Cosmos Islâmico.

Por Alisina

O Alcorão e os Hadith contêm referências à criação do mundo e à realidade física que são nada menos que heresia científica. Apesar dos esforços de muito apologistas muçulmanos, que tentam reinterpretá-los e encontrar neles alguma interpretação exotérica, o contraste com a ciência e a lógica desmente o dito de que o Islam é inspiração divina. Examinemos o seguinte exemplo:

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 414

“… Ele (Maomé) disse: Em primeiro lugar, não havia nada, exceto Alá (então Ele criou Seu trono). Seu trono estava sobre as águas, e Ele escreveu tudo no Livro (nos céus) e criou os Céus e a Terra…”

A menção de que o trono de Alá estava sobre as águas é também mencionado no Alcorão capítulo 11 verso 7:

Foi Ele quem criou os céus e a Terra em seis dias (antes seu trono repousava sobre as águas)”.

Isto faz sentido? Perceba que nos Hadith o tradutor colocou um parêntese dentro do qual escreveu (então ele criou Seu trono). Obviamente também ele notou que se não havia nada, o trono de Alá não podia existir.

E as águas? Este verso e o Hadith que o apoia implicam que as águas existiam antes de Deus ter criado o mundo. O que segurava aquelas águas? A água não necessita um receptáculo? Lógico, a Terra tem que existir para abrigar aquela água. E pode a Terra existir sem o espaço do Universo? Parece que houve um erro cronológico na ordem da criação.

O Cosmos de acordo com o Alcorão e os Hadiths

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De acordo com Maomé a Terra é plana feita de sete camadas. Há vários versos corânicos e hadiths que confirmam isso.

Alcorão capítulo 18:

Verso 86: “Até que chegando ao poente, (Zul Carnain) viu o sol pôr-se numa fonte de fogo, e descobriu um povo vivendo por perto.”

Verso 89: Depois, seguiu outro caminho.
Verso 90: Até que, chegando ao Oriente, viu o sol levantar-se sobre um povo que não havíamos protegido contra o calor.

Geralmente acredita-se que Zul Carnain seja Alexandre o Grande que, de acordo com os antigos, tinha conquistado o mundo de uma ponta a outra. A verdade é que o nascer do sol e seu ocaso são vistos em TODOS os lugares. Uma pessoa não precisa ir “para outro lugar” ou para o fim do mundo para vê-lo nascer ou pôr-se. É obvio que Maomé, como a maioria de seus contemporâneos, acreditava que a Terra é plana e que o sol se move erguendo-se de um lugar e morrendo no outro. O Hadith seguinte dá apoio a esta ideia.

Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 421
Narrou Abu Dhar:

O profeta perguntou-me ao crepúsculo: “você sabe aonde o sol vai (na hora do ocaso)?” Repliquei: “Alá e seu apóstolo sabem melhor”. Ele disse: “Ele vai (viaja) até que se prostra por baixo do Trono e toma permissão para erguer-se novamente, e a permissão é concedida. E então virá um dia que ele desejará prostrar-se, mas não será aceito, e tomará permissão para seguir seu curso, mas não será concedida. Ser-lhe-á ordenado que volte donde veio e então levantar-se-á no Ocidente. E esta é a interpretação da assertiva de Alá: “E o sol roda seu percurso por um decreto. É o Decreto de Alá, o Exaltado em Poder, o Onisciente.”


Isto são contos de fadas. O sol pôr-se debaixo do trono de Deus, prostrar-se e pedir permissão para erguer-se no outro dia? Isto é história infantil.

O absurdo não para por aqui. O Alcorão 78:6 diz:

“Não estendemos a Terra como um leito?”

“Leito” é a tradução correta para mehad, usada por Hilali khan, Sher Ali e Sale. Palmer e Rodwell traduzem para o inglês como “couch” (sofá) e Arberry como “berço”. Outros tradutores foram vagos e traduziram como “expansão”. Claramente eles viram que este verso está errado. A Terra não parece uma cama, a menos que você seja um árabe do sétimo século sem conhecimento do mundo.

Todos estes versos e hadith descrevem uma Terra plana, onde o sol se levanta de um lado e se põe numa água escura do outro. Há algum trono em alguma parte no céu ou “sob a Terra” para o sol parar e pedir permissão para se levantar outra vez?

O absurdo deste conto é autoexplicativo. Ainda assim os muçulmanos nunca o questionam. Se está no Alcorão, então deve ser verdade mesmo que seja descaradamente absurdo.

Estas fábulas se originaram das culturas pré-islâmicas. Em 1952 Theodor H. Gaster compilou um livro chamado As Histórias mais velhas do Mundo. É uma coleção de tradições de babilônicos, hititas e canaanitas, povos de 3500 anos atrás. Estas histórias foram perdidas e depois desenterradas no século XX. As semelhanças entre essas histórias e aquelas do Alcorão e da Bíblia são impressionantes. Elas provam que o Alcorão não é um livro divino, Mas uma coleção de fábulas que eram parte das lendas árabes.

Em outro Hadith Maomé compara a trajetória do sol com um arco.

Bukhari, Volume 4,Livro 52, Número 51: Relatou abu Huraia: O profeta disse: “Um lugar no Paraíso, mesmo pequeno como um arco, é melhor do que todo aquele no qual o sol se levanta e se põe (o mundo todo).”

É claro que Maomé pensava que o sol forma um arco, como uma flecha, da hora que surge à hora que desaparece. É o que parece visto da Terra. Para os primitivos parecia que saia do Oriente e se punha no Ocidente formando um arco no céu.

Não há nada científico no Alcorão. Este livro foi escrito no século sete da era cristã e reflete crenças cosmológicas populares características daqueles povos. Maomé também era iletrado. Seu conhecimento do mundo se baseava em boato. Mesmo em seu tempo havia pessoas com conhecimento melhor sobre o cosmos. Como outras pessoas de seu tempo, ele pensava que o sol e a lua orbitavam em volta da Terra.

Alcorão 36:38-40:

E o sol que desliza para seu lugar de repouso, por determinação do Poderoso, do conhecedor. E a lua: dividimos seu percurso em estações até que volte a ser como uma velha folha de palmeira. Nem o sol deve alcançar a lua, nem a noite ultrapassar o dia. Cada um girará na sua própria órbita”.  (tradução Challita)

Qualquer criança na idade escolar pode ver que esta descrição do sistema solar está errada. O sol e a lua não se perseguem. O que falta aqui é a rotação da Terra que é realmente o que faz o dia e a noite se seguirem. Para Maomé, tudo isso era um mistério, um milagre ordenado por Alá. Ele estava surpreso pelo fato de que “o sol e a lua giram conforme cálculos” (capítulo 55 verso 5). E pensava que o céu era um teto a cobrir a Terra e que “foi Deus quem criou a noite e o dia, o sol e a lua, cada um gravitando em sua órbita” (capítulo 21 verso 32 e 33)

Estes erros mostram que o autor do Alcorão não foi o criador do Universo, mas um homem muito ignorante.

Tradução: khadija kafir.  O artigo original em inglês está em http://alisina.org/?p=1255

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

Gênios e Estrelas Cadentes.

Por Alisina· 10 de Novembro de 2010.

Tradução: Khadija bint Kafir

Como seus contemporâneos beduínos, Maomé acreditava em seres sombrios e fantasmas. Estas criaturas míticas eram conhecidas como jinns (ou gênios). Maomé falou extensivamente sobre os jinns. Ele disse a seus seguidores que os jinns eram feitos de fogo. Eles se apoiavam no ombro um do outro todo o caminho para o céu a fim de bisbilhotar a conversa da “assembleia celeste” (mala-e a’la). Assembleia celeste ou superior era um termo usado pelos sumerianos para se referir à reunião dos deuses antigos representando o Panteão Sumeriano, presidido por An e Enlil. Maomé acreditava que os meteoros eram mísseis atirados pelos anjos para deter os jinns em sua bisbilhotagem.

Alcorão, capítulo 72 versos 8 e 9:

E tocamos no céu, mas achamo-lo cheio de guardas poderosos e de bólides. E sentamo-nos para escutar. Mas quem escutava encontrava um bólide à espreita”. (tradução Mansour Challita)

Ele repetiu a mesma ideia absurda outra vez.

Capítulo 37 versos 6 a 10:

Decoramos o céu mais próximo com estrelas. E elas o protegem contra os demônios rebeldes. Impedindo-os de ouvir as deliberações da corte celestial. Os meteoros os rechaçam de todos os lados. E obrigam-nos a recuar, confinando-os a um castigo sem fim. E se um deles surpreender algo das palavras proibidas, será perseguido por um bólide flamejante”. (tradução Mansour Challita)

E capítulo 67 verso 5:

E adornamos com lâmpadas o céu mais próximo, colocando-as ali a fim de que sirva para apedrejar os demônios, a quem destinamos o suplício das chamas”.

O universo vislumbrado por Maomé pertencia ao reino dos contos de fadas. A Terra para ele era plana onde o sol surgia dos mares de um lado para pôr-se numa fonte de água fervente do outro lado (Alcorão 18:86). Em Árabe a palavra “sama” significa paraíso e céu. Maomé, como seus contemporâneos, não fazia distinção entre os dois. Ele disse que o paraíso (céu) é feito de sete camadas e as estrelas foram colocadas na parte mais baixa, inferior à posição da lua.

Então ele vislumbrou os jinns se apoiando um no ombro do outro todo o percurso do paraíso para bisbilhotar a discussão da “corte celestial”. Ele pensava que as estrelas eram lâmpadas penduradas da abóbada do céu para adornar o céu mais baixo. Quando os jinns se amontoam um em cima do outro para bisbilhotar, os anjos guardiões agarram uma estrela e a arremessam contra o jinn para assustá-lo. Alguma pessoa racional de hoje pode aceitar esse tipo de disparate?

O que as pessoas de antigamente chamavam de estrelas cadentes são meteoritos- pedras pequenas que brilham quando entram na atmosfera terrestre. As estrelas são sóis a milhares de anos luz de nós. Afora o fato de que a ideia de jinns é ridícula, eles podem mesmo se apoiar para alcançar a presença de deuses? Que deuses? Se Deus é um só, que “Assembleia Celestial” é essa que ele estava falando? Por mais absurdo que possa parecer, os muçulmanos ainda acreditam em jinns. Se está escrito no Alcorão, então deve ser verdade, pelos que saibam. Rejeitar a essa tola ideia é equivalente a rejeitar ao Alcorão.

O Hadith seguinte confirma a história acima:

Relatou Aisha: “ouvi o apóstolo de Alá dizendo ‘os anjos descem das nuvens e mencionam esse ou aquele assunto decretado no paraíso. Os demônios escutam furtivamente a tal assunto, descem para inspirar aos adivinhos com isso e o último deles acrescenta uma centena de mentiras por conta própria’”. Sahih Bukhari Volume 4, Livro 54, Número 432]

Relatou Aisha: “Algumas pessoas perguntaram ao profeta sobre os adivinhos. Ele disse: “não valem nada”. Disseram: ‘Ó Apóstolo de Alá! Algumas de suas falas acontecem’. O profeta disse: ‘A palavra que se torna verdade é o que um jinn arrebata por furto (do céu) e a despeja nos ouvidos de seu amigo (o vidente) com um som semelhante ao cacarejar de uma galinha. O adivinho então acresce àquela palavra uma centena de mentiras”’. Sahih Bukhari Volume 9, Livro 93, Número 650.

Os muçulmanos estão convencidos de que os jinns são reais. Se está no Alcorão deve ser real. O pensamento de que o Alcorão possa ser falso não entra na mente deles. A imagem seguinte é um artigo publicado na República Islâmica do Irã.

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O artigo diz que depois da confirmação pelas autoridades religiosas dos Emirados Árabes, vários jornais têm publicado a foto. Um Jovem árabe, ao de ouvir ruídos estranhos vindo de uma caverna na região de Jaliyah nos Emirados, pegou sua câmera e entrou na caverna. Lá ele avistou uma estranha criatura que parecia um jinn. O fotógrafo morreu como resultado de um ataque cardíaco. Quando seus amigos e a polícia entraram na caverna, acharam sua câmera próxima ao corpo e a foto do jinn dentro da câmera. Esta foto e a notícia foram publicadas nos jornais dos Emirados e divulgadas na televisão. A imagem seguinte revela a verdade:

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Este tipo de embuste é comum entre muçulmanos. Estes são os “milagres” que mantêm sua fé viva.

O artigo original encontra-se em http://alisina.org/?p=119

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org

Mulher quer ser surrada apenas uma vez por semana.

Por Ali Sina Em 22 de setembro de 2004,

Um triste relatório saiu do Irã e foi espalhado através da Internet e que, ironicamente, muitos acharam divertido. Era sobre uma mulher iraniana, que todos os dias apanhava do marido, e que pediu a um tribunal para dizer a esse marido para espancá-la apenas uma vez por semana. O diário Aftab-e-Yazd informou que Maryam, a mulher de meia-idade, disse que ela não queria se divorciar de seu marido porque ela o amava. “Apenas diga a ele para me bater uma vez por semana… Bater faz parte de sua natureza e ele não pode parar.” – disse Maryan ao tribunal. Quando o tribunal proibiu o marido de bater na esposa, ele protestou: “Se eu não bater nela, ela não vai ficar com medo o suficiente para me obedecer”. Neste drama tragicômico jazem duas realidades muito tristes que afetam todas as mulheres muçulmanas, independentemente de suas nacionalidades. A primeira é que as mulheres muçulmanas são educadas para aceitar o abuso como normal. Desde a infância, elas são tratadas de forma diferente. Nos países islâmicos, meninos são preferidos ao invés das meninas. Meninas são a fonte de decepção para seus pais e uma vergonha para suas mães. Se uma mulher dá à luz um menino, ela é elogiada, mas se a criança é uma menina, ela é desprezada. As meninas aprendem desde a infância que elas não são desejadas. À mesa, seus irmãos comem primeiro e tiram a melhor parte. Nas famílias mais pobres, os membros do sexo feminino cozinham e servem aos homens; então esperam até que estes fiquem satisfeitos e depois disso catam as sobras. Meninos obtêm oportunidade de ir para a escola e seguir adiante na vida. As meninas têm muitas vezes essa chance negada, pois não parece haver nenhuma necessidade para elas de se educarem, uma vez que aqui nas sociedades islâmicas não há oportunidade de trabalho para as mulheres. Tudo que uma garota pode aspirar é se casar com um homem que vai cuidar dela. Ela herda a metade do que seus irmãos herdam e têm menos direitos. A lógica é que ela não iria precisar porque cabe ao marido sustentá-la. As filhas são um fardo para as suas famílias e são “doadas” em casamento o mais rápido possível. Isso pode acontecer com uma menina de 9 anos de idade. Todo este condicionamento ocorre com a bênção da “melhor e mais perfeita religião” chamada Islã. Afinal, foi Maomé quem disse que as mulheres são “deficientes em inteligência”. Foi ele quem disse que os homens têm um “grau de vantagem sobre as mulheres”. Foi ele quem disse que as mulheres que desobedecem ao marido “devem ser surradas”. Se o Islã é a religião mais perfeita, como se pode contestar os seus ensinamentos? Assim, as mulheres muçulmanas crescem conhecendo apenas uma realidade: que elas são inferiores aos homens e devem agradá-los, se quiserem sobreviver. A lavagem cerebral é tão completa que muitas mulheres muçulmanas realmente lutam para preservar seu status inferior. Muitas delas insistem em usar véu e se orgulham de sua servidão e baixo status. Em sociedades islâmicas, o agredido é tão dependente do agressor como o último é do primeiro. Uma boa definição desta relação simbiótica homem / mulher nos países islâmicos é sadomasoquismo ou para usar um termo mais moderno, codependência. As mulheres muçulmanas têm sido abusadas e humilhadas desde o seu nascimento e esta é a única forma de existência que já conheceram e que acham que é “confortável”. Elas aprendem desde muito cedo que, para sobreviverem, ou mesmo chegar à frente, elas têm que agradar os homens à sua volta. Os homens também aprendem que as mulheres são criaturas sem valor, enganosas e não confiáveis. Portanto, os homens crescem sem respeito pelas mulheres, sua inteligência e sua dignidade. Estes homens aprendem a abusar de suas irmãs e bater nelas assim como seus pais batem nas mães e eles acabarão por bater nas mulheres com total pureza de consciência. Homens muçulmanos crescem com o entendimento de que é seu direito dado por Deus bater nas suas mulheres e as mulheres muçulmanas crescem aceitando o direito de seus maridos de bater nelas. Tudo isso é o efeito psicorreligioso de uma religião nefasta dentro das sociedades islâmicas, e que não vai embora enquanto esta religião ser considerada como uma fonte divina. A outra triste realidade é o efeito socioeconômico do Islã na vida das mulheres. Nos países islâmicos todas as portas estão fechadas para as mulheres. Há pouca ou nenhuma oportunidade disponível para as mulheres de viver uma vida produtiva e independente. Elas têm pouca instrução e nenhuma formação profissional. Tudo o que sabem é tarefa doméstica. Se as mulheres não se casarem e não encontrarem um marido que vai cuidar delas, elas vão ter uma vida muito difícil. O casamento é a única esperança que uma mulher muçulmana tem para sua própria sobrevivência. Ela sabe disso perfeitamente bem. Ela sabe que tem que se casar em breve e que, se ela for despejada, seu futuro será arruinado. Nos países islâmicos, o patrimônio da família não é dividido igualmente entre o ex-marido e a mulher, mas o homem mantém tudo, como tudo tem sido seu salário. O Alcorão deixa claro que tudo o que é propriedade do homem e uma boa mulher é aquela que cuida da propriedade do marido. O trabalho da mulher em manter casa do marido em ordem, cozinhar para ele e criar seus numerosos filhos não é reconhecido como valioso e, portanto, depois de um divórcio, ela tem direito a nada. Ela também vai perder a custódia de seus filhos pois as mulheres no Islam são nada mais que incubadoras para os filhos dos homens. Tudo o que ela pode obter é sua mahr (a taxa combinada antes das nupcias), que muitas vezes é apenas um símbolo e se resume a nada. Poderia ser algo tão insignificante como um vestido. As mulheres muitas vezes não exigem muito para mahr, não só porque Maomé insistiu que as boas mulheres também fossem baratas, mas também porque elas correm o risco de não se casarem o que seria uma grande desgraça para elas e para as suas famílias. Claramente, o divórcio pode significar um desastre para uma mulher muçulmana. Ele não só significa que ela vai perder seu status social, mas ela realmente pode enfrentar a fome. Se ela não é jovem o suficiente para casar-se novamente, ela será forçada a encontrar trabalho braçal. O trabalho não está prontamente disponível para as mulheres nos países islâmicos. O único trabalho disponível é o trabalho doméstico e de limpeza, que é extremamente mal pago e muito humilhante. Apenas as sortudas conseguem trabalho como empregadas domésticas. Muitas mulheres divorciadas acabam nas ruas como mendigas. Assim, é compreensível que as mulheres muçulmanas prefiram um marido que as abusem e as batam regularmente do que o divórcio. Isso também explica por que as mulheres consentem em compartilhar seus maridos com uma segunda, terceira ou quarta coesposa. Elas sabem que a alternativa do divorcio significa enfrentar um futuro muito sombrio de incertezas e pobreza. A estigmatização é apenas um dilema que uma mulher divorciada enfrenta. O verdadeiro desafio é a sobrevivência após o divórcio. Só depois de levar em consideração o dilema psicorreligioso e os fatores socioeconômicos que subjugam as mulheres muçulmanas é que podemos apreciar a gravidade do problema e podemos entender por Maryam ficaria feliz se o marido batesse nela apenas uma vez por semana, em vez de todos os dias. Só então é que vamos entender por que ela diz que ainda o ama. Maryam sabe perfeitamente que, se seu marido abusivo e selvagem despejá-la, ela vai ter que quer cometer suicídio ou viver uma vida de extrema pobreza e miséria. Tudo que Maryam quer é viver. Não é este o instinto básico de todos os seres vivos? Assim, ela está disposta a ser surrada uma vez por semana por esse privilégio. Maryam está disposta a manter seu marido psicopata contente, permitindo-lhe espancá-la regularmente para que ela possa continuar a viver a sua vida miserável. Para Maryam e para milhões de mulheres muçulmanas que vivem em relacionamentos abusivos e em sociedades abusivas, a vida não é um direito, mas um privilégio. É um privilégio que elas têm a ganhar por agradar seus maridos, mesmo que isso signifique aguentar suas birras violentas. As mulheres muçulmanas sem maridos não têm esperanças. Se elas são divorciadas ou viúvas; se elas não têm boa herança e se elas não conseguem encontrar outro marido, elas não têm futuro. Elas são párias e ônus para a sociedade e para si mesmas. A morte é muito mais atraente para elas do que esta vida sombria e miserável. Talvez isso explique a razão de ser das Viúvas Negras chechenas. Essas mulheres que perderam seus maridos e sendo muçulmanas não há mais nada para elas, a não ser morrer. No entanto, como boas muçulmanas – querem se vingar e matar tantas pessoas inocentes que puderem antes de enfrentar sua própria cobiçada morte. O abuso das mulheres é um dos problemas enfrentados pelo mundo muçulmano e não é dos menores. Infelizmente, não há solução para este problema, a menos que o Islã seja erradicado destas sociedades. A misoginia é apenas um dos muitos sintomas do doentio mundo islâmico. A doença é o Islã!

Sobre o autor: Ali Sina é um ex-muçulmano nascido no Irã e que atualmente mora no Canadá. É fundador da FAITH FREEDOM INTERNATIONAL, que é um fórum de referência na crítica ao Islã e escrito por ex-muçulmanos. http://www.faithfreedom.org O artigo original pode ser lido em http://www.faithfreedom.org/woman-wants-to-be-beaten-only-once-a-week/

Minha visão do Islã.

TEXTO DE AYAAN HIRSI ALI.

A definição incontestável da palavra Islã por todos os seus adeptos é “submissão à vontade de Deus.” Esta vontade divina é descrita no Alcorão e nos ensinamentos e atos de Maomé, como registrado nos Hadiths ou Sunnas.

Enquanto o Corão é considerado verdadeiro, ou seja, a palavra não diluída de Deus revelada a Maomé através do anjo Gabriel, as Sunnas têm menos peso e sempre foram um motivo de desacordo entre os estudiosos muçulmanos. Os teólogos do Islã, no entanto, chegaram a um consenso sobre a autoridade de um conjunto de seis volumes das Sunnas chamado de Sahih Sita, ou autêntica de seis.

Sobre as questões de guerra santa (jihad), apostasia e o tratamento das mulheres, o Alcorão e as Sunnas são claros. É obrigação de todo muçulmano espalhar o Islão aos incrédulos primeiro através de Dawa, ou proselitismo; em seguida, através da Jihad, se os incrédulos se recusam a converter. É obrigação dos descrentes aceitarem o Islã. Ficam isentos deste edital de conversão os “adeptos do Livro (Bíblia)”: cristãos e judeus. Ambos os povos têm uma escolha. Podem adotar o Islã e gozam dos mesmos direitos que os outros muçulmanos, ou podem manter o seu Livro (Bíblia) e levar a vida de um dhimmi (cidadão inferior). Legalmente, os direitos do dhimmi não são iguais aos de um muçulmano. Por exemplo, um homem muçulmano pode tomar uma esposa judia ou cristã, mas os judeus e os cristãos não estão autorizados a se casar com mulheres muçulmanas. Se um cristão ou um judeu mata um homem muçulmano, deve ser morto imediatamente. Em contraste, o sangue de um muçulmano nunca deve ser derramado em recompensa pelo sangue do cristão ou do judeu.

Também é a obrigação de todo muçulmano buscar a virtude e proibir o vício. A apostasia, o pior vício possível que um muçulmano pode cometer, deve ser punida com a morte. A punição não precisa ser levada a cabo pelo Estado, mas pode facilmente ser aplicada por civis. Quando se trata da lei islâmica, a justiça está nas mãos de todo e qualquer muçulmano.

Quanto ao tratamento das mulheres, no Alcorão e mais elaboradamente nas Sunnas, O Islã atribui às meninas uma posição na família que as obriga a serem dóceis, as torna dependentes de seus parentes do sexo masculino para obter sustento e dá domínio sobre seus corpos para estes mesmo parentes homens.

No Islã há uma hierarquia rígida de subserviência. Em primeiro lugar, todos os seres humanos são obrigados a ser escravos de Alá. Nas sociedades muçulmanas, todas as crianças devem obedecer aos pais. Além disso, as mulheres e as meninas devem obedecer e servir, sem dúvida, os seus tutores masculinos e, especialmente, seus maridos. Este decreto de obediência civil não é de forma alguma recíproco.

Uma mulher no Islã não é competente e deve sempre ter um tutor. A responsabilidade da tutela pode passar de pai para irmão (tio), antes de uma menina ser casada, a partir daí ela deve responder ao seu marido. O casamento é normalmente arranjado, sem escolha, dada à jovem, e muitas vezes há uma troca de dinheiro no processo. Assim, sob a proteção da regra religiosa do Islã, ainda hoje é comum que os direitos da mulher sejam praticamente vendidos a um homem que ela não conhece, e que muito provavelmente não ama.

Quanto à educação de meninas sob o Islã, há uma programação cerebral clara de doutrinação para a desigualdade. De acordo com o Islã, a educação é o repasse das regras de submissão à vontade de Deus. Intrínseca nesta “educação” é a estipulação padrões de gênero. Meninas são instruídas na subserviência primeiro a Deus, depois à família e, finalmente, ao marido. Há rigorosa ênfase na modéstia, definida pela virgindade. Uma menina muçulmana é ensinada a proteger ferozmente sua virgindade como uma expressão de lealdade para com seu criador, para com sua família e seu marido.

Esta forma de educação dificulta suas chances de se tornar auto-suficiente ou financeiramente independente. A falta de igualdade social e liberdade de uma mulher é uma consequência directa dos ensinamentos do Islã. De acordo com o Islã, a mulher deve sempre pedir ao marido a permissão e ela deve obedecer indefinidamente. Este estreitamento é revogado no evento particular em que ele peça para ela abandonar Deus, casos em que a ela é permitido o direito de desobediência. Embora seja verdade que no Islã, tecnicamente falando, as mulheres tenham o direito de negociar e de ter património próprio, a condição de obediência total aos guardiões faz esta “liberdade” hipotética, na melhor das hipóteses.

O objetivo da educação dada às meninas sob o Islã é a realização do controle sobre sua sexualidade. O resultado dessa doutrinação é que as meninas muçulmanas acreditam que ela é legítima e muitas vezes vocalmente defendem a sua posição de subordinação. Os parâmetros de uma sociedade muçulmana para a busca do controle sexual, muitas vezes atravessam o território do absurdo e, pelos padrões ocidentais, o criminal. No Islã, a idade mínima de casamento para uma menina é depois da primeira menstruação. Maomé foi prometido a sua esposa Aisha quando ela tinha seis anos de idade, e se casou com ela (teve relações sexuais com ela), quando a menina completou nove. Milhões de muçulmanos em todo o mundo seguem Maomé nesta ação, sendo um dos exemplos mais proeminentes, o falecido Aiatolá Khomeini.

Sob a lei Sharia (lei islâmica), como governa na Arábia Saudita, Irã e partes da Nigéria, os direitos civis das mulheres são drasticamente reduzidos. Ameaça de punição violenta na forma de chicotadas e apedrejamentos torna a perspectiva de independência financeira e liberdade sexual para as mulheres praticamente impossível. Milagrosamente, mesmo em tais circunstâncias difíceis você vai encontrar mulheres que estão relativamente bem educadas, têm algo a dizer na escolha de um marido e conseguem ganhar a vida. Sejamos claros em dizer que essas exceções são devidas à compaixão e à progressividade das famílias que foram influenciadas pelo Ocidente, e não às regras derivadas do Islã.

Na busca pela reconciliação entre muçulmanos e sociedades ocidentais, é importante reconhecer que os muçulmanos são tão diversificados quanto o Islã é monolítico. O Islã tenta unificar mais de um bilhão de pessoas de diferentes origens geográficas, línguas, etnias e origens culturais e educacionais em uma única tribo religiosa. E enquanto eu sei que geralmente estereotipar crentes é difícil, pois a crença é subjetiva, por uma questão de debate, gostaria de distinguir entre cinco tipos de muçulmanos.

O primeiro grupo inclui aqueles muçulmanos que abandonam a fé porque não podem conciliá-la com a sua consciência ou com a modernidade. Este grupo é importante para a evolução do mundo islâmico, porque eles fazem as perguntas críticas e urgentes que os crentes geralmente evitam. Ex-muçulmanos que vivem no Ocidente estão começando a encontrar sua voz e tirar proveito das liberdades espirituais e sociais disponíveis para eles.

O segundo grupo é composto por reformadores muçulmanos genuínos, como Irshad Manji, que reconhecem a teologia ultrapassada dos comandos do Corão e da imoralidade do profeta. Eles tendem a enfatizar os capítulos do Corão que foram escritos primeiro, que incitam a bondade, generosidade e espiritualidade. Eles argumentam que os últimos capítulos do Alcorão, em que o Islã foi politizado e os conceitos de Sharia, Jihad e o martírio são introduzidos devem ser lidos no contexto em que foram escritos, cerca de 1.400 anos atrás.

O terceiro grupo é constituído por aqueles muçulmanos que apoiam o aumento gradual do domínio do Islamismo em todo o mundo. Eles usam as liberdades oferecidas na democracia para minar a modernidade social e, embora inicialmente se oponham ao uso da violência, eles preveem que uma vez que o número de crentes atinja um número alto, os últimos incrédulos que sobrarem podem ser tratados com a violência, e a lei sharia pode ser implementada universalmente. Aiatolá Khomeini utilizou este método com sucesso no Irã. Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia, está seguindo os seus passos.

O quarto grupo é o mais óbvio e imediatamente ameaçador. Neste grupo, encontramos um número crescente de muçulmanos linha-dura que têm definido o martírio como seu único objetivo. É um exército de jovens arrebatados por um frenesi de violência suicida por clérigos famintos de poder. Esses clérigos têm plataformas públicas e trabalham com impunidade em instituições intocáveis e muitas vezes financiadas pelas autoridades nacionais (da Europa).

O quinto grupo é muito ineficiente e é ameaçador pela sua recusa em reconhecer a verdade. Aqui encontramos o clero de elite que faz um show para tentar conciliar o Islã com a modernidade. Eles são motivados pela auto-preservação e não têm interesse em verdadeira reforma. Eles tomam passagens seletivas dos livros sagrados para fazer uma construção de um Islã pacífico, ignorando as muitas passagens que incitam à violência, como aqueles versos que comandam a morte de apóstatas.

É através dos dois primeiros dos cinco grupos que o progresso e a reforma surgirão. Quanto ao resto, o mundo ocidental seria mais sensato se reconhecesse as realidades do Islã, uma religião estabelecida por escritos com mais de um milênio de idade, e com a violência e a opressão em seu cerne.

O artigo original se encontra em http://www.islam-watch.org/AyanHirsi/My-View-of-Islam.htm

SOBRE A AUTORA. Ayaan Hirsi Ali nasceu na Somália e atualmente mora nos E.U.A. Autora do best seller Infiel, e fundadora da AHA Foundation, luta contra as formas de opressão feminina perpetradas pelo Islã.

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