciência. Homens muçulmanos crescem com o entendimento de que é seu direito dado por Deus bater nas suas mulheres e as mulheres muçulmanas crescem aceitando o direito de seus maridos de bater nelas. Tudo isso é o efeito psicorreligioso de uma religião nefasta dentro das sociedades islâmicas, e que não vai embora enquanto esta religião ser considerada como uma fonte divina. A outra triste realidade é o efeito socioeconômico do Islã na vida das mulheres. Nos países islâmicos todas as portas estão fechadas para as mulheres. Há pouca ou nenhuma oportunidade disponível para as mulheres de viver uma vida produtiva e independente. Elas têm pouca instrução e nenhuma formação profissional. Tudo o que sabem é tarefa doméstica. Se as mulheres não se casarem e não encontrarem um marido que vai cuidar delas, elas vão ter uma vida muito difícil. O casamento é a única esperança que uma mulher muçulmana tem para sua própria sobrevivência. Ela sabe disso perfeitamente bem. Ela sabe que tem que se casar em breve e que, se ela for despejada, seu futuro será arruinado. Nos países islâmicos, o patrimônio da família não é dividido igualmente entre o ex-marido e a mulher, mas o homem mantém tudo, como tudo tem sido seu salário. O Alcorão deixa claro que tudo o que é propriedade do homem e uma boa mulher é aquela que cuida da propriedade do marido. O trabalho da mulher em manter casa do marido em ordem, cozinhar para ele e criar seus numerosos filhos não é reconhecido como valioso e, portanto, depois de um divórcio, ela tem direito a nada. Ela também vai perder a custódia de seus filhos pois as mulheres no Islam são nada mais que incubadoras para os filhos dos homens. Tudo o que ela pode obter é sua mahr (a taxa combinada antes das nupcias), que muitas vezes é apenas um símbolo e se resume a nada. Poderia ser algo tão insignificante como um vestido. As mulheres muitas vezes não exigem muito para mahr, não só porque Maomé insistiu que as boas mulheres também fossem baratas, mas também porque elas correm o risco de não se casarem o que seria uma grande desgraça para elas e para as suas famílias. Claramente, o divórcio pode significar um desastre para uma mulher muçulmana. Ele não só significa que ela vai perder seu status social, mas ela realmente pode enfrentar a fome. Se ela não é jovem o suficiente para casar-se novamente, ela será forçada a encontrar trabalho braçal. O trabalho não está prontamente disponível para as mulheres nos países islâmicos. O único trabalho disponível é o trabalho doméstico e de limpeza, que é extremamente mal pago e muito humilhante. Apenas as sortudas conseguem trabalho como empregadas domésticas. Muitas mulheres divorciadas acabam nas ruas como mendigas. Assim, é compreensível que as mulheres muçulmanas prefiram um marido que as abusem e as batam regularmente do que o divórcio. Isso também explica por que as mulheres consentem em compartilhar seus maridos com uma segunda, terceira ou quarta coesposa. Elas sabem que a alternativa do divorcio significa enfrentar um futuro muito sombrio de incertezas e pobreza. A estigmatização é apenas um dilema que uma mulher divorciada enfrenta. O verdadeiro desafio é a sobrevivência após o divórcio. Só depois de levar em consideração o dilema psicorreligioso e os fatores socioeconômicos que subjugam as mulheres muçulmanas é que podemos apreciar a gravidade do problema e podemos entender por Maryam ficaria feliz se o marido batesse nela apenas uma vez por semana, em vez de todos os dias. Só então é que vamos entender por que ela diz que ainda o ama. Maryam sabe perfeitamente que, se seu marido abusivo e selvagem despejá-la, ela vai ter que quer cometer suicídio ou viver uma vida de extrema pobreza e miséria. Tudo que Maryam quer é viver. Não é este o instinto básico de todos os seres vivos? Assim, ela está disposta a ser surrada uma vez por semana por esse privilégio. Maryam está disposta a manter seu marido psicopata contente, permitindo-lhe espancá-la regularmente para que ela possa continuar a viver a sua vida miserável. Para Maryam e para milhões de mulheres muçulmanas que vivem em relacionamentos abusivos e em sociedades abusivas, a vida não é um direito, mas um privilégio. É um privilégio que elas têm a ganhar por agradar seus maridos, mesmo que isso signifique aguentar suas birras violentas. As mulheres muçulmanas sem maridos não têm esperanças. Se elas são divorciadas ou viúvas; se elas não têm boa herança e se elas não conseguem encontrar outro marido, elas não têm futuro. Elas são párias e ônus para a sociedade e para si mesmas. A morte é muito mais atraente para elas do que esta vida sombria e miserável. Talvez isso explique a razão de ser das Viúvas Negras chechenas. Essas mulheres que perderam seus maridos e sendo muçulmanas não há mais nada para elas, a não ser morrer. No entanto, como boas muçulmanas – querem se vingar e matar tantas pessoas inocentes que puderem antes de enfrentar sua própria cobiçada morte. O abuso das mulheres é um dos problemas enfrentados pelo mundo muçulmano e não é dos menores. Infelizmente, não há solução para este problema, a menos que o Islã seja erradicado destas sociedades. A misoginia é apenas um dos muitos sintomas do doentio mundo islâmico. A doença é o Islã!

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org O artigo original pode ser lido em http://www.faithfreedom.org/woman-wants-to-be-beaten-only-once-a-week/

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